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terça-feira, 3 de julho de 2012

Minha refutação a Silas Malafaia

Pr Silas, não vou refutá-lo no campo da Teologia, pois gente mais capaz que eu já tem feito isso e continuará fazendo. Mas na minha área de conhecimento, Biologia, gostaria de colocar algumas questões que o irmão falou.

Infelizmente, quando o senhor coloca algumas informações científicas, eu fico entristecido com essa postura. Falta-lhe conhecimento científico em muitas das suas afirmações e isso macula o trabalho de gente séria, que milita na Ciência e na Teologia, como é o caso de Adauto Lourenço, ou Marcos Eberlin. É uma pena que o senhor fale sobre Ciência sem a devida pesquisa.

No programa em que o senhor "chama pra briga" os blogueiros de plantão há algumas afirmações equivocadas sobre a frutificação de alguns vegetais. E, à guisa de ser honesto com a informação científica e com os seus ouvintes, peço que o senhor seja mais cuidadoso com as afirmações que não são da sua área.

De onde o senhor tirou a afirmação que as tamarareiras frutificação após 30 anos? Aqui no Nordeste brasileiro, as árvores frutificam, em média, há cada dois anos (http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=170). Se o senhor quiser argumentar em relação às tamareiras no Oriente Médio, por serem espécies diferentes das cultivadas aqui, não muda muito. Elas frutificam entre 4 e 8 anos, bem diferente da sua informação. Se o senhor clicar aqui, poderá ter acesso a uma pequena bibliografia sobre o assunto.

Em relação ao tamarindo - e não tamarino, como o senhor disse - a frutificação se dá por volta de 4 a 6 anos e não 60 anos como o senhor afirmou (http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1573). De onde o senhor tirou essa informação?

No que diz respeito ao abacate o senhor afirmou que a frutificação se dá no sétimo ano. Quanto a isso o erro cientifico nem pode ser considerado como erro, pois os estudos mostram que se dá por volta de seis anos (KOLLER, O.C. ABACATICULTURA. Porto Alegre. Ed. Da Universidade/UFGRS, 1984. 138p.). Mas tudo bem, 6 ou 7 anos é considerado como um erro-padrão em Ciência.

É lamentável que o senhor tenha uma atitude dessas em relação às informações científicas. Do mesmo jeito que a Teologia precisa ser usada com respeito e correção, as informações científicas merecem o mesmo respeito e correção. Mesmo que a Ciência esteja abaixo da revelação de Deus na Sua Palavra.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Deus e Darwin

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u715507.shtml

Ao investigar as convicções sobre o desenvolvimento da espécie humana, pesquisa Datafolha mostrou que a maioria crê em Deus e em Darwin. Para 59%, o homem resulta de milhões de anos de evolução, mas guiada por um ente supremo, informa reportagem de Hélio Schwartsman publicada nesta sexta-feira pela Folha.

Um em cada quatro brasileiros, porém, acredita que o ser humano foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. Para 8%, a evolução se dá sem interferência divina.

Os índices variam segundo a classe social e a educação. Quanto maiores a renda e a instrução, maior é a parcela de darwinistas e menor a de criacionistas, que dão mais peso à ação divina.

Os resultados se assemelham aos da Europa e contrastam com os dos EUA. Segundo pesquisa Gallup de 2008, lá os criacionistas somam 44%. Os evolucionistas com Deus, 36%, e os darwinistas "puros", 14%.

O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos.

sábado, 6 de março de 2010

Camuflagem Animal



Quantos animais você conhece? Será que você consegue identificar ou até mesmo perceber os animais que estão nessas fotos?


Faz tempo que não escrevo nada sobre ciência. Na verdade, penso que meus leitores podem ficar cansados de ler sobre esse assunto. Como sou professor, acho que abordo esses temas de modo muito professoral. De qualquer maneira, essa semana preparei uma aula sobre Camuflagem Animal e fiquei empolgadíssimo com o resultado. Para quem dá aulas, o resultado imediato é ver os olhos dos alunos brilharem a cada foto e filme que eu mostrei.

