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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vontade vs Necessidade

Tenho vontade de conhecer uma igreja que "persevere na doutrina dos apóstolos" e não tenha problemas doutrinários. Queria ser membro de uma igreja que enxergasse o mundo e usasse suas qualidades (ainda que poucas) para a glória de Deus e que rejeitasse tudo que não presta no mundo (talvez a maioria das coisas). Eu queria uma igreja que, ao mesmo tempo, fosse madura para não ser levada por nenhum vento de doutrina, mas que tivesse a pureza das crianças, as herdeiras do reino dos céus. Queria uma igreja que ensinasse só a Bíblia, sem conceitos humanos distorcidos; que considerasse a Bíblia acima de toda suspeita e a única regra de fé e prática.

Tenho vontade de conhecer uma igreja que olhe para o rico e para o pobree do mesmo jeito; para o negro, para o branco e para o indígena da mesma maneira. Uma igreja que olhe para a prostituta, para o ladrão, para o corrupto do mesmo jeito. Uma igreja que tenha os mesmos olhos para o político, para gari, para os presidiários e para os divorciados. Uma igreja que veja os governantes e os governados como iguais, sem distinções. Uma igreja que seja igual para os pastores e para os membros. Queria uma igreja que olhasse para os gays e lésbicas como pessoas, do mesmo jeito que são os heterossexuais. Todos esses tipos de pessoas são pecadoras diante de Deus, carentes da glória dEle, vivendo em rebelião contra Ele e se inclinando na direção contrária. Queria uma igreja que mostrasse o pecado das pessoas, mas que também mostrasse, em proporção ainda maior, o "cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".

A minha vontade é de pertencer a uma igreja que valorize os artistas e que veja a arte como de fato ela é, uma arte - com beleza, com poesia, com alegria. Mas que perceba que a arte não é um caminho para se chegar a Jesus Cristo. Como músico, queria uma igreja que olhasse o músico do mesmo jeito que olha o advogado, o médico, o engenheiro, a cabeleireira, a manicure, os psicólogos e os empresários. A minha vontade é de pertencer a uma igreja que "não se conforme com o mundo", mas que o renove, que o a ressignifique. Na verdade, o meu desejo é de uma igreja que seja atual, porém que não se desvie da "sã doutrina".

O meu desejo é que a minha igreja local seja composta de gente de verdade. Gente que tem problemas, culpas, medos e pecados dos mais diversos e que tudo isso não seja escondido para debaixo do tapete. Mas também que não os coloque às vistas de todos. Queria uma igreja que lidasse com meus problemas como se fosse de todos, e que em todos houvesse uma verdadeiro desejo de me ajudar, de andar ao meu lado, que procurasse meu bem-estar. Uma igreja que me discipline quando eu precisar ser disciplinado e que me discipule, quando eu precisar ser discipulado. Quero uma igreja que não olhe pra mim como um número, contudo que me carregue no colo quando eu precisar, mas que me coloque no chão e me ensine a carregar outras pessoas.

No fundo, no fundo mesmo.... acho que eu estou necessitando de ir para o céu.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Você é evangélico(a)?

Acho que ninguém gosta de ser rotulado. ―Você é isso ou aquilo! Quem gosta de ouvir essas coisas? Apesar do fato das pessoas não gostarem de ser rotuladas, infelizmente, nesses dias pós-modernos, a sociedade vive uma terrível crise de identidade. Ninguém mais sabe o que é. A crise não é saber quem se é. Isso também é um "presente" da pós-modernidade. As pessoas precisam ser uma "metamorfose ambulante", porque, do contrário, seriam rotuladas de quadradas, retrógradas, caretas e por aí vai.

O mesmo ocorre na igreja evangélica. 

