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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Que eu me cale, para que Ele fale!

"E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. Pedro seguira-o de longe até ao interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo. E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam. Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes. E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo: Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas. Nem assim o testemunho deles era coerente. Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte. Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas." (Marcos 14:53-65). 

Na igreja que frequento e no grupo familiar que ministro a Palavra de Deus, estamos estudando o evangelho de Marcos e chegamos no ponto do julgamento de Jesus Cristo perante o Sinédrio. Estamos chegando nos momentos finais da vida de Jesus Cristo e no ponto culminante da Sua vida, ou seja, a Sua morte e consequente ressurreição.

Jesus Cristo passou o Seu ministério todo pregando a céu aberto, para qualquer pessoa ouvir, estando o tempo todo no Templo e teve que ser entregue por um traidor! Ele esteve cercado de multidões que ouviam Suas palavras nas colinas, nas cidades, nas sinagogas e nas casas das pessoas e foi entregue sorrateiramente na madrugada. O fato é que nada disso era necessário, pois Ele mesmo deu sua vida, ninguém preciso tirá-la (João 10:18).

Mas perante os sacerdotes do Sinédrio Jesus Cristo foi acusado. De quê? Num primeiro momento os acusadores ficaram batendo cabeça. As acusações eram infundadas e contradizentes. Ninguém se entendia. Não havia coerência no que diziam. Aí fico me perguntando se o testemunho que dou de Jesus é coerente com o que vivo, ou se sou como esses acusadores falsos!

Como é o cristianismo que vivo? Existe relação entre o que creio-falo-vivo? Meu testemunho é verdadeiro e honesto diante de Deus ou fico quebrando o nono mandamento de não dar falso testemunho? Será que caio em contradição quando digo que sou discípulo de Jesus e escandalizo Seu nome com minha vida! Em certa medida, nós somos como Pedro, negando a Jesus com nossas palavras; somos como Judas, traindo-O com nossos atos; e, às vezes, somos como esses acusadores, sem coerência entre nossa vida e nossa crença.

Um segundo ponto que vejo nesse relato é que Jesus Cristo Se emudeceu diante de Seus acusadores. Isso me ensina que não tenho que ficar batendo boca com quem me acusa, ainda mais se as acusações são infundadas e mentirosas. Jesus sabia exatamente quem Ele era e o que deveria fazer. Ele não falou que destruiria o templo de Jerusalém e nem que construiria outro templo físico. Ele estava tratando de questões espirituais. Ele não veio "dar ibope" para o diabo, Ele veio para destrui-lo.

E na acusação final, o próprio sacerdote disse o que Jesus era, o Cristo, o Filho do Deus vivo. E, em sendo verdade, mesmo que boca do acusador, Jesus Cristo confirma quem Ele é. Ele nem argumenta com o sacerdote. Diante de todos que falavam enganosamente surgiu a verdade. E que força a verdade tem. Que poder destruidor a verdade exerce sobre a mentira. Que luz é jogada no meio das trevas quando a verdade aparece. "Nada ficará encoberto". Dos doze discípulos, um O traíra, outro estava negando que O conhecia e os outros dez fugiram de medo. Mas a verdade vai aparecer, ainda que as pedras a proclamem. O Filho do Homem veio para morrer e não seria mentira, a calúnia e a difamação que impediriam a morte do Autor da vida.

Isso me mostra que o acusador das nossas almas não tem poder sobre o nosso Advogado. Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, que me defende, que me protege, que me comprou, que apagou a minha escrita de sangue. Os meus acusadores podem se levantar o dizer o que quiserem sobre mim. É Ele que julga a minha causa. Ele foi acusado como eu posso ser acusado. Mas é Ele quem me defende.