Por um lado foi difícil conduzir a aula, pois como o assunto é muito interessante, eu quase não conseguia terminar uma frase, de tantas que foram as intervenções dos alunos. Esperar um terminar de falar para outro começar a falar não existe para os alunos e é difícil mantê-los atentos. Mas o resultado foi muito bom.

Quando falamos em camuflagem animal, estamos tratando de uma estratégia espetacular para sobrevivência. Essa adaptação permite que os animais possam se “esconder” em seu ambiente. Isso é muito importante, pois evita que o animal seja predado com facilidade e evita também que sua presa o perceba. Destaco dois tipos de camuflagem. Uma delas é que o corpo do animal está adaptado a se parecer com o ambiente, como é o caso de alguns bichos-folha verde e marrom, dos sapos-folha e sapos-pedra e do dragão do mar. Todos esses podem ser vistos nas fotos.



Outro tipo de camuflagem é aquela que o animal escolhe que cor quer ficar no corpo. É o caso de camaleões e polvos que tem a capacidade de alterar a cor de sua epiderme, através dos cromatófaros – células especializadas na produção de melanina. Dependendo da situação – ataque ou camuflagem – o animal altera a sua cor. Esse fato desmistifica a idéia popular de que os animais não enxergam as cores. Ora, o polvo só se camufla com as cores dos corais porque é capaz de ver essas cores, interpretá-las e rearranjar suas células epidérmicas. Não sei qual será sua impressão, mas eu fico maravilhado com essa demonstração de beleza.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A evolução e a Mega-Sena

Se apostarmos 1 jogo de seis dezenas na Mega-Sena, a probabilidade de ganharmos é de 1 em 50.063.860, que corresponde a 0,000002% de chance de ganhar.

A probabilidade de surgimento da vida é muitíssimo menor do que ganhar na Megasena. Não seria razoável que os evolucionistas apostassem regularmente, uma vez que é mais provável que se ganhe do que o surgimento da vida?

Até mais, Marcos.

sábado, 15 de agosto de 2009

Deus e o Diabo no NIH


O mais recente bafafá na blogosfera científica americana (um ambiente naturalmente fértil para bafafás, devemos admitir) envolve a nomeação de Francis Collins, antigo czar do Projeto Genoma Humano, para o cargo de diretor do NIH (sigla inglesa dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA).

O NIH, para quem não sabe, é a instituição pública com o maior orçamento de pesquisa médica do mundo. Collins está sumamente qualificado para lidar com projetos de vulto graças à experiência com o genoma. Mas uma coisa os críticos não engolem: a fé cristã militante do pesquisador.

Collins, ex-ateu e atual cristão evangélico, nunca escondeu sua profunda visão religiosa do mundo. Em seu livro "A Linguagem de Deus" e no site BioLogos (uma junção de "biólogo" com o Lôgos ou Verbo divino da tradição cristã), Collins se revela um defensor ardoroso da compatibilidade entre ciência e religião. Ele rejeita tanto o criacionismo quanto o Design Inteligente, mas argumenta que Deus poderia muito bem ter usado a evolução como ferramenta para criar os seres humanos ao longo de bilhões de anos

Blogueiros-cientistas (e ateus militantes) populares nos EUA, como P.Z. Myers e Jerry Coyne, andam flambando a reputação de Collins em óleo cru desde que sua indicação ao cargo foi cogitada pela primeira vez. O problema deles, afirmam, não é com a religiosidade de Collins, mas com o fato de ele supostamente usar seu prestígio para promovê-la publicamente como alternativa viável tanto ao ateísmo quanto ao fundamentalismo religioso. Ao menos enquanto usa o jaleco de cientista, Collins deveria ser um cristão "no armário", sugerem eles.