  • Tem gente que se diz evangélica que bebe cerveja, vinho e destilados e evangélicos que colocam essas bebidas na conta do pecado e proíbem o seu consumo. 
  • Tem gente que se diz evangélica que fuma cigarro, cachimbo e charuto e tem evangélico que não admite esse tipo de comportamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que sai de balada, fica até de manhã em raves e tem evangélico que acha isso um absurdo!
  • Tem gente que se diz evangélica e tem uma ou um monte de tatuagem pelo corpo e tem evangélico que diz que tatuagem é do diabo.
  • Tem gente que se diz evangélica que escuta heavy metal, forró, axé, bossa nova, MPB e tem evangélico que só ouve música evangélica.
  • Tem gente que se diz evangélica, casados, que frequenta o motel e passa boas horas lá dentro e tem evangélico que diz que o motel é local de adultério.
  • Tem gente que se diz evangélica que fala que sexo é só depois do casamento e tem evangélico que faz sexo antes do casamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que é contra o casamento entre homossexuais e tem evangélico que defende esse casamento.
  • Tem gente que se diz evangélica que é contra o aborto, porque aborto é pecado e tem evangélico que pode abortar sem ser pecado.
  • Tem gente que se diz evangélica e proíbe a televisão em casa e tem evangélico que não vive sem uma novelinha para acompanhar.
  • Tem gente que se diz evangélica que lê todo o tipo de literatura e tem evangélico que só lê a Bíblia e mais nada.
  • Tem gente que se diz evangélica e compra tudo dentro da legalidade e tem evangélico que compra e vende produto pirata.
  • Tem gente que se diz evangélica que no domingo à noite vai ao teatro, cinema, restaurante ou a alguma casa de show e tem evangélico que, se não for à igreja no domingo à noite, sente que está pecando contra o Senhor.
  • Tem gente que se diz evangélica que estuda a Bíblia, faz cursos, participa de congressos e tem evangélico que diz que "a letra mata".
  • Tem gente que se diz evangélica que vai à igreja constantemente e tem evangélico que já desistiu de frequentar uma igreja local.
  • Tem gente que se diz evangélica que já leu a Bíblia inteira mais de uma vez e tem evangélico que não consegue localizar a carta aos Romanos.
  • Tem gente que se diz evangélica e acredita em todos os milagres de Jesus Cristo e tem evangélico que desconfia até que Ele tenha existido.
Por favor, me responda uma pergunta, você é evangelico(a)?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Primeiro a Bíblia. O resto vem depois.


Dizem que a vida começa aos 40. Então nem comecei ainda, mas estou perto de começar. E como somos feitos de fases na vida, percebo que estou passando por uma fase bem importante. Muitas coisas novas têm acontecido - casamento, profissão, igreja - nas três áreas que julgo serem as mais importantes que tenho. Um dia o Nelson Bomilcar me disse que ele renovava os votos do casamento todos os dias. Na época não entendi direito, mas hoje, depois de cinco anos casado, entendo que o casamento é uma construção diária.

Esse ano recebi vários desafios profissionais, como ficar em apenas um colégio, integrar um grupo de professores para um aperfeiçoamento profissional, prestar a prova do Mestrado e começar uma vida acadêmica. Além disso tudo, estamos implementando uma metodologia de ensino de Ciências mais formalizada, mas não rígida. Esse ano os meninos vão aprender habilidades e competências para aprender Ciências. É um desafio e tanto tirar o foco do conteúdo e ensinar o aluno a, simplesmente, pensar de modo científico. O resto, ele vai atrás.

E os desafios na e da Igreja de Cristo. Faço parte da Igreja de Cristo. Aquela Igreja, com "I" maiúsculo, a Igreja invisível para os olhos humanos, mas viva para Deus. Aquela Igreja que é Universal, mas não é a do bispo. A Igreja santa - porque foi separada; perfeita - porque quer viver no vínculo da perfeição que é o amor; imaculada - porque está sendo santificada por Deus; combativa - porque luta contra o pecado, contra o mundo, contra o erro e a mentira.

A Igreja é perfeita, mas eu não. A Igreja é santa, mas eu ainda peco diariamente. A Igreja é única, mas ainda há dentro de mim vozes que teimam querer falar mais alto do que a Palavra de Deus. E no campo da Igreja eu também estou sendo a desafiado. Desafiado a "fazer a coisa direito", a andar duas milhas, a dar a capa e a túnica, a oferecer o outro lado da face. Isso custa, isso dói, isso cansa, isso machuca, porém isso é compensador pois é a Igreja de Cristo, o corpo de Cristo que está sendo edificado.

"De repente" redescobri a Palavra de Deus e o quanto eu a amo. Ela ficou meio escondida no coração, mas não como o salmista a escondeu. Ela estava, na verdade, esquecida no fundo do coração. Lá no fundinho, junto das teias de aranha que vão se acumulando nos recônditos da alma. Não sei onde eu li isso, mas nada como uma crise para um novo despertamento. E ao redescobrir o amor pela Palavra de Deus, lembrei-me que se ela não nortear a minha vida, a desgraceira será certa. Isso tenho aprendido com o Fabiano, uma grande amigo (e bota grande aí - risos).

