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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que Deus é?

Se perguntarmos isso na saída de um culto para as pessoas, invariavelmente vamos ouvir a mesma resposta: "Deus é amor". Por que as pessoas sempre respondem isso? 

No Novo Testamento vemos a expressão "Deus é" está associada a algumas características do ser de Deus, daquilo que Ele é por natureza. E esse ser de Deus expressa exatamente o que Ele faz. Ser e agir de acordo com o que se é, é o nos diferencia de Deus. Jesus Cristo, certa vez, disse aos homens que eles eram maus, mas sabiam dar boas coisas aos seus filhos (Lucas 11:13). Como Deus não é assim. Ele é perfeito e não Lhe falta nada. E também não sobra nada. Ele não é mais santo do que é amor. Ele não é mais misericordioso do que é justo. Não há desequilíbrios no caráter de Deus. Ele é sempre o mesmo. Nada pode ser diminuído ou aumentado do Seu ser.

É pensando nisso que não consigo entender por que as pessoas valorizam mais alguns aspectos do caráter de Deus em detrimento de outros! E o pior não é só isso. O que considero mais grave é que existem pastores que ensinam que há certos aspectos de Deus que Ele resolveu abrir mão para Se relacionar conosco. Assim, por exemplo, Deus deixou de conhecer o futuro para poder se relacionar e construi-lo conosco. Por exemplo, Deus não pode saber que roupa você vai vestir amanhã, uma vez que o amanhã ainda não chegou! Mas uma camisa é uma banalidade. O teísmo aberto diz que não sabe que vai ser salvo, pois a pessoa pode se decidir contra a salvação de Deus e, nesse sentido, se Deus soubesse antecipadamente o que vai acontecer, o homem não teria a liberdade de escolher ser salvo ou não. Deus é onisciente e ponto. Em inúmeras passagens a Bíblia deixa isso muito claro.

Voltando para o que Deus é, no Novo Testamento vemos sete aspectos do caráter de Deus:

1. Deus é amor: 1 João 4:8; 4:16
2. Deus é luz: 1 João 1:5
3. Deus é fogo consumidor: Hebreus 12:29
4. Deus é poderoso: 2 Coríntios 9:8
5. Deus é fiel: João 4:24
6. Deus é espírito: João 4:24
7. Deus é verdadeiro: João 3:33

Por que os autores (João, Paulo e o autor de Hebreus) enfatizaram esses aspectos apenas? E existem gradações para essas características? Deus é mais amor e menos fiel? Seria confiável um Deus que fosse pouco fiel? Nem nossos cônjuges nós aceitamos que sejam pouco fieis!

Gostaria de propôr um exercício para pensarmos nisso.

Vemos na Bíblia que o salário do pecado é a morte (Romanos 3), que toda alma que peca morre (Ezequiel 18), que não há nenhum justo (Romanos 3), que os pecadores impenitentes serão lançados no fogo (Apocalipse 22). Tudo isso significa a condenação daqueles que rejeitam a Cristo. 

Bem, se Deus mandasse todos os homens para o inferno, sem exceção, Ele continuaria sendo amor? Sim. Ele seria justo? Sim. Ele seria mais justo ou mais amoroso se fizesse isso? Nem um nem outro. Ele continuaria sendo 100% justo e 100% amoroso.

Agora, e se Deus salvasse a todos os homens, sem exceção, Ele continuaria sendo amor? Sim. Tem alguma coisa que Deus faça sem amor? Não. Se Ele salvasse a todos os homens, sem exceção, Ele seria justo? Não. E esse é um ponto importante. 

Por uma questão de justiça própria, que Ele mesmo determinou, o pecado e o pecador têm de ser punidos, por que Deus é santo (Salmo 99:9). Deus poderia passar por cima de Si mesmo, negar Sua própria justiça e não punir o pecador? 

