sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fui eleito, mas sem merecer essa eleição!


            Estou ensaiando escrever uma série de textos explicando como creio na Bíblia. Não que eu tenha que explicar algo para alguém. Mas esse blog surgiu de uma necessidade minha de pensar nas coisas da minha vida e é só por isso que eu escrevo. Se Deus quiser usar isso para abençoar alguém, que Ele fique à vontade.

            Esforço-me para entender tudo o que leio, mas devo confessar minha limitação em compreender certos textos. Minha dificuldade é em perceber a realidade da metáfora. Gosto de textos que não enrolam, que vão direto ao ponto. E um bom exemplo é um dos textos últimos textos que li nesta semana. E essa leitura motivou iniciar a série de textos sobre o que e como creio a Bíblia Sagrada. Se quiser saber que texto é esse, é só clicar aqui.

            Creio vigorosamente que nós só amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Não tivesse Ele me chamado e me atraído (Jeremias 31:3), eu não O procuraria. Como as coisas dEle são entendidas espiritualmente (1 Coríntios 2:14) e eu estava morto espiritualmente em meus pecados (Efésios 2:1), eu não entendia os apelos da Palavra de Deus para me aproximar dEle, depender dEle, buscar o Seu perdão, agradá-lO e buscá-lO.

            Quando entendi a mensagem do Evangelho e o que Jesus Cristo significava para mim, não pude fazer outra coisa: tive que reconhecer minha pecaminosidade, que viva afrontando a Deus, que carecia do Seu perdão e que absolutamente incapaz de me aproximar dEle por conta própria. Quando compreendi que era impossível eu desejá-lO antes que Ele me desejasse, passei a amá-lO e querer agradá-lO. E esse é o ponto.

            Antes de eu querer seguir a Jesus Cristo, Ele escolheu me chamar para andar perto dEle. Antes de querer amá-lO, Ele resolver me amar. O que quero dizer é que eu nunca aceitei a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, Ele é que aceitou como um pecador remido e arrependido, convencido por Sua bondade (Romanos 2:4). Ora, por que eu deveria aceitar a Jesus se Ele nunca fez nada contra mim! Por que sou eu que devo aceitá-lO? O errado nesta relação sou eu. O pecador que afrontou o Senhor dos senhores sou eu. Ele não me fez nada de errado para que fique pacientemente – ou amorosamente, se quiser – esperando a minha decisão de querer algum relacionamento com Ele. Sobre a minha vontade de segui-lO Ele já deu o veredicto (João 5:40).

            A eleição de Deus, ao contrário do que muitos pensam, não transforma o eleito numa pessoa especial dentro da raça humana. Quando entendemos corretamente o fato que Deus nos amou sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8), reconhecemos que não tínhamos nada a oferecer a Ele em troca da nossa eleição. Quem de fato reconhece o seu pecado e credita sua salvação exclusivamente à obra de Deus não fica achando que “haver alguma lista com os especiais”. Especial é Jesus Cristo que resolveu tomar a minha forma pecadora e vencer o pecado por mim e para mim.

            Comparar a eleição de Deus com a mitologia, em que os deuses tinham seus privilegiados por mero capricho e ciúmes, é um crime teológico e intelectual. O Deus apresentado nas Escrituras é bem diferente da mitologia. Ele não age de modo caprichoso e com um ciúme piegas, protegendo os seus queridinhos. Dizer que Davi se achava a “última bolacha do pacote” é ridículo e desvirtuar o texto sagrado. Davi era sim um homem do “cotidiano, banal e ordinário”. Ele era tão banal que nem reconheceu que o profeta falava dele mesmo (2 Samuel 12:1-10). Ele era um homem comum escolhido por Deus. Assim como eu: um pecador indigno que não merecia nada da parte de Deus, mas que Ele resolveu amar.

            Chamar os eleitos de Deus de soberbos é demonstrar uma mentalidade curta, pequena e despreparada. Gostaria que me apresentasse algum pregador que considere a eleição de Deus e que se considerava soberbo. É uma pena tratar homens e mulheres que se reconheciam como o pó da terra como se fossem soberbos. A doutrina da eleição, devida e honestamente entendida, não traz soberba ao coração. Pelo contrário, quando reconhecemos que somos salvos apenas porque Deus quis nos salvar, somos obrigados a reconhecer a nossa nulidade diante da nossa incapacidade de nos salvarmos.

