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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EDIR MACEDO, CALE A BOCA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


O aborto voltou a ser discutido no arraial evangélico. E voltou por conta das declarações de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Em primeiro lugar, quero dizer que as práticas e as doutrinas ensinadas pela Universal não são bíblicas e, portanto, não posso considerá-la como uma igreja evangélica. Inclusive essa posição foi ratificada na última reunião do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. É bem verdade que a IPB não é a palavra final nos assuntos do evangelicalismo no Brasil, mas, pelo menos, é a primeira que eu vi se posicionar em relação à seita de Edir Macedo.

 

Mas voltando à questão do aborto, Edir Macedo afirma ser a favor do aborto em detrimento do ser humano viver em condições precárias. Eis as suas palavras, por volta de 4:35:

“(...) Eu pergunto: o que é melhor, um aborto ou uma criança mendigando, vivendo num lixão? O que é melhor? (...)”

Eu também gostaria de formular algumas perguntas ao Edir Macedo: “Se alguma filha ou neta sua fosse estuprada, você incentivaria o aborto?”, “A Igreja Universal está disposta a pagar o aborto para suas obreiras da mesma forma que paga a vasectomia dos obreiros?”, “Se estiver disposta, vai ser em clínica clandestina ou legalizada?”.
Honestamente eu não sei o que passa pela cabeça desse senhor. Eu tenho a impressão que não houve preparo e reflexão para ele fazer uma afirmação dessas. Como tudo que a liderança da igreja dele inventa, o Edir Macedo presta mais um desserviço para o povo evangélico do Brasil. Já não bastam óleos, sabonetes, rosas e todas as mandingas que eles já criaram; ainda não foi suficiente a má relação que a igreja deles tem com o dinheiro; não é apenas a megalomania dos seus líderes, agora eles têm que defender o aborto.
Até agora não vi nem ouvi ninguém falar em dar assistência à mulher que aborta: assistência espiritual, psicológica e de saúde. Edir Macedo parece que não se preocupou com as milhares de mulheres que morrem todos os anos. Será que ele descobriu algum fato novo na vida de Jesus Cristo incentivando o aborto! Acho pouco provável que esse meu texto chegue ao Edir Macedo, mas de qualquer maneira preciso mandar essa mensagem para ele:

EDIR MACEDO, CALE A BOCA!!! SE VOCÊ NÃO NADA INTELIGENTE OU DE ÚTIL PARA FALAR, MANTENHA-SE CALADO.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quando Jesus não salvou ninguém!

Estou tendo o prazer, privilégio e responsabilidade de ministrar um curso na Escola Bíblica de Discípulos, na minha igreja local. O curso se chama O Evangelho de Jesus e o Jesus dos Evangelhos. Nesse curso abordamos vários aspectos da vida e ministério de Jesus como o Messias prometido. No nosso encontro de ontem vimos como Marcos apresenta Jesus Cristo. Ao contrário de Mateus, no seu relato, Marcos mostra a todo instante Jesus em ação, indo de cidade em cidade e realizando “sinais e prodígios”.
Mas um fato é marcante no ministério de Jesus: nas cidades de Tiro e de Sidom, Jesus não operou nenhum milagre. Apesar de visitar essas cidades várias vezes, Mateus relata que Jesus não operou nenhum sinal miraculoso nelas (Mateus 11:21). E o que chama ainda mais a nossa atenção é o fato que o próprio Jesus afirma que, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os mesmos sinais que ocorreram em Corazim e Betsaida, os habitantes daquelas cidades teriam se arrependido e se vestido de saco e cinzas!
Você percebeu o que não ocorreu? Jesus não fez nenhum sinal nas cidades mesmo sabendo que seus habitantes se arrependeriam! Ora, por que será que Jesus não operou nenhum milagre lá? Será que era por que naquelas cidades não havia nenhum doente? Será que era por que naquelas cidades não havia quem precisasse de salvação? Certamente que não. Jesus conhecia muito bem as necessidades dos habitantes dessas cidades impenitentes. Jesus tinha ciência desse fato e não operou nenhum milagre nessas cidades, simplesmente, porque não quis fazê-lo.
Jesus tinha alguma obrigação de fazer milagres? Os milagres, sinais, prodígios e maravilhas testificavam a Sua obra messiânica, mas Jesus não tinha necessidade dessas obras para ser crido como Messias. Pelo contrário. Quando Tomé exigiu um sinal visível para crer, Jesus lhe adverte dizendo que mais bem-aventurados são aqueles que creram mesmo sem ter visto (João 20:29). Portanto, Jesus não era e não é um “fazedor de milagres”. Ele nunca precisou de milagres para ser crido como Messias. Nem o diabo conseguiu convencê-lO a fazer milagre contra Sua vontade (Mateus 4:1-11).
Será que conseguimos entender que, por não realizar nenhum milagre nas cidades, Jesus limitou o oferecimento da salvação àqueles habitantes? Ora, se eles creriam com os milagres, mas Jesus não os realizou, eles não foram despertos para a salvação como os habitantes de outras cidades. Será que estou exagerando? A Bíblia ensina que a salvação pertence ao Senhor (Jonas 2:9). Já que a salvação pertence ao Senhor, Ele a dá a quem Ele quiser. Será que entendemos isso? Deus tem obrigação de salvar? Não! Ele não tem nenhuma obrigação de nada. Ele tem misericórdia de quem Ele quiser ter. E ponto!
Se a salvação é de Deus, Ele é que tem a prerrogativa de salvar ou não salvar. Na relação com a humanidade, a parte ofendida é Deus. É Ele que precisa oferecer o perdão. É Ele que precisa aceitar o pecador arrependido. É Ele a parte traída. Mas, arrogantes como somos, dizemos que nós é que aceitamos a Jesus como Salvador. Egoístas como somos, dizemos que fomos nós que escolhemos a Jesus. Pecadores que somos, dizemos que fomos salvos porque cremos em Jesus.
Se não tivéssemos recebido de Deus a fé para crermos em Jesus, jamais nos voltaríamos para Ele. Se Ele não nos tivesse amado primeiro, nunca amaríamos a Deus. Se nosso coração não tivesse sido regenerado antes, jamais teríamos escolhido o caminho da salvação. Se não fosse Ele ter operado em nós “tanto o querer com o efetuar” estaríamos ainda na nossa vida de inimizade contra Deus, andando a passos largos em direção ao inferno. Se Deus permitisse que toda a raça humana, de todos os tempos e eras, fosse punida justamente com o inferno, mesmo assim Ele continuaria sendo justo, bom e amoroso.
Lembremos sempre: fomos salvos porque Ele nos quis salvar; fomos perdoados porque a bondade dEle nos levou a isso; fomos lavados das nossas impurezas porque foi o sangue dEle que nos purificou; nosso nome está escrito no livro da vida, porque Ele mesmo o escreveu lá; nós só conseguimos amá-lO por que Ele nos amou primeiro; Ele nos aceitou porque fomos aceito por intermédio de Jesus. A nossa salvação é nossa porque nos foi dada, nós não conquistamos, nós não a merecemos, nós não a garantimos. Quem garante a vitória é o sangue de Jesus e mais ninguém.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quero virar um religioso!