É isso que as pessoas não conseguem enxergar - ou não querem ver. Deus pune o pecador, aquele que transgride a Sua lei. Apesar de o inferno ter sido criado para Satanás e seus anjos, é para lá, junto com os demônios, que os pecadores não redimidos serão enviados. Pois se Ele não punisse o pecador Ele não seria um Deus justo. Ele estaria indo contra Sua própria determinação. Ele estaria quebrando Suas próprias regras.

Talvez leitor, você não concorde com esse pensamento. Entendo isso. Eu também não concordava. O inferno é algo terrível que não deveria existir - alguns reformados não vão concordar comigo! - mas sua existência é real e será o destino de muita gente, todos aqueles que não conhecem a Jesus Cristo como seu salvador pessoal. Mas pense nisso.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Deus é... o quê?


           A Bíblia tem várias declarações sobre Deus. Algumas dessas declarações são sobre quem Deus é, sobre como Deus é, sobre o quê Deus é. Assim sendo, há declarações que são diretas. Outras são inferências que fazemos a partir dos textos bíblicos.
 
            Por exemplo, Deus toma conta de nós. Não existe nenhuma afirmação direta na Bíblia sobre isso, mas inferimos essa característica de Deus quando lemos o Salmo 103:13, “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem.” Outra comparação interessante é relacionar Deus com animais. No Salmo 91:4, Deus é comparado a uma ave que protege seus filhotes debaixo de suas asas, “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.”

            Mas há versículos que mostram diretamente características da personalidade de Deus. Por exemplo, em seu evangelho, João afirma que “Deus é verdadeiro” (João 3:33) e que “Deus é Espírito” (João 4:24). Essas são afirmações que não são figuras de linguagem. Não se trata de uma metáfora e, portanto, resta pouca margem para ficarmos imaginando como explicar a frase “Deus é verdadeiro”. Uma afirmação é verdadeira ou falsa, não existe uma  meia verdade – ainda que desejássemos que elas existissem. Quando a Bíblia afirma que Deus é Espírito ela coloca um ponto final em qualquer representação visual que se queira fazer de Deus. É impossível representar Deus visualmente. Até mesmo o próprio Jesus não usou de artifícios visuais para mostrar o Pai aos seus discípulos, “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9).

Dentro desse tipo de afirmação, ainda vemos declarações que deixam pouca margem para qualquer discussão. Nessa linha lemos que “Deus é fiel” (2 Coríntios 1:18). Não é que Deus seja muito fiel ou pouco fiel. Ou ainda, que Ele seja fiel hoje e infiel amanhã. Deus é fiel e não se discute isso. Outras afirmações que me parecem da mesma essência são “Deus é luz” (1 João 1:5) e “Deus é amor” (1 João 4:8). A luz pode ser fraca como uma vela ou intensa com a do Sol, mas luz é luz e quando ela não está presente – no fundo de uma caverna comprida, por exemplo – todo mundo percebe sua ausência.

O fato de Deus ser verdadeiro, fiel, luz e amoroso nos trazem um conforto muito grande, uma paz e tranquilidade que fazem bem à alma. Saber que Deus é amor, permite com que nos lancemos em Seus braços nos momentos de tristeza que passamos – dizer que Deus tem braços é uma figura antropomórfica, pois “Deus é Espírito”. Saber que Deus é verdadeiro nos dá uma confiança muito grande, pois se Ele disse alguma coisa na Sua Palavra, não precisamos desconfiar que não seja verdade tal afirmação.

Mas, e quando a Bíblia afirma que “Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:29), como devemos entender uma afirmação dessas? O que Ele consome? Quem Ele consome? Como Ele consome? O fogo pode ser usado para destruição e para purificação pelas pessoas. Bem, se a Bíblia compara Deus ao fogo, deve estar relacionado com algo que as pessoas conheçam, ou essa comparação não faria sentido para nós! Mas Deus é capaz de destruir? Bem, se Ele destruir alguma coisa, certamente será algo que Ele mesmo criou. Mas se realmente Ele vai destruir, onde fica o amor dEle? Seria Deus mais amor e menos fogo consumidor? Seria Deus mais amor é menos Espírito? Seria Deus mais amor e menos fiel? Será que Deus “abandonaria” ou deixaria de lado certas características em detrimento de outras?