            Nós não podemos nada contra a verdade, a não ser, sermos a favor dela (2 Coríntios 13:8). Se a Palavra de Deus nos chama de “a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido” (1 Pedro 2:9), é arrogância aceitarmos essas denominações? Insisto, quem realmente conhece a doutrina da eleição, não sai por aí dizendo que é o melhor de todos. Ao contrário. A doutrina da eleição humilha de tal maneira o homem que o faz dependente de Deus do início ao fim na salvação de sua alma.

            Quando me perguntam se acredito em destino, respondo que sim e que meu destino é com “D” maiúsculo, “D” de Deus. Se Deus não é Senhor do destino, então Ele foi pego de surpresa ao longo da história? Jesus estava destinado a ser o Cristo e a morrer na cruz como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Afinal de contas Ele é o cordeiro que morreu antes que o mundo existisse (Apocalipse 13:8). Mas o fato de todos os meus dias terem sido escritos (Salmo 139:16) não significa que Deus tenha me feito um robô sem a capacidade de expressar minha vontade. Lógica de Deus!

            Como eleito de Deus não trago o “rei na barriga”, tenho o Rei dos reis no meu coração. E Ele só está no meu coração porque Ele quebrou a pedra do pecado que fechava a porta dela. Glórias e graças somente a Ele. Ele é tudo, eu sou nada. Só Ele pode. Eu sem Ele não posso nada.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sua igreja tem problemas? Você não conhece a igreja da irmã Cloé.

A igreja que frequento tem uma série de problemas – eu sou um deles! Mas todos os problemas que eu enfrento lá são “fichinha” perto dos problemas abaixo. Se você é um cristão sério, compare com os problemas da sua própria igreja.

1.    Na igreja de Corinto tinha um grupo de gente que gostava mais de Apolo; outro grupo que gostava mais de Paulo; outro grupo que gostava mais de Cefas e um grupo pior ainda, que não considerava nenhum líder espiritual, eles eram do grupo de Cristo (1 Coríntios 1:11-12).


2.    A igreja toda sabia do caso de um homem que mantinha relações sexuais com sua madrasta e ninguém fazia nada, ou seja, havia imoralidade sexual e conivência na igreja de Corinto (1 Coríntios 5:1-2).


3.    Havia dois membros da igreja de Corinto que foram parar na justiça, discutindo “questões desta vida” (1 Coríntios 6:1-3). O apóstolo Paulo afirma que a Igreja vai julgar os anjos e o mundo e não é capaz de resolver um problema “pertencente a esta vida” e que essas pessoas foram procurar resolver o problema diante dos infiéis (1 Coríntios 6:4-8).


4.    Havia uma disputa entre os membros sobre a comida oferecida aos ídolos: aqueles que foram alcançados pela graça de Jesus podiam comer esse tipo de comida. Paulo repreende os coríntios alertando que eles estavam discutindo bobamente (1 Coríntios 8:8).


5.    Quando eles se reuniam para comer a ceia do Senhor era uma confusão. Tinha gente que matava a fome comendo loucamente sem se preocupar com o outro e bebendo até se embriagar (1 Coríntios 11:21). Muitos nem sabiam porque estavam ceiando (11:29).


6.    A igreja era rica nos dons espirituais, mas ninguém sabia como usá-los e transformavam o culto, que deveria ser com ordem e decência, numa verdadeira confusão (1 Coríntios 12, 14).


Agora, como você identificaria as pessoas que fazia parte da Igreja de Corinto? Você as chamaria de irmãos em Cristo? Você seria membro dessa igreja? Sabe como Paulo chamou-os em sua carta? Paulo os chamou de “igreja de Deus” e “santificados em Cristo Jesus” (1 Coríntios 1:2).


Não vou mentir nem ser hipócrita – já tive vontade de sair da minha igreja local e ir para outra igreja. Mas será mesmo que os meus argumentos são fortes o suficiente para que eu mude de igreja?


