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sábado, 18 de julho de 2009

Pergunta para os pastores

Não sei quantos pastores leem meu blog, mas mesmo assim gostaria de deixar duas perguntas para eles:

Pastor, você incentiva a sua igreja a que seus membros tenham a mesma postura que tiveram os bereanos (Atos 17:11)?

Pastor, você gostaria que sua pregação passasse por uma avaliação como a dos bereanos?


Gostaria muito de ter algumas respostas.

Até mais, Marcos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Paciência e fé

Passei 10 dias em Israel num congresso para professores de Ciências. Pelo que percebi, Israel é um país belíssimo. Fiquei pensando esse tempo todo nas expressões “terra prometida” e “terra que mana leite e mel”. É incrível como esse povo faz nascer flores maravilhosas num solo seco e num clima extremamente quente. É verdade que há regiões mais úmidas, mas no geral a terra seca. Isso potencializa ainda mais o relato dos espias, que dizia que a terra era proveitosa.


Ao povo que era cativo foi prometida uma terra para sua habitação e essa terra foi dada depois de uma relação conturbada entre eles e o seu próprio Deus. O próprio Abrahão, a quem foram feitas as primeiras promessas, teve que esperar um longo tempo até que visse o cumprimento delas.


Depois de um longo tempo, o povo foi tornado escravo no Egito e teve que esperar mais um longo tempo, por volta de 400 anos, para que conseguisse ver sua libertação. E ainda depois de serem libertos, foram mais 40 anos de peregrinação no deserto até que conseguissem entrar na tão sonhada e esperada terra prometida.


Ao que tudo indica, a mim me parece que esperar faz parte de uma boa relação com Deus. Na verdade, saber esperar faz parte de uma boa convivência com qualquer pessoa e em qualquer situação. Aqui no Brasil temos o ditado que diz que “quem tem pressa come cru”; isso para mostrar uma situação em que a pessoa não tem paciência de esperar o momento certo para alguma coisa.


A Bíblia nos diz que os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos e que a escala de tempo é diferente para nós e para Deus. Se bem que, como Deus não perece, o tempo para Ele é muitíssimo mais relativo do que para nós.


Nessa viagem esperei três dias para reaver minha mala e meus pertences. Esperei 7 dias para terminar meu curso e receber meu tão desejado certificado. Esperei nas filas do almoço, algumas vezes nas do jantar. Esperei o sono chegar – alguns dias ele demorou bastante. Esperei minha vez de falar. Tive que esperar quase uma hora de inspeção nas bagagens e numa entrevista para deixar Israel. Enfim, se quisesse fazer as coisas na minha velocidade, certamente algumas dessas coisas não daria certo.


O salmista esperou por Deus para ser atendido em seus pedidos. Entretanto, sua espera não foi passiva e isenta de responsabilidade. Ele disse que esperou com paciência e com confiança (Salmo 40). Esperou pacientemente a resposta vir, confiando que ela certamente viria. Ele não estava descompromissado com a resposta pensando “bem, se eu tiver a resposta está ótimo e se ela não vier, tanto faz”. Você só exerce paciência para aquilo que acredita que vai acontecer. Você só vai esperar algo, sabendo que poderá conseguir aquilo que está esperando. Caso contrário isso não se chamaria esperança.


Ao mesmo tempo, o salmista sabia que a resposta viria, pois tinha confiança nAquele que haveria de dar a resposta. Ele disse que esperou confiante “no Senhor”. Sua confiança estava apoiada numa base que lhe dava segurança, estabilidade, base e apoio. Você confia que vai ganhar 1 milhão de reais no próximo sorteio da loteria? Será que você poderia se apoiar num sorteio? Qual é a base que você tem que, jogando um dado 10 vezes, vai aparecer, pelo menos duas vezes o número 5? Matematicamente é possível até mesmo calcular quais são as chances desse evento acontecer. Mas qual garantia, matemática ou não, você tem de que seus propósitos serão alcançados?


Estou escrevendo isso de dentro de uma avião, sobre o Mar Mediterrâneo e a única garantia que tenho de que ele não vai cair é que a mão de Deus está permitindo que isso não aconteça. É lógico que existem uma série de contingências: a velocidade do avião, a força das turbinas, a estabilidade das asas, todos os equipamentos do avião, a destreza e a capacidade dos pilotos, a comunicação interna e externa.


Mas minha confiança é que Deus controla as contingências, pois as determina em seu perfeito plano para a humanidade. Minha confiança é que Deus tem a vida dos homens em Suas mãos e Ele sabe o que é melhor, ainda que não o compreendamos na sua totalidade. Espero confiante e pacientemente de que algumas horas pousarei em terra firme, com segurança e que Deus ainda estará cuidando de mim. Não posso fazer outra coisa senão esperar, pois desse de pousar vou ter que tomar outro avião até o Brasil e, de novo, todos esses pensamentos vão voltar na minha cabeça.

domingo, 5 de julho de 2009

Weizmann Institute of Science (July, 05 - 2009)

Estou em Israel!!! Quando poderia imaginar que isso fosse possível. Estou hospedado no Insituto Weizmann de Ciência para uma semana de muito trabalho e muita reciclagem pessoal e profissional.

Trata-se de uma dos maiores institutos de ciência e divulgação científica do mundo. Fui convidado pelo diretor de um dos colégios que trabalho para integrar a equipe de brasileiros. Na verdade a equipe é de apenas duas pessoas, eu e o Rogério.

Infelizmente nem tudo são flores. Fomos muito bem recebidos aqui no Instituto, mas nossas bagagens não chegarem junto conosco em Tel-Aviv. Queira Deus que elas estejam em Milão, onde fizemos uma conexão, e cheguem amanhã.

Abraço para vocês, Marcos.