Em si, o argumento soa como polícia de pensamento. Se o sujeito quer defender a compatibilidade entre fé e ciência, está no direito dele, até porque Collins quase sempre está pregando para outros religiosos que relutam em aceitar a evolução, por exemplo, e não para ateus. O aspecto defensável da crítica, por outro lado, tem a ver com uma série de declarações do pesquisador, que afirmou repetidas vezes a impossibilidade, ou quase impossibilidade, de explicar o senso humano do certo e do errado com a ajuda da ciência. Para Collins, o conhecimento intuitivo da chamada "lei moral" seria prova da interação única de Deus com os seres humanos -- argumento que ele tomou emprestado do escritor e apologista cristão C.S. Lewis (1898-1963).

No entanto, ao dizer isso, Collins acaba ignorando anos de pesquisa que encontram sinais das bases da moralidade humana em primatas e outros mamíferos sociais, como os estudos do holandês Frans de Waal com a capacidade de empatia em bonobos, ou chimpanzés-pigmeus. Se não existem versões de Madre Teresa entre os chimpanzés e os elefantes, esses bichos, mesmo assim, têm uma noção considerável daquilo que chamamos de certo e errado. A preocupação dos críticos de Collins é que, ao tomar essa posição ideológica de "isso é inexplicável e deriva direto de Deus", ele possa desestimular novos estudos sobre o tema -- e talvez até cortar verbas do NIH para esse tipo de pesquisa. (A de Frans de Waal, por exemplo, que calha de receber esse financiamento.)

Claro que é cedo para dizer se Collins vai mesmo se comportar desse jeito. Mas, se ele aceitar um conselho de cristão para cristão, não é muito sábio do ponto de vista teológico atribuir qualquer fenômeno do Universo à intervenção direta de Deus (a palavra chave aqui é direta) e descartar explicações naturais a priori. Esse tipo de raciocínio é um caso clássico do chamado "Deus das lacunas" e equivale a batizar de "Deus" a ignorância humana -- até que essa ignorância seja sanada, como aconteceu no caso da evolução, por exemplo.

O efeito teológico disso é passar a sensação de que o "espaço" para Deus no mundo está encolhendo cada vez mais. Voltando à moralidade: mesmo que ela tenha evoluído por causas inteiramente naturais (o que é bem provável, na verdade), quem crê em Deus pode simplesmente postular que essas causas naturais foram os instrumentos divinos. Nada disso, claro, vai satisfazer os críticos mais raivosos de Collins, mas pelo menos pode aliviar os temores mais pertinentes deles.

(Reinaldo José Lopes)

Fonte: Laboratório Folha Online

domingo, 5 de julho de 2009

Weizmann Institute of Science (July, 05 - 2009)

Estou em Israel!!! Quando poderia imaginar que isso fosse possível. Estou hospedado no Insituto Weizmann de Ciência para uma semana de muito trabalho e muita reciclagem pessoal e profissional.

Trata-se de uma dos maiores institutos de ciência e divulgação científica do mundo. Fui convidado pelo diretor de um dos colégios que trabalho para integrar a equipe de brasileiros. Na verdade a equipe é de apenas duas pessoas, eu e o Rogério.

Infelizmente nem tudo são flores. Fomos muito bem recebidos aqui no Instituto, mas nossas bagagens não chegarem junto conosco em Tel-Aviv. Queira Deus que elas estejam em Milão, onde fizemos uma conexão, e cheguem amanhã.

Abraço para vocês, Marcos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Xô preguiça!!!



“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.”

Provérbios 6:6


Para nós, cristãos, a Palavra de Deus é fascinante por vários aspectos. Um dos pontos que mais fascina é o fato de ter sido escrita por quase 50 pessoas, muitas delas com diferenças de cultura, educação, origem e de tempo. E, mesmo assim, é possível encontrar coerência em todos os seus pontos. Causa-nos deslumbramento vermos palavras de Jesus presentes nos Salmos, por exemplo. Muito embora vários homens a tenham escrito, o seu Autor é um só.