Estou pensando nisso a toda hora! Pense você também!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os Atributos de Deus - A santidade de Deus


O que torna uma pessoa bela? O que pode ser descrito como beleza no caráter de uma pessoa? Para Pink, a santidade de Deus é a beleza de todos os Seus atributos. Ele cita um puritano inglês, Stephen Charnock: “O poder é a mão ou o braço de Deus, a onisciência os Seus olhos, a misericórdia as Suas entranhas, a eternidade a Sua duração, mas a santidade é a Sua beleza.” Assim como o poder e a sabedoria de Deus são opostos à fraqueza e a loucura dos homens, a Sua santidade é o avesso de todo o declínio moral da raça humana. Deus é tão santo e “tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar...” (Habacuque 1:13).
         A Sua santidade é tão grandiosa que os serafins tiveram que cantar por três vezes essa beleza, “...Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos...” (Isaías 6:3). Inúmeras vezes os salmistas cantaram a santidade de Deus: “...celebrai a memória da sua santidade” (Salmo 30:4); “...a beleza da santidade...” (Salmo 110:3); “adorai o SENHOR na beleza da sua santidade” (Salmo 29:2); “...Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Salmo 47:8). Só Deus é santo a ponto de se indignar contra toda a perversidade da humanidade. A santidade de Deus é a coroa das Suas excelências, é a somatória de todos os Seus atributos. De nada adiantaria se Deus tivesse todo o poder e fosse manchado pelo pecado, Ele seria um ditador. Ainda que Ele tivesse todo o amor, mas não fosse santo, esse amor seria mesquinho, egoísta e um amor inglório.
         E a santidade de Deus é percebida em várias ações que Deus toma e em várias das Suas obras. E Pink passa a mostrar algumas faces onde a santidade de Deus se manifesta.
         “Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras.” (Salmo 145:17). A santidade de Deus se manifesta nas suas obras. Tudo o que Deus fez, o fez perfeito. Depois de cada dia da criação a avaliação dEle “era muito bom” (Gênesis 1:31). Nada do que foi criado foi feito de modo imperfeito ou impuro. Deus impingiu Sua “impressão digital” nas Suas obras.
         A Palavra de Deus é santa, Suas leis são santas. Deus é tão grandioso em Seu caráter e nas Suas determinações que a própria Palavra expressa isso no singular, “...a lei é santa...” (Romanos 7:12). Deus não tem várias palavras que se contradizem a todo instante. Como Sua lei não é manchada pelo pecado, seu caráter santo é expresso por um “mandamento (que é) santo, justo e bom”.
         A santidade de Deus é manifestada na cruz. A necessidade da morte de Jesus Cristo é um dos grandes temas da santidade de Deus. Ele odeia o pecado com um poder tão grande, que o castigou em Seu próprio Filho. Essa é a manifestação mais extraordinária do quanto Deus é santo e do quanto Ele odeia o pecado. Ainda que todos os demônios se reunissem em uníssono num sofrimento eterno, eles não sofreriam o ódio de Deus como Jesus sofreu. Imagine a humanidade na sua pecaminosidade nos dias de Noé; pense no desprezo que Deus deve ter sentido quando Seu templo era profanado pelos povos pagãos; lembre-se da afronta que o Seu povo amado Lhe fez no deserto reclamando do maná que caía do céu, ou das saudades que eles sentiam do Egito. Mesmo que juntássemos todos os eventos pecaminosos bíblicos que suscitaram a ira de Deus, ainda assim, tudo isso não chegaria aos pés do que Ele sentiu na cruz.
         A cruz é a afronta máxima contra a santidade de Deus. Uma vez Ele declarou “toda a alma que pecar, essa morrerá” e, ainda que Jesus Cristo, Seu único Filho, não tivesse cometido pecado algum, ele estava carregando o pecado da humanidade nas suas costas. Ele foi constituído como o nosso representante legal para pagar um preço alto demais, a morte. E porque Deus é santo e intolerante para com o pecado, a Sua santidade foi vindicada na cruz do Calvário. Spurgeon em seu sermão O Precioso Sangue de Cristo afirma que quando Deus enviou Seu Filho para morrer, era Deus dando Deus mesmo para a humanidade. Que preço poderia ser mais alto para enaltecer a santidade de Deus?!
         A distância dos homens em relação a Deus é tão grande que jamais um homem criaria um Deus com a santidade expressa na Sua palavra. O máximo que a humanidade criou foram deuses parecidos consigo mesmos. Mas um Deus que “se ira todos os dias” (Salmo 7:11), um Deus que “odeia todos os que praticam a iniquidade” (Salmo 5:5) não é invenção humana, do mesmo jeito que um lago de fogo e enxofre também não o é. A Palavra de Deus e a cruz expressam um Deus que não pode ser compreendido na Sua integralidade pela mente humana. Muitos são os que acusam a Bíblia de ser invenção humana. Por séculos os homens a tentaram destruir e descaracterizá-la como sendo a fiel Palavra de Deus e nada pode destruí-la, porque o “...mandamento do Senhor é puro...” (Salmo 19:8).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Você é evangélico(a)?

