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terça-feira, 23 de março de 2010

Irmãos, pequei de novo!!!

Pequei. De novo. Bem, isso não é novidade. Todo dia eu cometo pecado. E se não fossem as misericórdias do Senhor, eu já não existiria mais (Lamentações 3:22). Um olhar, um gesto, um pensamento, uma vontade... todo santo dia! É, talvez se eu me santificasse mais durante o dia.

Sabe de uma coisa, esse negócio de pecar todo santo dia já se vão 37 anos da minha vida. Cansei de pecar. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Não agüento mais isso. Um dia o apóstolo Paulo também se cansou do pecado e perguntou “Quem me livrará do corpo dessa morte?” (Romanos 7:24). E junto com esse desejo ele se reconheceu como um miserável. É como eu me sinto hoje: um miserável!

Gostaria muito de não pecar mais. Gostaria que esse meu desejo de não pecar se concretizasse no meu corpo, nos meus membros. Pois não é que o apóstolo Paulo teve esse mesmo desejo:


“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.”
Romanos 7:19-23

O poeta Gregório de Matos, o famoso “boca do inferno” passava pelos mesmos dramas. Ele pecava e pedia perdão. Pecava e perdia perdão. Você conhece esse pequeno fragmento de A Jesus Cristo Nosso Senhor:

Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,

Da vossa alta clemência me despido,

Porque quanto mais tenho delinqüido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Gregório de Matos queria mais do perdão de Deus porque havia pecado mais e mais. O apóstolo Paulo já tinha condenado esse comportamento (Romanos 6:1-2). Não quero ter a abundante graça na minha vida por ter pecado demais. Não quero abusar da graça de Deus. O boca do inferno era um abusador da graça de Deus, apesar de escrever de forma bela esse erro! E então, volto à pergunta que não quer calar:

Se amo a Deus, por que quero pecar?

terça-feira, 16 de março de 2010

Os cristãos e o dízimo

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” Mateus 23:23

“...jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Lucas 18:12


Já há algumas semanas venho pensando sobre a questão do dízimo na vida dos cristãos. Devo confessar que esse assunto nunca me interessou muito. Finanças nunca foram o meu forte. Mas nesses últimos dias cheguei à conclusão que realmente damos o dízimo de tudo o que temos. Veja só:


· Damos o dízimo do tempo que temos para o convívio com nossas esposas. Na outra parte do tempo trabalhamos, vemos TV, saímos com amigos, etc.


· Damos o dízimo do tempo que temos para a leitura da Bíblia. No salmo 1, o salmista dizia que meditava na lei do Senhor de dia e de noite. Hoje, quando dá um tempinho lemos algum trecho dela.


· Damos o dízimo do nosso tempo para a meditação e o nosso devocional diário com Deus. Quanto tempo faz que você não percebe a voz de Deus no dia-a-dia? Existem tantas vozes ecoando nos nossos ouvidos que, quando Deus fala, nem identificamos a Sua voz.


· Damos o dízimo do nosso tempo para o convívio comunitário. É triste ter que admitir, mas há pessoas na minha igreja local que, se quer, sei o nome. É imperdoável uma atitude dessas. Preciso resolver isso com urgência!


· Dou o dízimo do tempo que tenho (ou até menos) para desenvolver os dons e talentos que o Senhor me deu. Seja na música, seja no estudo da Palavra, ainda é muito pouco. Joseph Alleine (autor de Um guia seguro para o céu – Editora PES) dizia se sentir envergonhado quando acordava às 5 horas da manhã e via sapateiros que já estavam trabalhando e ele ainda estava dormindo, enquanto poderia estar em comunhão com Deus.


· Damos o dízimo do tempo que temos para a oração diária. Isso nem preciso comentar muito.


· Até podemos dar o dízimo do dinheiro que ganhamos, aí nossa consciência fica mais tranqüila.