Que sejamos sábios para a falar o que é certo, no tempo certo, do jeito certo. Que possamos refrear a nossa língua quando for o momento de ficarmos em silêncio. Deixemos Jesus Cristo falar por nós. Ele é quem tem autoridade para isso. Quem sou para querer me defender! Se eu quiser falar vou tropeçar nas minhas próprias palavras. Mas Ele é o Verbo, Ele é a Palavra.
E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
Porque muitos testificavam falsamente contraE, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Marcos 14:53-65
E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Marcos 14:53-65

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Você não gosta de teologia? Que pena!!!



            Vez ou outra vejo declarações de cristãos dizendo não gostar de teologia. O que eu acho realmente que essas pessoas querem dizer é que elas não gostam de um estudo sistemático de doutrinas bíblicas. Acho isso uma pena também!
            Há alguns anos – uns 20 anos ou mais – os cristãos eram conhecidos como o povo do Livro. E éramos assim conhecidos por andar com a Bíblia debaixo do braço, mas também, quero acreditar, que era porque havia muito mais estudos bíblicos do que hoje. Lembro-me que quando eu era criança, há 30 anos, todo o terceiro sábado, havia o Estudo Bíblico. Ficávamos o dia inteiro, com café, almoço e jantar, só estudando a Bíblia. Infelizmente naquela época eu não entendia muita coisa, mas ver a dedicação das pessoas ao fazer a comida, ao preparar os estudos e à oração me ensinou muita coisa.
            Duvido que uma igreja faça uma programação dessas mensalmente – eu não conheço! Para muitos de nós tornou-se cansativo empregar um dia inteiro de estudos dedicados à Bíblia. Hoje é mais legal, é mais produtivo e cansa menos encher as igrejas de atividades recreacionais, ensaios disso e daquilo, almoços e jantares. Tempos modernos. Não serei eu que vou brigar com o sistema. Mas uma coisa é fato: era bem mais difícil nos manipular teologicamente.
            Sabe por que tantos ensinos estranhos à Bíblia fazem sucesso hoje? Porque as pessoas não conhecem a Bíblia. E não conhecer a Bíblia é uma sentença de fracasso e desventura espiritual. É o que Deus disse através do profeta Oséias: “O meu povo perece por falta de conhecimento.” (Oséias 4:6). Nossa vida espiritual depende da Palavra de Deus, assim como nossa vida biológica depende dos nutrientes dos alimentos. Lembro-me do Pr Bill Barkley (www.editorapes.com.br) me perguntando todos os dias: “Você já leu a Bíblia hoje? E comer, já comeu hoje?”.
            Eu não tenho dúvida que a situação da igreja cristã moderna está desse jeito por falta de estudo bíblico. Doutrinas como o universalismo, teologia da prosperidade, neopentecostalismo, apostolado moderno, teísmo aberto, liberalismo teológico, triunfalismo entre tantas outras só existem e fazem sucesso porque as pessoas não conhecem mais a Bíblia. Reconheço que muitos cristãos leem a Bíblia e ainda o fazem com certa regularidade. Mas essa leitura não está frutificando a ponto de preservar-nos do erro que, escamoteada ou abertamente, tem entrado na igreja.
            Algumas epístolas foram escritas justamente para combater certos desvios doutrinários que já ameaçam a Igreja de Cristo no século primeiro. As epístolas de 2 Pedro, Judas e 1, 2, e 3 de João foram escritas com a clara intenção de combater heresias que já se levantavam na igreja. Pedro e Judas escreveram para reafirmar a autoridade de Jesus Cristo e da Sua Palavra. João escreveu essas cartas a fim de combater o gnosticismo. Elas “foram escritas para resolver o problema criado por essas tendências para as falsas doutrinas dentro da igreja”.[1]
            Portanto, se você é cristão e diz não gostar de ler, alguma coisa está errada. O conhecimento de quem é Jesus Cristo, para sermos parecidos com Ele, vem através de um Livro e da sua leitura. Você não precisa ser um expert nas línguas originais, não precisa cursar nenhum curso acadêmico de teologia. Contudo, precisamos seguir a recomendação dos profetas, “Vinde e arrazoemos com o Senhor” (Isaías 1:18), “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3) e a recomendação do apóstolo, “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18). Não sejamos negligentes com o estudo da Palavra de Deus.


