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quinta-feira, 29 de março de 2012

Eu não sou HOMOFÓBICO!!!

HOMO: antepositivo, do grego homós, ê, ón 'semelhante, igual'; 
FOBIA: phóbos,ou 'ação de horrorizar, amedrontar, dar medo' 
Fonte: Dicionário Houaiss. 
Portanto, ou é falta de inteligência, ou falta de conhecimento da Língua Portuguesa ou estão agindo de má fé, os grupos que apoiam a causa dos homossexuais. Inclusive o deputado Jean Wyllys, como escritor e colunista de uma importante revista brasileira deveria saber usar as palavras corretamente.
A palavra HOMOFOBIA, literalmente, significa ter medo de algo ou alguém que é semelhante. O problema é que há um jogo de palavras (nem quero discutir quem criou esse jogo) querendo passar a idéia que, quem não concorda com a prática homossexual, é alguém que odeia os gays, as lésbicas, os travestis e por aí vai. Infelizmente a falta de conhecimento da maioria da população brasileira acaba provocando esse tipo de coisa.  Eu não tenho medo nem de quem é igual a mim, nem de quem é diferente de mim. E jogar com as palavras, principalmente para manipular a massa, é um desrespeito muito grande com a população.
Agora, sejamos objetivos - e gostaria que alguém que milita a "causa gay" me respondesse - qual é o problema de me manifestar contrário à prática homossexual? Se eu não concordo com a prática educacional do colégio do meu filho, eu não poderia questionar a direção do colégio? Se eu não concordo com a maneira do síndico do meu prédio administrar o condomínio, não posso expor minha opinião a ele? Se eu não concordo com a prática homossexual, eu não posso expressar minha opinião? Lembro-me de um professor de ginástica olímpica em um dos colégios onde lecionei que era gay. Conversávamos muito, tínhamos gostos parecidos para música e gastronomia. Sempre deixei claro que era contrário a essa prática homossexual, que não achava correto o jeito dele ser e viver e nunca houve problema na nossa relação de amizade. Tive um professor no cursinho que também é gay e quando, vez ou outra nos encontramos, damos boas risadas um com o outro e nada nos atrapalha. Ele sabe que não concordo com suas atitudes e opiniões e não somos agressivos um com o outro.
Então, não me chamem de HOMOFÓBICO, pois não tenho medo de ninguém que seja semelhante a mim. Não tenho medo nem de heterossexuais, nem de homossexuais. Apenas discordo de um tipo de comportamento, mas não tenho fobia de ninguém.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Meu grito de indignação

Sempre me propus a escrever sobre Teologia, Música e Ciência. Mas estou indignado com as coisas que ocorrem na política brasileira. Por causa disso, vai aí meu grito de indignação contra o que está acontecendo na política brasileira.


            Eu sou brasileiro, mas em alguns momentos gostaria de ser suíço, ou austríaco, ou ainda canadense. Não sou um brasileiro ufanista, mas reconheço que os brasileiros têm qualidades que um suíço, austríaco ou canadense não possuem. Acho que somos mais espontâneos, mais alegres, mais descontraídos, talvez até mais criativos. Sem dúvida nenhuma, temos nossas qualidades, mas acho que nossos defeitos e problemas estão superando essas qualidades.
            Um dos problemas que temos chama-se políticos. Essa classe de trabalhadores do Brasil não é um bom exemplo a ser seguido. Muitos de nós nem os considera como trabalhadores. Pelo menos não são como a maioria da população, inclusive aqueles que exercem sua cidadania votando neles. Infelizmente passamos por um momento na nossa história marcado por uma descrença na classe política em rápida elevação.
            Eu não aguento mais a desfaçatez dos políticos brasileiros. Não suporto mais a “cara de pau” da maioria deles em não se lembrar daqueles que os elegeram. Minha paciência está no limite para fatos como nepotismo, fisiologismo, falcatruas, enriquecimento ilícito, preguiça, enrolação, tentativas de enganar os outros.
Um trabalhador normal tem um salário regulado por outras pessoas que não o próprio beneficiário. Os políticos decidem qual é o salário que eles devem receber. Dificilmente eles reconhecem que já possuem um bom salário. Um trabalhador comum tem só 13º salário. O Senado Federal quer ter 14º e 15º salários. O meu medo é que ninguém pode impedi-los de votar isso. E tenho mais medo ainda porque duvido que alguém no Poder Legislativo ou no Poder Judiciário vai se levantar contra esse absurdo.

Vossa Excelência Presidente da República Dilma Rousseff, levante-se contra esse acinte à população brasileira. Por favor, lembre-se dos policiais, médicos, professores, metalúrgicos, empregadas domésticas, lixeiros, aposentados, motoristas do transporte público. Peço-lhe encarecidamente que se volte para a maioria de seus eleitores, formada por gente que trabalha de 5 a 6 dias por semana, que se desloca de ônibus, trens, carroças ou a pé para seu trabalho. Impeça que os políticos – classe a qual Vossa Excelência faz parte – tenham autoridade suficiente para determinar seus salários. Meu apelo é que Vossa Excelência resista na trincheira daquele que depende do seu 13º salário para ter uma ceia de final de ano.

