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domingo, 4 de abril de 2010

Evangélicos e judeus

Quem gosta de imitar, deve fazer bem feito. O João Alexandre tem uma posição muito clara a esse respeito. A maioria das igrejas evangélicas não tem o seu louvor usando ritmos brasileiros. Pelo contrário, diz ele. Quando copiamos, o fazemos com uma qualidade bem inferior ao original. Pelo que vejo atualmente, acabou o tempo dos xerox da Integrity Music, Ron Kenoly e Don Moen. Ainda que um ou outro grupo mantenha as versões feitas das músicas deles, esse movimento arrefeceu muito.

Depois veio o tempo da Hillsong e o “reinado” da Darlene Zsche. Talvez ela mesma não tenha tanta culpa assim, mas houve um tempo que ela e sua música estavam presentes em quase todos os cultos das igrejas brasileiras. Perdi a conta de quantas vezes toquei e cantei Aclame ao Senhor. E cada novo grupo que regravava essa música colocava seu toque especial: era o tom que aumentava igual à gravação original, ou aumentava no meio da repetição do coro, mudava uma palavra aqui, outra ali e... só dava Aclame ao Senhor nos cultos.

No meio disso tudo, começou uma onda de imitar os judeus em muitas das festas que eles ainda fazem hoje. Lembro-me de ficar encafifado – meu pai usava essa palavra – quando uma igreja do Paraná celebrou uma Festa dos Tabernáculos. Na época eu questionava onde estava essa festa na Bíblia, e onde estava a recomendação de celebrá-la. Mas essa influência judaizante não parou por aí. Mais e mais grupos foram surgindo em volta dessa prática e mais grupos já formados começaram a aderir a isso.

Depois foi um tal de gravar CD em Israel e muitos viajavam para a terra santa a fim de vivenciar um momento “mágico” em suas vidas. Então eram músicas com ritmos judaicos, temáticas judaicas e até o uso de instrumentos judaicos. Até aí nada contra. O problema é quando os evangélicos começaram a dar uma dimensão espiritual para o instrumento em si. E não só para o instrumento, mas também pra o ritual.

Alguns grupos evangélicos passaram a usar kipá, talit e a tocar o shofar em seus cultos. O ministério Casa de Davi e a igreja liderada pela “apóstola” Valnice Milhomens entraram de cabeça nisso, judaizando o culto a Deus. Passaram a dar um valor espiritual a essas coisas que a Bíblia não dá mais, uma vez que Jesus Cristo pôs um fim para a antiga relação do homem com a lei. E aquilo que nem os judeus fazem hoje nas suas sinagogas, os evangélicos passaram a fazer em seus cultos.

Só para se ter uma idéia, os judeus tocam o shofar apenas no mês que antecede o ano novo judaico, como uma prática para se lembrar dos atos que foram cometidos no ano que está acabando e fazendo alusão ao que acontecia nos tempos bíblicos. A kipá, também chamada de solidéu, é usada pelo judeu para ele se lembrar que Deus está acima dele. O talit (xale) é usado somente durante as rezas e tem a intenção de fazer o judeu se lembrar que ele tem que cumprir todos os mandamentos de Deus. Além disso, a sua colocação não deve ser feita de qualquer jeito. A maneira como ele deve ser colocado e guardado está toda descrito na literatura judaica. Será que os membros da Casa de David e da igreja da Valnice seguiram todos esses rituais. Pois, se é para copiar que se faça bem feito.

Hoje fiquei sabendo que na igreja do Robson Rodovalho eles comemoraram a Festa de Purim. Essa festa está relacionada com o livro de Ester. Nessa festa celebra-se os acontecimentos da vida de Ester e como ela atuou na sobrevivência do povo judeu. Mas o mais pitoresco (ridículo até!) é que a cópia é muito ruim. Primeiro, o pessoal da Sara Nossa Terra está mais de um mês atrasado – a festa foi comemorada pelos judeus em 26 de fevereiro e eles comemoraram apenas agora, dia 2 de abril. Além disso, se você observar as fotos, não há nenhuma fantasia, o que vai contra a tradição judaica. Chega a ser patética a cópia.