Como biólogo, eu fico fascinado quando a Palavra de Deus nos compara com muitos seres vivos. Somos comparados a árvores, pintinhos protegidos por uma galinha, gafanhotos, bois e jumentos, entre outros.

O texto que escolhi para esse texto é uma dessas comparações. Para quem não sabe, a formiga é um inseto. De modo geral, insetos possuem um par de antenas, três pares de patas, um ou dois pares de asas. No caso das formigas, apenas a formiga-rainha (içá, em algumas regiões do Brasil) possui asas. Além disso, escolhi esse texto também por causa de um tema abordado na Biologia que é a sociobiologia.

Esse ramo da ciência estuda o comportamento social encontrado em várias espécies de animais, vertebrados e invertebrados. É consenso, e muito bem estabelecido, que a convivência gregária é vantajosa para a adaptação dos seres ao meio ambiente em que vivem. Isso é aplicado desde o estudo de formigas, abelhas e vespas, até estudos de psicologia humana. Na verdade, só por causa dessa definição já teríamos muito o que comentar à luz da Bíblia.

Mas vamos tentar imaginar um pouco no que Salomão estava pensando quando escreveu isso. Certamente ele foi um grande observador da natureza. Se você ler tanto Provérbios quanto Cantares vai perceber que os animais e os vegetais são colocados em comparação a nós de uma forma muito poética ou analítica.

No caso das formigas, muitos de nós já viram esses animais carregando pedaços de folhas para dentro do formigueiro. Interessante é o fato que elas não se alimentam das folhas, mas dos fungos que crescem sobre elas para decompô-las. Assim, se elas não colherem essas folhas no verão, no outono, quando as folhas caem e morrem, elas vão ficar sem alimento. Em segundo lugar, apesar do formigueiro estar cheio elas continuam levando as folhas para manter os estoques sempre em alta.

Num formigueiro ainda, encontramos formigas com várias funções: formigas-soldado, cortadeiras, carregadoras, as que vigiam os ovos, as que protegem a rainha e a própria rainha. O mais fantástico de tudo é que cada formiga dessas desempenha a sua função e não interfere na atividade da outra. Ou seja, existe uma interdependência e uma “confiança” na formiga que vai desempenhar a sua função. Nesse sentido, se sou uma cortadeira, posso fazer meu serviço sem me preocupar em me defender, pois uma soldado estará próxima de mim para me proteger. Poderíamos identificar nas pessoas de uma igreja o cristão-pastor, cristão-músico, cristão-intercessor, entre outros.

Se transportarmos isso para nós, como fez Salomão, veremos que temos muito a aprender com esses animais. Em primeiro lugar aprendo que existe uma hierarquia a ser respeitada. Existe uma rainha que comanda e mantém o formigueiro. Essa rainha é a responsável pela reprodução e deposição de ovos para novas formigas nascerem. Na minha vida não sou eu quem manda. Existe Alguém que me é superior, ao qual devo reverência e para o qual vou prestar contas.

Nas nossas igrejas locais também tem hierarquia. Deus colocou homens que Ele mesmo tem preparado para nos comandar e nos levar a “pastos bem verdejantes” (Salmo 23:2). Nossos líderes foram colocados por Deus e devemos orar por eles, pois o trabalho deles visa o “aperfeiçoamento dos santos” (Efésios 4:11-12).

Outro ponto que quero destacar é que cada um de nós no reino de Deus, individualmente, tem sua função (1 Coríntios 12:12-27). Se não fui colocado por Deus para ministrar louvor, mas para distribuir os elementos da Ceia, vou distribuí-los com o maior espírito de louvor. Se Deus não me dotou de uma boa memória, como poderei ser um bom pregador? Ao contrário disso, sou um excelente intercessor, então vou anotar os pedidos das pessoas e orar para Deus abençoá-las.