Com ele tenho redescoberto que se eu não submeter tudo na minha vida à Palavra de Deus, eu vou errar em tudo, no casamento, na profissão e na igreja local. A Palavra de Deus deve realmente ser a palavra final em todas as questões. O que ela diz, deve ser dito por nós. O que ela sugere, deve ser considerado por nós. E onde ela se cala, não devemos questionar. A Palavra de Deus é o "fiel da balança", é a bússola, é a direção, "é a lâmpada para os meus e a luz para o meu caminho". Como amo a Palavra de Deus!!!

Mas há um perigo nisso. A Palavra de Deus fala coisas contrárias a mim. Você já percebeu que a livro mais lido no mundo em todos os tempos - a Bíblia - tem passagens que nos encostam contra a parede, que mostram nossos erros e que mostram que o nosso fim pode ser trágico! A palavra de Deus mostra que se o homem não tomar certas atitudes ele vai para o inferno e, mesmo assim, ela continua sendo o livro mais lido de todos os tempos!!! Aí eu me pergunto: Marcos, você realmente está disposto a crer na Palavra de Deus? Marcos, você realmente está interessado em ter sua vida direcionada por ela?

Querido leitor, se realmente quisermos ter a Palavra de Deus escondida no nosso coração, como o salmista a tinha, temos que ser lembrados sempre: primeiro ela, depois as minhas opiniões, as minhas vontades, as minhas convicções, os meus "achismos". De todos os autores bíblicos que eu li até hoje, nenhum deles pode ser maior que a própria Bíblia. Se algum deles fala ou faz algo que é contrário à Bíblia eu devo tomar muito cuidado. Se a Palavra de Deus está sendo relativizada, há um grande perigo do erro e da queda. Sua autoridade é inquestionável. Sua inspiração é divina e seu alcance é para todas as áreas da minha vida.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Como se encher do Espírito deDeus

 E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,”                                                                                                         Efésios 5:18

