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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Os caminhos da Ciência e da Fé*

Até onde a ciência pode nos levar? Até onde a fé pode nos levar? Será que esses dois caminhos vão para o mesmo lugar? Ou seriam a ciência e a fé como automóveis e não os caminhos? Essas questões parecem complicadas num primeiro momento, mas acredito que não sejam tão difíceis assim.

Hoje em dia, a educação moderna visa capacitar os alunos a enxergarem o mundo com diversas lentes. A visão cartesiana e engessada de mundo caiu por terra há muito tempo. Não há apenas o preto e o branco. Existem várias matizes de cinza entre esses dois opostos. Nesse sentido, os colégios mais modernos trabalham para capacitar os alunos a olharem um mesmo fenômeno com os olhos das Artes, da Matemática, das Ciências Naturais, da História.

Talvez hoje, em linhas gerais, existam três grandes questões científicas: qual é a origem do universo, qual é a origem da vida e qual é o destino final do universo. Essas não são questões fáceis de serem respondidas, porque elas envolvem muitas outras questões periféricas. Para um naturalista convicto, as duas primeiras respostas nem cogitam a existência de uma entidade divina. Para um cristão convicto as duas primeiras respostas são Deus.


Isso poderia ser válido há algum tempo atrás, porém, a ciência e a fé, para muitos cientistas e religiosos, hoje estão lado a lado. Em A Linguagem de Deus, o famoso biólogo Francis Collins tenta mostrar sua crença no que a ciência diz atualmente conciliada no Deus da Bíblia. O Dr Collins afirma sua total aceitação da origem evolucionária das espécies dos seres vivos e, ao mesmo tempo, declara crer “num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós”. Para ele, a ciência e a fé não se contradizem. Devo acrescentar que ele não está sozinho nesse pensamento.
Em relação ao pensamento evolucionista, há muita gente crente no Deus da Bíblia e que subscreve o evolucionismo como apresentado por Darwin. A propósito, há 150 anos atrás, exatamente em 1 julho, ele lançou o livro mais revolucionário da ciência, A Origem das Espécies. Conciliar a evolução e a existência de Deus, para mim, é um grande erro. Um erro porque o próprio Darwin tinha receio em publicar suas idéias, pois ele sabia que sua teoria negava a necessidade da intervenção divina na criação das espécies. Ele afirmou que seria “como confessar um assassinato”. Ele entendeu que tinha descoberto uma “maneira mais simples” de explicar a biodiversidade sem a necessidade de Deus. A esse mecanismo “simples” ele chamou de seleção natural.

Ora, seu próprio nascimento mostrou que a teoria da evolução tinha embutida a negação da necessidade de Deus. Se as espécies eram aparentadas entre si, provavelmente descendiam de um ancestral que lhes fosse comum. A idéia é realmente simples e naquele momento – e por algum tempo depois – as pessoas não estavam tão interessadas em como os animais teriam surgido.


Para mim está muito claro que a teoria da evolução destrona Deus do seu lugar e o deixa vazio, uma vez que essa teoria parte simplesmente de leis naturais para explicar a diversidade das espécies. Visto que naturalmente podemos explicar as diferenças entre as espécies, por que recorrer a explicações sobrenaturais? Não vejo como a proposta do evolucionismo teísta se sustenta à luz da Bíblia. À luz da filosofia naturalista, do naturalismo científico, do pensamento pós-moderno ele se sustenta, e com bastante facilidade.


Acredito firmemente que os caminhos da ciência e da fé são bem diferentes. Ainda fico a pensar se ciência e fé são estradas ou carros que nos conduzirão para algum lugar. A ciência se propõe a buscar a verdade. A Bíblia afirma ser ela a verdade. A ciência é altamente mutável na sua essência. A Bíblia é imutável, porque Seu autor é imutável. Nós até podemos usar a ciência, a fé ou as duas juntas no nosso caminho. A fé bíblica nos dá uma direção e um destino, a ciência não.


*Esse texto também pode ser lido no BibliaWorldNet.

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