Tenho plena convicção que muitos dos problemas que a igreja evangélica no Brasil está passando seriam evitados se atentássemos para as formigas. Se nos alimentássemos da Palavra de Deus constantemente, teríamos reservas para momentos de tentação e de desertos na nossa vida. Se ficássemos desenvolvendo o dom que Deus nos deu, ao invés de ficar procurando “pêlo em ovo”, poderíamos estar num momento mais firme, mais teológico, mais saudável espiritualmente. Se eu ajudasse mais meus irmãos na minha igreja local, talvez cresceríamos mais no conhecimento de Jesus (2 Pedro 3:18), talvez aprendêssemos mais da Palavra de Deus, talvez mais incrédulos fossem alcançados.

Se realmente nos preocupássemos com o corpo de Cristo, não deixaríamos os cristãos-missionários à míngua no campo missionário. Se realmente vivêssemos na realidade do corpo de Cristo, nossas famílias seriam melhor assistidas, órfãos e viúvas seriam melhor acolhidos. Minha palavra final é: deixemos a preguiça de lado, sigamos o exemplo das formigas, trabalhemos para o corpo e não para membros individuais.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Comprovado cientificamente!

Em qualquer discussão com um pouco mais de polêmica, as pessoas sempre apelam para o jargão: “...está provado cientificamente que...”, e aí colocam seus argumentos. A discussão pode ser sobre a eficácia de um remédio, sobre o uso da fé nos tratamentos de doenças, sobre a utilização dos 10% do cérebro, etc e etc. Todos os assuntos, todas as discussões parecem finalizar com o aval da ciência. Será mesmo que a ciência tem todo esse poder? Será mesmo que a ciência põe uma pedra final nas discussões? Minha impressão é que não é bem assim. Hoje, em pleno início do século 21, temos a impressão que se o cientista falou, “tá” falado!

Os cientistas, em nossa sociedade pós-moderna, gozam de uma certa aura mística e de muita credibilidade. Se bem que, para muitos, ciência não combina com fé. Cientistas são aquelas pessoas que estudam muito, o dia todo, todo dia, sem parar, portanto, quando falam, sabem o que estão falando. Cientistas fazem experimento o dia todo e ficam trancados em seus laboratórios testando um “monte de coisas”, para ver se essas “coisas” dão certo, ou funcionam, ou são do jeito que a gente pensa. Muitos cientistas – assim como muitos médicos – gostam de falar difícil, e quem fala difícil deve saber o que está falando. Cientistas dão entrevistas na televisão, escrevem em jornais, publicam livros... e se eles fazem tudo isso é porque eles são demais. Doce ilusão!!!

Assim como os políticos eleitos são a expressão da sociedade em que vivem, os cientistas também são a expressão da sociedade em que vivem. Antes de continuar, aceitem minhas desculpas pelas generalizações. Não são todos os cientistas que pensam da mesma maneira, sendo assim, vou falar da ciência e não dos cientistas.

1. A ciência só acredita naquilo que ela consegue provar. Conta-se que numa aula de anatomia, com o corpo dissecado na frente dos alunos, o professor perguntou: “Estão vendo, está tudo aí, não existe nada dessa coisa de Criador da vida, existe?” Um aluno retrucou: “Professor, o senhor ama sua esposa?”, o professor respondeu: “Sim e muito”. “E onde está o amor nesse corpo, professor?” No silêncio do professor o aluno finalizou: “Acho que o senhor não ama tanto assim.”

2. A ciência está certa em tudo que fala. Já disseram que a melhor dieta é só comer carboidratos. Depois disseram que tinha comer só proteínas. Depois ainda, já disseram que tínhamos que comer gordura. Já disseram que a melhor pressão arterial era 12x8. Agora tem cientista que diz que é 13x9, ou 13x8. Tem cientista que diz que vírus é um ser vivo, tem cientista que diz que ele não é ser vivo. Tem cientista que diz que a vitamina C é boa pra evitar resfriado. Tem cientista que diz que ela não evita nada. Tem cientista que diz que é bom a mulher menstruar. Tem cientista que diz que não é bom a mulher menstruar.

