sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fazer o bem não importa a quem

02/04/2010 - 14h07

Robinho não vê erro em ausência a lar espírita e aponta religião como responsável

Do UOL Esporte
Em Santos (SP)

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/04/02/robinho-nao-ve-erro-em-ausencia-a-lar-espirita-e-aponta-religiao-como-responsave.jhtm


Que religião é essa que nega uma visita a alguém necessitado?
Que religião é essa que nega ajuda a alguém mais carente que nós?
Que religião é essa que nega a doação de um chocolate?

Não sei qual é a religião do Robinho. Se ele for evangélico, gostaria de saber o que tem na Bíblia dele Mateus 25:36. Se ele for evangélico, gostaria de saber qual é a igreja dele e mandar uma carta para o pastor daquela igreja pedindo que ele pregue sobre “amar o próximo como a ti mesmo”.

O jogador Neymar, segundo a reportagem é evangélico e fervoroso. Ainda assim, disse que teve receio do que poderia sentir dentro de uma lar espírita. Bem, também gostaria de saber o que tem na Bíblia do Neymar em 1 João 5:18. Gostaria de saber quem é o pastor do Neymar para avisá-lo de pregar em Romanos 8, visto “que nada pode nos separar do amor de Deus”.

E pode esperar, daqui há pouco vão começar as críticas aos evangélicos que não olham para o próximo.

Deus e Darwin

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u715507.shtml

Ao investigar as convicções sobre o desenvolvimento da espécie humana, pesquisa Datafolha mostrou que a maioria crê em Deus e em Darwin. Para 59%, o homem resulta de milhões de anos de evolução, mas guiada por um ente supremo, informa reportagem de Hélio Schwartsman publicada nesta sexta-feira pela Folha.

Um em cada quatro brasileiros, porém, acredita que o ser humano foi criado por Deus há menos de 10 mil anos. Para 8%, a evolução se dá sem interferência divina.

Os índices variam segundo a classe social e a educação. Quanto maiores a renda e a instrução, maior é a parcela de darwinistas e menor a de criacionistas, que dão mais peso à ação divina.

Os resultados se assemelham aos da Europa e contrastam com os dos EUA. Segundo pesquisa Gallup de 2008, lá os criacionistas somam 44%. Os evolucionistas com Deus, 36%, e os darwinistas "puros", 14%.

O Datafolha ouviu 4.158 pessoas com mais de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Irmãos, pequei de novo!!!

Pequei. De novo. Bem, isso não é novidade. Todo dia eu cometo pecado. E se não fossem as misericórdias do Senhor, eu já não existiria mais (Lamentações 3:22). Um olhar, um gesto, um pensamento, uma vontade... todo santo dia! É, talvez se eu me santificasse mais durante o dia.

Sabe de uma coisa, esse negócio de pecar todo santo dia já se vão 37 anos da minha vida. Cansei de pecar. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Não agüento mais isso. Um dia o apóstolo Paulo também se cansou do pecado e perguntou “Quem me livrará do corpo dessa morte?” (Romanos 7:24). E junto com esse desejo ele se reconheceu como um miserável. É como eu me sinto hoje: um miserável!

Gostaria muito de não pecar mais. Gostaria que esse meu desejo de não pecar se concretizasse no meu corpo, nos meus membros. Pois não é que o apóstolo Paulo teve esse mesmo desejo:


“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.”
Romanos 7:19-23

O poeta Gregório de Matos, o famoso “boca do inferno” passava pelos mesmos dramas. Ele pecava e pedia perdão. Pecava e perdia perdão. Você conhece esse pequeno fragmento de A Jesus Cristo Nosso Senhor:

Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,

Da vossa alta clemência me despido,

Porque quanto mais tenho delinqüido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Gregório de Matos queria mais do perdão de Deus porque havia pecado mais e mais. O apóstolo Paulo já tinha condenado esse comportamento (Romanos 6:1-2). Não quero ter a abundante graça na minha vida por ter pecado demais. Não quero abusar da graça de Deus. O boca do inferno era um abusador da graça de Deus, apesar de escrever de forma bela esse erro! E então, volto à pergunta que não quer calar:

Se amo a Deus, por que quero pecar?

terça-feira, 16 de março de 2010

Os cristãos e o dízimo

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” Mateus 23:23

“...jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Lucas 18:12


Já há algumas semanas venho pensando sobre a questão do dízimo na vida dos cristãos. Devo confessar que esse assunto nunca me interessou muito. Finanças nunca foram o meu forte. Mas nesses últimos dias cheguei à conclusão que realmente damos o dízimo de tudo o que temos. Veja só:


· Damos o dízimo do tempo que temos para o convívio com nossas esposas. Na outra parte do tempo trabalhamos, vemos TV, saímos com amigos, etc.