Eu não sei onde isso vai parar. Eu leciono no maior colégio judaico de São Paulo, a Nova Escola Judaica. Lá, as festas são celebradas, as comidas especiais são servidas, o shofar é tocado na época certa, os homens que rezam usam suas vestimentas, eles cantam e rezam em hebraico... tudo dentro da tradição. E o que é pior, os evangélicos se quer fazem parte disso, pelo contrário, muitos dos meus colegas se sentem ofendidos quando esses símbolos são usados pelos que não são judeus.

Eu gostaria muito que a Valnice, o Robson Rodovalho, o Mike Shea entre outros, fossem até o colégio conversar com os professores da área judaica. Eles aprenderiam muito sobre a tradição judaica, seus ritos e costumes. Certamente eles fariam a imitação bem mais adequada, se é que nós, evangélicos, precisam imitar os judeus em alguma coisa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Perseguição aos evangélicos — mais uma idiotice!

MARCHA EVANGÉLICA CONTRA KASSAB

Evangélicos se mobilizam na TV contra prefeito de São Paulo

Os evangélicos decidiram se mobilizar na TV contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM). O motivo é o fechamento da sede da Igreja Mundial do Poder de Deus, segundo informou a coluna Ooops, publicado no jornal Folha de São Paulo.

A igreja foi fechada há cerca de dez dias, segundo a prefeitura por falta de alvará, documentação e excesso de barulho. A prefeitura diz que o local não oferece condições de segurança aos fiéis. O líder Valdemiro Santiago diz que é perseguição religiosa.

Os evangélicos prometem uma grande marcha até a prefeitura, a ser realizada nos próximos dias. A Mundial é hoje um dos maiores fenômenos religiosos em expansão no país. No ano passado, arrendou o canal 21, da Band, além de rádios e outras retransmissoras em todo o país.

Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=7151


Pois é, mais um “apóstolo” se diz perseguido e por motivo religioso. O que o senhor Valdemiro Santiago não sabe (recuso-me a chamá-lo de pastor ou apóstolo - talvez Spurgeon nem o chamasse de irmão) é que os verdadeiros apóstolos foram perseguidos porque estavam pregando Jesus Cristo. Em nenhum lugar na Bíblia, as pessoas foram perseguidas por estarem em falta com seus deveres de cidadãos.

É bem verdade que os apóstolos — os verdadeiros — optaram por pregar a Jesus Cristo, contra a determinação dos chefes religiosos do judaísmo. Isso pode ser lido em Atos 5. Não foram as autoridades públicas de Jerusalém que proibiram a pregação, mas as autoridades judaicas, que, obviamente, não legislavam sobre as pessoas. Eles, no máximo, inflavam as autoridades romanas, como no caso da condenação de Jesus.

O que o Valdemiro e o Estevam precisam entender é que a perseguição religiosa é contra a religião e quem está contra a religião cristã, quem está contra os evangélicos? Qual autoridade pública tem se posicionado contra os evangélicos? Perseguição é o que fizeram contra os judeus (e ainda fazem em alguns lugares).


Senhor Valdemiro Santiago, talvez o senhor não leia isso, mas mesmo assim vou escrever.

O senhor não é apóstolo, não conhece a Bíblia, perverte o cristianismo, ensina mentiras usando a Palavra de Deus e é orgulhoso. Trata-se de um “falso mestre”, quando permite que as pessoas acreditem que o seu suor pode fazer alguma coisa por elas. O senhor presta o desserviço aos evangélicos, pois muitos não são curados apesar das falsas promessas que o senhor faz nos seus programas de televisão. Além disso, o seu desserviço é para os não-evangélicos, pois eles pensam que ser evangélico é ser igual a você e a seus ajudantes. Infelizmente tenho que conviver com essa situação de ser comparado ao senhor e à sua igreja. Infelizmente a sua arrogância é tão grande que o fez “apóstolo” e sua esposa, “bispa”. Isso é inveja da família Hernandes!

Se quiser, vamos abrir a Bíblia juntos e aprender o que de fato ocorreu com os verdadeiros apóstolos.

Marcos D. Muhlpointner

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A triste situação da igreja evangélica do Brasil

Ecclesia reformata et semper reformanda est (A igreja reformada está sempre se reformando).

