Total de visualizações de página

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Steve Smith and Vital Information


Um pouco de boa música para relaxar!!!

A presciência de Deus


Pink parece ecoar as discussões que Spurgeon teve na sua época. O “príncipe dos pregadores”, muitas vezes, foi obrigado a entrar na trincheira do Evangelho para defendê-lo dos ataques dos hereges. Pink começa argumentando que não se calará diante dos ataques que a doutrina da presciência de Deus sofre e sofreu ao longo da história. Para ele, “nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida”.

Somos advertidos pela Palavra de Deus que a falta de conhecimento é um dos motivos para a nossa destruição (Oséias 4:6). A falta de conhecimento sobre a doutrina da presciência de Deus é um dos motivos para sua rejeição e para o abuso que é cometido. Para evitarmos esse comportamento, Pink propõe que o significado e o sentido bíblicos do termo presciência não sejam ignorados. E já nesse segundo parágrafo, ele mostra a relação entre presciência e soberania de Deus.

A palavra presciência aparece no Novo Testamento apenas em duas ocasiões: Atos 2:23 e 1 Pedro 1:2. Nessas duas passagens a palavra aparece associada diretamente a pessoas e não apenas a fatos. Na passagem de Atos, o apóstolo Pedro está pregando no dia de Pentecostes afirmando que Cristo foi crucificado “pelo determinado conselho e presciência de Deus”. A segunda passagem, também do apóstolo Pedro, ele relaciona a nossa eleição com a presciência de Deus. Isso é extremamente importante pois, não apenas nos faz pensar que Deus já sabia desses eventos, mas que esses eventos aconteceriam inexoravelmente.

O que isso significa? Significa que nada impediria Jesus de ser crucificado. E a presciência de Deus indica justamente o cumprimento cabal das determinações de Deus. Quanto à morte de Jesus Cristo, nada a impediria. Qualquer plano humano de evitar que Jesus crescesse, como o de Herodes. Qualquer plano diabólico, como a tentação no deserto. Absolutamente nada impediria o resgate do Seu povo eleito. 

“Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei” (Isaías 46.9-11).

De igual modo, a nossa eleição tem o seu cumprimento total, pois está vinculada ao sacrifício de Jesus Cristo, que é eterno. O cumprimento da nossa eleição não foi baseado no fato que Deus previu que teríamos fé e, por isso, nos salvou. A nossa salvação não é fruto da previsão de Deus que seríamos receptivos à mensagem da salvação à margem da ação do Espírito Santo. A nossa salvação depende exclusivamente da ação de Deus que “porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Romanos 8:29-30). É verdade que nossa salvação nos encontrou no tempo da nossa existência e fomos alcançados pela graça de Deus, mas ela já havia sido determinada “antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 2:9; Tito 1:2).

Pink faz uma explanação do significado do termo “presciência” comparando-o com outras palavras. Em muitos locais na Bíblia a palavra “conhecimento” está vinculada ao amor de Deus. Quando lemos em Amós 3:2, “De todas as famílias da terra a vós somente conheci...”, percebemos que não pode significar que Deus só sabia quem eram os judeus. 

Além disso, vemos esse mesmo emprego do termo no Novo Testamento. “Eu sou o bom pastor e conheço as minhas ovelhas e das minhas sou conhecido” (João 10:14). “(...)nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:23). Fica evidente que conhecer não significa simplesmente saber quem é. De uma certa forma todos os brasileiros conhecem a presidente Dilma Rousseff, ou conhecem o Pelé. Mas não é desse tipo de conhecimento que estamos lidando. Veja o exemplo de 2 Timóteo 2:19: “(...)o Senhor conhece os que são seus(...)”. Ora, Deus na Sua infinita sabedoria e onisciência tem conhecimento de todos os seres humanos, de todas as eras e de todos os lugares. Não é possível que Deus só saiba quem são “os seus”. É óbvio que a palavra conhecimento significa mais do que simplesmente saber quem é, significa que Deus de modo especial um povo, um conjunto de pessoas, desde toda a eternidade e que, no seu devido tempo, vai salvando para Sua própria glória.