· Damos o dízimo do tempo que temos para a leitura da Bíblia. No salmo 1, o salmista dizia que meditava na lei do Senhor de dia e de noite. Hoje, quando dá um tempinho lemos algum trecho dela.


· Damos o dízimo do nosso tempo para a meditação e o nosso devocional diário com Deus. Quanto tempo faz que você não percebe a voz de Deus no dia-a-dia? Existem tantas vozes ecoando nos nossos ouvidos que, quando Deus fala, nem identificamos a Sua voz.


· Damos o dízimo do nosso tempo para o convívio comunitário. É triste ter que admitir, mas há pessoas na minha igreja local que, se quer, sei o nome. É imperdoável uma atitude dessas. Preciso resolver isso com urgência!


· Dou o dízimo do tempo que tenho (ou até menos) para desenvolver os dons e talentos que o Senhor me deu. Seja na música, seja no estudo da Palavra, ainda é muito pouco. Joseph Alleine (autor de Um guia seguro para o céu – Editora PES) dizia se sentir envergonhado quando acordava às 5 horas da manhã e via sapateiros que já estavam trabalhando e ele ainda estava dormindo, enquanto poderia estar em comunhão com Deus.


· Damos o dízimo do tempo que temos para a oração diária. Isso nem preciso comentar muito.


· Até podemos dar o dízimo do dinheiro que ganhamos, aí nossa consciência fica mais tranqüila.

Camuflagem espiritual

Olá pessoal, depois de um “longo e tenebroso inverno” recebi um comentário de uma amiga, a Claudia Moura. Segundo ela me disse, o ritmo de trabalho dela está tão intenso que nem no blog dela aparece algum texto novo. O comentário dela me instigou a escrever sobre esse assunto. E aí, lá vai uma das minhas perguntas: você reconhece um cristão com facilidade?


Há alguns dias atrás, publiquei dois posts sobre uma aula que dei aos meus alunos sobre Camuflagem Animal. Foi uma aula tão legal que me animei em compartilhar aquelas imagens. Depois do comentário da Claudia, fiquei pensando, será que reconheço com facilidade um cristão? Ou ainda, será que as pessoas reconhecem com facilidade que sou cristão?


Quando Pedro estava sendo provado no evento das negações que fez, uma das pessoas que o interpelava disse que a maneira dele falar denunciava que ele conhecia a Jesus (Mateus 26:68). Será que a sua maneira de falar denuncia que você é filho de Deus? Querido leitor, se estivermos camuflando a nossa condição espiritual de filhos de Deus, estaremos vivendo uma mentira. Deus não precisa e não quer “filhos 007”!


Pelo contrário. Somos comparados a candelabros que precisam ser colocados no ponto mais alto da casa, para que todos vejam o nosso brilho (Mateus 5:15). Será que as pessoas estão nos vendo como deveríamos ser vistos? Será que temos algum motivo para nos escondermos camuflados nesse mundo?


Olha que bela foto!


sábado, 6 de março de 2010

Camuflagem Animal - só fotos










jararaca-de-rabo-branco
cadê o rabo?

















Se a borboleta não perceber o lagarto..... nhac!!!










nem vou
comentar essa foto!











sapo-pedra, você já viu?
provavelmente não!!!!!








lagarto gecko — quer dizer, você está vendo o lagarto?

Camuflagem Animal



Quantos animais você conhece? Será que você consegue identificar ou até mesmo perceber os animais que estão nessas fotos?


Faz tempo que não escrevo nada sobre ciência. Na verdade, penso que meus leitores podem ficar cansados de ler sobre esse assunto. Como sou professor, acho que abordo esses temas de modo muito professoral. De qualquer maneira, essa semana preparei uma aula sobre Camuflagem Animal e fiquei empolgadíssimo com o resultado. Para quem dá aulas, o resultado imediato é ver os olhos dos alunos brilharem a cada foto e filme que eu mostrei.

Por um lado foi difícil conduzir a aula, pois como o assunto é muito interessante, eu quase não conseguia terminar uma frase, de tantas que foram as intervenções dos alunos. Esperar um terminar de falar para outro começar a falar não existe para os alunos e é difícil mantê-los atentos. Mas o resultado foi muito bom.

Quando falamos em camuflagem animal, estamos tratando de uma estratégia espetacular para sobrevivência. Essa adaptação permite que os animais possam se “esconder” em seu ambiente. Isso é muito importante, pois evita que o animal seja predado com facilidade e evita também que sua presa o perceba. Destaco dois tipos de camuflagem. Uma delas é que o corpo do animal está adaptado a se parecer com o ambiente, como é o caso de alguns bichos-folha verde e marrom, dos sapos-folha e sapos-pedra e do dragão do mar. Todos esses podem ser vistos nas fotos.