Segundo o Dr Martin Lloyd-Jones, a expressão “enchei-vos” tem a noção de estar encharcado, igual a uma esponja.[1] Quando colocamos uma esponja em contato com a água, ela fica de tal modo cheia de água que não é preciso, se quer, apertá-la para a água sair. A ideia do apóstolo é que a completude do nosso ser seja preenchida pelo Espírito de Deus.
            Paulo se utiliza de uma comparação muito interessante entre a vida controlada pelo pecado e a vida controlada pelo Espírito de Deus. O álcool tem um efeito depressor no cérebro. Isso significa que sua ação faz o sistema nervoso trabalhar de modo mais lento, mais letárgico. Diversas áreas do cérebro são afetadas pelo álcool, por exemplo, aquelas responsáveis pelo movimento, memória, julgamento, respiração, etc. “Em pequenas doses, a substância tem um efeito estimulante. A pessoa fica eufórica e, geralmente, menos inibida”, afirma Denise De Michelis, psicobióloga da Unifesp. Quando a bebida alcança o lobo frontal, surge a sensação de alegria. O sujeito fica mais falante, ainda sem prejuízo do raciocínio. Ao atingir os lobos parietal e temporal, começam os problemas. O sujeito pode cometer um desatino, como cruzar um sinal vermelho.
Esse é o problema: os efeitos imediatos do álcool são a alteração do comportamento de tal maneira que a pessoa passa a não se controlar mais; perde-se a noção do certo e do errado e a pessoa torna-se “corajosa” para tomar certas atitudes que não tomaria em sã consciência. Essas atitudes podem ser desde a pessoa falar coisas que não falaria em outras circunstâncias, até tirar a vida de outra pessoa. Em reportagem, o jornal O Globo relatou que a violência em São Paulo está diretamente relacionada com o uso de bebidas alcoólicas e o porte de arma de fogo. Nada menos do que 40% das vítimas de homicídio doloso têm álcool no sangue e a criminalidade aumenta à noite e nos fins de semana.[2] É bem capaz que o apóstolo Paulo tivesse conhecimento de vários fatos provocados pelo abuso do álcool.
É muito interessante essa comparação, pois a pessoa bêbada não tem controle sobre seu corpo: não é possível andar em linha reta, articular os pensamentos, falar de modo inteligível e, mais terrível ainda, a pessoa bêbada não é capaz de medir as consequências dos seus próprios atos e, simplesmente, age de modo inconsciente. O segundo aspecto dessa comparação é que o abuso do álcool traz contenda. Essa palavra significa disputa, briga, discórdia, luta. Porém, no original grego, a palavra tem a ideia de desperdício e devassidão. É a mesma palavra utilizada por Jesus para descrever o modo de vida que o filho pródigo teve longe da presença de seu pai – luxúria, libertinagem, vida desenfreada, dissolução, lascívia.
Resumindo, o apóstolo Paulo está comparando um estilo de vida controlado pela devassidão, pela discórdia, pelas disputas com um estilo de vida que é controlado pelo Espírito Santo. E, depois de estabelecer essa comparação, o apóstolo passa a explicar como podemos nos encher do Espírito. Nos versículos 19 a 21, vemos que a maneira de nos enchermos do Espírito Santo é vivermos comunitariamente. Ninguém se enche do Espírito Santo sozinho, isolado, separado da comunidade de Jesus.
Encher-se do Espírito é uma experiência comunitária de relacionamento, de doação, de serviço mútuo, de ensino e aprendizagem “uns com os outros”. Em Atos, Lucas descreve que “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum (...) perseverando unânimes todos os dias no templo (...) louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42-47).
E Lucas, como médico que era, via os benefícios que essa comunhão provocava na vida das pessoas. No versículo 46, ele relata que o coração estava cheio de “alegria e singeleza”. Na Bíblia, o coração é mais do que um órgão. Ele é tratado como a sede do intelecto (Gênesis 6:5), dos sentimentos (1 Samuel 1:8) e da vontade (Salmo 119:2). A vida comunitária abençoa a vida em todas as suas dimensões. O intelecto trata da nossa sanidade mental, do discernimento das nossas ações e decisões que temos de tomar. A comunhão dos santos pode nos prevenir de sentimentos de ira, raiva, rancor, tristeza. Além disso, quando nossa vida está pautada na comunhão “uns com os outros”, eu tenho com quem me aconselhar, com quem dividir meus pensamentos e nunca estarei só.
Mas voltando para a comunhão entre os irmãos, o salmista também reconheceu algo muito importante: é na comunhão dos santos que o Senhor ordena a Sua bênção (Salmo 133:3). Não pode haver afirmação mais clara. Por que muitas vezes deixamos de ter a bênção de Deus? É porque estamos afastados da comunhão uns dos outros. E as bênçãos que deixamos de desfrutar são matérias e espirituais. Lucas relata que na Igreja Primitiva, os irmãos eram assistidos nas suas necessidades (Atos 2:45) e, além disso, a comunhão nos enche de bênçãos espirituais:
·         o Senhor garante a Sua presença (Mal. 3:16; Mateus 18:20);
·         oração em favor mútuo (2 Cor. 1:11; Efésios 6:18);
·         exortação (Col. 3:16; Hebreus 10:25);
·         consolo e edificação (1 Tess. 4:18; 5:11);
·         simpatia e bondade mútuas (Romanos 12:15; Efésios 4:32)

Queridos irmãos, é tempo de nos encher da presença do Espírito Santo de Deus. É tempo de buscarmos a Deus enquanto podemos achá-lo (Isaías 55:6). O profeta adverte para o fato de Deus estar perto. Mas Deus está perto como? Onde? Ele está perto porque está representado na vida dos nossos irmãos. A nossa vida e comunhão deve espelhar o ser de Deus, a Sua essência, as Suas características.
A nossa vida tem que estar tão cheia de Jesus que não precisamos fazer força a vida dEle se manifestar em nós. Igual a uma esponja encharcada que transborda de água sem esforço algum. Como Paulo nos ensina em Gálatas 2:20, a vida que temos agora é a própria vida de Cristo em nós. E ainda mais: uma esponja transborda de água em qualquer parte dela. Isso deve nos fazer refletir para o fato que em qualquer área da nossa vida temos que transbordar da vida do Espírito de Deus. Seja no trabalho, na família, no casamento, nos relacionamentos dos mais diversos níveis, temos que ser reconhecidos como filhos de luz (Efésios 5:8).



[1] Vida no Espírito: no casamento, no lar e no trabalho, Martyn Lloyd-Jones, 1991, Editora PES, São Paulo, SP.
[2] http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/10/01/297957643.asp

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só para pensar

Há mais de dois anos atrás publiquei nesse blog, um texto para reflexão. Agora, motivado pelos últimos acontecidos com o Mackenzie, publico de novo esse texto para incentivar a reflexão. Como daquele tempo até hoje, muita coisa aconteceu, fiz alguns acréscimos ao texto original.

Se eu não concordo com a maneira de governar do prefeito da minha cidade, posso manifestar minha opinião? Posso dizer que não aprecio a maneira dele administrar a cidade?