“Deus conhece de antemão o que será porque Ele decretou o que há de ser”. É com essa frase que Pink começa a concluir esse assunto. A presciência de Deus tem a ver com pessoas e não com os atos que essas pessoas têm. “A verdade é esta: Ele as “pré-conhece” (pessoas eleitas) porque as elegeu”. Não é nossa fé que motivou Deus a nos eleger – até mesmo a nossa fé foi determinada por Deus, “a eleição de Deus é a causa e a nossa fé em Cristo, o efeito”. Ele vai discorrendo sobre o assunto com pensamentos fantásticos a cerca da presciência de Deus. “Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente: Efésios 2:9”.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Onisciência de Deus


Deus é onisciente, Ele conhece tudo, sabe de todos os eventos – passado, presente e futuro. Infelizmente, para muitos evangélicos, isso já não significa mais nada. Por mais incrível que se pareça, hoje há evangélicos que afirmam que Deus não conhece o futuro. O passado Ele conhece, pois já são fatos ocorridos. O presente, Ele está construindo conosco passo a passo, inclusive Ele é dependente de nós nessa construção. E o futuro, por ainda não ter ocorrido, Ele não conhece. Não sou contra questionar os dogmas. Na minha prática de professor, uso o recurso das perguntas constantemente para instigar meus alunos a pensar. Mas se as respostas nos levarem a transformar Deus em um ser parecido conosco, estaremos errados nas nossas conclusões.

O início de qualquer reflexão sobre a onisciência de Deus deve ser feito com cuidado, pois o terreno que estamos pisando é totalmente estranho para nós. Nós, seres marcados pela nódoa do pecado, não somos capazes de compreender com exatidão esse atributo da deidade. Além de nosso conhecimento ser limitado ao tempo, vamos ampliando esse conhecimento à medida que o tempo passa. E o limite desse conhecimento é em questões de segundos. Nós não somos capazes de conhecer um evento futuro em frações de segundos. O máximo que podemos é estimar algum evento e sermos, simplesmente, meros expectadores.

Que consolador é para nós sabermos que nada na nossa vida está oculto para nosso erro e, com amor, nos disciplina para acertarmos. Se corremos o risco do assédio do diabo, Ele sabe como lidar com o adversário das nossas almas. Se o diabo simplesmente desejar nos peneirar, como fez com Pedro, Ele conhece as fraquezas do diabo e vai nos preservar. Nos tempos em que a nossa fé parece fraca, quase morta, Ele “conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Salmo 103:14).

Se estamos desesperados, sem esperança “não há motivo para temer que as petições dos justos não serão ouvidas”. Eu posso lançar sobre Ele toda a minha esperança, toda a minha ansiedade. Não preciso me preocupar com que palavras tenho que me dirigir a Ele. Não preciso ficar escolhendo as melhores palavras, como se estivesse diante de um juiz, pois “será que antes que clamem, eu responderei: estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

Pink chama a atenção para a possibilidade, se ela existisse, de tirarmos a onisciência da Deus. “Gostariam que não houvesse nenhuma Testemunha dos seus pecados(...)”. Mas de Deus não se esconde nada. Tudo está claro diante de Seus olhos, pois para Deus “trevas e luz são a mesma coisa” (Salmo 139:12). Para onde vai a nossa esperança se Deus não conhece o que acontece comigo? Onde posso me sustentar diante das perplexidades que ocorrem comigo e que não encontro explicação? Ele sabe qual é o meu fim, pois já determinou como devo chegar lá.

“Se fosse possível ocorrer alguma coisa sem a ação direta de Deus ou sem Sua permissão, então aquilo seria independente dEle e Ele deixaria, de pronto, de ser Supremo.” É com essa frase que Pink inicia sua reflexão sobre o fato de Deus conhecer todos os eventos futuros, do mesmo modo que Ele conhece todos os eventos passados e presentes. O que Ele conhece do futuro depende exclusivamente de Sua própria vontade e, certamente, isso vai se realizar: “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4:35).

Em nenhum lugar das Escrituras pode-se concluir que Deus não tem conhecimento do passado, presente e futuro. Do Gênesis ao Apocalipse, Deus Se mostra como onisciente, todo-poderoso e soberano. Nada escapa dos Seus olhos. “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:13). Mas o Brasil agora tem sido apresentado a um Deus que desconhece o presente porque está participando da sua constrição junto com o homem. De igual modo, Deus desconhece o futuro, porque as possibilidades de escolha do homem são tantas que impedem Deus de saber com exatidão o que vai acontecer.

Para os que defendem esse tipo de teologia, deixo a frase que Martinho Lutero disse a Erasmo de Roterdã: “Seu deus é pequeno demais!”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os Decretos de Deus


No clássico Os Dez Mandamentos, estrelado Charlton Heston e Yul Brynner, há uma frase muito interessante dita pelos faraós: “Assim está escrito, assim será feito”. Eu não sei se essa frase realmente existiu no Egito Antigo, mas ela demonstra o poder e a força que os faraós tinham. O que eles determinassem, certamente aconteceria. E se não acontecesse alguém pagaria pelo não cumprimento daquela determinação.

