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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Salvação (i)limitada

Essa quem me contou foi o João Alexandre (www.joaoalexandre.com.br). O renomado Pr Russel Shedd foi questionado a respeito da salvação dos homens. A pessoa queria saber se ele era arminiano (expiação ilimitada) ou se ele era calvinista (expiação limitada). Eis a resposta do téologo:

A salvação é como uma festa. Você chega, bate na porta e pede para entrar. Quando entra, descobre que seu nome já estava escrito na lista de convidados.

Resposta simplesmente fantástica. E fim de papo.

12 comentários:

Pastor Menga disse...

Devido a minha limitada compreensão, me pareceu que o meu querido Dr. Shedd, acabou ficando em cima do muro!

Quando eu chego em uma festa e bato na porta e pesso para entrar, eu satisfaço um arminiano.

Quando, entro, e descubro que meu nome estava escrito na lista de convidados, eu satisfaço um calvinista.

Entendi ou não?!?!?!

Música, Ciência e Teologia disse...

Meu caro Pr Menga, infelizmente, às vezes, teólogos não assumem suas posições diante das pessoas. Não sei o por que... Mas, conhecendo o Dr Shedd atravé do que já li dele e pelas conversas que tive com o Bill sobre ele, creio que a resposta puxa mais para o calvinismo, pois ela termina com o conhecimento do convidado do fato que ele já estava convidado.

Mas concordo que o Dr Shedd foi “teo-politicamente correto”...

Marcos

Heitor Alves disse...

Hum... essa resposta tá mais pra lá do que pra cá. Ou mais pra cá do que pra lá?

Na visão calvinista, ninguém chega na porta pra bater e pede pra entrar; mas o próprio Deus te leva pra dentro, pelo seu Espírito.

disse...

Mais um exemplo do híbrido tipicamente batista... em que ao se tentar estabelecer o equilíbrio entre a soberania de Deus e a responsabilidade do homem, isso é sempre feito com um destaque, a meu ver, desmedido na última. É o caso do "uma vez salvo, sempre salvo" dos batistas... Eu reescreveria dizendo: "uma vez eleito por Deus desde a eternidade passada e por isso salvos, sem a exclusão do sim humano, sempre salvos". Por isso, eu reescreveria as palavras do dr. Shedd (ai de mim!) assim: Deus nos inclui entre os convidados. Sua inclusão é o suficiente para nos fazer chegar à porta do lugar da festa. Dirigimo-nos à festa, às vezes até pensando que por iniciativa própria. De fato, há uma ação livre de nossa parte, mas capacitada pela inclusão na lista. Quando chegamos na festa propriamente dita, tendo ultrapassado a porta, percebemos que força nos impulsionara desde o primeiro momento: o fato de estarmos já incluído na lista de convidados".

Uma pergunta: parece-me que a ilustração explica bem e ilustra mesmo a questão da eleição divina vs. escolha humana. Mas que menção ela faz explicitamente da questão em torno da abrangência da expiação? Sei que há conexões, mas acho que houve aí um salto na relação entre a ilustração e a doutrina da expiação limitada/ilimitada. O caso da festa não chega a ilustrar isso de forma direta e explícita... Certo?

Marcelo Lopes disse...

Fala Marcão,

Bem, você sabe o que eu penso sobre essa "velha intriga" de arminianos x calvinistas. Acho que perde-se um tempo precioso, fazendo estudos pra tentar definir como Deus pensa e age e acabamos deixando de lado o que realmente importa, o próximo.
Por isso eu achei a resposta do Pr. Shedd incrível e estou 101% com ele, pois pouco importa se convidou-se ou se foi convidado, a salvação vem de Cristo e isso não muda, e o que pensamos a respeito de Deus, sobre quem Ele é e como age, não muda quem Ele é e como age.

Boas festas pra você e família.

Grande abraço!

Obadias disse...

Concordo com o Marcelo Lopes. É perda de tempos ficar polemizando essa questão. Ganhamos muito mais nos preocupando com o próximo.

Heitor Alves disse...

Quer dizer que vocês acham perda de tempo ficar polemizando sobre essas questões?