Outro tipo de camuflagem é aquela que o animal escolhe que cor quer ficar no corpo. É o caso de camaleões e polvos que tem a capacidade de alterar a cor de sua epiderme, através dos cromatófaros – células especializadas na produção de melanina. Dependendo da situação – ataque ou camuflagem – o animal altera a sua cor. Esse fato desmistifica a idéia popular de que os animais não enxergam as cores. Ora, o polvo só se camufla com as cores dos corais porque é capaz de ver essas cores, interpretá-las e rearranjar suas células epidérmicas. Não sei qual será sua impressão, mas eu fico maravilhado com essa demonstração de beleza.




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que eu sou mesmo?

Já falei mais de uma vez que o segundo livro mais importante do mundo é o dicionário. Todo mundo deveria ter um dicionário em casa. Todo mundo deveria consultar o dicionário. Todo mundo deveria ter um dicionário no bolso da calça, dentro do carro, no celular, no computador e em todos os lugares. Os dicionários deveriam estar disponíveis à consulta popular em praças, pontos de ônibus, estações de trem e metrô, em supermercados, repartições públicas. Mas acho, principalmente, que o dicionário seria muito útil nas igrejas.

Se eu falo que sou crente, posso ser identificado com qualquer pessoa que crê em algo ou alguém, afinal de contas, a definição do dicionário para a palavra crente é aquele que crê. Assim, posso ser identificado com um espírita que crê na reencarnação. Posso ser identificado com um budista, que crê no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Se disser que sou crente posso ser confundido com um muçulmano radical que crê que os crentes em Jesus precisam ser eliminados. A Bíblia diz que até os demônios crêem (Tiago 2:19) e eu não sou um demônio.

Se eu falo que sou evangélico, vou ter que explicar um monte de situações constrangedoras nas quais muitos evangélicos entram. As pessoas podem pensar que ando guardando dinheiro nas cuecas e meias. A quem pense que faço parte de uma igreja moderna qualquer que fica fazendo passeata, que entrega um monte de dinheiro na igreja. Tem gente que vai pensar que o pastor da minha igreja é dono de televisão, ou que fica fazendo milagre a torto e a direito na TV para os outros verem. Segundo o dicionário, evangélico é aquele que se apresenta em conformidade com os Evangelhos. Mas tem tanta gente fazendo cada coisa contrária aos Evangelhos que me dá até medo ser confundido com essas pessoas e ainda corro o risco de ser qualificado como algum tipo de programa da televisão.

Se eu disser que sou protestante, vou ter que explicar contra o quê estou protestando. A definição do dicionário é realmente interessante nesse caso. Segundo o dicionário Houaiss, um protestante é adepto de alguma das denominações cristãs que se separaram da igreja católica romana durante a Reforma, ou de algum dos grupos que descendem delas. O problema é que muitos grupos se dizem descendentes da Reforma Protestante porque não têm nada a ver com a igreja católica. Além do mais, o Brasil, infelizmente, ainda é um país com pouca gente que conhece História geral e até eu situar a pessoa no contexto do período da Reforma e Contra-reforma a pessoa já perdeu o interesse.

Se eu assumir que sou cristão talvez fique mais fácil. O cristianismo é muito grande e mesmo dizendo que sou cristão, tenho que explicar muita coisa. Por exemplo, um dia me disseram que não podia ser cristão porque eu ria muito e os “cristãos tinham cara feia”. Na Palestina, onde o cristianismo nasceu, se eu disser que sou cristão, posso ser confundido com um católico romano ou da Igreja Ortodoxa e não sou nenhum dos dois. Se disser que sou cristão no meu prédio, os muçulmanos que moram aqui vão pensar que acredito em Maria mais do que em Jesus. Se assumo que sou cristão, no meio acadêmico, é capaz de algum católico romano ou espírita me chamar de irmão.

Veja o que o dicionário traz: “diz-se de ou aquele que professa ou freqüenta igreja de uma das modalidades do cristianismo”. Aqui o dicionário não ajudou muito, pois ele deixou muito ampla a definição, “modalidades do cristianismo”. Só pra dar um exemplo, o cristão do sul dos Estados Unidos é bem diferente daquele da região norte. Aqui no Brasil, um cristão da Presbiteriana não se parece nem um pouco com um cristão da Assembleia. Nesse país, a “mistura de raças” também acontece nas igrejas. Assim como encontramos brasileiros de todas as tonalidades de pele, olhos e cabelos, também temos igrejas pra todos os gostos.

Olha a mistura. Aqui temos os presbiterianos do Brasil, presbiterianos renovados, presbiterianos independentes e presbiterianos conservadores. Também temos batistas regulares, batistas da Convenção, batistas renovados, batistas independentes e batistas reformados. A Assembleia de Deus não é diferente, parece uma colcha de retalhos: tem assembleiano com usos e costumes, os sem usos e costumes, tem assembleiano carismático, assembleiano renovado e se você quiser pesquisar, vai encontrar muito mais.

