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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Jesus não morreu por todos - Parte 2


Vimos que Jesus não morreu por todas as pessoas, mas apenas por aquelas que creem nisso - clique aqui. Ao analisarmos essa questão dessa forma, podemos concluir que aqueles que morreram sem crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, não foram alcançados pela Sua morte. Ou seja, aqueles que morrem sem ter fé em Jesus Cristo não foram alvo da morte expiatória dEle.

O apóstolo Paulo desenvolve isso em Efésios, capítulo 2: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8). O que fica claro, por esse versículo, é que a graça, a salvação e a fé não vêm de nós, mas vem de Deus como um dom para nós.

A graça diz respeito àquilo que não merecemos, mas mesmo assim Deus nos dá, nos outorga, nos deixa à disposição. Não merecemos ser salvos porque nossa natureza se opõe a tudo que diz respeito a Deus. Nossa inclinação é para nos afastarmos de Deus, nos distanciarmos dEle. Em Romanos, capítulo 5, o apóstolo Paulo deixa isso muito claro. E isso acontece porque a nossa natureza é má, é pecaminosa.

Isso não significa que as pessoas que ainda não têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador não possam participar de obras assistenciais, praticar a solidariedade, justiça social ou ajudar aos necessitados. O que Paulo está associando é a graça com a fé e com a salvação. Um marido tem fé e acredita no amor de sua esposa, mas essa fé não é suficiente para salvá-lo de seus pecados. Um filho tem fé no amor e dedicação que seus pais têm por ele, porém não é esse tipo de fé que vai conduzi-lo a Cristo.

O apóstolo está tratando de uma fé salvífica. Ambas as fés, se é que podemos nos expressar dessa maneira, são dons de Deus. Mas a fé para a salvação requer algo especial: o reconhecimento de que não somos merecedores dela e que, se Deus não operar em nós a salvação, por nós mesmos não conseguiríamos ser salvos. Dessa forma, não podemos dizer que todas as pessoas têm fé em Jesus Cristo, visto que nem todas as pessoas creem nEle como Senhor e Salvador. Precisamos, como Igreja de Cristo, deixar isso muito claro para as pessoas. Não é o fato das pessoas saberem que Jesus existiu, conhecerem um ou outro ensino dEle que as fazem Suas seguidoras e discípulos.

Ter fé em Jesus Cristo é estar inteiramente seguro que o que precisava ser feito para a minha salvação, Ele já fez e eu não preciso fazer mais nada. Não há nada mais que possa ser feito. Ele obedeceu de modo perfeito. Ele morreu de uma vez por todas. Ele pagou o preço que me era exigido. Ele ressuscitou dos mortos e me deu vida. 

Eu não preciso fazer nenhum sacrifício. Não tenho que participar de nenhuma campanha de 7 dias, 7 sextas-feiras. Não preciso subir em monte algum para ficar orando ou vendo gravetos “pegarem fogo”. Não preciso ficar marchando em ruas, atrapalhando o trânsito de ambulâncias e os demais carros. Ele é tudo em todos, todos os que são salvos pelo Seu eterno e perfeito sacrifício.

Portanto, se Ele me concedeu fé para crer que meus pecados já foram perdoados e que estou lavado e remido por Seu sangue, nada mais importa. Mas preciso receber dEle o dom da fé-graça-salvação. Só Ele pode dar isso e Ele o faz a quem Ele quer. Receber esse dom não está em mim, pois nada do que eu fizer pode movê-lO na minha direção. O apóstolo João nos ensina que se nós O amamos e porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). E disso deriva todo o resto: só tenho fé, por que Ele a me deu; nasci de novo em novidade de vida, porque Ele me regenerou para essa nova vida; busquei-O com amor, porque Ele me buscou primeiro e me alcançou.

Aprendemos em Romanos 11:29 que os dons e a vocação do trino Deus são irrevogáveis, isto é, Ele não volta atrás nas Suas determinações. Mas Ele precisa outorgar fé para as pessoas crerem, do contrário, ninguém seria capaz de crer em Jesus Cristo. A Bíblia é muito clara que as pessoas não querem Jesus Cristo como Salvador (João 5:40). Portanto, todo o nosso desejo de salvação partiu dEle primeiro. Toda a iniciativa de salvação veio da parte dEle e nós apenas respondemos a essa iniciativa da parte de Deus. Nada partiu de nós, tudo partiu dEle. E, por isso mesmo, glória somente a Ele.

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