Esse foi o escopo da Reforma Protestante no século 16. Naquela época, iniciada por Martinho Lutero, a Igreja estava vivendo dias de profunda mentira e afastamento da Palavra de Deus. Os líderes e, consequentemente, o povo tinha se afastado dos ensinos da Palavra de Deus. Havia erros e desvios em todas as áreas da igreja - liderança, teologia, liturgia, práticas devocionais - tudo estava contaminado, apodrecido, fétido, nauseante (não quero continuar nesses adjetivos). Deus, Sua Palavra, as práticas devocionais, um culto racional e vibrante, a pregação do genuíno evangelho... enfim, tudo estava comprometido.

Até que um certo dia, alguém resolve se posicionar contra o statu quo. Alguém resolveu que não ficaria mais calado. Alguém resolveu falar a verdade, falar a Verdade e, consciente ou não, acabou expondo os erros às vistas de todos. Não há como negar isso. Quando a Verdade e a verdade são expostas, os erros vem à tona, são expostos, as feridas se escancaram, o lixo purulento extravasa e só assim se consegue tratamento para a doença.

Como gostaria de estar errado, mas acho que a igreja brasileira está em situações parecidas àquelas da época da Reforma. Mais e mais se multiplicam espoliadores da fé das pessoas, mais e mais líderes falsos e mentirosos se espalham pelos púlpitos, pelos programas de TV e de rádio, mais e mais montanhas de lixo tem sido publicado pelas editoras evangélicas, mais e mais toda sorte de esterco tem sido gravado e cantado nas nossas igrejas. EU NÃO SUPORTO MAIS!!!!

E então fico me perguntando: quem será nosso “Lutero” do século 21? Quem serão nossos “Calvino” e “Huss”? Quem será o nosso “Wycliffe”? Será que serei eu? Será que é você que está lendo isso agora? Será que seremos nós? Quem de nós vai pôr o dedo na ferida, expô-la e tratar dela? Quem será?

Por que não marchamos por ética na política? Por que não marchamos contra os políticos desonestos que roubam o dinheiro do povo e depois oram como se fossem santos servos de Deus comprometidos com Ele? Quem vai marchar contra a venda de milagres na TV e no rádio? Quem tem coragem de marchar contra os pastores desonestos que mentem descaradamente? Quem vai marchar contra as heresias que se pregam hoje nos nossos púlpitos? Quem vai marchar para termos um igreja mais ética, limpa e íntegra?

Onde está a igreja que não influencia mais o mundo? Onde está a igreja que se esconde debaixo da mesa? Será que nosso silêncio é por causa da “ética pastoral” de não citar nomes? Só para lembrar, o apóstolo Paulo citou nominalmente pessoas que o atrapalhavam e prestavam um desserviço para o evangelho. Onde está a igreja que se esconde para a miséria espiritual do povo brasileiro? Líderes evangélicos que flertam com a política, depois de algum tempo, aparecem envolvidos em escândalos, roubalheiras, suspeitas de crimes e falcatruas. Todos eles começam com o discurso santo, que vão ser éticos e honestos.... mas como vão agir com honestidade e santidade se eles mesmos se colocam na “vitrine do pecado”, “andando na roda dos escarnecedores”? (Salmo 1:1)

Se a igreja evangélica brasileira não for limpa agora por nós que fazemos parte dela, quando o Agricultor vier separar o joio do trigo, não haverá chance para ninguém. Quando machado for colocado na raiz das árvores infutíferas, ai daqueles que serão cortados. Se nós formos limpar agora, poderemos ver os ramos darem seus frutos, pois não temos o poder de mandar o joio para o fogo agora. Se a igreja está sempre se reformando, estão faltando pás, tintas, cimentos, argamassas para essa reforma.

De novo, o “arrependimento”!!!

Na verdade, o título deveria aludir à falta de arrependimento. Esse último fim de semana foi lastimável em relação à política brasileira. José Roberto Arruda, em 2001, esbravejava, reivindicando sua honra, de seus filhos e família. Naquele momento ele não admitia ser exposto “às vísceras”, alegando inocência e nenhum envolvimento na votação no Senado.

Alguns dias depois, José R. Arruda volta à tribuna e admite que viu a lista e blá, blá, blá.... veja o vídeo (a partir de 5:32), se tiver paciência!



