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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Convite de amor

O nosso dial está cheio de estações evangélicas de rádio. Tem rádio evangélica pra todos os gostos. Certo dia estava tentando ouvir alguma música evangélica atual interessante no rádio quando comecei a ouvir a música Convite de Amor, do também agora compositor, R. R. Soares - o manda-chuva da Igreja Internacional da Graça. Queria ouvir alguma música interessante e, em certo aspecto, essa música é interessante.
Lá pelo meio da letra, o “inspirado” compositor escreve o seguinte:



A decisão é sua; dela, Deus não pode participar
Você é o responsável pelo seu destino eterno
Jesus bate a porta, abra correndo para Ele entrar


Se você quiser ver um clipe dessa música, clique aqui.

A petulância e a arrogância do missionário R. R. Soares é tão grande, que ele assume que Deus pode não participar da escolha de uma pessoa para sua própria salvação. Quer dizer que Deus, que propôs Jesus Cristo para salvação da humanidade, não pode participar das escolha de alguém querer ser salvo? Nem estou questionando o fato de uma pessoa, morta em seus pecados, não ser capaz de escolher a Cristo. Ora, se a pessoa está morta espiritualmente, como poderá escolher a Deus, que é espírito (João 4:24)? A teologia do R. R. Soares é tão tosca que ele tira Deus daquilo para o qual Ele mesmo enviou Seu Filho, salvar os pecadores (Mateus 1:21; 18:11).


Agora, a segunda frase é mais ridícula ainda. Gostaria de saber o que o missionário R. R. Soares pensa desse versículo:
“Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles.” (Jó 14:5). Se eu sou o responsável pelo meu destino eterno, não preciso mesmo de Deus. Talvez eu precise mais da ajuda do missionário do que de Deus. Imagine que nós, como seres finitos que somos, somos responsáveis pela nossa eternidade. Deixe-me refrescar a sua memória e a do missionário que Adão foi colocado por Deus como responsável pelo destino da raça humana e falhou. E olha que Adão fora criado sem nenhum pecado, ele era absolutamente perfeito. Quanto a nós, que já nascemos em pecado, pobre de nós. Isso é que dá colocar um microfone e uma câmera de televisão na frente de gente despreparada e sem conhecimento da Palavra de Deus.


Na terceira frase, R. R. Soares aconselha os ouvintes a abrir a porta correndo para Jesus e eu pergunto, para quê? Se Deus não participa das minhas escolhas, se eu mesmo determino (como ele gosta dessa palavra!!!) meu futuro eterno, qual é a utilidade de Jesus na minha vida? Além do mais, o texto a que ele se refere do Apocalipse, em que Jesus está batendo à porta, Jesus está batendo à porta da igreja, portanto de gente que já o conhece. Ele não está batendo à porta de quem não O conhece.



Missionário R. R. Soares, permita-me um conselho. Leia as letras de gente como Sergio Pimenta, Jorge Camargo, João Alexandre, Jorge Redher, Guilherme Kerr, Gerson Borges, Stenio Botelho, Nelson Bomilcar, Adhemar de Campos, Asaph Borba, Carlos Sider, Charles Mello e muitos outros desse calibre. Aí sim o senhor vai aprender alguma coisa de útil.

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