3. A ciência pode melhorar a nossa vida. O que você acha dessas descobertas científicas — pólvora, bomba atômica, substâncias químicas tóxicas, armas biológicas, drogas. São alguns exemplos de descobertas científicas presentes na sociedade moderna que necessariamente não melhoram a nossa vida. Pelo contrário.

Para pensar: será mesmo que a ciência é tão isenta assim? Será mesmo que por trás da ciência também não existem ideologias e pressupostos que precisam ser defendidos? Será mesmo que a ciência só tem o interesse do bem-estar social? Será mesmo que a ciência pode nos ser uma base firme de confiança? Será mesmo que os cientistas que tanto lutaram para a utilização das células-tronco embrionárias humanas querem só mesmo a cura das pessoas? Será mesmo que numa discussão a frase “...mas a ciência comprova...” é suficiente para resolver as dúvidas?

Os caminhos da Ciência e da Fé*

Até onde a ciência pode nos levar? Até onde a fé pode nos levar? Será que esses dois caminhos vão para o mesmo lugar? Ou seriam a ciência e a fé como automóveis e não os caminhos? Essas questões parecem complicadas num primeiro momento, mas acredito que não sejam tão difíceis assim.

Hoje em dia, a educação moderna visa capacitar os alunos a enxergarem o mundo com diversas lentes. A visão cartesiana e engessada de mundo caiu por terra há muito tempo. Não há apenas o preto e o branco. Existem várias matizes de cinza entre esses dois opostos. Nesse sentido, os colégios mais modernos trabalham para capacitar os alunos a olharem um mesmo fenômeno com os olhos das Artes, da Matemática, das Ciências Naturais, da História.

Talvez hoje, em linhas gerais, existam três grandes questões científicas: qual é a origem do universo, qual é a origem da vida e qual é o destino final do universo. Essas não são questões fáceis de serem respondidas, porque elas envolvem muitas outras questões periféricas. Para um naturalista convicto, as duas primeiras respostas nem cogitam a existência de uma entidade divina. Para um cristão convicto as duas primeiras respostas são Deus.


Isso poderia ser válido há algum tempo atrás, porém, a ciência e a fé, para muitos cientistas e religiosos, hoje estão lado a lado. Em A Linguagem de Deus, o famoso biólogo Francis Collins tenta mostrar sua crença no que a ciência diz atualmente conciliada no Deus da Bíblia. O Dr Collins afirma sua total aceitação da origem evolucionária das espécies dos seres vivos e, ao mesmo tempo, declara crer “num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós”. Para ele, a ciência e a fé não se contradizem. Devo acrescentar que ele não está sozinho nesse pensamento.
Em relação ao pensamento evolucionista, há muita gente crente no Deus da Bíblia e que subscreve o evolucionismo como apresentado por Darwin. A propósito, há 150 anos atrás, exatamente em 1 julho, ele lançou o livro mais revolucionário da ciência, A Origem das Espécies. Conciliar a evolução e a existência de Deus, para mim, é um grande erro. Um erro porque o próprio Darwin tinha receio em publicar suas idéias, pois ele sabia que sua teoria negava a necessidade da intervenção divina na criação das espécies. Ele afirmou que seria “como confessar um assassinato”. Ele entendeu que tinha descoberto uma “maneira mais simples” de explicar a biodiversidade sem a necessidade de Deus. A esse mecanismo “simples” ele chamou de seleção natural.

Ora, seu próprio nascimento mostrou que a teoria da evolução tinha embutida a negação da necessidade de Deus. Se as espécies eram aparentadas entre si, provavelmente descendiam de um ancestral que lhes fosse comum. A idéia é realmente simples e naquele momento – e por algum tempo depois – as pessoas não estavam tão interessadas em como os animais teriam surgido.