Em 2 Coríntios 9:8, lemos “E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra”. Pergunto, será mesmo que Deus é poderoso para me fazer transbordar na graça, ou essa é mais uma figura de linguagem? Ele é mais poderoso ou mais amoroso? Ou é amor e poder na mesma intensidade?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os Atributos de Deus - A santidade de Deus


O que torna uma pessoa bela? O que pode ser descrito como beleza no caráter de uma pessoa? Para Pink, a santidade de Deus é a beleza de todos os Seus atributos. Ele cita um puritano inglês, Stephen Charnock: “O poder é a mão ou o braço de Deus, a onisciência os Seus olhos, a misericórdia as Suas entranhas, a eternidade a Sua duração, mas a santidade é a Sua beleza.” Assim como o poder e a sabedoria de Deus são opostos à fraqueza e a loucura dos homens, a Sua santidade é o avesso de todo o declínio moral da raça humana. Deus é tão santo e “tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar...” (Habacuque 1:13).
         A Sua santidade é tão grandiosa que os serafins tiveram que cantar por três vezes essa beleza, “...Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos...” (Isaías 6:3). Inúmeras vezes os salmistas cantaram a santidade de Deus: “...celebrai a memória da sua santidade” (Salmo 30:4); “...a beleza da santidade...” (Salmo 110:3); “adorai o SENHOR na beleza da sua santidade” (Salmo 29:2); “...Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Salmo 47:8). Só Deus é santo a ponto de se indignar contra toda a perversidade da humanidade. A santidade de Deus é a coroa das Suas excelências, é a somatória de todos os Seus atributos. De nada adiantaria se Deus tivesse todo o poder e fosse manchado pelo pecado, Ele seria um ditador. Ainda que Ele tivesse todo o amor, mas não fosse santo, esse amor seria mesquinho, egoísta e um amor inglório.
         E a santidade de Deus é percebida em várias ações que Deus toma e em várias das Suas obras. E Pink passa a mostrar algumas faces onde a santidade de Deus se manifesta.
         “Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras.” (Salmo 145:17). A santidade de Deus se manifesta nas suas obras. Tudo o que Deus fez, o fez perfeito. Depois de cada dia da criação a avaliação dEle “era muito bom” (Gênesis 1:31). Nada do que foi criado foi feito de modo imperfeito ou impuro. Deus impingiu Sua “impressão digital” nas Suas obras.
         A Palavra de Deus é santa, Suas leis são santas. Deus é tão grandioso em Seu caráter e nas Suas determinações que a própria Palavra expressa isso no singular, “...a lei é santa...” (Romanos 7:12). Deus não tem várias palavras que se contradizem a todo instante. Como Sua lei não é manchada pelo pecado, seu caráter santo é expresso por um “mandamento (que é) santo, justo e bom”.
         A santidade de Deus é manifestada na cruz. A necessidade da morte de Jesus Cristo é um dos grandes temas da santidade de Deus. Ele odeia o pecado com um poder tão grande, que o castigou em Seu próprio Filho. Essa é a manifestação mais extraordinária do quanto Deus é santo e do quanto Ele odeia o pecado. Ainda que todos os demônios se reunissem em uníssono num sofrimento eterno, eles não sofreriam o ódio de Deus como Jesus sofreu. Imagine a humanidade na sua pecaminosidade nos dias de Noé; pense no desprezo que Deus deve ter sentido quando Seu templo era profanado pelos povos pagãos; lembre-se da afronta que o Seu povo amado Lhe fez no deserto reclamando do maná que caía do céu, ou das saudades que eles sentiam do Egito. Mesmo que juntássemos todos os eventos pecaminosos bíblicos que suscitaram a ira de Deus, ainda assim, tudo isso não chegaria aos pés do que Ele sentiu na cruz.
         A cruz é a afronta máxima contra a santidade de Deus. Uma vez Ele declarou “toda a alma que pecar, essa morrerá” e, ainda que Jesus Cristo, Seu único Filho, não tivesse cometido pecado algum, ele estava carregando o pecado da humanidade nas suas costas. Ele foi constituído como o nosso representante legal para pagar um preço alto demais, a morte. E porque Deus é santo e intolerante para com o pecado, a Sua santidade foi vindicada na cruz do Calvário. Spurgeon em seu sermão O Precioso Sangue de Cristo afirma que quando Deus enviou Seu Filho para morrer, era Deus dando Deus mesmo para a humanidade. Que preço poderia ser mais alto para enaltecer a santidade de Deus?!
         A distância dos homens em relação a Deus é tão grande que jamais um homem criaria um Deus com a santidade expressa na Sua palavra. O máximo que a humanidade criou foram deuses parecidos consigo mesmos. Mas um Deus que “se ira todos os dias” (Salmo 7:11), um Deus que “odeia todos os que praticam a iniquidade” (Salmo 5:5) não é invenção humana, do mesmo jeito que um lago de fogo e enxofre também não o é. A Palavra de Deus e a cruz expressam um Deus que não pode ser compreendido na Sua integralidade pela mente humana. Muitos são os que acusam a Bíblia de ser invenção humana. Por séculos os homens a tentaram destruir e descaracterizá-la como sendo a fiel Palavra de Deus e nada pode destruí-la, porque o “...mandamento do Senhor é puro...” (Salmo 19:8).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Se Deus ama, Ele também odeia.

