Total de visualizações de página

terça-feira, 14 de abril de 2009

Relacionamentos - Parte 1

Como andam nossos relacionamentos?


Nesses últimos dias tenho pensado muito sobre o tema dos relacionamentos. Em vários níveis: familiar, profissional e na igreja. Tenho chegado a uma conclusão que me deixa preocupado: meus relacionamentos não vão bem por minha própria culpa. E o pior de tudo é que não tenho ninguém que possa considerar culpado a não ser a mim mesmo. Lógico. Se encontrasse alguém que pudesse culpar seria muito mais fácil. Eu já tenho problemas demais pra carregar mais um. Chegar à conclusão que seus relacionamentos estão abalados, que falta ânimo na vida, que poderia ser tudo mais agradável é muito difícil. Como já falei, se tivesse a quem culpar seria tudo mais fácil.


Ao analisar a Bíblia é possível perceber que se trata de um compêndio de histórias de relacionamentos. Em todos os níveis. Ela trata de relacionamentos conjugais, de relacionamentos entre irmãos, de relacionamentos entre povos, entre famílias, entre amigos e inimigos e, lógico, do nosso relacionamento com o Criador. Nesse sentido, ela pode nos auxiliar muito se quisermos entender como nossos relacionamentos estão acontecendo. É possível extrair alguns conceitos importantes a partir dos fatos relatados na Bíblia. E ao extraí-los, é possível aplicar esses conceitos na nossa vida. Não é tão difícil assim. Mas se eu tivesse alguém a quem culpar, seria tudo mais fácil.


Para muitas pessoas, o primeiro relacionamento que existe relatado na Bíblia é o de Deus com Sua criação. A partir daí pode-se perceber o relacionamento de Deus com todos os elementos dessa criação. Luz, plantas, animais marinhos, selváticos, parte seca, parte molhada. A cada novo dia da criação, Ele observa o que fez, e conclui que tudo é bom. Mas me permita discordar dessa opinião.


Outras pessoas extraem um primeiro relacionamento inicial de Deus com o diabo, antes da criação do homem. Não vou entrar em detalhes, porém alguns argumentam sobre a queda de Lúcifer antes da criação do homem e do confronto que já teria sido estabelecido entre Deus e o diabo. Lógico, o artífice do pecado surgiu antes de Adão pecar, mas se foi antes da criação humana ou depois, não nos interessa nesse artigo. Contudo, permita-me discordar dessa opinião também.


Há quem argumente que fazia parte dos relacionamentos de Deus na época da criação, o relacionamento com os anjos que não caíram. Ora, se eles não seguiram Lúcifer, os seres mais imediatos na presença de Deus eram os anjos. Embora não exista no Gênesis o relato ou a pista da criação dos anjos, permita-me discordar dessa opinião também. E não por falta do relato da criação dos anjos. Minha discordância com essas opiniões é por causa do sentido da palavra relacionamento.


Se você procurar o que significa a palavra relacionamento, verá que se trata da capacidade de conviver bem com seus semelhantes. Com isso em mente, se voltarmos para o relato da criação, poderemos ver algo muito interessante. E, à medida que formos avançando na nossa análise, poderemos perceber o quanto estamos errando. Mas se tivéssemos quem culpar, seria tudo mais fácil.


Em primeiro lugar, fica evidente que, segundo o que significa relacionamento, Deus nos criou de forma diferente dos outros seres justamente para Se relacionar conosco. Vemos isso no versículo 26 do primeiro capítulo do Gênesis. A cada novo dia, Ele simplesmente criava sem Se expressar antes de criar. Contudo, quando vai criar o homem, Deus delibera e expressa Sua vontade. Ou seja, antes de criar Ele assume que quer criar o homem e que determinou nos criar. Isso evidencia uma vontade diferente daquela dispensada aos outros animais, plantas e demais seres inanimados.