Para mim está muito claro que a teoria da evolução destrona Deus do seu lugar e o deixa vazio, uma vez que essa teoria parte simplesmente de leis naturais para explicar a diversidade das espécies. Visto que naturalmente podemos explicar as diferenças entre as espécies, por que recorrer a explicações sobrenaturais? Não vejo como a proposta do evolucionismo teísta se sustenta à luz da Bíblia. À luz da filosofia naturalista, do naturalismo científico, do pensamento pós-moderno ele se sustenta, e com bastante facilidade.


Acredito firmemente que os caminhos da ciência e da fé são bem diferentes. Ainda fico a pensar se ciência e fé são estradas ou carros que nos conduzirão para algum lugar. A ciência se propõe a buscar a verdade. A Bíblia afirma ser ela a verdade. A ciência é altamente mutável na sua essência. A Bíblia é imutável, porque Seu autor é imutável. Nós até podemos usar a ciência, a fé ou as duas juntas no nosso caminho. A fé bíblica nos dá uma direção e um destino, a ciência não.


*Esse texto também pode ser lido no BibliaWorldNet.

domingo, 1 de junho de 2008

STF e as células-tronco


Agora que o Supremo autorizou a pesquisa com células-tronco, será que as pessoas ainda querem saber a opinião do Soberano?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Células-tronco


Será que a Bíblia tem a resposta pra tudo? Ela até pode ter. Mas como ela mesma afirma, há coisas encobertas que ainda não nos foram reveladas. E aqui, a tradição puritana nos ajuda muito: se a Bíblia fala, eu falo; se a Bíblia se cala, eu me calo; se a Bíblia não é conclusiva, não devo ser cnclusivo também. Em linhas gerais essa era a postura dos puritanos nas discussões. E acho que devemos ter a mesma postura.

Nesses dias pós-modernos, a igreja tem que ter resposta pra tudo. Já há algum tempo os evangélicos são ouvidos pela mídia. O problema é que muitos evangélicos não têm o que dizer. Isso não significa que
eu tenha as respostas. Mas espero ajudar com minhas reflexões. As pesquisas com células-tronco poderão salvar vidas da morte, ou, na “pior” das hipóteses, amenizar o sofrimento de muita gente. Muita gente em cadeira de rodas, muita gente sofrendo de doenças cerebrais, muita gente precisando de um transplante, enfim, muita gente. Quem não gostaria de ter as dores e o sofrimento aliviados. Basta uma dorzinha de cabeça ou estômago, estamos nós usufruindo do que a ciência nos proporciona, remédios.

Sejamos sinceros e não hipócritas: suponha que estamos em 2037 e você está numa cadeira de rodas por causa de um acidente automobilístico em que foi vítima de um motorista bêbado. Ele ultrapassou o farol vermelho e te atropelou no farol. O médico lhe diz que se forem colocadas algumas células-tronco embrionárias na região medular afetada, em três meses você volta a andar. O que você faria?


Vou lhe dar duas opções. Você escolhe a que melhor lhe aprouver e depois a gente volta a conversar. Se quiser, pode postar alguma alternativa que eu não coloquei.


(1)
Você não utiliza do tratamento porque foi permissão de Deus que você sofresse esse acidente. Ele sabe o que é melhor, pois todos os eventos da sua vida são para o seu benefício. Então, isso significa que Ele tem algo de especial para você.

(2)
Você não utiliza o tratamento porque ele foi desenvolvido a partir de células-tronco embrionárias. Como os embriões já são seres humanos, e eles foram descartados para as pesquisas, você não autoriza esse tratamento.

Até mais, Marcos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O “Greenpeace” Evangélico

Qual é a sua relação com a causa ecológica? Desculpe-me por começar esse texto de modo tão direto e sem rodeios. Pensei em começar explicando o que é ecologia, mas não estou na sala de aula. Então decidi ir direto ao ponto: o que você está fazendo para melhorar o planeta?

