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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Jesus não morreu por todos - Parte 3


            Essa é a terceira parte das minhas reflexões sobre o fato de Jesus Cristo não ter morrido por todas as pessoas. E, na verdade, não sei quantas partes ainda vão ter. Mas não quero me estender muito neste assunto, pois existem muitos outros a serem tratados.

            Num primeiro momento, quando ouvimos ou lemos alguém dizer que Jesus não morreu por todas as pessoas em todas as eras, ficamos chocados. E então, perguntamos: “Como é possível Jesus não ter morrido por todos?” E isso está diretamente ligado com a noção que temos do amor de Jesus Cristo. Ora, se Deus é amor e Jesus Cristo é a exata expressão de Deus, logo o amor de Jesus é tão grande que o fez morrer por todos os homens. E assim, pensamos que Jesus morreu por todas as pessoas porque Seu amor é infinito. E com um amor desse tamanho, Ele não poderia ter morrido por um número limitado de pessoas.

            Pensamos, erroneamente, que fazemos o amor de Deus maior quando afirmamos que Jesus Cristo teria morrido por todas as pessoas. O amor de Deus é grande porque Deus é grande. O amor de Deus é poderoso, porque Deus é poderoso. No Antigo Testamento Deus Se relaciona de modo especial apenas com o povo judeu, de Israel. E ninguém chama Deus de pequeno por causa disso. De todos os povos escravizados na Terra, na época do império egípcio, apenas os judeus ganharam sua liberdade e ninguém reclama disso. Por que Deus não ajudou outros povos que eram escravizados pelos egípcios?

            O apóstolo João é quem afirmou que Jesus é a expressão de Deus, o Pai (João, capítulo 1). Ora, se Jesus Cristo é a expressão de Deus por que Ele mostraria um Deus diferente dAquele do Antigo Testamento? Um dos atributos de Deus é a Sua imutabilidade (Malaquias 3:6). Portanto, o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Deus revelado por Jesus Cristo no Novo Testamento. Mas vamos voltar à questão crucial nesse estudo: por quem Cristo morreu?

            No primeiro post (clique aqui) vimos que Jesus morreu apenas por aqueles que creem nEle (João 3:16). No segundo post, vimos que a fé para crer que Jesus morreu por mim é um dom especial de Deus e isso não vem de nós (Efésios 2:8-9). Disso – e de outros textos bíblicos – decorre que apenas àqueles a quem foi dada a fé para crer em Jesus Cristo como Salvador, são os objetos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ficou complicado?

            O que estou tentando dizer é que Jesus Cristo morreu apenas pelas pessoas que receberam ou que recebem fé salvífica para crer nessa morte. E qual é a parte prática disso? Se eu creio em Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador pessoal, isso é fruto da fé recebi de Deus como Seu dom para mim. Se eu não tivesse recebido essa fé salvífica, eu não teria condições de crer em Jesus Cristo. Não existe salvação em Jesus Cristo sem fé para crer nisso e nEle, do mesmo jeito que não existe mar sem água salgada. Salvação e fé salvífica andam juntas. Se Jesus morreu por mim é certo que vou receber fé para crer nEle.

            Jesus tem toda a autoridade e poder nos céus e na terra (Mateus 28:18). Isso significa que o sangue de Jesus tem o mesmo poder e eficácia para aquilo que ele foi derramado. Não podemos conceber que Jesus tenha fracassado em Sua missão, principalmente depois que lemos em Isaías 53:10-11, que Ele ficaria satisfeito com o “fruto do penoso trabalho de sua alma”. Ora, se Jesus Cristo está satisfeito com o resultado da Sua obra é sinal que o Seu sangue é suficiente e eficiente para salvar aqueles para os quais esse sangue foi derramado. É inconcebível que o sangue de Jesus seja incapaz de salvar alguém. Ele – Jesus e Seu sangue – tem todo o poder para salvar e não deixar morrer aqueles por quem Ele morreu.

