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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como amar uma esposa - conselho para o Guilherme

Sábado vou ser pela primeira vez padrinho em um casamento. "Vi" o Guilherme nascer e acompanhei sua família em muitos momentos, alegres e tristes. E por causa disso tudo tenho pensado muito sobre o casamento. Nem podia ser diferente. Casar é muito bom e me lembro da felicidade que senti no dia do meu casamento. Tomara que o Gui e a Suz sintam a mesma alegria.

Mas apesar da alegria que é casar, também devo dizer que casar não é fácil. Mas não é mesmo. Amar alguém não é fácil. E não é pela pessoa amada ser como é e nem tanto pelo fato de eu ser como sou. É lógico que isso influencia, Contudo, estou convencido que o padrão de amor que Deus nos exige é muito elevado. Sem dúvida que Deus nos dá graça, sabedoria e capacidade de amar. Mesmo assim não é fácil. Desconfio de quem pensa o contrário.

A Bíblia compara o relacionamento conjugal com o relacionamento que Jesus Cristo tem com Sua Igreja. E nos diz que os maridos devem amar suas esposas da mesma maneira que Jesus amou a Igreja. E isso é muito difícil. (1) Em primeiro lugar, Jesus deixou a glória que tinha para assumir uma natureza que não era a sua (Filipenses 2:5-8). (2) Ele ama a Sua Igreja de tal maneira que a enfeita para que ela fique bonita para Si mesmo (Efésios 5:25-27). (3) Jesus ama a Igreja e permanece fiel a ela mesmo que a Igreja seja infiel (2 Timóteo 2:13).

Esses três aspectos do amor que Jesus Cristo tem pela Igreja já são suficientes para pensarmos muito sobre o relacionamento que temos com nossas esposas. Será que estamos dispostos a deixar a nossa pequena glória como homens por amar nossas esposas? Será que estamos dispostos, em boa medida, a deixarmos de ser quem somos por nossas esposas? Jesus nunca deixou de ser Deus, mas assumiu uma natureza que não era sua. Será que estamos dispostos a assumir situações que não são nossas por natureza? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de certas características que dizemos ter em função do nosso casamento?

O quanto temos feito para que nossas esposas estejam adornadas para nós? Será que estamos nos esforçando para que a beleza das nossas esposas reflitam o amor que sentimos por elas? Jesus foi até às últimas consequências para tirar o que mais enfeiava a Igreja, o pecado. Será que estamos levando a sério o que nossas esposas têm de feio para tirar isso delas?

Jesus decidiu nunca abrir mão da Igreja, seja qual for a circunstância. Quando nos desentendemos, qual é a primeira coisa que pensamos, em divórcio? De que maneira resolvemos nossos problemas conjugais? É pela via do isolamento, da separação? Se a relação Jesus Cristo-Igreja é verdadeira para nós, você acha que algum dia Jesus vai resolver Se divorciar de nós? Então não podemos cogitar essa possibilidade para o nosso relacionamento, pois ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel. Quando Jesus fala sobre o divórcio, a carte de repúdio era consequência da dureza do coração (Mateus 19:8). Mas se fomos regenerados e recebemos um novo coração, ele não pode ser mais duro como antes (Ezequiel 11:19; 36:26).

Que lê isso pode pensar que meu casamento é um mar de rosas. E é, só que com tudo que as rosas têm, inclusive os espinhos. Nosso casamento não é perfeito porque nós não somos perfeitos. Deixei de pensar na perfeição do casamento na lua de mel. Mas não deixei de amar minha esposa e busco amá-la com a Bíblia me ensina. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que Ele nos capacite a amar cada vez mais nossas esposas.

Que o Senhor abençoe o Gui e a Suz grandemente.

2 comentários:

Eclesia disse...

bonito mano! é isso aí, ser casado é um eterno aprendizado, a cada dia conheço um pouco mais minha esposa e passo a ama-la ainda mais...

abraços

Evandro

gpmenga disse...

Marcão!

Muito obrigado.
Pelo amor. Pela amizade. Pelas palavras, conselhos e, por vezes, de exortação ou a boa e velha bronca.

Obrigado por estar junto. Obrigado por ser o que você é. nEle.

Obrigado à você e a Cyntia pelo exemplo, amor, amizade e carinho que recebemos de vocês desde sempre!

Vamos juntos, cada um no seu caminho, mas juntos nEle que é O Caminho.

Mais uma vez, obrigado.
Te amo, cara!

Gui