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terça-feira, 29 de junho de 2010

A loucura de um neopentecostal!

Eu me cansei de tanta idiotice no meio evangélico. Não vou escrever aqui que esse pessoal tresloucado passou dos limites, pois esses loucos não têm limites para nada. Se eles podem “chutar o pau da barraca” com suas idiotices, eu também posso.

O senhor Renê Terra Nova (recuso-me a chamá-lo inclusive de irmão, quanto mais de algum outro título — Spurgeon faria o mesmo!!!) agora é um PATRIARCA. Exatamente o que você está lendo.

Na última conferência realizada e organizada por ele mesmo, várias pessoas o reconheceram como patriarca por causa do que ele tem desenvolvido no Brasil e fora daqui. Estranho e ridículo: a conferência é organizada por eles, tem um monte de gente amiga dele, que bate continência para o que ele fala e, “espontaneamente”, ele foi reconhecido como patriarca.

Isso nada mais é do que HERESIA, ABSURDO, MENTIRA, BLASFÊMIA, ORGULHO, ARROGÂNCIA, DEMONÍACO, FALSO, HERÉTICO e qualquer outra coisa que você queira qualificar. O cara agora está no mesmo nível que Abraão, Isaque e Jacó!!! É brincadeira!!!!

Não é possível que isso esteja acontecendo e ninguém fala nada, ninguém faz nada. E o evento foi cheio de rituais: estandartes representando as doze tribos, as bandeiras dos estados do Brasil, manto púrpura que representa a unção patriarcal. Isso é NOJENTO!!!!!

Onde isso está na Bíblia? Foi para isso que Deus nos chamou? Esses caras conseguiram até um representante de uma associação cristã israelense que disse que Israel reconhece o legado patriarcal que está sobre o Renê Terra Nova. Essa é uma loucura tão grande que eu garanto que nenhum rabino de nenhum sinagoga de São Paulo... nem os reformistas diriam isso que um homem, ainda mais se esse homem dissesse que acredita em Jesus.

Não dá mais!!! Eu não vou mais me calar diante da estupidez dessa gente. Posso perder algum tempo escrevendo meus artigos aqui, vez ou outra mandando um email para esses caras lerem. Mas quieto é que não vou ficar mais. Vou continuar ensinado o que é correto à luz da Bíblia e denunciando o engano e o erro.

E para provar que isso não é mentira, veja no próprio blog desse destemperado.

http://www.reneterranova.com.br/blog/?p=3063


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como amar uma esposa - conselho para o Guilherme

Sábado vou ser pela primeira vez padrinho em um casamento. "Vi" o Guilherme nascer e acompanhei sua família em muitos momentos, alegres e tristes. E por causa disso tudo tenho pensado muito sobre o casamento. Nem podia ser diferente. Casar é muito bom e me lembro da felicidade que senti no dia do meu casamento. Tomara que o Gui e a Suz sintam a mesma alegria.

Mas apesar da alegria que é casar, também devo dizer que casar não é fácil. Mas não é mesmo. Amar alguém não é fácil. E não é pela pessoa amada ser como é e nem tanto pelo fato de eu ser como sou. É lógico que isso influencia, Contudo, estou convencido que o padrão de amor que Deus nos exige é muito elevado. Sem dúvida que Deus nos dá graça, sabedoria e capacidade de amar. Mesmo assim não é fácil. Desconfio de quem pensa o contrário.

A Bíblia compara o relacionamento conjugal com o relacionamento que Jesus Cristo tem com Sua Igreja. E nos diz que os maridos devem amar suas esposas da mesma maneira que Jesus amou a Igreja. E isso é muito difícil. (1) Em primeiro lugar, Jesus deixou a glória que tinha para assumir uma natureza que não era a sua (Filipenses 2:5-8). (2) Ele ama a Sua Igreja de tal maneira que a enfeita para que ela fique bonita para Si mesmo (Efésios 5:25-27). (3) Jesus ama a Igreja e permanece fiel a ela mesmo que a Igreja seja infiel (2 Timóteo 2:13).

Esses três aspectos do amor que Jesus Cristo tem pela Igreja já são suficientes para pensarmos muito sobre o relacionamento que temos com nossas esposas. Será que estamos dispostos a deixar a nossa pequena glória como homens por amar nossas esposas? Será que estamos dispostos, em boa medida, a deixarmos de ser quem somos por nossas esposas? Jesus nunca deixou de ser Deus, mas assumiu uma natureza que não era sua. Será que estamos dispostos a assumir situações que não são nossas por natureza? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de certas características que dizemos ter em função do nosso casamento?