Neste capítulo 2, Arthur Pink reflete sobre os decretos de Deus. Lembro-me que quando eu li esse capítulo eu exultei de alegria, pois fui apresentado para um Deus diferente daquele visto na Escola Dominical. Sempre acreditei que Deus é Todo-poderoso, mas nunca tinha pensado na extensão de Seu poder.

Os decretos de Deus são Suas determinações dos atos futuros. Usamos o termo no plural porque nossas mentes funcionam melhor quando os eventos são encadeados um ao outro. Mas as Escrituras tratam dos decretos como um único ato, acabado e definido. Nossas mentes, como destacou Pink, funcionam em ciclos sucessivos e pensamos que cada evento sucede e é sucedido por outro, e por outro e por outro. Mas a mente divina contempla tudo desde a eternidade (Atos 15:18).

Os decretos de Deus são a expressão da vontade de Deus. É preciso lembrar que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12:2). Se a vontade de Deus tem essas três características, não devemos nos estranhar com ela, pois essas características também são do próprio Deus. A Sua vontade e os Seus decretos não foram influenciados por nenhum fator externo ao próprio Deus. Portanto, deve ser motivo de nossa alegria o cumprimento da vontade de Deus. 

“O que quer que seja feito no tempo, foi preordenado antes de iniciar-se o tempo”. Com essa frase, Pink passa a explicar que os decretos de Deus se relacionam com todos os eventos futuros, sem exceção. Os decretos de Deus envolvem os eventos bons e maus, grandes ou pequenos. Inclusive a entrada do pecado e do sofrimento na Sua criação. Sendo Deus santo e bom, Ele não é o criador do mal no mesmo sentido que Ele é o criador da natureza, por exemplo. A ação de Deus foi permitir a entrada do mal na Sua criação e não a sua criação ativa. Nas palavras de Pink, “Deus é o Ordenador e Controlador do pecado”. Deus assume a responsabilidade da entrada do sofrimento e da miséria na Sua criação, mas não foi Ele o seu criador.

Nós não fomos simplesmente criados e abandonados neste mundo. Além de querer nos criar Deus “fixou todas as circunstâncias do destino dos indivíduos e todas as particularidades que a história da raça humana compreende, desde seu início até o seu fim”. Que frase forte essa! Para mim é realmente confortante e abençoador saber que meu criador tem um plano traçado para mim e que não estou por conta da minha própria sorte, vivendo minha vida como um andarilho errante no deserto sem saber para onde caminhar. Eu sei para onde vou e o modo como vou para lá Deus já sabe porque escolheu para mim o que Ele tinha de “bom, agradável e perfeito”. Se eu fosse deixado por minha própria conta e risco, certamente não chegaria onde Ele quer que eu chegue.

A partir desse ponto, Pink passa a mostrar quatro características dos decretos de Deus: eles são eternos, sábios, livres e absolutos e incondicionais. Se Deus tivesse que mudar de plano a todo instante, significaria que o plano não era perfeito antes e não tinha previsto algum imprevisto. Isso nos levaria a pensar que Deus vai melhorando toda vez que Ele tivesse que reestruturar Seu plano. Já em 1961 Pink alertava: “Ninguém que creia que o entendimento divino é infinito, abrangendo o passado, o presente e o futuro, jamais admitirá a errônea doutrina dos decretos temporais”. Hoje, infelizmente, o Teísmo Aberto tem produzido muitos prejuízos na igreja evangélica brasileira. Quando refletimos sobre a eternidade dos decretos de Deus temos o consolo suficiente para nossas preocupações futuras. O que quer que nos assole no tempo presente, Deus já decretou como nos fortalecer.

Os decretos de Deus são sábios e, por isso mesmo, são além da nossa especulação. Como pensamos de modo encadeado sem ter a noção do todo, nos perdemos na tentativa de compreender o que nos acontece. A sabedoria de Deus vai além do que podemos imaginar. Todos os problemas que já ocorreram no meu casamento me fizeram questionar se realmente tinha casado com a pessoa certa. Com Deus não acontece isso. Certamente Deus tinha o melhor para mim quando me decidi casar com a Cyntia e, obviamente, tinha o melhor para ela quando ela se decidiu por mim. Mas não conseguimos ver assim. Vemos o hoje, o agora, o momentâneo, o passageiro. Deus vê tudo.

“Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou? Com quem tomou ele conselho para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?” (Isaías 40:13-14) O que poderia ser escrito depois de um texto como esse? Nada, nem ninguém influenciou a Deus para Ele tomar Suas decisões. Nem mesmo o diabo influenciou Deus a tomar alguma decisão. Como dizia Lutero: “o diabo é o diabo de Deus”. Os decretos de Deus foram tomados livremente sem caprichos, sem paixões, sem dramas. Apenas Deus, subsistindo na Sua trindade, decidiu tudo.