Para a nossa sociedade pós-moderna, onde tudo é relativizado, a mensagem da ira de Deus está completamente esquecida. Vez ou outra, na história da Igreja, Deus levanta Seus arautos para lembrar as pessoas, cristãs e incrédulas, que os pecadores são o alvo da ira e do ódio de Deus. Deus encerrou a todos debaixo do pecado para usar de misericórdia com todos (Romanos 11:32) e a Sua graça salvífica para Seu povo eleito.

Os vídeos abaixo são de dois pastores muito conhecidos, Paul Washer e Mark Driscoll. Eles tratam do assunto da ira de Deus sem esconder nada. Trata-se da Palavra de Deus nos advertindo que "Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias." (Salmo 7:11)

Mark Driscoll é o pastor da Mars Hill Church.

Paul Washer foi missionário no Peru por 10 anos.

sábado, 8 de outubro de 2011

A imutabilidade de Deus


Ainda hoje me lembro do impacto que esse capítulo teve sobre a minha vida. Até essa leitura nunca havia pensado sobre a imutabilidade de Deus. Ninguém nunca havia pregado sobre esse assunto na minha igreja local. Toda vez que alguém pregava e falava sobre isso, falava que Deus mudava de planos e dava como exemplo o dilúvio de Noé, ou o caso do rei Ezequias, ou o profeta Jonas e a cidade de Nínive. Portanto, a argumentação era que Deus mudava Seus planos dependendo das reações das pessoas. Qual não foi o impacto na minha vida quando Pink argumentou a favor do fato de que Deus não muda!

Ao contrário de qualquer outro deus, o Deus das Sagradas Escrituras é o mesmo “ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8). Isto significa que, independente do que ocorra no mundo, Deus permanecerá sempre o mesmo. Sendo Ele o princípio e o fim, Ele não pode experimentar nenhum tipo de mudança. Ele não pode mudar para melhor, porque já é perfeito e, sendo perfeito não pode mudar para pior. Ele é o único Deus capaz de dizer “...eu sou o que sou...” (Êxodo 3:14). A Sua essência, o Seu caráter é imutável.

Mas então por que lemos trechos da Bíblia Sagrada que parecem dizer o contrário? Dois textos muito famosos são: 

“Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.” (Gênesis 6:6) e

“Então, o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.” (Êxodo 32:14).

Por outro lado, lemos textos que afirmam categoricamente que Deus não se arrepende de nada que tenha feito ou planejado, por exemplo, “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa (Números 23:19) e “Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis (Romanos 11:29). Então, como conciliar esses trechos bíblicos? Em primeiro lugar deve ficar claro que a Bíblia não tem contradições. O que ela ensina no início, ensina no meio e no fim. A Palavra de Deus traz consigo as características de Seu autor: perfeição, integridade, autoridade e justiça.

