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domingo, 29 de março de 2009

Sem Ele será impossível!!!

O vídeo nem precisa de comentário.

A pedagogia da aflição

“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.”
Salmo 119:71

Quem gosta de se sentir aflito? Quem gosta de ficar abatido? Você gosta de sofrer? Ninguém gosta disso. Mas se eu perguntasse se alguém gosta de aprender, ou se alguém quer ter uma vida melhor, certamente muitos responderiam que sim. As pessoas trabalham para pagar as suas contas (que são quase intermináveis), mas também para terem uma vida melhor, mais conforto, períodos de lazer. O salmista que escreveu essas palavras reconheceu que seu sofrimento produziu algum benefício na sua vida. Que tipo de benefício você busca para sua vida?

É muito interessante percebermos que os valores do reino de Deus são bem diferentes dos nossos valores. No reino em que Deus reina os valores são de acordo com o que Ele estabeleceu. Só para efeito de comparação, considere o ouro. Para nós ele vale muito, muito dinheiro. Com alguns quilos de ouro, poderíamos resolver muitos dos nossos problemas financeiros. Mas para Deus o ouro é como asfalto. As ruas na nossa morada do céu são de ouro!

O salmista percebeu que o período de aflição o levou a conhecer os decretos de Deus. Entretanto, ele vai além. O salmista enxerga uma relação de causa e consequência, pois ele afirma que a aflição serviu para que ele aprendesse os decretos de Deus. O período de aflição foi útil para que ele aprendesse algo mais elevado. Como afirmei no início, ninguém aprecia ficar em momentos de aflição. Mas o resultado desse período foi o aprendizado de algo que, talvez, ele não tivesse consciência antes.

Você tem consciência que os decretos de Deus são essenciais para nós? Será que sabemos que os decretos de Deus são o que de melhor o Senhor nos tem reservado? Será que conhecemos os decretos de Deus? Uma coisa não podemos perder dos nossos corações: os decretos de Deus são irrevogáveis. E Deus decidiu nos amar, nos perdoar, nos resgatar e nos salvar.

domingo, 22 de março de 2009

Empatia

O maior e melhor dicionário da Língua Portuguesa — pelo menos, pra mim — é o Dicionário Houaiss. Sempre que quero aprender um pouco mais, recorro a ele.

Nesses dias estava pensando na situação da igreja brasileira - e acho que em outros países também - e cheguei à conclusão que falta-nos aplicar o princípio da empatia. Hoje, ouvindo o Pr José de Anchieta (missionário sustentado pela minha igreja num país da Europa), cheguei a mesma conclusão: precisamos ser mais empáticos no nosso cristianismo.

Se você não sabe o que é empatia, lá vai o dicionário:

Acepções
substantivo feminino
1 faculdade de compreender emocionalmente um objeto (um quadro, p.ex.)
2 capacidade de projetar a personalidade de alguém num objeto, de forma que este pareça como que impregnado dela
3 capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc.
3.1 Rubrica: psicologia.
processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro
3.2 Rubrica: sociologia.
forma de cognição do eu social mediante três aptidões: para se ver do ponto de vista de outrem, para ver os outros do ponto de vista de outrem ou para ver os outros do ponto de vista deles mesmos
Obs.: cf. antipatia e simpatia

E gostaria de enfatizar o caráter psicológica da empatia:

3.1 Rubrica: psicologia.
processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro

Veja se não é isso mesmo que está faltando nesses dias.

Agora leia, por favor, Mateus 25:34-40 e Romanos 12:15. Se precisar, assim como eu precisei, peça perdão a Deus por não fazer isso.

Em Cristo, Marcos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Tornei-me num cardíaco



A imagem ao lado é de um coração humano. Já tive vários desses na mãos durante as aulas de anatomia. É um órgão fantástico. Começa a bater lá pela 3ª semana de idade gestacional e vai, se não acontecer nenhum problema, bater por uns 70 anos, ou 80 anos, ou 90 anos ou mais. Experimente fazer essa conta: um coração de um adulto bate, em média, 80 vezes por minuto.


80 x 60 = 4800 (batidas em 1 hora)

4800 x 24 = 115.200 (batidas num dia)

115.200 x 30 = 3.456.000 (batidas num mês)

3.456.000 x 12 = 41.472.000 (batidas num ano)

Agora, imagine quantas vezes terá batido até seu último dia de vida. Como eu quero que o meu coração ainda bata por muito mais tempo, preciso ajudá-lo a se acalmar um pouco e fazê-lo voltar a bater no ritmo de antes.