Para quem podemos apelar? Em quem votei para prefeito na minha cidade, abriu mão da prefeitura para se candidatar a Governador. Depois de eleito, ele desistiu do governo do Estado para se candidatar a Presidente da República. Não venceu, porque, inclusive nessa eleição, eu votei em Dilma Rousseff.
Para quem podemos apelar? O vereador em quem votei também deixou a Câmara Municipal para se candidatar a Deputado Estadual – votei nele de novo, mas fiquei chateado pelo que ele fez. O candidato em que votei para Deputado Federal concorda com tudo o que a maioria dos políticos está fazendo. Estou decepcionado com ele e com todo o seu partido de trabalhadores: não me sinto representado por ele. Nunca fui consultado por ele nas votações em que ele participa em Brasília. A mulher em que votei um dia preferiu me mandar “sentar e gozar” a resolver o problema para o qual ela foi designada.
A corrupção está impregnada no DNA das instituições públicas. Não há uma semana que passe sem escândalos, maracutaias e negociatas. A imensa maioria dos ministros esteve envolvida em problemas financeiros. Se fossem pessoas cuidadosas, recatadas e prudentes não haveria nada a ser dito contra eles. Ainda que sejam honestos, que não tenham participações nos crimes que foram acusados suas imagens estão arranhadas. Eles deveriam ser mais zelosos.
Eu não aguento mais. Não tenho mais paciência. Não suporto mais. Sinto-me envergonhado e não quero mais votar em ninguém. Não acredito mais na classe política. Desconfio de todos que querem se eleger para algum cargo político. Não confio no discurso deles. Desconfio dos políticos que são eleitos. Antes de ganharem as eleições eles têm uma postura. Depois de eleitos, eles mudam completamente de postura. Não tenho vontade de conhecer nenhum político. Não quero me encontrar com nenhum deles. Não faço questão conhecê-los e, ainda que esforce, não consigo perceber boas intenções nas ações deles.
O que eu quero mesmo, se me fosse possível, mudar para a Suíça e me naturalizar suíço.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O comércio do Evangelho

Em tempos de crise teológica, a Igreja fica exposta a todo tipo de influência. Para sermos influentes, para sermos reconhecidos, para sermos abençoados precisamos usar as regras do "mercado gospel". Sim, senhores!!! Os evangélicos têm um mercado próprio, focado e direcionado para pessoas ávidas em consumir. A regra da humildade ensinada por Jesus está esquecida.

Hoje recebi um email - na verdade, um spam - de uma empresa se oferecendo para hospedar um site que eles imaginaram que eu gostaria de ter. O assunto do email é ABENÇOE O SEU MINISTÉRIO. O meu ministério é abençoado primariamente por Deus e, secundariamente, por Deus através de pessoas que Ele mesmo coloca em meu caminho.

Ao abrir o email, a chamada é SEJA VISTO! INFLUENCIE SEU PÚBLICO! MOSTRE SEU PROFISSIONALISMO! Eu não sou pastor profissional e nem músico profissional para influenciar meu público pela internet. Há quem diga que se Jesus viesse hoje, Ele usaria a internet, satélites, mídia impressa, mídia eletrônica e tudo que estivesse à disposição. O que eu sei é que Ele disponibilizou os corações das pessoas e usou essas pessoas para a Sua obra. Sinceramente não sei se Ele seria uma pessoa antenada nas últimas tendências. Dos pastores sérios que eu conheço, nenhum é profissional. Profissionais que choram, sofrem, se humilham, dão a cara pra bater são os atores e atrizes. Pastores sérios não representam suas emoções.

TENHA UM SITE E SAIA NA FRENTE! O "mercado gospel" é isso mesmo: se o pastor não sair na frente, vem outro e rouba a sua ovelha. Se o seu nome não brilhar, se o seu site não for o mais moderno, se o seu nome não estiver numa fonte maior que o do outro, você já sai perdendo. Não importa se sua pregação é bíblica, teocêntrica e cristocêntrica... Sua pregação tem que emocionar, arrebatar as pessoas, arrancar lágrimas, caso contrário, vão dizer que o culto não foi abençoado. Um pastor muito próximo passou "poucas e boas" com algumas mulheres da sua igreja quando ele pregou sobre casamento. Bastou ele dizer que as mulheres precisam ser submissas aos seus maridos! Várias delas o procuraram para reclamar da abordagem machista, preconceituosa e antiquada que ele fez. Eu acho que elas devem se pautar por alguma literatura mais moderna... a Revista Caras talvez!

APAREÇA E CONQUISTE SEU LUGAR! A maioria dos ministérios evangélicos hoje se esqueceu do "importa que ele cresça e que eu diminua". Se o pastor de hoje não fincar sua própria bandeira em seu território ela vai ser vencido na guerra pelas pessoas. Hoje, infelizmente, ganha quem conquista, quem vence, quem não tem dificuldade. As igrejas locais estão cheias de gente vencedora, que ultrapassa seus limites, que anda sobre o mar, que não vê desafios e obstáculos pela frente. O pastor precisa aparecer e usa Jesus Cristo como ponte para isso. Não é Jesus que aparece, é o estilo do pastor.

A propaganda acaba com esta pérola: NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO MINISTERIAL! Pra que leitura bíblica, oração, estudo dedicado, comunhão com os santos? Pra que dedicar-se em "crescer na graça e no conhecimento"? Nada disso. O crescimento ministerial é através do website que você montar e ficar sendo visto 24 horas por dia em qualquer canto do mundo. O pior de tudo é que se tem uma empresa que faz esse tipo de propaganda para os pastores é porque tem pastores que fazem uso desse serviço pensando que está fazendo a coisa certa.

Pela empresa não sinto nada - ela está cumprindo seu papel. Desse tipo de cristianismo comercial e que comercializa a obra de Jesus Cristo tenho nojo!!!