sábado, 8 de abril de 2017

Carta aberta para o pastor pentecostal mais famoso do Brasil



            Sr Malafaia, antes do senhor ter a sua empresa, Central Gospel, o senhor não falava de dinheiro como fala hoje. Se o senhor não quer reconhecer a mudança no discurso, fique à vontade. Sua cegueira para essa realidade não muda os fatos e os vídeos de antes e depois. Embora não concordasse com tudo que o senhor pregava, ainda tinha um certo gosto em ouvi-lo. Hoje em dia só o faço quando me sinto – ou sou – obrigado a fazê-lo.

            O senhor tem pedido nos últimos dias, já pela segunda vez, que alguém se coloque e aponte os erros na sua pregação sobre prosperidade financeira. Ora, se Jesus Cristo, a quem o senhor chama de Mestre, não demonstrou nenhuma prosperidade financeira, que é o senhor ou eu, para almejar esse tipo de prosperidade nessa vida! Não é uma questão de ser miserável. Miseráveis nós dois somos desde que nascemos – acho que não preciso lhe explicar o significado da palavra misericórdia! Portanto, não vou perder meu tempo com esse assunto.

            A Reforma Protestante lançou cinco pilares que deveriam servir de base para a teologia de qualquer cristão que se diz fruto daquele movimento. Movimento esse que teve impactos em todas as dimensões da vida humana, não apenas na religiosa. Foi aquele ato de Martinho Lutero, e o que se sucedeu depois dele, que diferenciou a verdadeira cristandade daquilo que era falso e mentiroso, ainda que estivesse sendo aceito por todos. Assim, se o senhor se diz herdeiro da Reforma Protestante, deveria esposas aqueles pilares. Mas a minha firme convicção é que o senhor está para os pilares da Reforma Protestante, do mesmo jeito que a água está para o óleo.

            Os pilares da Reforma Protestante são Somente a Fé, Somente a Graça, Somente Cristo, Somente a Escritura e Somente Glória a Deus. Tudo o que Martinho Lutero e João Calvino ensinaram (apenas para ficar nos dois mais conhecidos de todos – espero que como estudioso o senhor conheça outros nomes) estava pautado nesses pilares. De maneira que aqueles que se afastam deles, não têm o direito de se dizerem herdeiros da Reforma. Do mesmo jeito que o senhor acha que o Pr Paulo Brasil não pode falar sobre os pentecostais, o senhor também não pode falar dos reformados. Parafraseando o ditado popular: “pau que bate em Silas, também bate em Paulo”.

            Somente a Fé: a fé requerida para que o homem seja salvo é de uma natureza diferente daquela confiança que alguém pode ter na força do seu trabalho, ou a confiança no amor do cônjuge, ou a confiança de um filho em seu pai. Para ser declarado justo e sem culpa diante de Deus, o homem não tem nada a oferecer em seu resgate. Se ele não confiar que o que Jesus Cristo é suficiente para garantir-lhe a salvação, ele estará eternamente longe da salvação. E essa fé, salvífica, não nasce no coração humano espontaneamente; não nasceu com ele biologicamente. Essa fé salvífica é dada por Deus e somente por Ele o que torna o homem incapaz de voltar-se a Jesus espontaneamente.

            Somente a Graça: o homem é salvo por um favor de Deus que é difícil do homem compreender. Somos rápidos em favorecer quem nos favoreceu antes ou quem poderá nos favorecer no futuro. Nós, humanos pecadores, trabalhamos com a meritocracia, com o merecimento e Deus não conhece a meritocracia. Ele não faz acepção de pessoas, pois para fazê-la Deus deveria achar algo em alguém que fosse digno de recompensa. Ele jamais recompensaria a fé de alguém com a salvação. Primeiro porque a fé que temos é dom de Deus e, segundo, que a salvação que temos também recebemos dEle sem a merecê-la.
            Pelo que sei e vejo, sr Malafaia, o senhor acredita que o homem já nasce com uma fé que pode ser exercida na direção de Deus. E o que é pior, a salvação que o senhor prega é meritória e não pela graça. Se o senhor disser que para ser salvo o homem precisa aceitar a Jesus como seu salvador, significa que, por ter aceito a Jesus este homem agora está salvo. Por acaso, quando o senhor agradece a salvação que tem, agradece a Deus por tê-lo salvo a si mesmo por tê-lO aceito em sua vida? Que poder o senhor tem para aceitar ou rejeitar a Deus sendo que Ele não lhe fez nenhum mal para ser aceito?

