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sábado, 6 de agosto de 2011

A supremacia de Deus


Um dia, pregando na Grécia, o apóstolo Paulo se deparou com a seguinte inscrição: “...ao deus desconhecido...” (Atos 17:23). Esse encontro deve ter sido bem interessante. Na Grécia, em Atenas especificamente, havia deuses e deusas para todos os gostos: amor, guerra, fogo, tempo, etc. Qualquer sentimento ou situação que afetasse a vida humana, tinha lá um deus para ajudar ou atrapalhar as pessoas. E eram deuses interessantes para as pessoas, pois eram muito parecidos com os humanos. Eles se expressavam e agiam de modo parecido com os humanos. Eram ciumentos, desencanados, apaixonados, alguns irresponsáveis, mas eram todos muito parecidos com os humanos.

É exatamente nesse contexto que Paulo aparece no Areópago e vê a inscrição para um Deus, até então, desconhecido. As pessoas estavam todas reunidas na “grande praça” discutindo as questões mais elevadas para a filosofia de então. E o apóstolo Paulo começa a descortinar o “Deus desconhecido”, tornando-O acessível para as pessoas. Em meio ao caos teológico, à corrupção da sociedade ateniense surge uma voz para exaltar o Deus supremo. Infelizmente, ainda hoje, em muitos púlpitos, Deus continua sendo os ser desconhecido, totalmente descaracterizado em Sua essência. 

É bem verdade que nossa mente não consegue identificar a grandeza de Deus. Não somos capazes, do jeito que estamos agora, corrompidos pelo pecado, de penetrar na “profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11:33). E por mais que nos esforcemos ainda assim ficaremos longe de entender quem Deus é. Já ouvi um famoso cantor no meio evangélico dizer que não gosta de teologia que tenta compreender quem é Deus. Sinceramente não entendo essa postura. Ora, se a Bíblia nos foi dada para nossa instrução, por que não estudá-la e tirar dela o conhecimento da natureza de Deus. Para mim, não querer isso é pura preguiça.

Pink faz uma acusação, em no início da década de 1980 que é a realidade nos nossos dias. O Deus que sido apresentado não é o Deus das Escrituras. Deus é tido como um “fazedor de milagres”; Sua autoridade é colocada em xeque quando Suas determinações são afrontadas pelas pessoas. Poucos há que consideram a opinião de Deus para resolver os “negócios desta vida” (2 Timóteo 2:4). Transformaram Deus numa marionete que é manipulada pela oração, pelas ofertas, pelas campanhas de jejum e oração. Querem comprar a graça de Deus fazendo votos e promessas, mas quando lhes ocorre algum revés na vida, logo se esquecem de Deus, pois já não serve mais um Deus que não atenda as minhas necessidades.

Mas Deus continua sendo Deus. Ele é o Oleiro que faz da massa o que Lhe apraz (Romanos 9:21). Ele é o soberano Deus sobre toda a terra (2 Pedro 2:1), para o qual deveremos prestar contas (Hebreus 4:13; 1 Pedro 4:5). O mundo pertence a Ele (Salmo 24:1), não a nós. Ele tem o poder sobre todos os eventos passados, presentes e futuros (Isaías 46:9-10). Quando comparados a Ele, somos apenas pequenos gafanhotos (Isaías 40:22). 

Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.”
1 Crônicas 29:11-12

“Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.”
2 Crônicas 20:6

Perante Ele, presidentes e papas, reis e imperadores, são menos que gafanhotos. “Mas, se ele está contra alguém, quem então o desviará? O que a sua alma quiser isso fará” (Jó 23:13). Ah, meu leitor, o Deus das Escrituras não é um falso monarca, nem um mero soberano imaginário, mas Rei dos reis e Senhor dos senhores. "Sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido (Jó 42:2, ou, segundo outro tradutor, “nenhum dos teus propósitos pode ser frustrado”. Tudo que designou fazer, Ele o faz. Realiza tudo quanto decretou. “Mas o nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz” (Salmo 115:3). Por quê? Porque “não há sabedoria nem inteligência, nem conselho contra o Senhor” (Provérbios 21:30).”

Essa é a minha oração: “Senhor Deus, faça com que minha alma se apegue de tal forma à Sua Pessoa, que não haja outro lugar para estar, que não seja a Sua presença. Não permita que meu coração se eleve diante de Ti, não permita que meus pensamentos me afastem do Teu senhorio sobre eles. Trata o meu pecado através do sacrifício do Teu Filho Jesus, que é eficaz e suficiente. Mostra a Tua soberania sobre os homens pela via do amor e não pela justa recompensa do nosso pecado. Tem misericórdia de nós e olha para nós através do Teu Filho amado. Amém.”