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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Deus é... o quê?


           A Bíblia tem várias declarações sobre Deus. Algumas dessas declarações são sobre quem Deus é, sobre como Deus é, sobre o quê Deus é. Assim sendo, há declarações que são diretas. Outras são inferências que fazemos a partir dos textos bíblicos.
 
            Por exemplo, Deus toma conta de nós. Não existe nenhuma afirmação direta na Bíblia sobre isso, mas inferimos essa característica de Deus quando lemos o Salmo 103:13, “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem.” Outra comparação interessante é relacionar Deus com animais. No Salmo 91:4, Deus é comparado a uma ave que protege seus filhotes debaixo de suas asas, “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.”

            Mas há versículos que mostram diretamente características da personalidade de Deus. Por exemplo, em seu evangelho, João afirma que “Deus é verdadeiro” (João 3:33) e que “Deus é Espírito” (João 4:24). Essas são afirmações que não são figuras de linguagem. Não se trata de uma metáfora e, portanto, resta pouca margem para ficarmos imaginando como explicar a frase “Deus é verdadeiro”. Uma afirmação é verdadeira ou falsa, não existe uma  meia verdade – ainda que desejássemos que elas existissem. Quando a Bíblia afirma que Deus é Espírito ela coloca um ponto final em qualquer representação visual que se queira fazer de Deus. É impossível representar Deus visualmente. Até mesmo o próprio Jesus não usou de artifícios visuais para mostrar o Pai aos seus discípulos, “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9).

Dentro desse tipo de afirmação, ainda vemos declarações que deixam pouca margem para qualquer discussão. Nessa linha lemos que “Deus é fiel” (2 Coríntios 1:18). Não é que Deus seja muito fiel ou pouco fiel. Ou ainda, que Ele seja fiel hoje e infiel amanhã. Deus é fiel e não se discute isso. Outras afirmações que me parecem da mesma essência são “Deus é luz” (1 João 1:5) e “Deus é amor” (1 João 4:8). A luz pode ser fraca como uma vela ou intensa com a do Sol, mas luz é luz e quando ela não está presente – no fundo de uma caverna comprida, por exemplo – todo mundo percebe sua ausência.

O fato de Deus ser verdadeiro, fiel, luz e amoroso nos trazem um conforto muito grande, uma paz e tranquilidade que fazem bem à alma. Saber que Deus é amor, permite com que nos lancemos em Seus braços nos momentos de tristeza que passamos – dizer que Deus tem braços é uma figura antropomórfica, pois “Deus é Espírito”. Saber que Deus é verdadeiro nos dá uma confiança muito grande, pois se Ele disse alguma coisa na Sua Palavra, não precisamos desconfiar que não seja verdade tal afirmação.

Mas, e quando a Bíblia afirma que “Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:29), como devemos entender uma afirmação dessas? O que Ele consome? Quem Ele consome? Como Ele consome? O fogo pode ser usado para destruição e para purificação pelas pessoas. Bem, se a Bíblia compara Deus ao fogo, deve estar relacionado com algo que as pessoas conheçam, ou essa comparação não faria sentido para nós! Mas Deus é capaz de destruir? Bem, se Ele destruir alguma coisa, certamente será algo que Ele mesmo criou. Mas se realmente Ele vai destruir, onde fica o amor dEle? Seria Deus mais amor e menos fogo consumidor? Seria Deus mais amor é menos Espírito? Seria Deus mais amor e menos fiel? Será que Deus “abandonaria” ou deixaria de lado certas características em detrimento de outras?

Em 2 Coríntios 9:8, lemos “E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra”. Pergunto, será mesmo que Deus é poderoso para me fazer transbordar na graça, ou essa é mais uma figura de linguagem? Ele é mais poderoso ou mais amoroso? Ou é amor e poder na mesma intensidade?

2 comentários:

Jorge Fernandes Isah disse...

Marcos,

Li seu comentário no blog da Ana, e o questionamento que fez por lá, ao qual ela não respondeu, e penso que não responderá, pois depende de algo em que ela não crê, a Bíblia, como revelação divina.

Por isso, aguardo a sequência desta postagem, onde, provavelmente, você dará as respostas com detalhes, visto já tê-la realizado ao menos apontando a direção.

Grande abraço!

Cristo o abençoe!

Música, Ciência e Teologia disse...

Olá Jorge, achei estranho não haver nenhuma resposta no blog dela. Apesar de ela não crer de modo ortodoxo, ela crê de alguma maneira. Mas enfim, vamos caminhando.

Obrigado pelo incentivo.

Abração, Marcos.