O quanto temos feito para que nossas esposas estejam adornadas para nós? Será que estamos nos esforçando para que a beleza das nossas esposas reflitam o amor que sentimos por elas? Jesus foi até às últimas consequências para tirar o que mais enfeiava a Igreja, o pecado. Será que estamos levando a sério o que nossas esposas têm de feio para tirar isso delas?

Jesus decidiu nunca abrir mão da Igreja, seja qual for a circunstância. Quando nos desentendemos, qual é a primeira coisa que pensamos, em divórcio? De que maneira resolvemos nossos problemas conjugais? É pela via do isolamento, da separação? Se a relação Jesus Cristo-Igreja é verdadeira para nós, você acha que algum dia Jesus vai resolver Se divorciar de nós? Então não podemos cogitar essa possibilidade para o nosso relacionamento, pois ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel. Quando Jesus fala sobre o divórcio, a carte de repúdio era consequência da dureza do coração (Mateus 19:8). Mas se fomos regenerados e recebemos um novo coração, ele não pode ser mais duro como antes (Ezequiel 11:19; 36:26).

Que lê isso pode pensar que meu casamento é um mar de rosas. E é, só que com tudo que as rosas têm, inclusive os espinhos. Nosso casamento não é perfeito porque nós não somos perfeitos. Deixei de pensar na perfeição do casamento na lua de mel. Mas não deixei de amar minha esposa e busco amá-la com a Bíblia me ensina. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que Ele nos capacite a amar cada vez mais nossas esposas.

Que o Senhor abençoe o Gui e a Suz grandemente.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Minha confissão de fé

Inspirado por um recente post do Dr Augustus N. Lopes, decidi escrever, de forma resumida, a maneira como encaro a Bíblia, seus ensinos e a maneira como creio neles. Muitos vão se identificar com a maneira como creio. Outros, vão discordar num ou outro ponto. Mas assim como o Dr Augustus, hoje ouço quem quer que seja, desde liberais até ortodoxos. Graças a Deus livrei-me do ranso que muitos calvinistas têm de desprezar quem pensa diferente. Aí já foi a dica. Penso de forma calvinista, mas não estou preso a ele.


1. Eu creio no verdadeiro e vivo Deus, que subsiste em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É invisível, pessoal, onipresente, eterno, não depende de ninguém, imutável, sincero, digno de confiança, poderoso, soberano, onisciente, justo, santo, bom, amoroso, misericordioso, longânimo e gracioso.


2. Eu creio que o Deus todo-poderoso revelou tudo que é necessário para a vida e salvação nos 66 livros das Sagradas Escrituras que são a Palavra de Deus. Toda a Escritura foi dada por inspiração de Deus, é infalível e inequívoca e o árbitro final em todas as discussões. Sua autoridade é derivada do Seu autor e não das opiniões dos homens.


3. Eu creio que Deus criou nosso primeiro pai Adão perfeito, santo e íntegro. Ele foi colocado como representante e cabeça da raça humana, da tal modo a expor toda sua descendência aos efeitos da sua obediência ou desobediência às ordenanças de Deus.


4. Eu creio que Adão caiu de sua justiça original em pecado e trouxe sobre si mesmo e toda sua descendência morte, condenação e pecado.


5. Eu creio que é completamente impossível ao homem decaído, por si mesmo e sem a atuação de Deus, amá-lO, guardar Suas leis, entender o evangelho, arrepender-se dos pecados ou crer em Cristo.


6. Eu creio que Deus antes da fundação do mundo, para Sua própria glória elegeu um inumerável número de homens e mulheres para a vida eterna como um ato da Sua livre e soberana graça. Essa eleição não foi, de maneira nenhuma, dependente de Sua previsão de fé do homem, ou sua decisão, obras ou méritos.


7. Eu creio que Deus enviou Seu Filho ao mundo, concebido da virgem Maria pelo Espírito Santo, sem pecado, sendo Deus e homem, nascido sob a Lei para viver uma vida de justiça em favor do Seu povo eleito.