[1] Tenney, Merrill C. (2008), O Novo Testamento: sua origem e análise, página 375, Shedd Publicações, São Paulo, SP.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

As sete palavras da cruz




“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lucas 23:34
Como era costume na época, as vestes do crucificado eram tomadas pelos executores. Mas no caso de Jesus Cristo, é o Executado que divide o Seu perdão com aqueles que não mereciam nada dEle. Jesus Cristo é o exemplo que, no reino de Deus, a vida nasce da morte: da morte do Autor da vida e da morte da nossa vida para o pecado. Nesse momento vemos se cumprir as Escrituras registradas no Salmo 22:18.


“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:43
Jesus estava morrendo entre dois ladrões. Eles sim, merecedores daquela morte (Lucas 23:41). Jesus não merecia aquela morte, mas por um daqueles ladrões, Ele estava morrendo também. O comportamento de Mestre nesse episódio é muito interessante e intrigante. Havia um grupo de soldados romanos que estava zombando dEle, disputando suas vestes e o intitulando como “rei dos judeus” (Lucas 23:33-38). Pendurado, ao seu lado, um ladrão que também zombava dEle, instigando-O a que Se salvasse e aos ladrões (Lucas 23:39). Veja você que ambos, soldados e o ladrão, tinham a mesma atitude contra Jesus Cristo, mas Ele pediu por perdão apenas para um grupo. Mesmo sabendo que o “mau ladrão” carecia do perdão sob pena de não “estar no paraíso” (Lucas 23:43), Jesus Cristo não clamou por ele. Sequer Jesus conversou com ele. Por que Jesus mostra compaixão pelos soldados zombadores e não mostra sentimento algum pelo “mau ladrão”? O outro ladrão, conhecido como “bom ladrão” repreende o “mau ladrão” e, mais surpreendente, ele reconhece que está diante de Deus e que Este está morrendo na mesma sentença (Lucas 23:40-41). Agora cabe-nos a pergunta, quem foi que disse ao “bom ladrão” que Jesus é Deus? Como isso lhe foi revelado?

“Ora, Jesus, vendo ali sua mãe e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” João 19:26-27
Ainda que estivesse agonizando, Jesus exalta o mandamento de honrar pai e mãe, contudo, Seus dias não foram “longos na terra”. É possível que José, seu pai, já tivesse morrido e Jesus, como o primogênito, tinha que cuidar de sua mãe. Ao morrer Ele recorre ao discípulo amado, João. Isso nos leva a pensar, com quem temos andado no nosso dia a dia? Quem é nosso “filho” e nossa “mãe”? Quem tem cuidado de nós, de nossos filhos? Mesmo tendo os 11 discípulos, Jesus recorreu a apenas um deles. Mesmo porque os outros 10 tinham fugido na hora da crucificação!

“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27:46
Jesus Cristo foi constituído pelo Pai a ser o representante e substituto do Seu povo no plano da redenção. Graças a Deus não precisamos morrer em cumprimento da sentença de morte estabelecida pelo próprio Deus. Ele morreu a nossa morte. Ele carregou os nossos pecados e pagou o preço que era nosso. Isso significa que, ao pagar a nossa “escrita de dívida”, passamos a ser considerados inocentes, sem culpa. O peso do nosso pecado era de tal monta que o Pai não foi capaz de contemplar Seu próprio Filho morrendo. A santidade de Deus O faz intolerante para o pecado. O Ser que é três vezes santo abomina o pecado de tal modo que Ele não pode nem olhar para o pecado. A Sua santidade, a beleza dos Seus atributos, não pode ser maculada nem pela visão do pecado. Aqui aprendemos que devemos odiar o pecado com a mesma disposição que o nosso Pai o odeia. O pecado é o mal sem par, o maior mal do mundo e é contra ele que a Igreja foi colocada. O pecado nascido no coração do inferno não vai prevalecer contra a Igreja, como profetizou o Dono da Igreja. Queridos irmãos e irmãs, estamos abandonando o pecado da nossa vida? Hoje amamos menos o pecado do que no início da nossa vida cristã? Entre a “concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida” e a Bíblia, a oração e a “comunhão dos santos”, o que optamos? Entre a casa de Deus e a cama no domingo de manhã, qual é a nossa escolha? Nosso ódio ao pecado está ligado diretamente ao tamanho do nosso amor por Deus.

“Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede!” João 19:28
Jesus era verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Esse pedido “tenho sede” mostra a humanidade de Jesus Cristo e Sua fraqueza no momento da morte. Isso já seria suficiente para acabar com toda a heresia do gnosticismo “que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus quando foi batizado e o deixou quando morreu. Aquele que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo.” E o único discípulo que presenciou essa demonstração inequívoca da humanidade de Jesus Cristo foi, mais à frente, responsável por escrever contra o gnosticismo que já aparecia (Epístolas de João).

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” João 19:30
Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Isaías 53:10-11). Você já teve a sensação de dever cumprido depois de ter realizado uma tarefa muito árdua? Depois de um dia de trabalho, ou do conserto de alguma coisa em casa. Depois de muito trabalho, você chega em casa e senta no sofá, dá aquela relaxada e se sente feliz!!! O problema é que muitas vezes, depois de trabalharmos tanto, no dia seguinte temos de voltar e recomeçar de onde paramos. Com Jesus Cristo não aconteceu isso. A obra de salvação que Ele realizou, Ele a fez de uma vez por todas, é definitiva, sem a necessidade de revisão, aditivos ou emendas. Quando Ele disse “está consumado” Ele estava colocando um ponto final na questão mais importante da nossa vida: a salvação da nossa alma. Não há o que precisa ser feito, pois Ele fez tudo que era possível ser feito. Nada pode ser acrescentado porque não há necessidade de acrescentar nada. Nada pode ser suprimido, porque se alguma coisa for tirada do Seu sacrifício vai deixar de ser o verdadeiro sacrifício de Jesus Cristo. Irmãos, descansemos na suficiência de Jesus Cristo, não precisamos de mais ninguém, não precisamos de mais nada. Qualquer esforço da nossa parte será em vão.

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23:46
Essa é a única sensação que ainda nenhum de nós já teve oportunidade de experimentar. Essa é ainda a única frase que não pudemos dizer. O momento da morte será único para cada um de nós. Tão único que não poderemos repartir com nossos amigos, parentes ou irmãos. Como será a sua morte? Jesus Cristo sempre soube como seria a dEle. Você é capaz de imaginar como você viveria sabendo que aos 33 anos de vida você morreria crucificado e sofrendo dores terríveis? Se o médico nos dissesse que temos 6 meses de vida, o que faríamos nesse tempo? Você teria alegria em viver sabendo que está condenado a morrer em tal dia e tal hora?

Irmãos, é ou não a natureza divina de Jesus Cristo que O sustentou durante os anos do Seu ministério? Que homem, suportaria viver com essa condenação já decretada e sem a possibilidade de revogação!!! Jesus Cristo só pôde Se encarnar e passar por tudo o que passou porque Ele é Deus; homem algum teria essa capacidade!!! São essas terríveis palavras de cruz que nos trazem a paz. E o fato mais surpreendente é que Ele mesmo Se entregou voluntariamente para morrer e me substituir na cruz. Ninguém o forçou, ninguém o obrigou. Ele não estava coagido Se sentido na obrigação de fazer alguma coisa. O mesmo Deus que o desamparou no momento mais agudo da vida é o Deus que recebe Seu espírito no estertor da vida. No último fôlego de vida, Jesus o usa para glorificar a Deus e mostrar que a nossa vida é do Pai, não nossa.