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sexta-feira, 23 de maio de 2008

A angústia


O Salmo 42 começa com uma angústia física: a sede por água. Mas logo o salmista revela a verdadeira angústia pela qual está passando: a sede por Deus. Só fazendo uma comparação, o corpo humano de um adulto tem por volta de 70% de água. Em recém-nascidos essa porcentagem pode ser maior que 80%. É lógico que o salmista não sabia disso, mas mesmo assim, sua comparação é perfeita (v. 1).

E assim como o animal precisa se aproximar das fontes de água, o salmista desejar se aproximar de Deus para matar a sua sede. Mas ao contrário da água que é uma fator abiótico (sem vida), a comparação agora dá um salto de qualidade e estabelece que Deus é vivo. Isso nos faz pensar que a sede da alma é suprida de um modo diferente. E Jesus quando conversa com a mulher no tanque diz exatamente isso e amplia a comparação. Ele diz àquela mulher sedenta na alma, que a água que ele dá, mata a sede para sempre e ainda jorra em abundância na vida de quem a busca. É mais lógico ainda que o salmista não sabia de Jesus, mas mesmo assim, sua comparação é perfeita (v. 2).

A sede do salmista é tão grande que as próprias lágrimas lhe são suficientes para matar a sede. Sua angústia era tão profunda que as lágrimas eram abundantes a ponto dele dizer que as bebia. O problema é que as lágrimas têm uma grande quantidade de sais minerais, por isso são salgadas e não conseguem matar a sede. Pelo contrário, quanto mais água salgada bebemos, mais sede sentimos. Mas esse sofrimento era didático. Visto que ele chorava dia e noite, as lágrimas lhe perguntavam onde estaria o Deus dele. Lágrimas não falam, mas ensinam muito. Isso o salmista sabia, e por isso mesmo, a sua comparação é perfeita (v. 3).

Agora vem uma das explicações dessa angústia: saudades!!! O salmista estava lembrando do tempo que ia com a multidão para a casa de Deus. E ele não ia de qualquer jeito não! Ele ia com alegria, louvor e festa. Mas por algum motivo ele agora não tem alegria, não tem o louvor de antes, muito menos está festejando. E nessa situação triste ele esvazia a alma derramando-a. Ao esvaziá-la, ela poderia ser novamente cheia da presença de Deus.
Isso o salmista sabia, e por isso mesmo, a sua comparação é perfeita (v. 4).

Agora o salmista faz uma das mais lindas afirmações da Bíblia. Em sentido figurado, sua alma está
diminuída no poder, nas forças, no ânimo, está prostrada, desanimada. A conclusão da sede que está sentido, mais a distância que ele mesmo se encontra de Deus, aliadas à saudade que sente da casa de Deus, faz dele agora um homem fraco, à míngua. Seu estado á tão caótico, que ele se sente perturbado. Não é para menos. Se alimentando das próprias lágrimas. Quem, em sã consciência, se alimentaria de lágrimas? Mas a depressão nos tira até o apetite. Mas ainda há esperança! O salmista reconhece que a salvação para essa angústia é a presença de Deus e o louvor a Ele enderaçado. Ainda que tenha que esperar um pouco mais, o salmista sabe que na presença de Deus há alegria e salvação, força e vigor para a alma (v. 5).

Como eu queria ser como o salmista foi...

2 comentários:

Joe Edman disse...

Olá Marcos! Peguei um texto seu no teu Orkut e coloquei lá no meu blog. Achei muito legal! Grande abraço!

Anônimo disse...

irmao!!!
me chamo antonio e li sobre essa sua analise do salmo 42, nossa, falou muito comigo essa explicaçao, me fez lembra quando houve uma pregaçao na minha igreja sobre este salmo e como tinha sido tremendo aquele dia, e essa sua explicaçao me fez ter uma visao mais ampla da situaçao que o salmista passava.
que Deus ilumine e te proteja!!!
fique com Deus!!!