Acho que ninguém gosta de ser rotulado. ―Você é isso ou aquilo! Quem gosta de ouvir essas coisas? Apesar do fato das pessoas não gostarem de ser rotuladas, infelizmente, nesses dias pós-modernos, a sociedade vive uma terrível crise de identidade. Ninguém mais sabe o que é. A crise não é saber quem se é. Isso também é um "presente" da pós-modernidade. As pessoas precisam ser uma "metamorfose ambulante", porque, do contrário, seriam rotuladas de quadradas, retrógradas, caretas e por aí vai.

O mesmo ocorre na igreja evangélica. 

  • Tem gente que se diz evangélica que bebe cerveja, vinho e destilados e evangélicos que colocam essas bebidas na conta do pecado e proíbem o seu consumo. 
  • Tem gente que se diz evangélica que fuma cigarro, cachimbo e charuto e tem evangélico que não admite esse tipo de comportamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que sai de balada, fica até de manhã em raves e tem evangélico que acha isso um absurdo!
  • Tem gente que se diz evangélica e tem uma ou um monte de tatuagem pelo corpo e tem evangélico que diz que tatuagem é do diabo.
  • Tem gente que se diz evangélica que escuta heavy metal, forró, axé, bossa nova, MPB e tem evangélico que só ouve música evangélica.
  • Tem gente que se diz evangélica, casados, que frequenta o motel e passa boas horas lá dentro e tem evangélico que diz que o motel é local de adultério.
  • Tem gente que se diz evangélica que fala que sexo é só depois do casamento e tem evangélico que faz sexo antes do casamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que é contra o casamento entre homossexuais e tem evangélico que defende esse casamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que é contra o aborto, porque aborto é pecado e tem evangélico que pode abortar sem ser pecado.
  • Tem gente que se diz evangélica e proíbe a televisão em casa e tem evangélico que não vive sem uma novelinha para acompanhar.
  • Tem gente que se diz evangélica que lê todo o tipo de literatura e tem evangélico que só lê a Bíblia e mais nada.
  • Tem gente que se diz evangélica e compra tudo dentro da legalidade e tem evangélico que compra e vende produto pirata.
  • Tem gente que se diz evangélica que no domingo à noite vai ao teatro, cinema, restaurante ou a alguma casa de show e tem evangélico que, se não for à igreja no domingo à noite, sente que está pecando contra o Senhor.
  • Tem gente que se diz evangélica que estuda a Bíblia, faz cursos, participa de congressos e tem evangélico que diz que "a letra mata".
  • Tem gente que se diz evangélica que vai à igreja constantemente e tem evangélico que já desistiu de frequentar uma igreja local.
  • Tem gente que se diz evangélica que já leu a Bíblia inteira mais de uma vez e tem evangélico que não consegue localizar a carta aos Romanos.
  • Tem gente que se diz evangélica e acredita em todos os milagres de Jesus Cristo e tem evangélico que desconfia até que Ele tenha existido.
Por favor, me responda uma pergunta, você é evangelico(a)?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Carta ao meu amigo Fernando

Olá Fernando, você sabe e Deus é minha testemunha do que eu amo a você e a sua família. Sei que a recíproca é verdadeira. Estou escrevendo essa carta por causa do nosso último encontro. Como nossos encontros são empolgantes, cheios de música, reflexão e espiritualidade - e sempre com comida!!!

O que me deixou preocupado foi a nossa última conversa em que você opinou algo que não consigo encontrar na Bíblia. E como a temos como nossa "regra de fé e prática", julguei ser importante você refletir sobre sua postura teológica. A propósito, a teologia é uma boa desculpa para nos reunirmos. Não uma teologia fria, mas algo que transforma a nossa relação com Deus e com nossa comunidade em benção para a nossa vida.