Apesar dos pesares não posso me furtar ao que a Bíblia ensina, a despeito da violência que é praticada contra a Palavra de Deus. Um grande amigo, Antonio Poccineli, que já descansa no Senhor, sempre me dizia que os “pregadores estão fazendo a Bíblia dizer o que ela não diz”. E ele estava certo naquela época... e continua certo ainda hoje! Apesar de muitos hereges se dizerem cristãos, essa é a maneira como os primeiros discípulos foram chamados (Atos 11:26), CRISTÃO, e é assim que me identifico. Depois disso, vem as explicações!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vida e morte juntas

Comecei a lecionar num colégio novo em 2010. Na verdade é o mesmo colégio em leciono desde 2004, mas agora com uma outra unidade. E o caminho que faço para chegar lá passa por dois cemitérios, o da Consolação e o São Paulo. A impressão que eu tenho é que as pessoas não gostam muito do cemitério. E é bem fácil de saber o por quê! Mas não tem jeito, basta a gente passar por um cemitério... pronto, começamos a pensar na vida. Mas agora estou pensando na morte.

Minha pergunta para mim mesmo é como eu vou morrer? Meu interesse não é saber se vai ser num acidente, ou de doença, ou de velhice. A pergunta é: quando chegar a minha hora, estarei preparado para me encontrar com o Justo Juiz? Mais cedo ou mais tarde, vou me encontrar com Ele. E como vai ser?

A Bíblia mostra que só existem duas possibilidades: (1) “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1) e (2) “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16:16). E então, posso perguntar: como você vai morrer? Eu quero morrer absolvido da minha culpa, quero morrer perdoado dos meus pecados. A Bíblia também ensina que o pecado não vai herdar o reino dos céus. Quero morrer lavado pelo sangue de Cristo, purificado de toda minha injustiça (1 João 1:9).

Mas toda vez que penso na morte, no céu e no inferno, fico pensando se quero ir pro céu porque não quero o inferno, ou porque amo a Deus. Por que você não quer ir para o inferno? Para não sofrer? Ou por que você desejar estar a eternidade com Deus? Amamos mais a Deus ou odiamos mais o inferno?

Agora, chega de perguntas. Como estou vivo e preciso me manter vivo ainda nessa terra, preciso ir dar minha primeira aula na escola nova. Daqui há pouco a gente se encontra... ainda nessa vida, nesse blog.

Marcos D. Muhlpointner

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Você ama a justiça de Deus?

Quando o filme Tropa de Elite foi lançado, muita gente saiu do cinema vibrando com a ação dos policiais do BOPE. Lembro-me de muitas entrevistas que vi em que o entrevistado saía do cinema se sentindo vingado. No filme-documentário, os policiais batem e até torturam os bandidos, isso quando eles já não chegam atirando contra os caras. Devo confessar que em muitos momentos durante o filme eu também me senti assim.

A justiça no Brasil é tão carente e deficiente que até em filme, quando os bandidos são punidos, a população vibra e se regozija. É bem verdade que há muito abuso por parte das autoridades instituídas. Mas, creio eu, isso é uma resposta ao abuso que também há da parte dos bandidos. Não sou daqueles que ficam criticando os policiais quando eles são violentos com os marginais. Pelo contrário, acho que toda ação dos bandidos deve ter uma reação à altura por parte da polícia.

Isso posto, gostaria de colocar algumas perguntas sobre o que é justo ou não. Como professor, gosto muito de fazer perguntas e ao pensar nas respostas, penso nos posicionamentos que tenho na minha vida.

· O que você diria ao juiz que condenasse definitivamente o Fernandinho Beira-Mar a acabar seus dias na prisão?

· O que você diria ao juiz que determinasse a devolução de todo o dinheiro desviado nos escândalos mais recentes da política brasileira?

· O que você diria ao juiz que condenasse em definitivo assassinos, estupradores, seqüestradores e ladrões de banco que roubam e matam sem nenhuma piedade de suas vítimas?

· Qual seria a nossa sensação se todo esse tipo de marginal tivesse a sua justa paga pelos crimes cometidos?

Não sei quanto a você, mas quanto a mim, se houvesse justiça exemplar nesse mundo, se cada marginal fosse punido com rigor dentro dos limites das leis estabelecidas e se todos os nossos direitos fossem assegurados, eu seria um homem extremamente feliz. Agora pense um pouco nessa última pergunta que lhe faço: se o Justo Juiz, que é perfeito em Suas decisões, resolvesse punir os pecadores com o que lhes é merecido (Romanos 6:23), qual seria a sua reação, você se alegraria ou ficaria revoltado?



Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...