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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Jesus não morreu por todos - Parte 5

Depois de bastante tempo estou aqui de novo, dando continuidade ao tema da morte expiatória de Jesus.

Três argumentos baseados nas descrições bíblicas da salvação
1. As Escrituras ensinam que nossa redenção é uma "redenção eterna". Se esta redenção é para todas as pessoas, então, automaticamente, todos os homens estão salvos, ou ela está disponível na dependência do cumprimento de certas obrigações. Sabemos, por experiência e pelo testemunho das Escrituras, que não são todos os homens que estão salvos. Contudo, se temos que cumprir certas condições para sermos salvos, significa que Jesus Cristo não foi suficientemente capaz de cumpri-las todas! Se for assim, em parte nossa salvação depende de nós, o que nos tornaria merecedores dela. Mas não é isso que ensina a Bíblia: "Pela graça sois salvos, por meio da fé e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de vós para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9).

2. A Bíblia mostra cuidadosamente aqueles pelos quais Jesus Cristo morreu: Seu povo (Mateus 1:21); Suas ovelhas (João 10:11, 14); Sua Igreja (Atos 20:28); Seus eleitos (Romanos 8:32-34); Seus filhos (Hebreus 2:13). Ou seja, aquelas pessoas que não são Seu povo, Suas ovelhas, Sua Igreja, Seus eleitos e Seus filhos não são alvo da salvação de Jesus Cristo.

3. "Não devemos descrever a salvação de nenhuma maneira diferente daquela que a Bíblia a descreve. E a Bíblia não diz, em lugar algum, que Cristo morreu "por todos os homens", ou por cada homem em particular. Ela diz que Cristo deu Sua vida "em resgate de todos"; entretanto, isso não pode provar que signifique mais que "todas as Suas ovelhas" ou "todos os Seus eleitos". Se estudarmos cuidadosamente qualquer versículo que emprega a palavra "todos" e o examinarmos em seu contexto, logo estaremos convencidos de que, em lugar algum, as Escrituras dizem que Cristo morreu por todos os homens, sem exceção de nenhum." (Por quem Cristo morreu?, John Owen, pág. 43, 1ª edição, Editora PES).