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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Naji Nahas, Lalau e Salvatore Cacciola para pastores evangélicos

O Ministério Público e a Polícia Federal realizam seus trabalhos normalmente. De vez em quando, isso aparece na mísia e com grande barulho. Provavelmente, se eles estivessem investigando o vigia do estacionamento em frente da minha casa, nem no jornal da cidade isso seria notícia.

Este ano está sendo bem difícil para alguns líderes evangélicos brasileiros. O homem dessa foto, que está segurando esse charutão (cubano, lógico!!!) é Naji Nahas. Alguns anos atrás, por semanas ele foi notícia nos jornais por uma série de crimes que estava sendo acusado. Ele e seus advogados diziam que era tudo mentira. O MP e a Polícia Federal diziam que era tudo verdade. Qual era a impressão da população? O povo em geral tinha certeza de que ele era culpado, mas dificilmente alguém conseguiria realmente provar isso. Você se lembra como os líderes evangélicos se posicionaram a respeito do Naji Nahas? Pois é. Coitadinho dele. Nenhum pastor teve uma palavra de revelação para ele. Nenhum pastor saiu em sua defesa para dizer que isso era uma artimanha do diabo para derrubá-lo.

Essa segunda foto é de Nicolau dos Santos Neto, mais conhecido como o “Juiz Lalau”. Segundo o mesmo Ministério Público e a Polícia Federal apuraram, ele desviou milhões de reais dos cofres públicos, tinha casas fora do país, contas em paraísos fiscais, aparecia na televisão zombando e fazendo pouco caso disso tudo. Foi preso e saiu. Depois foi preso de novo e saiu de novo, inclusive para prisão domiciliar por causa de seu estado de saúde. Você viu algum pastor revoltado com isso? Quantos pastores escreveram, ou pregaram, ou profetizaram defendendo o Lalau? Não ouvi nenhuma profecia desses pastores para encorajá-lo a sair dessa situação. e por que as igrejas evangélicas não se posicionaram contra os “abusos” que estavam sendo cometidos contra o nobre juiz e seus familiares?


Meu terceiro exemplo é esse senhor sorridente da foto ao lado. Se você não o reconhece, ele é Salvatore Cacciola. Acusado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal de crimes parecidos com os do Lalau e de Naji Nahas. Ele foi preso e depois liberado. O que aconteceu? Ele sumiu do Brasil. Ninguém o achava. Polícia Federal, INTERPOL, FBI, Scotland Yard, a SWAT, a Legião Estrangeira.... todo mundo estava procurando o homem e nada. De repente ele apareceu no exuberante principado de Mônaco. Que absurdo!!! Coitadinho dele! Acusado de roubo, devidamente negado pelos excelentes advogados dele, Cacciola foi preso em Mônaco. Certamente a água mineral que ele bebia era Perrier, com excelentes vinhos da região de Bordeaux, as champagnes deviam ser francesas também, muito caviar, strogonoffs dos mais variados tipos... e o que a igreja evangélica fez? Nada!!! Absolutamente nada!!! Ninguém disse que o diabo o estava perseguindo. Nenhum pastor se levantou para explicar como o inferno estava arquitetando um ataque a Salvatore Cacciola.

Honestamente, eu acho que Naji Nahas, Nicolau dos Santos Neto e Salvatore Cacciola deveriam ser separados para o pastorado. Seria muito melhor para eles, pois além dos advogados mais caros e competentes para defendê-los, os pastores brasileiros iriam convocar milhares de anjos para os acompanharem em suas detenções, a voz profética para eles se levantariam dos quatro cantos do país, milhões de pessoas orariam para eles serem libertos e o diabo seria acusado de fazer isso contra eles. E para o diabo seria muito bom. Se o Ministério Público e a Polícia Federal fossem prendê-lo, eles ficariam todos queimados e morreriam no lago de fogo e enxofre.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que artigo mais idiota, sem pé nem cabeça! Fico triste que os neurônios de alguém consigam defecar tanta porcaria.