Na verdade, uso esse episódio para chamar a nossa atenção, evangélicos de qualquer confissão, tradicional, pentecostal, neo-pentecostal, seja qual for.... OREMOS pelo Brasil. Vamos sair da nossa mesmice, dos nossos guetos e vamos INFLUENCIAR a nossa sociedade. Onde está a Igreja de Jesus Cristo que não muda o mundo, que não se conforma ao mundo? Onde está a luz do mundo que deveria brilhar para iluminá-lo? Sinceramente irmãos, eu não aguento mais a inércia da igreja, a apatia das nossas lideranças e a falta de integridade dos evangélicos brasileiros.

Para mim, BASTA!!!! REFORMA JÁ!!!! Reforma social, política e teológica.... principalmente teológica!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

Spurgeon, um exemplo

Relutei muito em escrever esse texto, mas fui fortemente incentivado pelo que Spurgeon fez no seu tempo. Em outubro de 1887, ele rompeu com a União Batista, em Londres, porque faziam parte dessa associação pessoas que não pregavam mais o evangelho verdadeiro. A Alta Crítica, como ficou conhecida na época, desviou-se dos temas centrais da fé cristã, criando o que ficou conhecido como Novo Pensamento ou Nova Teologia. Infelizmente, Spurgeon usou de vários artifícios para evitar ter que tomar essa atitude. Escreveu para o secretário da União várias vezes (que inclusive era seu amigo), escrevia artigos apontando os erros e nada foi feito, nem pela União Batista, nem pelos próprios envolvidos naquelas discussões.


Spurgeon combateu com pessoas que queriam reconsiderar as fontes dos livros da Bíblia, eliminar os milagres da Bíblia e reduzir a Palavra inspirada ao nível dos livros meramente humanos. Nos dias atuais, pelo menos em relação aos milagres, a situação é oposta. Hoje, os pregadores evangélicos, principalmente os que têm a mídia consigo, exageram o papel dos milagres, inclusive banalizando-os. O “príncipe dos pregadores”, desde o início de seu ministério, combatia as falsas doutrinas onde e quando elas surgiam. É bem verdade que ele tem muitos inimigos e desafetos com essa postura. Mas importava mais defender a Palavra de Deus, do que fazer concessões espúrias.


Eu não tenho a influência e nem a capacidade que Spurgeon tinha. Não sou pastor e não tenho responsabilidade sobre a vida espiritual de ninguém, Spurgeon, por exemplo, pregava mais de dez vezes por semana, em cidades diferentes, indo à cavalo e sem microfone. Sua igreja tinha mais de 10 mil pessoas todos os domingos para ouvi-lo. Portanto, meu rompimento aqui não terá o impacto que teve a ação de Spurgeon. Por isso mesmo, vou colocar um trecho de um artigo escrito pelo próprio Spurgeon:



“Torna-se um assunto sério: até onde aqueles que permaneçam na fé uma vez dada aos santos devem confraternizar-se com aqueles que se voltaram para outro evangelho. O amor cristão tem seus direitos e as divisões devem ser evitadas como graves males; mas, até que ponto estaremos justificados em permanecer confederados com aqueles que estão abandonando a verdade? É pergunta difícil de responder de maneira que se mantenha o equilíbrio dos deveres. Quanto ao presente, é necessário que os crentes sejam cautelosos, para não suceder que dêem seu apoio e seu auxilio aos traidores do Senhor(...) grifos meus!



Cada crente julgue pessoalmente; mas de nossa parte, pusemos novos ferrolhos em nossa parte e demos ordens para que a grilheta fique bem presa, pois, parecendo pedir a amizade de servo, há aqueles que pretendem roubar O SENHOR(...)


Uma coisa está clara para nós: não se pode esperar que estejamos associados com nenhuma união que abranja aqueles cujo ensino sobre os pontos fundamentais é exatamente o inverso daquilo que para nós é estimado... Com profundo pesar nos abstemos de reunir-nos com aqueles que amamos profundamente e que respeitamos de coração, visto que fazê-lo nos envolveria numa aliança com aqueles que não podemos ter nenhuma comunhão no Senhor.”


Esses trechos foram extraídos do livro que estou terminando de ler, Spurgeon: uma nova biografia, de Arnold A. Dallimore, publicado pela Editora PES.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Carta aberta aos evangélicos - principalmente aos líderes!

São Paulo, 27 de janeiro de 2009.