Em segundo lugar, entendemos pelo relato bíblico, que o homem foi criado de modo bem diferente em relação aos outros animais. O relato da criação do homem é diferente dos outros seres. A estes Deus simplesmente quis criá-los e fez. No caso do homem foi diferente. Deus dá pistas de como idealizou o homem e do que ele faria na terra. A partir do versículo 26 até o 30, do capítulo 1 do Gênesis, vemos o que Deus idealizou para o homem. Isso é muito significativo, pois como o livro do Gênesis é o livro dos princípios, Deus está estabelecendo uma norma geral, tudo que diz respeito ao ser humano é especial e diferente do resto dos outros seres.


Dentro desse relato há uma declaração bombástica: “Façamos o homem à nossa semelhança”. E aqui está o ponto importante. Deus tem relacionamento apenas com aquele ser que é semelhante a Ele. Portanto, apesar do fato de Deus ter criado todos os seres vivos, ter ornamentado o planeta com cores variadas nas plantas e animais, é apenas com o ser humano que Ele se relaciona.


Bem, você pode se perguntar, no que somos semelhantes a Deus? Quando a espécie humana foi criada, naquele momento, era dotada de certas habilidades que não dispomos mais hoje. A principal delas é que Adão não conhecia o pecado, hoje já nascemos sob o domínio do pecado (Salmo 51:5). Isso faz toda a diferença. Quando Adão foi criado, ele podia escolher livremente, se queria obedecer a Deus ou não. Hoje, como escravos do pecado que somos, não temos mais liberdade em nosso coração de nos voltarmos a Deus. Em nós agora, há um coração que precisa ser desesperadamente regenerado. E, pelo fato de conhecermos o pecado, não somos mais santos como Deus é.


A beleza de Deus está em Sua perfeição moral, em Sua retidão e em Seu ódio ao pecado. O homem se tornou num ser desfigurado, cometendo todo tipo de desvio moral, torpeza, impiedade e pecado. O ódio que Deus sente ao pecado passa longe do homem. Cada vez mais, o homem procura novas formas de propagar o seu pecado. Vemos isso em todo tipo de relacionamento humano. No casamento, no âmbito profissional e na moral, são alguns exemplos de como o homem se distanciou de Deus. E, distante de Deus, é impossível manter qualquer tipo de relacionamento com Ele.


Reflita comigo: você está se relacionando com Deus? Qual é o nível de relacionamento que você tem Ele? Relacionar-se com Deus implica, necessariamente conhecê-lO. Você O conhece de verdade? No próximo texto, espero responder a essas últimas perguntas na minha própria vida e, queira Deus, ser útil para você.


Até mais, Marcos.

3 comentários:

JRRoveri disse...

Caro Pr. Marcos :
O texto é de uma clareza evidente, e reflete - sem sombra de dúvida -
os pensamentos a respeito de nós mesmos. Estou ansiando para ler a continuidade desta para prosseguir
"em tratamento".
Deus o abençõe

Elly Aguiar disse...

Dá-lhe Pr. Marcos David, meu amigo querido, sempre muito preciso nas colocações e com a palavra de Deus pra nossa vida na pta da língua.
Devolvo a vc o que vc me disse no domingo, parabéns pela coragem de assumir e apontar essas coisas, que muita gente prefere jogar debaixo do tapete.
Deus te abençõe e continue te dando forças e muita disposição para apontar esses caminhos maravilhosos de reflexão, e té correção de rota,
Abraço muito carinhoso,
EllyAguiar

Rute disse...

Mais uma vez estou admirada com o seu blog.
Muita novidade.... amei!!!
Desta vez, li e destaquei a postagem "Como andam nossos relacionamentos?"
Confesso q eu tenho muitas dificuldades em fazer e manter relacionamentos. E, como vc enfatiza no texto o nosso relacionamento com Deus, este depende muito do nosso estado emocional, concorda?
Uma coisa eh certa: Deus estah sempre de braços abertos para nós.

Um forte abraço e que Deus continue te abençoando grandemente.