            No próximo post vou tratar de algumas razões pelas quais Jesus não morreu por todos os homens, baseadas no livro Por quem Cristo morreu?, de John Owen. Se quiser matar sua curiosidade, adquira o livro clicando nesse link.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Alguma coisa não está batendo!!!!

O Pr Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus do Brás, uma das maiores igrejas locais de São Paulo, não participou da Marcha para Jesus 2012 e não incentivou os membros a participarem. Ele explicou porque não participou:

“Não fui chamado para aplaudir a homens, mas para aplaudir a Jesus Cristo.”

Ele usou seu programa de rádio para dar essas explicações. Mas tem algo muito estranho no ar! Há bem pouco tempo atrás eles estavam juntos e estavam concordando entre si. Veja no vídeo abaixo a união entre eles.




Há três anos atrás, o Pr Samuel Ferreira, assembleiano, estava muito feliz no púlpito da Renascer se solidarizando com a prisão domiciliar do "apóstolo" e da "bispa". E agora ele não podia estar no palco com os organizadores da Marcha. Alguma coisa está errada e eles não estão falando! No vídeo abaixo, o Pr Samuel Ferreira deixou sua igreja e foi falar várias palavras de incentivo para o "apóstolo" e para a "bispa" que estavam nos Estados Unidos impossibilitados de voltarem ao Brasil por terem mentido em relação à quantidade de dólares que levavam. Vale ressaltar que eles não foram presos por pregarem o evangelho, ainda mais porque estavam entrando nos Estados Unidos, um país cristão. Eles mentiram para a emigração e por isso foram presos.



Parece que só nesse ano de 2012, os organizadores aplaudiram os homens. E o pior, o "pastor da maior igreja desse país" percebeu isso só agora. Vocês podem ser a igreja de Cristo, tal como os Coríntios eram, mas precisam aprender muito de Jesus Cristo, "que não teve por usurpação ser igual a Deus".

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Jesus não morreu por todos - Parte 2


Vimos que Jesus não morreu por todas as pessoas, mas apenas por aquelas que creem nisso - clique aqui. Ao analisarmos essa questão dessa forma, podemos concluir que aqueles que morreram sem crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, não foram alcançados pela Sua morte. Ou seja, aqueles que morrem sem ter fé em Jesus Cristo não foram alvo da morte expiatória dEle.

O apóstolo Paulo desenvolve isso em Efésios, capítulo 2: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8). O que fica claro, por esse versículo, é que a graça, a salvação e a fé não vêm de nós, mas vem de Deus como um dom para nós.

A graça diz respeito àquilo que não merecemos, mas mesmo assim Deus nos dá, nos outorga, nos deixa à disposição. Não merecemos ser salvos porque nossa natureza se opõe a tudo que diz respeito a Deus. Nossa inclinação é para nos afastarmos de Deus, nos distanciarmos dEle. Em Romanos, capítulo 5, o apóstolo Paulo deixa isso muito claro. E isso acontece porque a nossa natureza é má, é pecaminosa.

Isso não significa que as pessoas que ainda não têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador não possam participar de obras assistenciais, praticar a solidariedade, justiça social ou ajudar aos necessitados. O que Paulo está associando é a graça com a fé e com a salvação. Um marido tem fé e acredita no amor de sua esposa, mas essa fé não é suficiente para salvá-lo de seus pecados. Um filho tem fé no amor e dedicação que seus pais têm por ele, porém não é esse tipo de fé que vai conduzi-lo a Cristo.

O apóstolo está tratando de uma fé salvífica. Ambas as fés, se é que podemos nos expressar dessa maneira, são dons de Deus. Mas a fé para a salvação requer algo especial: o reconhecimento de que não somos merecedores dela e que, se Deus não operar em nós a salvação, por nós mesmos não conseguiríamos ser salvos. Dessa forma, não podemos dizer que todas as pessoas têm fé em Jesus Cristo, visto que nem todas as pessoas creem nEle como Senhor e Salvador. Precisamos, como Igreja de Cristo, deixar isso muito claro para as pessoas. Não é o fato das pessoas saberem que Jesus existiu, conhecerem um ou outro ensino dEle que as fazem Suas seguidoras e discípulos.