8. Eu creio que o Filho de Deus morreu no Calvário para efetuar propiciação, redenção, reconciliação e expiação para Seu povo eleito. Deus propiciou evidência para a Sua aprovação da obra de Seu Filho ressucitando-O dentre os mortos.


9. Eu creio que o Filho de Deus ascendeu à destra do Pai e está entronizado em glória, onde intercede em favor do Seu povo e governa todas as coisas para Sua própria glória.


10. Eu creio que Deus, o Filho, enviou o Espírito Santo para atuar em consonância com a pregação da Palavra. O Espírito de Deus regenera o pecador eleito e o atrai à fé em Deus de maneira irresistível.


11. Eu creio que os eleitos, aqueles que são cheios por graça, são justificados aos olhos de Deus de acordo com a justiça de Cristo imputada a eles, que é recebida apenas pela fé.


12. Eu creio que todos aqueles que são chamados, regenerados e justificados serão preservados em santidade e nunca cairão do seu estado de graça.

13. Eu creio que o batismo e a Ceia do Senhor são ordenanças do evangelho pertencentes apenas aos regenerados.


Convite de Amor - esse eu dispenso!

O nosso dial está cheio de estações evangélicas de rádio. Tem rádio evangélica pra todos os gostos. Certo dia, tentando ouvir alguma música que me edificasse, comecei a ouvir a música Convite de Amor, composta por um famoso missionário internacional aqui do Brasil. Queria ouvir alguma música interessante e, em certo aspecto, essa música é interessante.

Lá pelo meio da letra, o “inspirado” compositor escreve o seguinte:

A decisão é sua; dela, Deus não pode participar
Você é o responsável pelo seu destino eterno
Jesus bate a porta, abra correndo para Ele entrar

Se você quiser ver um clipe dessa música, clique aqui.


Creio ser de muita arrogância a atitude que ele assume de Deus poder não participar da escolha de uma pessoa para sua própria salvação. Quer dizer que Deus, que propôs Jesus Cristo para salvação da humanidade, que regenera o coração do homem, que perdoa os nossos pecados, que nos imputa a justiça de Jesus Cristo, não pode participar da escolha de alguém querer ser salvo? Nem estou questionando o fato de uma pessoa, morta em seus pecados, não ser capaz de escolher a Cristo. Ora, se a pessoa está morta espiritualmente, como poderá escolher a Deus, que é espírito (João 4:24)? A teologia do missionário é tão falha que ele tira Deus daquilo para o qual Ele mesmo enviou Seu Filho, salvar os pecadores (Mateus 1:21; 18:11).


Agora, a segunda frase do coro é mais ridícula ainda. Gostaria de saber o que o missionário pensa desse versículo: “Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles.” (Jó 14:5). Se eu sou o responsável pelo meu destino eterno, não preciso mesmo de Deus. Talvez eu precise mais da ajuda do missionário do que de Deus! Imagine que nós, como seres finitos que somos, somos responsáveis pela nossa eternidade. Deixe-me refrescar a sua memória e a do missionário que Adão foi colocado por Deus como responsável pelo destino da raça humana e falhou. E olha que Adão fora criado sem nenhum pecado, ele era absolutamente perfeito. Quanto a nós, que já nascemos em pecado, pobre de nós. Isso é que dá colocar um microfone e uma câmera de televisão na frente de gente despreparada e sem conhecimento da Palavra de Deus.


Na terceira frase, o missionário-compositor aconselha os ouvintes a abrir a porta correndo para Jesus e eu pergunto, para quê? Se Deus não participa das minhas escolhas, se eu mesmo determino (como ele gosta dessa palavra!!!) meu futuro eterno, qual é a necessidade de Jesus na minha vida? Se da minha decisão de ter a vida eterna Deus não pode participar, para que preciso abrir a porta correndo para Jesus? É tão absurda essa idéia do missionário, que se fosse verdadeira, como vamos entender esse texto: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)? Essa teologia de que o homem pode decidir se quer ser salvo ou não erra, entre outras coisas, no fato que, até mesmo nossa vontade de querer ser salvo parte do próprio Deus, “porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13).


Isso sem falar na última frase da música que diz que Jesus é a melhor opção. Senhor missionário, Jesus não é a melhor opção, Ele é a ÚNICA opção que existe.


Tenho a impressão que vou continuar na vontade de escutar alguma boa música cristã no rádio!!!