Foi com muito pesar e tristeza que vi as imagens desoladoras da queda do teto da sede da Renascer. Como cristão, devo seguir os ensinamentos de Jesus e chorar com os que choram. Como cristão, que teve o coração cheio do amor de Deus, a tristeza de um membro do corpo, é a tristeza de todo o corpo.

Obviamente que não posso concordar com quem gostou do ocorrido, com quem achou que foi “bemfeito”, que eles estão colhendo o que plantaram e pensamentos parecidos com esses. É bem verdade que não ouvi ninguém se alegrando com esses fatos, mas escutei alguns programas de rádio que disseram que isso ocorreu.

No sábado, dia 24 de janeiro, tive oportunidade de ouvir um programa de rádio (Rádio Musical – FM 105,7 – São Paulo) que discutiu se o que aconteceu na Renascer era obra de Deus, ou do diabo ou uma fatalidade. Os debatedores e os ouvintes que participaram, concordaram que o ocorrido foi uma fatalidade e nem Deus, nem o diabo foram responsáveis. Contudo, creio que algumas questões deveriam ser discutidas nesse momento, mas os líderes não o estão fazendo.

Há uma perseguição ocorrendo contra a Igreja Cristã no Brasil? Na minha opinião, não está havendo perseguição. E o ponto aqui é que a falsa idéia de perseguição atual está sendo associada à perseguição a que enfrentou a igreja em Atos. No início da Igreja Cristã, ela foi perseguida porque pregava a Verdade. Os primeiros cristãos foram perseguidos por seguirem a Jesus Cristo. Inclusive. Ele advertiu que isso iria acontecer.

Mas é ridículo associar uma coisa à outra. Quando da prisão dos líderes da Renascer, fui abordado por uma jovem a assinar um abaixo-assinado contra a prisão deles. Não assinei e jamais assinaria. Eles não foram presos por pregarem o evangelho. Estevam e Sonia Hernandes foram presos porque mentiram quanto a quantia de dinheiro que portavam na bagagem. Em nenhum momento fui impedido de pregar o evangelho em qualquer lugar.

Os apóstolos foram perseguidos, espancados e presos porque anunciavam a Jesus Cristo. Os “apóstolos” modernos tem que responder sobre supostas sonegações, enriquecimentos ilícitos, criação de esquemas fraudulentos e tudo o mais que a justiça está apurando. É mentira, e agem de muita má fé, os que querem passar a idéia que a Igreja Cristã no Brasil está sofrendo perseguição. Pelo menos, os fatos ocorridos com a Renascer não servem de exemplo.

Se a prefeitura de São Paulo apurar que há irregularidades nos prédios das igrejas locais que as multem, que as cobrem pela regularização ou que as fechem, se for preciso. Caso isso ocorra, que as igrejas locais se levantem sem mácula nenhuma, como deve ser a noiva de Cristo. E daí que 90% (segundo o moderador do debate na rádio) das igrejas serão fechadas! Que falha em ponto da lei, falha em todos. Sinto-me envergonhado em fazer parte de uma geração que jogou a ética no lixo, que não tem mais vergonha na cara e que relativiza tudo, ainda que esteja com a Bíblia aberta. Contra a verdadeira igreja, nenhuma porta infernal vai prevalecer.

Os líderes modernos querem ganhar a situação no grito. Os participantes do referido programa de rádio comparavam os templos irregulares com shoppings, com bares, restaurantes e até motéis foram citados. Ora, se não há condição de se abrir um templo dentro das normas técnicas, NÃO ABRA!!! Ou as leis vão ser respeitadas ou não. Líderes evangélicos não podem se posicionar à margem da lei. A Igreja de Cristo deve ser a primeira instituição a preservar as leis e cumpri-las. As irregularidades deves ser todas corrigidas: nos shoppings, nos restaurantes, nas lojas, nos motéis e, principalmente, nas nossas vidas.

Um apelo final aos líderes da igreja evangélica brasileira: ensinem seus liderados a amarem a Deus com todo entendimento e força; ensinem as pessoas a desejarem a Jesus Cristo como Salvador; ensinem as pessoas a dependeram do Espírito Santo; ensinem as pessoas a amarem a Palavra de Deus e a estudá-la; ensinem as pessoas a odiarem o pecado e a se afastarem dele. Ensinem as pessoas a darem a César o que devido a ele e darem a Deus o que Lhe é devido.

Marcos David Muhlpointner

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...