Se o mais importante é nos preocuparmos com o próximo, então precisamos dizer a ele o que realmente importa: que é Deus quem leva para outro lado da porta, e não o próprio homem quem bate e pede pra entrar!!!

Não acho que essas questões sejam menos importante, pois estamos tratando daquilo que pode enganar o próximo ou não.

Será que estamos realmente preocupados com o próximo dizendo a ele que tem condições de bater na porta e pedir pra entrar???

Música, Ciência e Teologia disse...

Na visão calvinista, ninguém chega na porta pra bater e pede pra entrar; mas o próprio Deus te leva pra dentro, pelo seu Espírito.

Heitor, não aceitar que o pecador se aproxima de Cristo desejando-O pode-nos induzir ao erro do hipercalvinismo. Na proclamação do evangelho, não sabemos para quem estamos pregando, mas estamos cumprindo a nossa misão de ir e pregar a Jesus Cristo.

Por outro lado, concordo que não discutir a questão não alivia em nada. Vejo isso crescentemente entre os liberais, eles não querem discutir teologia. De fato, se só ficarmos discutindo não vamos conseguir nada.

A discussão, para ser sadia, tem que gerar frutos e um deles deve ser o glorificar a Deus. Se nossa teologia servir apenas como demonstração da nossa capacidade intelectual, ela não serve para nada.

Até mais, Marcos.

Música, Ciência e Teologia disse...

Fá, não sei especificamente em que circusntâncias o Dr Shedd deu aquela resposta. Talvez ele estivesse numa situação que o assunto não era esse, ou algo parecido.

Entendo a posição dele. Como professor, muitos alunos pedem a minha opinião sobre determinado assunto, mas, às vezes, eles não têm maturidade para ouvir a resposta.

Por outro lado, talvez ele não quisesse entrar na polêmica arminianismo x calvinismo por entender que não fosse o momento, ou achar essa discussão infrutífera, ou não ser o foco daquilo que estava tratando.

O que mais me fascina na resposta é o fato de que a ilustração dele mostra exatamente o que ocorre na realidade da salvação: quando somos regenerados por Deus e entendemos a nossa necessidade de Jesus Cristo, vamos em busca dEle para depois sabermos que Ele nos buscou primeiro. É isso que a Bíblia mostra.

Quando entendemos que fomos salvos por Deus, percebemos que essa salvação estava ordenada por Deus desde antes da fundação do mundo, mas quando nos arrependemos e nos aproximamos de Jesus Cristo não temos a exata noção disso.

Até mais, Marcos.

Música, Ciência e Teologia disse...

Marcelo e Obadias, até concordo que muitas discussões acabam em aridez desértica e para nada servem. Vejo isso quando a discussão parte da Filosofia.

Quando a discussão parte da Teologia, da boa Teologia não há como a discussão ser árida, pois a Palavra de Deus não é seca. Pelo contrário. Quando Paulo, Barnabé e Pedro discutiram sobre a circuncisão dos gentios convertidos, o resultado foi a expansão da pregação do Evangelho, uma vez que eles foram para caminhos diversos.

Historicamente até posso entender que a Igreja de Cristo perdeu, realmente, muito tempo em discussões que não levaram a nada de proveitoso. Mas hoje não precisamos repetir os mesmos erros que foram cometidos no passado.

Até mais, Marcos.

Heitor Alves disse...

Marcos,

O desejo do pecador por Cristo só é possível mediante uma ação regenerador do Espírito.

Você citou sobre o hiper-calvinismo como um erro. E eu concordo com você. Mas é a Bíblia quem diz que "não há quem busque a Deus, não há nem um sequer", não é?

O hiper-calvinismo erra em não pregar o evangelho a todos. Diferentemente do calvinismo, que acredita que a pregação da Palavra de Deus a toda criatura é necessária para alcançar o perdido.

Das correntes teológicas existentes, somente o hiper-calvinismo desencoraja a pregação do evangelho, o calvinismo não.

Jm Messias disse...

E muita perda de tempo em vezes de evangelizar o próximo se não foram jesus ter morrido pra nós da à salvação estávamos todos perdidos o calvinista ficam pegando alguns versículos e não lê o contexto pelo o amor de Deus vão aceitar a Jesus vcs.asistam o vejam só a surra que os calvinista levaram lá do pastor Elias soares.