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terça-feira, 19 de julho de 2011

A Onisciência de Deus


Deus é onisciente, Ele conhece tudo, sabe de todos os eventos – passado, presente e futuro. Infelizmente, para muitos evangélicos, isso já não significa mais nada. Por mais incrível que se pareça, hoje há evangélicos que afirmam que Deus não conhece o futuro. O passado Ele conhece, pois já são fatos ocorridos. O presente, Ele está construindo conosco passo a passo, inclusive Ele é dependente de nós nessa construção. E o futuro, por ainda não ter ocorrido, Ele não conhece. Não sou contra questionar os dogmas. Na minha prática de professor, uso o recurso das perguntas constantemente para instigar meus alunos a pensar. Mas se as respostas nos levarem a transformar Deus em um ser parecido conosco, estaremos errados nas nossas conclusões.

O início de qualquer reflexão sobre a onisciência de Deus deve ser feito com cuidado, pois o terreno que estamos pisando é totalmente estranho para nós. Nós, seres marcados pela nódoa do pecado, não somos capazes de compreender com exatidão esse atributo da deidade. Além de nosso conhecimento ser limitado ao tempo, vamos ampliando esse conhecimento à medida que o tempo passa. E o limite desse conhecimento é em questões de segundos. Nós não somos capazes de conhecer um evento futuro em frações de segundos. O máximo que podemos é estimar algum evento e sermos, simplesmente, meros expectadores.

Que consolador é para nós sabermos que nada na nossa vida está oculto para nosso erro e, com amor, nos disciplina para acertarmos. Se corremos o risco do assédio do diabo, Ele sabe como lidar com o adversário das nossas almas. Se o diabo simplesmente desejar nos peneirar, como fez com Pedro, Ele conhece as fraquezas do diabo e vai nos preservar. Nos tempos em que a nossa fé parece fraca, quase morta, Ele “conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Salmo 103:14).

Se estamos desesperados, sem esperança “não há motivo para temer que as petições dos justos não serão ouvidas”. Eu posso lançar sobre Ele toda a minha esperança, toda a minha ansiedade. Não preciso me preocupar com que palavras tenho que me dirigir a Ele. Não preciso ficar escolhendo as melhores palavras, como se estivesse diante de um juiz, pois “será que antes que clamem, eu responderei: estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

Pink chama a atenção para a possibilidade, se ela existisse, de tirarmos a onisciência da Deus. “Gostariam que não houvesse nenhuma Testemunha dos seus pecados(...)”. Mas de Deus não se esconde nada. Tudo está claro diante de Seus olhos, pois para Deus “trevas e luz são a mesma coisa” (Salmo 139:12). Para onde vai a nossa esperança se Deus não conhece o que acontece comigo? Onde posso me sustentar diante das perplexidades que ocorrem comigo e que não encontro explicação? Ele sabe qual é o meu fim, pois já determinou como devo chegar lá.

“Se fosse possível ocorrer alguma coisa sem a ação direta de Deus ou sem Sua permissão, então aquilo seria independente dEle e Ele deixaria, de pronto, de ser Supremo.” É com essa frase que Pink inicia sua reflexão sobre o fato de Deus conhecer todos os eventos futuros, do mesmo modo que Ele conhece todos os eventos passados e presentes. O que Ele conhece do futuro depende exclusivamente de Sua própria vontade e, certamente, isso vai se realizar: “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4:35).

Em nenhum lugar das Escrituras pode-se concluir que Deus não tem conhecimento do passado, presente e futuro. Do Gênesis ao Apocalipse, Deus Se mostra como onisciente, todo-poderoso e soberano. Nada escapa dos Seus olhos. “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:13). Mas o Brasil agora tem sido apresentado a um Deus que desconhece o presente porque está participando da sua constrição junto com o homem. De igual modo, Deus desconhece o futuro, porque as possibilidades de escolha do homem são tantas que impedem Deus de saber com exatidão o que vai acontecer.

Para os que defendem esse tipo de teologia, deixo a frase que Martinho Lutero disse a Erasmo de Roterdã: “Seu deus é pequeno demais!”

Um comentário:

Léo disse...

Sabe Marcão, essa descrência da Onisciência de Deus acho que além do nosso pecado, é á falta de oração, acho que fazemos de tudo muito, menos orar, sei pois sou um dos que peca nisso, mas tento mudar essa história, estou até fazendo um post para o aniversário do meu blog, que será amanha, sobre isso.
Um abraço e parabéns pelo texto.