Qualquer governante depende de um conjunto de circunstâncias para que suas vontades sejam estabelecidas. Com Deus isso não acontece. Não há ninguém que possa fazer frente às Suas determinações. Quem pode questioná-lo a ponto de impedir o cumprimento da Sua vontade? A Bíblia está recheada de situações em que os homens quiseram impedir o cumprimento da vontade de Deus. Voltando no filme Os Dez Mandamentos, lemos na Bíblia a saga que o faraó impôs ao povo judeu até que “com mão forte” Deus fez o Seu povo sair do Egito para uma terra que manava “leite e mel”.

E aqui, Pink encerra o capítulo com um dos pontos mais importantes da teologia: a relação da soberania de Deus e da responsabilidade humana. As Escrituras Sagradas ensinam essas duas realidades. Da mesma forma que ensinam a divindade e a humanidade de Jesus Cristo, a nossa luta em fazer o bem sendo maus. Cristo é Deus e homem. Ele é onisciente, mas crescia em sabedoria (Lucas 2:52). Essas realidades não se opõem, mas como Pink afirma, “que há real dificuldade em definir onde um termina um e o outro começa. Sempre acontece isto quando há uma conjunção do divino e do humano”. 

Não é possível negar os decretos divinos. Se quisermos negá-los temos que assumir que o mundo e tudo que acontece nele é por acaso ou por um destino cego e isso é incompatível com o Deus das Escrituras.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Solidão de Deus


Quando vi o título desse capítulo fiquei imaginando o que o autor queria dizer com a expressão A Solidão de Deus. Será que Deus sofria de solidão? Será que Deus Se sentia sozinho e sofria com isso? Logicamente Deus não sofria de nada – era a minha convicção. Deus não poderia sentir falta de nada, afinal Ele é perfeito. Só lendo para saber o que realmente Pink estava pensando.

Ele era consciente da necessidade das pessoas conhecerem a Deus mais profundamente. Já naquela época ele tinha a convicção que o senso comum de quem é Deus é insuficiente para garantir um verdadeiro relacionamento com o Criador. Pelas suas palavras, entendi que é fundamental, para o filho de Deus sair da superficialidade e realmente conhecer Deus a fundo.

“Houve tempo, se é que se lhe pode chamar “tempo” em que Deus, na unidade de Sua natureza, habitava só (...).” Lembro-me do impacto dessas palavras na minha vida. Imaginar que Deus ficou sozinho por uma eternidade inteira dá uma pequena dimensão da grandeza do nosso Deus. Eu me perco em pensar essas coisas.

Como Pink diz, se Deus quisesse poderia ter-nos criado desde sempre, mas não. Por algum período de tempo Ele esteve sozinho sem nenhum anjo a lhe entoar cânticos, sem nenhuma estrela a brilhar no infinito, sem nenhuma criatura a chamar-lhe a atenção. Simplesmente Ele e o resplendor da Sua glória. Esse capítulo bem que poderia se chamar A Autossuficiência de Deus.

E depois que fomos criados, o que Ele ganhou com isso? Absolutamente nada! Ele não fica mais glorioso por causa da nossa adoração. Ele não Se torna mais amoroso por nos ter oferecido Seu Filho por nosso resgate, Ele não Se tornou mais digno de adoração por causa da igreja, “(...)Sua glória não pode ser aumentada nem diminuída.” Ele continua sendo o mesmo Deus de sempre, “(...)completo, suficiente, satisfeito em Si mesmo, de nada necessitando.”

Criar o mundo foi um ato livre de Sua vontade. Ninguém O influenciou, ninguém o pressionou a criar, nem quem deveria ser criado, nem como deveria ser criado. Deus agiu como sempre age, de modo soberano e absoluto. Em uma época que até mesmo o caráter de Deus tem sido relativizado, através de doutrinas estranhas dentro da igreja, Pink nos faz lembrar que Ele “faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11).

É verdade que Deus é honrado e desonrado todos os dias (Salmo 7:11). É igualmente certo que Jesus Cristo manifestou a glória do Pai (João 1:14). Toda a criação manifesta a glória de Deus, mas isso tem a ver com a nossa relação com Deus e com o reconhecimento da nossa dependência de Deus. Pink nos lembra que Deus poderia ter escolhido continuar sozinho, sem dar a conhecer a Sua glória a ninguém. Ele não carecia da glória das Suas criaturas.

“Ele é solitário em Sua majestade, único em Sua excelência, incomparável em Suas perfeições. Ele tudo sustenta, mas Ele mesmo é independente de tudo e de todos. Ele dá bens a todos, mas não é enriquecido por ninguém.”