Se você está lendo esse texto e está com sua circunferência acima de 100 cm, visite seu cardiologista ainda nesta semana, se possível. Se for homem e está perto dos 40 anos seu risco aumenta ainda mais - e esse é o meu caso.

Coração não como os rins, tenho um só e preciso cuidar muito bem dele.

Até mais, Marcos.

Aborto causa excomunhão

Essa é uma daquelas notícias que nos deixam boquiabertos. Hoje estava ouvindo a CBN e escutei essa notícia da excomunhão dos médicos e dos familiares de uma menina, com 9 anos de idade, que foi estuprada e estava grávida de gêmeos. Nove anos é a idade das minhas alunas em um dos colégios que trabalho. E por ser professor de Biologia, sempre estive envolvido com a educação sexual e uma das perguntas que minhas alunas me fazem é quando a mulher está pronta para engravidar. Sim, garotas de 9 anos de idade têm curiosidade sobre o assunto. Mas a curiosidade delas não é para engravidar, é simplesmente curiosidade.

Outro dia estava discutindo esse assunto com uns colegas. O problema do pedófilo não é somente sua sexualidade, mas a questão da autoridade. Sexo ele tem com qualquer prostituta a quem ele pagar. O problema da pedofilia é o poder macabro que o(a) pedófilo(a) tem que exercer sobre alguém. E como o crime não pode ser cometido com quem questione a autoridade do agressor, sempre os mais fracos é que são escolhidos. O desvio desse padrasto não era sua sexualidade, mas sim o fato que ele queria mandar em alguém.

Imagine, a garota tinha 1,33m e 36 quilos e estava grávida de gêmeos. Não sei se você já teve oportunidade de ver uma mulher numa gravidez gemelar. Uma amiga minha teve gêmeos há um ano. Ela tem 1,60 e estava enorme, quase não se aguentando mais já no sétimo mês. Agora, o que faz uma mulher apta para ser mãe não se é ela já tem ciclo menstrual. A base psicológica é muito mais fundamental do que a fisiológica. O que faz de uma mulher uma mãe é se, depois de concebido, essa mulher terá condições de cuidar de seu filho.

Não sei se esse artigo vai chegar até o arcebispo de Recife, dom José Cardoso Sobrinho. Mas gostaria de poder dizer algo para ele. Em primeiro lugar, ele não é um “dom” para as pessoas. O Sr José Cardoso Sobrinho queria submeter a menina a manter uma gravidez de alto risco de morte ou de sequelas irreversíveis, e isso sob a alegação de salvar vidas.

“Quais vidas o senhor queria preservar? Se a menina morresse, as crianças também correriam risco de morrer. O senhor disse que as leis dos homens são inferiores à lei de Deus. Mas encontro na minha Bíblia, no Novo Testamento, que o senhor deveria conhecer bem, que devemos respeitar as autoridades, pois elas foram constituídas por Deus. Os médicos e familiares tinham amparo legal para isso, pois a gravidez era fruto de aborto e a mãe corria risco de morte. E mais, a salvação pertence ao Senhor (Jonas 2:9), mesmo sendo excomungados da igreja católica romana, eles podem ser alvo do amor de Deus, muito maior do que as leis humanas ditadas pela igreja romana.”

Meu momento de desabafo. Agora queria me comunicar com os médicos e com a família:

“Médicos, como biólogo e cidadão, estou do lado de vocês. A ação que vocês tiveram foi a mais correta e mais digna, exatamente dentro daquilo que vocês se propuseram a fazer em suas vidas. Mantenham essa coragem e determinação na profissão de vocês.

Familiares, como servo de Cristo, aprendi que tenho que chorar com os que choram e gostaria muito de poder oferecer-lhes meu ombro para você chorarem esse sofrimento que estão passando. Quero me confraternizar com vocês e, se pudesse e conhecesse vocês, orar junto com vocês. Mas oro daqui onde estou, pois Deus pode alcançar vocês aí em Recife.

Médicos e familiares, se a igreja católica romana excomungou vocês, corram para Jesus, porque todo aquele que se aproxima dEle não é abandonado. Ele mesmo disse isso, que qualquer que se aproximasse, Ele não lançaria fora.”