Ao longo do tempo as palavras vão perdendo seu sentido original. Se o problema fosse só a perda do sentido, não seria tão grave assim. O ruim é quando a palavra assume um sentido completamente diferente da sua origem. Eu poderia citar vários exemplos. Um exemplo que eu já usei aqui foi com a palavra fundamentalista. Hoje essa palavra significa algo danoso para a sociedade. Mas nem sempre foi assim. Em um certo sentido, todo cristão deveria ser fundamentalista (leia aqui).

Gostaria de lhe perguntar algo: você é religioso? Dependendo do contexto em que você vive, a resposta dessa pergunta pode ser muito perigosa. Deixe-me responder a essa pergunta. Eu não sou o religioso que deveria ser.

Como assim? É isso mesmo. Todo cristão deve ser uma pessoa religiosa. A palavra religião tem o sentido de "religar". E ela surgiu num contexto muito simples. As pessoas não tinham mais nenhum contato com Deus, estavam afastadas de Deus e a religião surge, justamente, dessa necessidade de contato com o Criador.


O problema está no que as pessoas transformaram a religião. Hoje uma pessoa identificada como religiosa traz consigo aspectos negativos de comportamento, pensamento, sentimentos e ações que são difíceis de serem aceitos. Mas é difícil aceitar a idéia correta da religião porque nós, como discípulos de Jesus, também perdemos a noção correta do que é ser religioso.


A apóstolo Tiago nem ligou para os religiosos da sua época e botou o dedo na ferida. Ele escreveu que existe uma religião que é pura e sem mácula (você consegue imaginar um religioso de intenções honestas e puras?) e que essa verdadeira religião consiste em dois tipos de ações: (1) visitar órfãos e viúvas e (2) manter-se incontaminado do mal. Veja suas palavras (Tiago 1: 27):


"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo."

Quando Jesus atacou os religiosos da sua época, ele estava pensando exatamente nisso. Os mais carentes de relacionamento humano (órfãos e viúvas) eram desprezados pelos religiosos e eles mesmos contaminavam as outras pessoas com suas práticas errôneas. Essa prática correta da religião foi instituída pelo próprio Jesus quando ele ensinava como devemos "amar o próximo como a si mesmo".

Hoje em dia, na igreja evangélica brasileira, pastores, pregadores televisos, blogueiros, escritores de livro entraram na onda de abolir a religião. O problema não é abolir a religião. O real problema é que não vivemos a verdadeira religião. O problema é que permitimos que a noção mundana de religião entrasse na igreja e, assim, fomos moldados a essa forma de ver a religiosidade. Ao contrário do que o apóstolo Paulo nos ensinou em Romanos 12:1-2: não devemos adquirir a mesma forma de mundo, mas é nossa obrigação transformar o mundo pela renovação do nosso entendimento.

Se devemos transformar o mundo pela transformação que há em nós, que comecemos por isso então: amparar órfãos e viúvos e nos afastar da contaminação do mundo. As duas ações correm juntas, paralelas, inseparadas. Se flharmos em uma delas, falharemos em ambas. 

Torne-se um religioso, um religioso da religião que Jesus Cristo começou e instituiu.