Você disse que não acredita que Jesus tenha todo o poder que os crentes dizem que Ele tem. Sua explicação foi que para curar um cego, Ele usou barro. Quando ele fez vinho, ele usou a água. Em resumo, Ele, para fazer os milagres tinha que usar algo que já existisse antes e que há uma "glamurização" do poder de Deus no discurso dos crentes.

Não sei se você sabe ou conhece, mas há uma linha.  teológica muito famosa hoje em dia chamada de Liberalismo. Esse pensamento surgiu há uns 300 anos aproximadamente e, em linhas gerais, posso dizer, lê a Bíblia de uma maneira metafórica, alegórica e diz exatamente o que você está pensando. Um exemplo muito claro dessa forma de pensar é do teólogo alemão Rudolf K. Bultmann. Ele afirmava que a única informação histórica confiável do Credo Apostólico era que Jesus havia padecido sob o governo de Pôncio Pilatos e que todo o resto do Credo não é verdadeiro. Os liberais relativizam o texto bíblico de tal maneira que chegam a questionar os pilares do Cristianismo, como por exemplo, o nascimento virginal de Jesus, Sua ressurreição, os milagres bíblicos, o relato da criação entre outros assuntos.

O problema dessa maneira de pensar é que se tudo é relativo, nossa relação com Deus e com a Bíblia também é relativa e corre o risco de nunca ter acontecido. Quando essas verdades bíblicas são relativizadas, nós perdemos os nossos referenciais de fé e o Cristianismo passa a ser apenas uma forma de pensar e agir e deixa de ser a verdade. Para você ter uma idéia, os liberais afirmam que a ressurreição de Jesus acontece toda vez que Jesus é lembrado por uma pessoa. Jesus ressuscita no pensamento da pessoa. O que os discípulos de um tal Jesus fizeram naquela época (e essa é a linguagem dos liberais) foi inventar essa história da ressurreição de Jesus para manter viva os seus ansinamentos. E pasme: o Cristo, o ungido de Deus também não existiu. Foi uma invenção de um grupo de pessoas para manter acesa a chama, a vontade por um messias libertário.

Os liberais afirmam que há trechos na Bíblia que foram inseridos por copistas e que os milagres alí relatados não ocorreram, pois eles não podem ser provados cientificamente. Inclusive, a Ciência é a grande aliada do Liberalismo Teológico. Os liberais apelam constantemente para a Ciência. Aquilo que pode ser provado com o método científico é digno de crédito, do contrário, tudo pode e deve ser questionado. Eles não acreditam na obra missionária, pois para que pregar a fábula de um messias que morreu pelos pecadores! Basta que as pessoas se apropriem de suas idéias, que copiem seu jeito de ser, que imitem certos hábitos que um tal judeu chamado Jesus tinha, que tudo estará certo.

Como eu sei que você gosta de ler - apesar de ter pouco tempo - peço que você leia os links que que selecionei. Eles dão uma visão bastante importante sobre o Liberalismo Teológico, suas influências e o quanto ele é pernicioso para a fé cristã. Você vai ver que por onde ele passou, ele acabou com a igreja. Muitas igrejas locais se fecharam, muitos esfriaram na fé e outros até apostataram. E como quero que isso não aconteça nem com você nem com sua família, peço que dê especial atenção a isso.

Que Deus te abençoe, seu amigo, Marcos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Se Deus ama, Ele também odeia.

Para a nossa sociedade pós-moderna, onde tudo é relativizado, a mensagem da ira de Deus está completamente esquecida. Vez ou outra, na história da Igreja, Deus levanta Seus arautos para lembrar as pessoas, cristãs e incrédulas, que os pecadores são o alvo da ira e do ódio de Deus. Deus encerrou a todos debaixo do pecado para usar de misericórdia com todos (Romanos 11:32) e a Sua graça salvífica para Seu povo eleito.

Os vídeos abaixo são de dois pastores muito conhecidos, Paul Washer e Mark Driscoll. Eles tratam do assunto da ira de Deus sem esconder nada. Trata-se da Palavra de Deus nos advertindo que "Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias." (Salmo 7:11)

Mark Driscoll é o pastor da Mars Hill Church.

Paul Washer foi missionário no Peru por 10 anos.

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...