Camuflagem espiritual

Olá pessoal, depois de um “longo e tenebroso inverno” recebi um comentário de uma amiga, a Claudia Moura. Segundo ela me disse, o ritmo de trabalho dela está tão intenso que nem no blog dela aparece algum texto novo. O comentário dela me instigou a escrever sobre esse assunto. E aí, lá vai uma das minhas perguntas: você reconhece um cristão com facilidade?


Há alguns dias atrás, publiquei dois posts sobre uma aula que dei aos meus alunos sobre Camuflagem Animal. Foi uma aula tão legal que me animei em compartilhar aquelas imagens. Depois do comentário da Claudia, fiquei pensando, será que reconheço com facilidade um cristão? Ou ainda, será que as pessoas reconhecem com facilidade que sou cristão?


Quando Pedro estava sendo provado no evento das negações que fez, uma das pessoas que o interpelava disse que a maneira dele falar denunciava que ele conhecia a Jesus (Mateus 26:68). Será que a sua maneira de falar denuncia que você é filho de Deus? Querido leitor, se estivermos camuflando a nossa condição espiritual de filhos de Deus, estaremos vivendo uma mentira. Deus não precisa e não quer “filhos 007”!


Pelo contrário. Somos comparados a candelabros que precisam ser colocados no ponto mais alto da casa, para que todos vejam o nosso brilho (Mateus 5:15). Será que as pessoas estão nos vendo como deveríamos ser vistos? Será que temos algum motivo para nos escondermos camuflados nesse mundo?


Olha que bela foto!


sábado, 6 de março de 2010

Camuflagem Animal - só fotos










jararaca-de-rabo-branco
cadê o rabo?

















Se a borboleta não perceber o lagarto..... nhac!!!










nem vou
comentar essa foto!











sapo-pedra, você já viu?
provavelmente não!!!!!








lagarto gecko — quer dizer, você está vendo o lagarto?

Camuflagem Animal



Quantos animais você conhece? Será que você consegue identificar ou até mesmo perceber os animais que estão nessas fotos?


Faz tempo que não escrevo nada sobre ciência. Na verdade, penso que meus leitores podem ficar cansados de ler sobre esse assunto. Como sou professor, acho que abordo esses temas de modo muito professoral. De qualquer maneira, essa semana preparei uma aula sobre Camuflagem Animal e fiquei empolgadíssimo com o resultado. Para quem dá aulas, o resultado imediato é ver os olhos dos alunos brilharem a cada foto e filme que eu mostrei.

Por um lado foi difícil conduzir a aula, pois como o assunto é muito interessante, eu quase não conseguia terminar uma frase, de tantas que foram as intervenções dos alunos. Esperar um terminar de falar para outro começar a falar não existe para os alunos e é difícil mantê-los atentos. Mas o resultado foi muito bom.

Quando falamos em camuflagem animal, estamos tratando de uma estratégia espetacular para sobrevivência. Essa adaptação permite que os animais possam se “esconder” em seu ambiente. Isso é muito importante, pois evita que o animal seja predado com facilidade e evita também que sua presa o perceba. Destaco dois tipos de camuflagem. Uma delas é que o corpo do animal está adaptado a se parecer com o ambiente, como é o caso de alguns bichos-folha verde e marrom, dos sapos-folha e sapos-pedra e do dragão do mar. Todos esses podem ser vistos nas fotos.



Outro tipo de camuflagem é aquela que o animal escolhe que cor quer ficar no corpo. É o caso de camaleões e polvos que tem a capacidade de alterar a cor de sua epiderme, através dos cromatófaros – células especializadas na produção de melanina. Dependendo da situação – ataque ou camuflagem – o animal altera a sua cor. Esse fato desmistifica a idéia popular de que os animais não enxergam as cores. Ora, o polvo só se camufla com as cores dos corais porque é capaz de ver essas cores, interpretá-las e rearranjar suas células epidérmicas. Não sei qual será sua impressão, mas eu fico maravilhado com essa demonstração de beleza.