Se eu não concordo com a política da expresa onde trabalho, posso expressar minha opinião?

Se eu não concordo com o síndico do meu prédio, posso manifestar esse meu pensamento? Posso conversar com os moradores do meu condomínio para escolhermos outra pessoa no lugar dele?

Se eu não concordo com a maneira da professora do meu filho ensinar, posso falar isso pra ela? Posso questionar a metodologia que ela utiliza?

Se eu não concordo com a maneira do presidente da República governar, posso deixar isso claro para ele saber? Posso dizer para ele que não concordo com o modo dele agir na Presidência?

Se eu não concordo com a prática do banditismo, posso me manifestar para que os bandidos sejam todos presos?

Se eu não concordo com o uso e o tráfico de drogas, posso deixar isso claro para meus filhos não andarem com gente que defende isso? Posso alertá-los que, se eles andarem com essas pessoas, eles poderão ser influenciados negativamente pelos traficantes?

Se eu não gosto de falar e ouvir palavrões das pessoas, posso falar que essa é uma prática feia e deselegante? Posso estimular as pessoas que convivem comigo a que não falem essas palavras?

Se eu não concordo com as pessoas que jogam lixo na rua, posso falar que essa é uma prática errada pelos problemas que isso causa?

Se eu não concordo com o abuso dos animais, posso me manifestar contra as pessoas que praticam essas coisas?

Se eu não gosto da música que está tocando no carro ao meu lado, posso fechar as janelas do meu carro para não ser importunado? Posso pedir para essa pessoa abaixar o volume?

Se eu não gosto de literatura esotérica, poesia, prosa, biografias ou qualquer outro tipo, posso aconselhar as pessoas a não comprarem esses tipos de livros?

Se eu não concordo com a escravidão dos trabalhadores, posso me manifestar em defesa do trabalho honesto?

Se eu não concordo com a prostituição, posso me manifestar contra essa prática? Posso incentivar milha filha a que não se torne uma prostituta? Posso ensinar que a Bíblia não concorda com essa prática e a condena?


Se eu gosto de rock, posso dizer que axé, pagode, samba, forró, MPB são músicas chatas? Posso incentivar meus filhos a escutarem rock em vez de outros estilos musicais?

Se não concordo com a prática do sexo antes ou fora do casamento, posso me manifestar contrário a essas práticas? Posso ensinar isso aos meus filhos?

Se eu não gosto da metodologia de ensino da escola do meu filho, posso retirá-lo desse colégio e colocá-lo em um colégio que julgar bom o suficiente?

Se eu não aprovo o lesbianismo, posso ensinar milha filha a que se comporte de outra maneira? Posso ensnar minha filha que goste apenas de homens e queira se casar com deles?

Se eu não aprovo a prática do homessexualismo masculino, posso ensinar meu filho a que goste de mulheres, que dseje se casar com uma mulher?

Posso ter o direito de dizer que não sou homossexual, que não concordo com esse modo de vida?

Posso dizer que não concordo com a prostituição, com o homossexualismo por que, segundo eu entendo, a Bíblia é contrária a essa posição?

Posso realizar uma passeata, com quem pensa igual a mim, a favor do heterossexualismo na Avenida Paulista?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como amar uma esposa - conselho para o Guilherme

Sábado vou ser pela primeira vez padrinho em um casamento. "Vi" o Guilherme nascer e acompanhei sua família em muitos momentos, alegres e tristes. E por causa disso tudo tenho pensado muito sobre o casamento. Nem podia ser diferente. Casar é muito bom e me lembro da felicidade que senti no dia do meu casamento. Tomara que o Gui e a Suz sintam a mesma alegria.

Mas apesar da alegria que é casar, também devo dizer que casar não é fácil. Mas não é mesmo. Amar alguém não é fácil. E não é pela pessoa amada ser como é e nem tanto pelo fato de eu ser como sou. É lógico que isso influencia, Contudo, estou convencido que o padrão de amor que Deus nos exige é muito elevado. Sem dúvida que Deus nos dá graça, sabedoria e capacidade de amar. Mesmo assim não é fácil. Desconfio de quem pensa o contrário.

A Bíblia compara o relacionamento conjugal com o relacionamento que Jesus Cristo tem com Sua Igreja. E nos diz que os maridos devem amar suas esposas da mesma maneira que Jesus amou a Igreja. E isso é muito difícil. (1) Em primeiro lugar, Jesus deixou a glória que tinha para assumir uma natureza que não era a sua (Filipenses 2:5-8). (2) Ele ama a Sua Igreja de tal maneira que a enfeita para que ela fique bonita para Si mesmo (Efésios 5:25-27). (3) Jesus ama a Igreja e permanece fiel a ela mesmo que a Igreja seja infiel (2 Timóteo 2:13).