            Somente Cristo: talvez o senhor concorde, a princípio, com o fato de que entre Deus e nós, somente Jesus Cristo é o mediador. Não existe nenhum ser criado que possa intermediar a nossa relação com o Pai, senão o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. Mas essa sua crença é negada toda vez que o senhor apela para o ser humano que se salve. Ora, se o senhor crê – e sempre o vejo fazer – que o homem é capaz de voltar-se para Deus livre e espontaneamente, qual é a necessidade de Jesus Cristo. Se para ser salvo o homem tem que exercer o seu (falso) livre-arbítrio para decidir-se por Jesus Cristo, por que então o senhor não exerce o seu próprio livre-arbítrio e decide parar de pecar contra Deus? Já que o homem é livre e tem liberdade na sua vontade, por que então Jesus disse que tinha vindo para “libertar os cativos”? De que cativeiro o homem precisa ser liberto se ele tem livre-arbítrio?

            Somente a Escritura: Deus está revelando novas coisas aos homens? Deus está trazendo algo de novo além do que Ele já revelou aos autores do texto bíblico? O que está sendo pregado nos púlpitos das igrejas cristãs que já não tenha sido colocado de forma escrita por aqueles homens inspirados por Deus? O que é que Deus tem ainda para nos falar que não tenha falado pelos profetas e que hoje nos fala através de Seu Filho? Que melhor é esse que o senhor sempre diz que Deus tem para nos dar? Tem algo melhor do que Jesus Cristo e Sua Palavra da parte de Deus para nós? Pelo que já ouvi e vi o senhor falar, suas repostas negam as perguntas que fiz acima. Se não, não haveria razão de o senhor, em suas pregações, dizer que é “profeta” para a vida de seus ouvintes!

            Somente Glória a Deus: se o senhor crê que para ser salvo não basta o sangue de Jesus Cristo, mas o homem precisa aceitar a Jesus, há uma parcela da salvação que pertence ao homem e, portanto, Deus não pode ser glorificado de modo exclusivo. Se o senhor crê – e sua fala demonstra isso – que o homem tem uma mínima parcela de participação na sua salvação, então o senhor não glorifica a Deus com exclusividade. A obra de salvação na vida do homem é monergística e não sinergística. Nem eu nem o senhor temos condições de contribuir para a nossa salvação. Não somos capazes de contribuir em nada para aquilo a que Jesus Cristo fez. Nossa salvação é, do começo ao fim, obra de Deus, somente Dele, somente por Ele e somente para Ele.

            Assim, conclui-se que o senhor não tem relação com a Reforma Protestante e não deveria se chamar “protestante”. Esbraveja e grita contra cristãos reformados, mas numa jogada de marketing, para vender mais, utiliza os 500 anos da Reforma para lançar uma obra sobre a história da Igreja. Isso é ridículo. O senhor não crê no que os reformadores pregaram, ensinaram e escreveram. O senhor não lê autores reformados e se utiliza desse expediente para lucrar. Repito: isso é ridículo!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que Deus é?

Se perguntarmos isso na saída de um culto para as pessoas, invariavelmente vamos ouvir a mesma resposta: "Deus é amor". Por que as pessoas sempre respondem isso? 

No Novo Testamento vemos a expressão "Deus é" está associada a algumas características do ser de Deus, daquilo que Ele é por natureza. E esse ser de Deus expressa exatamente o que Ele faz. Ser e agir de acordo com o que se é, é o nos diferencia de Deus. Jesus Cristo, certa vez, disse aos homens que eles eram maus, mas sabiam dar boas coisas aos seus filhos (Lucas 11:13). Como Deus não é assim. Ele é perfeito e não Lhe falta nada. E também não sobra nada. Ele não é mais santo do que é amor. Ele não é mais misericordioso do que é justo. Não há desequilíbrios no caráter de Deus. Ele é sempre o mesmo. Nada pode ser diminuído ou aumentado do Seu ser.

