Total de visualizações de página

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Predestinação - Parte 1

Por que creio na predestinação?

Até meus 14 anos de idade, a única diferença que eu conhecia entre a teologia da igreja que freqüentava para outras igrejas era expressa por uma frase carregada de preconceito: “Os batistas e presbiterianos conhecem a Deus, mas não O louvam. Os pentecostais louvam a Deus, mas não O conhecem direito”. Na época, a grande diferença que eu percebia – na verdade, era a diferença mais comentada – era que os “tradicionais não acreditavam no Espírito Santo”. Minha igreja era pentecostal. Não éramos da Assembléia de Deus nem éramos Quadrangulares. Os estudiosos da religião a classificariam como uma igreja pentecostal histórica.

Aí, aos quinze anos de idade, fui apresentado à doutrina da predestinação através da leitura do sermão Eleição, de Charles H. Spurgeon. Um sermão maravilhoso que fez queimar alguns neurônios na minha cabeça. Como Deus poderia amar daquele jeito? Como Deus poderia ser injusto daquele jeito? Como Ele podia amar alguns e não amar outros? Mas antes de “cair de pau” contra a doutrina, resolvi estudá-la e saber se era assim mesmo. Spurgeon utilizou esse versículo: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tess. 2:13).

Minha idéia era que se estava na Bíblia, essa doutrina merecia ser estudada. Sempre aprendi, durante os anos de escola dominical, que tudo na Bíblia era vindo de Deus e, se era assim, era importante para mim. Não entendo alguém que, se quer, considera essa doutrina. Elas escolhem o que querem estudar e entender na Bíblia. Se está na Bíblia, é nossa obrigação conhecer. Foi com essa determinação que resolvi conhecer essa doutrina. A única certeza que tinha na cabeça e no coração é que, fosse o que fosse, essa doutrina teria que glorificar somente a Deus. Qualquer idéia, por menor que fosse, que colocasse o homem em posição de destaque, deveria ser anulada. O profeta Jonas foi importante para isso: “Ao Senhor pertence a salvação.” (Jonas 2:9).

Há 20 poucos anos atrás comprei diversos livros sobre a predestinação e de todas as linhas teológicas, basicamente, os reformados e pentecostais. Havia alguns livros editados pela CPAD que abordavam a questão e vários livros de editoras de teologia reformada, Fiel e PES, basicamente e alguns da Mundo Cristão. As Bíblias de estudo também eram meu alvo de estudo: Vida Nova, Scofield, mais tarde a de Genebra e Pentecostal, entre outras. Tudo. Tudo que saía sobre predestinação eu lia e consumia. E muita conversa. Muita conversa com as pessoas, pastores, seminaristas, estudantes leigos, professores de teologia. Ninguém escapava das minhas perguntas. No final desse processo, depois de tudo isso e muitos entraves com Deus pela oração e estudo da Bíblia, fui convencido, pelo Espírito de Deus, de que eu precisava reconhecer minha pequenez diante dessa grande doutrina.

Mas me entristece um pouco a posição de muitos irmãos que, por preconceito ou não, conscientes ou não, nem se quer, se posicionam de uma maneira aberta para estudar a doutrina da predestinação. Já conversei com inúmeras pessoas ao longo desse tempo todo que fecham a questão se nem pensar sobre o assunto. Devo admitir que muitas vezes quando comecei a estudar a predestinação essa foi minha postura, Contudo, quero reiterar: se está na Bíblia devemos considerar como a Palavra de Deus para nós e, de alguma maneira, ela vai me abençoar.

No próximo texto sobre esse assunto, vou começar a expor essa doutrina. Espero que você queira me acompanhar nesses estudos. É lógico que não tenho todas as respostas. E ninguém as tem. Mas “na multidão de conselheiros há sabedoria”. Até mais, Marcos.

Um comentário:

Jorge Fernandes Isah disse...

Marcos, meu irmão!

excelente o seu testemunho.

Infelizmente muitas pessoas veem o "carro passar" sem saber onde. Simplesmente se recusam a escrutinar o que é bíblico por que seus pressupostos estão firmados em falsas premissas como a de que o homem é livre, suas escolhas são neutras, e, em algum momento, a vontade do homem se sobrepõe à vontade de Deus.

Quando Deus coloca em nossos corações a verdade de que qualquer doutrina tem antes de glorificá-lo ao invés de glorificar o homem (assim como colocou em seu coração), não fica difícil a aceitação da verdade: Deus é soberano, e o homem não é livre de Deus.

Ótima iniciativa a de publicar postagens sobre o assunto.

Grande abraço!

Cristo o abençoe!