Esses três aspectos do amor que Jesus Cristo tem pela Igreja já são suficientes para pensarmos muito sobre o relacionamento que temos com nossas esposas. Será que estamos dispostos a deixar a nossa pequena glória como homens por amar nossas esposas? Será que estamos dispostos, em boa medida, a deixarmos de ser quem somos por nossas esposas? Jesus nunca deixou de ser Deus, mas assumiu uma natureza que não era sua. Será que estamos dispostos a assumir situações que não são nossas por natureza? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de certas características que dizemos ter em função do nosso casamento?

O quanto temos feito para que nossas esposas estejam adornadas para nós? Será que estamos nos esforçando para que a beleza das nossas esposas reflitam o amor que sentimos por elas? Jesus foi até às últimas consequências para tirar o que mais enfeiava a Igreja, o pecado. Será que estamos levando a sério o que nossas esposas têm de feio para tirar isso delas?

Jesus decidiu nunca abrir mão da Igreja, seja qual for a circunstância. Quando nos desentendemos, qual é a primeira coisa que pensamos, em divórcio? De que maneira resolvemos nossos problemas conjugais? É pela via do isolamento, da separação? Se a relação Jesus Cristo-Igreja é verdadeira para nós, você acha que algum dia Jesus vai resolver Se divorciar de nós? Então não podemos cogitar essa possibilidade para o nosso relacionamento, pois ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel. Quando Jesus fala sobre o divórcio, a carte de repúdio era consequência da dureza do coração (Mateus 19:8). Mas se fomos regenerados e recebemos um novo coração, ele não pode ser mais duro como antes (Ezequiel 11:19; 36:26).

Que lê isso pode pensar que meu casamento é um mar de rosas. E é, só que com tudo que as rosas têm, inclusive os espinhos. Nosso casamento não é perfeito porque nós não somos perfeitos. Deixei de pensar na perfeição do casamento na lua de mel. Mas não deixei de amar minha esposa e busco amá-la com a Bíblia me ensina. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que Ele nos capacite a amar cada vez mais nossas esposas.

Que o Senhor abençoe o Gui e a Suz grandemente.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quer saber que doença você vai ter no futuro?

Você gostaria de saber se vai desenvolver alguma doença no futuro? Leia a notícia abaixo.

Em estudo publicado na revista científica The Lancet, uma equipe da Universidade de Stanford, na Califórnia, analisou todo os genes do colega Stephen Quake, de 40 anos, e concluiu que ele corre o risco de sofrer de problemas como diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

No ano passado, o professor de bioengenharia Quake ficou conhecido por ter desenvolvido uma nova tecnologia capaz de realizar seu mapeamento genético com menos de US$ 50 mil - um valor muito menor do que se gastava no início das pesquisas de genoma.

Outros cientistas, no entanto, disseram que a experiência levanta dilemas éticos, mesmo representando o início de uma nova era de medicina personalizada.

Ética

Quake se voluntariou para o estudo e, antes, foi submetido a sessões com um psicólogo para se preparar para a possibilidade da descoberta de uma doença grave.

Os cientistas analisaram genoma de Quake procurando por variações e "erros" genéticos associados com 55 doenças.

"Foi uma experiência interessante e eu estava curioso para saber os resultados", disse ele.

"Mas é importante admitir que nem todo mundo pode querer saber dos detalhes íntimos de seu genoma. Há muitas questões éticas, educacionais e de políticas que precisam ser esclarecidas antes de darmos continuidade com esse tipo de trabalho."

O custo do mapeamento genético vem diminuindo, e alguns cientistas acreditam que um estudo semelhante ao realizado na Califórnia poderá ser oferecido por médicos dentro de dez anos.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100430_genomasaudeml.shtml

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fazer o bem não importa a quem

02/04/2010 - 14h07

Robinho não vê erro em ausência a lar espírita e aponta religião como responsável

Do UOL Esporte
Em Santos (SP)

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/04/02/robinho-nao-ve-erro-em-ausencia-a-lar-espirita-e-aponta-religiao-como-responsave.jhtm


Que religião é essa que nega uma visita a alguém necessitado?
Que religião é essa que nega ajuda a alguém mais carente que nós?
Que religião é essa que nega a doação de um chocolate?