Ter fé em Jesus Cristo é estar inteiramente seguro que o que precisava ser feito para a minha salvação, Ele já fez e eu não preciso fazer mais nada. Não há nada mais que possa ser feito. Ele obedeceu de modo perfeito. Ele morreu de uma vez por todas. Ele pagou o preço que me era exigido. Ele ressuscitou dos mortos e me deu vida. 

Eu não preciso fazer nenhum sacrifício. Não tenho que participar de nenhuma campanha de 7 dias, 7 sextas-feiras. Não preciso subir em monte algum para ficar orando ou vendo gravetos “pegarem fogo”. Não preciso ficar marchando em ruas, atrapalhando o trânsito de ambulâncias e os demais carros. Ele é tudo em todos, todos os que são salvos pelo Seu eterno e perfeito sacrifício.

Portanto, se Ele me concedeu fé para crer que meus pecados já foram perdoados e que estou lavado e remido por Seu sangue, nada mais importa. Mas preciso receber dEle o dom da fé-graça-salvação. Só Ele pode dar isso e Ele o faz a quem Ele quer. Receber esse dom não está em mim, pois nada do que eu fizer pode movê-lO na minha direção. O apóstolo João nos ensina que se nós O amamos e porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). E disso deriva todo o resto: só tenho fé, por que Ele a me deu; nasci de novo em novidade de vida, porque Ele me regenerou para essa nova vida; busquei-O com amor, porque Ele me buscou primeiro e me alcançou.

Aprendemos em Romanos 11:29 que os dons e a vocação do trino Deus são irrevogáveis, isto é, Ele não volta atrás nas Suas determinações. Mas Ele precisa outorgar fé para as pessoas crerem, do contrário, ninguém seria capaz de crer em Jesus Cristo. A Bíblia é muito clara que as pessoas não querem Jesus Cristo como Salvador (João 5:40). Portanto, todo o nosso desejo de salvação partiu dEle primeiro. Toda a iniciativa de salvação veio da parte dEle e nós apenas respondemos a essa iniciativa da parte de Deus. Nada partiu de nós, tudo partiu dEle. E, por isso mesmo, glória somente a Ele.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Jesus não morreu por todos - Parte 1


Jesus não morreu por todas as pessoas. Essa é uma afirmação bíblica com amplo respaldo de versículos, tanto no Antigo como no Novo Testamentos. Vejamos, por exemplo, um dos versículos mais famosos da Bíblia, João 3:16:



“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Pois bem, esse versículo afirma que os que têm a vida eterna e não perecerão são apenas os que creem e não qualquer tipo de pessoa. Já temos um ponto de partida: não são todas as pessoas que serão salvas – serão salvas apenas as pessoas que creem em Jesus Cristo, o Filho unigênito do Pai. Veja que o apóstolo João vincula a vida eterna ao fato de a pessoa ser capaz de crer que Jesus Cristo é o que garante essa vida eterna. Temos aqui uma condição essencial para a salvação, crer no Senhor Jesus Cristo.

Assim, se eu creio que Jesus Cristo é meu Senhor e Salvador, posso ter certeza absoluta que Ele efetivamente morreu para mim, do contrário eu não creria nEle. Esses dois fatos estão intimamente ligados, Ele morreu por mim por isso eu creio nEle. E nessa ordem: primeiro Ele morreu, depois eu cri. A fé que eu tenho que Ele me salvou é consequência do ato dEle ter me salvado. Usando o tema do amor, lemos em 1 João 4:19 que “nós amamos porque ele nos amou primeiro”. 