Eis o que disse o Dr Packer: “A referência em cada caso é sobre a anulação de um prévio tratamento dispensado a certos homens, como consequência da reação deles a esse tratamento. Mas não há sugestão de que essa reação não tenha sido prevista, ou que Deus tenha sido tomado de surpresa, e que não estivesse estabelecida em seu plano eterno. Não há mudança alguma em seu propósito eterno quando Ele começa a agir em relação a um homem de maneira diferente.” E é preciso entender que o arrependimento de Deus é completamente diferente do nosso.

Quando Deus Se arrepende, Ele não foi motivado por algum erro cometido. O arrependimento do homem é causado pelo reconhecimento de uma atitude precipitada, como resultado da ignorância do que havia de acontecer. Nós nos arrependemos porque erramos. No caso de Deus é extremamente diferente. Ele jamais comete erros. Em Deus "não pode existir variação, ou sombra de mudança" (Tiago 1:17).[1] Portanto, o arrependimento de Deus deve ser entendido de outra maneira.

Quando a Bíblia fala de Deus se arrependendo e mudando sua intenção para com o homem, “evidentemente é só a maneira humana de falar. Na realidade a mudança não é em Deus, mas no homem e nas relações do homem com Ele” (L. Berkhof).[2] Precisamos entender que até as mudanças nas nossas atitudes fazem parte do plano de Deus. Quando Deus assume arrepender-Se, Ele está assumindo a responsabilidade por essa atitude e pela situação ter chegado onde chegou. Ao criar o homem, Deus viu que “era muito bom” e depois, na época de Noé, Ele reconheceria que teria sido um erro cria-lo? Ora, se Deus tivesse errado na criação do homem Ele seria como o próprio homem, capaz de errar. Mas não podemos aceitar que Deus erre à luz do que lemos nas Escrituras.

Da mesma forma, com uma linguagem antropomórfica, Deus Se apresenta como tendo olhos, mãos, braços e ouvidos. Ele fala de Si como tendo despertado (Salmo 78:65) e como tendo madrugado (Jeremias 7:13). Mas o próprio salmista diz que o guarda de Israel não dorme (Salmo 121:3).Deus nos ama tanto que Ele mesmo opta por Se manifestar de uma forma humana para que possamos entender o que Ele mesmo sente. No caso da destruição da raça humana, a indignação divina era tão grande contra o pecado, que para entender o por quê da raça humana ser destruída, Deus Se manifesta como arrependido de ter criado a humanidade.

Em Malaquias 3:6 lemos a famosa declaração de Deus, “Porque eu, o SENHOR, não mudo”. E é uma benção a imutabilidade de Deus. Imagine se Deus mudasse de opinião como nós mudamos! Hoje Ele está resolvido em nos amar e usar de graça conosco. Mas amanhã, se pecarmos, Ele resolve mudar de postura e nos tratar de acordo com nosso pecado. Hoje somos abençoados por Ele e amanhã Ele fica de birra e não nos abençoa. A imutabilidade de Deus é uma benção para a Igreja, pois podemos confiar plenamente em Deus, visto que Ele não vai largar a corda e nos abandonar.

É por causa da imutabilidade de Deus que Ele nos ama desde toda a eternidade (Jeremias 31:3) e nunca Se moveu dessa determinação. É porque Deus não muda que não somos consumidos por Sua santa ira (Malaquias 3:6). Ele não vai voltar atrás na determinação de nos salvar e nos conduzir ao céu (Judas 24). Que consolo e segurança podemos desfrutar da imutabilidade de Deus. Ele não vai mudar no Seu desejo de me salvar, de me preservar santo, de me abençoar. Ele não vai voltar atrás na determinação de me provar e dar sustento nas minhas horas mais difíceis (1 Coríntios 10:13).

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...