Não sei qual é a religião do Robinho. Se ele for evangélico, gostaria de saber o que tem na Bíblia dele Mateus 25:36. Se ele for evangélico, gostaria de saber qual é a igreja dele e mandar uma carta para o pastor daquela igreja pedindo que ele pregue sobre “amar o próximo como a ti mesmo”.

O jogador Neymar, segundo a reportagem é evangélico e fervoroso. Ainda assim, disse que teve receio do que poderia sentir dentro de uma lar espírita. Bem, também gostaria de saber o que tem na Bíblia do Neymar em 1 João 5:18. Gostaria de saber quem é o pastor do Neymar para avisá-lo de pregar em Romanos 8, visto “que nada pode nos separar do amor de Deus”.

E pode esperar, daqui há pouco vão começar as críticas aos evangélicos que não olham para o próximo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Irmãos, pequei de novo!!!

Pequei. De novo. Bem, isso não é novidade. Todo dia eu cometo pecado. E se não fossem as misericórdias do Senhor, eu já não existiria mais (Lamentações 3:22). Um olhar, um gesto, um pensamento, uma vontade... todo santo dia! É, talvez se eu me santificasse mais durante o dia.

Sabe de uma coisa, esse negócio de pecar todo santo dia já se vão 37 anos da minha vida. Cansei de pecar. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Peca, arrepende. Não agüento mais isso. Um dia o apóstolo Paulo também se cansou do pecado e perguntou “Quem me livrará do corpo dessa morte?” (Romanos 7:24). E junto com esse desejo ele se reconheceu como um miserável. É como eu me sinto hoje: um miserável!

Gostaria muito de não pecar mais. Gostaria que esse meu desejo de não pecar se concretizasse no meu corpo, nos meus membros. Pois não é que o apóstolo Paulo teve esse mesmo desejo:


“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.”
Romanos 7:19-23

O poeta Gregório de Matos, o famoso “boca do inferno” passava pelos mesmos dramas. Ele pecava e pedia perdão. Pecava e perdia perdão. Você conhece esse pequeno fragmento de A Jesus Cristo Nosso Senhor:

Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,

Da vossa alta clemência me despido,

Porque quanto mais tenho delinqüido,

Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Gregório de Matos queria mais do perdão de Deus porque havia pecado mais e mais. O apóstolo Paulo já tinha condenado esse comportamento (Romanos 6:1-2). Não quero ter a abundante graça na minha vida por ter pecado demais. Não quero abusar da graça de Deus. O boca do inferno era um abusador da graça de Deus, apesar de escrever de forma bela esse erro! E então, volto à pergunta que não quer calar:

Se amo a Deus, por que quero pecar?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pensamentos para 2010

Não desperdiçe sua vida com bobagens, besteiras e, principalmente, com o pecado. Você não é um gato... você tem uma vida só!!!!!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Na corda bamba


“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.” (1 Coríntios 10:12)

Essa é uma bela advertência, simples, direta e sem rodeios. “Olha, cuidado. Se você acha que está de pé, tome cuidado para não cair”. Muito do nosso fracasso é porque não tomamos cuidado.

Ontem tive algumas reuniões com pais dos meus alunos. Alguns alunos que passaram “aprovados pelo Conselho”, outros alunos foram reprovados. Casos pontuados com as famílias ao longo do ano, contudo, algumas dessas famílias ignoraram nossos avisos. “Cuidado, se seu filho não melhorar vai ser difícil dele passar de ano.” Ah, quantas vezes falei isso durante o ano. E, sempre que dava, tentava um jeito de falar isso para os próprios alunos, direta ou indiretamente.

Ontem foi um dia muito difícil. Falar com os pais dos alunos reprovados é sempre desgastante. Há um clima de tristeza, de frustração e incapacidade no ar. Lembrei muito de quando eu repeti a 7ª série... lembrei-me da tristeza que pairou em casa com meu pai e minha mãe.

Mas a advertência serve para qualquer área da nossa vida. Agora que estamos chegando no período de balanço do ano... Vamos usr esse momento para refletirmos se estamos “perdendo o equilíbrio” da nossa vida.

Até mais, Marcos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Joana Prado não enfeitiça mais ninguém



Nesse vídeo, Joana Prado se sente indignada com a possibilidade de serem mostrados vídeos e fotos de sua antiga maneira de viver. Depois de ter brigado com o apresentador do programa ela ainda pediu desculpas por eventuais grosserias que tenha dito ao apresentador, que não teve outra opção, se não, respeitar a mulher.