Alguém poderá me responder: “Hei, pera aí Marcos, eu sou crente (bem, o diabo também crê que poderá vencer...), não sou nem biólogo nem ecologista.” Outra pessoa poderá me responder: “Estou com minha consciência tranqüila, participo de programas de reciclagem.” Agora vou mudar um pouquinho minha pergunta: “Como cristão, que conhece e lê a Bíblia, o que você tem feito pela ecologia?” Agora o assunto vai ficar mais sério!

Infelizmente tenho que te lembrar daquele papel de bala que você jogou na rua ontem; ou de um pedaço de papel que você usou só para anotar um número de telefone e jogou fora; ou ainda daqueles inúmeros canudinhos que você pegava naquele famoso fast-food pra brincar de flauta. Pense no quanto de lixo você produziu ontem, alguma coisa poderia ter sido reaproveitada? Se você ainda não percebeu nada, preste atenção nos itens abaixo:

1. Esse mundo não é nosso, ele tem um Dono: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1). Só por esse texto já basta argumentar que, se esse mundo não nos pertence e estamos aqui só de passagem, é nosso dever cuidar dele.

2. O Dono deste mundo nos mandou tomar conta dele: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2:15). Espero que você não tenha a pretensa idéia de dizer que essa ordem foi dada apenas para Adão. Se é assim que você pensa, vou ter que te lembrar que você tem feito e talvez não saiba.

3. Somos nós os culpados da Terra estar desse jeito: “A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da terra. Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão” (Isaías 24:4-6). Será que você suporta mais um texto? Leia este: “Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem” (Oséias 4:3)

Pois é, muito antes do movimento ecológico Greenpeace ser idealizado, o ser humano já era advertido por Deus a tomar conta do planeta. E essa responsabilidade foi expressa por Deus no Éden em direta conexão com a sobrevivência do homem. Pense nas secas prolongadíssimas do nosso país, pense nas estiagens fatais para as nossas lavouras e os povos que cultivam a terra. Pense que há poucos anos atrás milhares de pessoas morreram na Europa por causa de altas temperaturas globais. Responda rápido, qual a necessidade de um protetor solar fator 60 a cinqüenta anos atrás?

A cidade de São Paulo era conhecida com a “terra da garoa”. Pergunte a qualquer morador da cidade quando foi a última vez que ele viu garoa. Pense nas espécies de animais e plantas que já destruímos e sequer foram estudadas. O verão no Brasil aumenta de temperatura a cada ano, imagine como seu filho vai viver daqui dez anos. E nem quero aqui discutir o tal Protocolo de Kioto que os Estados Unidos (país dito evangélico!!!) não assinaram. Basta pensarmos em termos tupiniquins: nossa ararinha-azul já é tida como extinta.

Até posso entender que você tenha nojo de um inseto como a barata, ou se sinta aflito diante de uma cobra, contudo isso não nos dá o direito de usufruirmos do que Deus nos tem dado de modo irresponsável. Reflita sobre essas coisas e julgue se isso não faz parte de uma vida de louvor e adoração a Deus. Será mesmo que nós, “seres criados um pouco menor que os anjos”, seremos os únicos seres vivos capazes de destruir o ambiente em que vivemos!? Último pensamento: nenhum ser vivo, domesticado ou não, destrói o ambiente em que vive. Que lado você quer ficar?

Até mais, Marcos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

A votação

Nesse momento, o STF está discutindo se os embriões congelados são seres humanos ou não. Engraçado que isso sempre me pareceu ser assunto da Biologia e não do Direito. Em todo caso, o dia de hoje parece que vai ficar na história. Isso porque define-se hoje também o que deverá ser feito com os milhares de embriões congelados - por volta de 30 mil aqui no Brasil.

Por enquanto não tenho muito o que falar além do que já disse (clique aqui). Vamos esperar o término desse processo.

Até mais, Marcos.

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...