Não podemos inverter essa ordem, caso contrário a nossa fé seria a causa da nossa salvação. Se tiver que responder a alguém por que sou salvo, minha resposta deve ser que sou salvo porque Ele morreu por mim e me deu fé. Essa fé que tenho na obra de Jesus Cristo é a consequência da Sua morte e ressurreição. Posso acreditar que o prefeito vai tentar fazer o melhor pela minha cidade, ou que minha esposa me ama profundamente. Mas crer que Jesus Cristo é o Senhor, requer uma fé especial, diferente dessa fé comum em pessoas comuns. Chamamos essa fé de fé salvífica.

Afirmar com fé o senhorio de Jesus Cristo é tão especial que o mesmo apóstolo João afirma que esse tipo de afirmação só é feito da parte de Deus (1 João 4: 2-3). Se não for obra de Deus na nossa vida, jamais poderíamos afirmar isso com convicção, de modo que gerasse vida em nós. Primeiro nossa mente e coração são transformados para entendermos a urgência da obra de Cristo por nós, recebemos fé da parte de Deus e confessamos que Jesus Cristo é nosso Senhor. Quem não é capaz de afirmar que Jesus Cristo é Senhor e Salvador de Sua vida, não pode dizer que Jesus morreu por ele. Daí, então, surge uma pergunta importante nessa reflexão: por quem Cristo morreu?

Vamos tratar desse questionamento na próxima postagem

terça-feira, 3 de julho de 2012

Minha refutação a Silas Malafaia

Pr Silas, não vou refutá-lo no campo da Teologia, pois gente mais capaz que eu já tem feito isso e continuará fazendo. Mas na minha área de conhecimento, Biologia, gostaria de colocar algumas questões que o irmão falou.

Infelizmente, quando o senhor coloca algumas informações científicas, eu fico entristecido com essa postura. Falta-lhe conhecimento científico em muitas das suas afirmações e isso macula o trabalho de gente séria, que milita na Ciência e na Teologia, como é o caso de Adauto Lourenço, ou Marcos Eberlin. É uma pena que o senhor fale sobre Ciência sem a devida pesquisa.

No programa em que o senhor "chama pra briga" os blogueiros de plantão há algumas afirmações equivocadas sobre a frutificação de alguns vegetais. E, à guisa de ser honesto com a informação científica e com os seus ouvintes, peço que o senhor seja mais cuidadoso com as afirmações que não são da sua área.

De onde o senhor tirou a afirmação que as tamarareiras frutificação após 30 anos? Aqui no Nordeste brasileiro, as árvores frutificam, em média, há cada dois anos (http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=170). Se o senhor quiser argumentar em relação às tamareiras no Oriente Médio, por serem espécies diferentes das cultivadas aqui, não muda muito. Elas frutificam entre 4 e 8 anos, bem diferente da sua informação. Se o senhor clicar aqui, poderá ter acesso a uma pequena bibliografia sobre o assunto.

Em relação ao tamarindo - e não tamarino, como o senhor disse - a frutificação se dá por volta de 4 a 6 anos e não 60 anos como o senhor afirmou (http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1573). De onde o senhor tirou essa informação?

No que diz respeito ao abacate o senhor afirmou que a frutificação se dá no sétimo ano. Quanto a isso o erro cientifico nem pode ser considerado como erro, pois os estudos mostram que se dá por volta de seis anos (KOLLER, O.C. ABACATICULTURA. Porto Alegre. Ed. Da Universidade/UFGRS, 1984. 138p.). Mas tudo bem, 6 ou 7 anos é considerado como um erro-padrão em Ciência.

É lamentável que o senhor tenha uma atitude dessas em relação às informações científicas. Do mesmo jeito que a Teologia precisa ser usada com respeito e correção, as informações científicas merecem o mesmo respeito e correção. Mesmo que a Ciência esteja abaixo da revelação de Deus na Sua Palavra.