Joana Prado está pagando o preço de seguir a Jesus. Pelo seu testemunho - e já vi ela e o marido várias vezes testemunhando - é possível perceber que houve conversão. Mas o nosso passado...

O que tem o nosso passado? Ora, se o próprio Deus Se esquece dos nossos pecados, por que nós vamos trazê-lo à superfície de novo? O que é pior: outros tentam constantemente nos acusar dos nossos pecados confessados e perdoados. Joana Prado, como ela mesma fala no vídeo abaixo, foi uma das mulheres mais desejadas do Brasil, a maior vendedora da revista Playboy nesse país e renegou tudo isso. Sente-se constrangida quando se vê nas imagens daquela época e quer ter outra vida, agora nos caminhos do Senhor. Isso fica muito evidente no vídeo abaixo:



Arrepender-se verdadeiramente é deixar de para trás o pecado cometido e não voltar lá para trazê-lo de volta. Depois de ler alguns comentários sobre esse episódio e pensar na minha própria vida, me pergunto, até que ponto estou verdadeiramente arrependido dos meus pecados?!

Que Deus tenha misericórdia de mim!!!

Marcos D. Muhlpointner

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Entendendo a nossa vontade

Querido leitor, gostaria que você me ajudasse a pensar nas respostas para a pergunta abaixo. Estou pensando nisso há algum tempo e acho que o nosso diálogo pode ser muito proveitoso.

Por que queremos pecar? À semelhança de Paulo, por que o bem que queremos não fazemos, e o mal que não queremos, fazemos?

Que Deus nos ilumine com Sua Palavra!!!!

Marcos

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estou com vontade de pecar!

Todos nós temos vontade de pecar. Não dá para escapar disso. O apóstolo João escreveu que quem não tem pecado já é mentiroso (1 João 1:8). A vontade de pecar ganha força quando há uma possibilidade, ainda que remota, real de se rebelar contra algo ou alguém. Desde o jardim do Éden, quando o homem quis tomar as rédeas da própria vida, essa vontade tem feito separação entre o Criador e Suas criaturas.


Estou com vontade de pecar porque acabei de voltar da Receita Federal. Fui negociar minha dívida com o “leão”. O pessoal lá da Receita está dizendo que estou devendo. É lógico que não concordo com isso. Pago quase R$ 3.000,00 retido na fonte e ainda devo quase a mesma quantia todos os anos. Alguma coisa está errada nisso. Saí do prédio da Receita Federal com vontade de sonegar na próxima declaração de Imposto de Renda.


Um grande amigo meu, cristão também, não paga o Imposto de Renda. Ela dá um jeito de não pagá-lo. Não sei o que ele faz, mas sei que ele não paga. E a alegação dele, ainda que verdadeira.... eu não sei não! Ele fala que não paga para um bando de ladrões e corruptos ficarem roubando esses impostos. Pelo pouco que sei não é isso que a Bíblia fala.


Bem, pelo título do meu texto já dei a dica. Infelizmente querido leitor, gostemos ou não, concordemos ou não, sonegar os impostos é pecado. Devemos dar a “César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21). Meu amigo até reconhece que está errado, mas prefere não pagar o tributo. Espero que ele não pague pelo seu próprio erro!


Mas minha vontade de pecar foi motivada pela injustiça que ocorre no Brasil. Não é justo pagarmos tudo o que pagamos e os governantes serem maus administradores e roubadores desse dinheiro. No fundo a gente sempre tenta encontrar uma desculpa para nosso pecado. Contudo, a razão de querermos pecar é que somos... pecadores. Sim e infelizmente, somos pecadores!!!


Tive vontade de xingar a atendente que apenas me entregou os comprovantes da minha dívida – o pior foi ouvir dela que estava em dívida porque não havia pago. “Como assim não havia pago? Todo mês me descontam do salário!!!!!” Tive vontade de mandar aquelas pessoas e aquele prédio para a “meretriz que os tinha parido”. Tive vontade de afogar minha decepção e frustração com um belo e grande prato de comida, até não caber mais. Tive e ainda tenho vontade de me mudar desse país. Pena que ela não quer!!!


De tudo isso, comi um sanduíche que não era grande, uma esfiha e um refrigerante... zero de açúcar. Depois comi um bombom. Agora estou entrando no site da Receita Federal para ser provado no meu cristianismo. Será que ainda vou ter vontade de pecar por causa do Imposto de Renda?

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...