É pensando nisso que não consigo entender por que as pessoas valorizam mais alguns aspectos do caráter de Deus em detrimento de outros! E o pior não é só isso. O que considero mais grave é que existem pastores que ensinam que há certos aspectos de Deus que Ele resolveu abrir mão para Se relacionar conosco. Assim, por exemplo, Deus deixou de conhecer o futuro para poder se relacionar e construi-lo conosco. Por exemplo, Deus não pode saber que roupa você vai vestir amanhã, uma vez que o amanhã ainda não chegou! Mas uma camisa é uma banalidade. O teísmo aberto diz que não sabe que vai ser salvo, pois a pessoa pode se decidir contra a salvação de Deus e, nesse sentido, se Deus soubesse antecipadamente o que vai acontecer, o homem não teria a liberdade de escolher ser salvo ou não. Deus é onisciente e ponto. Em inúmeras passagens a Bíblia deixa isso muito claro.

Voltando para o que Deus é, no Novo Testamento vemos sete aspectos do caráter de Deus:

1. Deus é amor: 1 João 4:8; 4:16
2. Deus é luz: 1 João 1:5
3. Deus é fogo consumidor: Hebreus 12:29
4. Deus é poderoso: 2 Coríntios 9:8
5. Deus é fiel: João 4:24
6. Deus é espírito: João 4:24
7. Deus é verdadeiro: João 3:33

Por que os autores (João, Paulo e o autor de Hebreus) enfatizaram esses aspectos apenas? E existem gradações para essas características? Deus é mais amor e menos fiel? Seria confiável um Deus que fosse pouco fiel? Nem nossos cônjuges nós aceitamos que sejam pouco fieis!

Gostaria de propôr um exercício para pensarmos nisso.

Vemos na Bíblia que o salário do pecado é a morte (Romanos 3), que toda alma que peca morre (Ezequiel 18), que não há nenhum justo (Romanos 3), que os pecadores impenitentes serão lançados no fogo (Apocalipse 22). Tudo isso significa a condenação daqueles que rejeitam a Cristo. 

Bem, se Deus mandasse todos os homens para o inferno, sem exceção, Ele continuaria sendo amor? Sim. Ele seria justo? Sim. Ele seria mais justo ou mais amoroso se fizesse isso? Nem um nem outro. Ele continuaria sendo 100% justo e 100% amoroso.

Agora, e se Deus salvasse a todos os homens, sem exceção, Ele continuaria sendo amor? Sim. Tem alguma coisa que Deus faça sem amor? Não. Se Ele salvasse a todos os homens, sem exceção, Ele seria justo? Não. E esse é um ponto importante. 

Por uma questão de justiça própria, que Ele mesmo determinou, o pecado e o pecador têm de ser punidos, por que Deus é santo (Salmo 99:9). Deus poderia passar por cima de Si mesmo, negar Sua própria justiça e não punir o pecador? 

É isso que as pessoas não conseguem enxergar - ou não querem ver. Deus pune o pecador, aquele que transgride a Sua lei. Apesar de o inferno ter sido criado para Satanás e seus anjos, é para lá, junto com os demônios, que os pecadores não redimidos serão enviados. Pois se Ele não punisse o pecador Ele não seria um Deus justo. Ele estaria indo contra Sua própria determinação. Ele estaria quebrando Suas próprias regras.

Talvez leitor, você não concorde com esse pensamento. Entendo isso. Eu também não concordava. O inferno é algo terrível que não deveria existir - alguns reformados não vão concordar comigo! - mas sua existência é real e será o destino de muita gente, todos aqueles que não conhecem a Jesus Cristo como seu salvador pessoal. Mas pense nisso.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Eu também assino esta carta!

CARTA DE CAMPINA GRANDE
 
Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 16º Encontro para a Consciência Cristã, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, unidos ao redor do evangelho de Cristo.
 
No início deste século e milênio a igreja evangélica brasileira tem enfrentado imensos desafios e inesperadas oportunidades. O crescimento numérico das denominações evangélicas tem sido notório, levando-nos à plena convicção de que o Deus Todo-Poderoso tem salvado um número incontável de pessoas para a glória do seu Nome. Entretanto, é possível constatar que uma parcela significativa do evangelicalismo brasileiro tem abandonado o compromisso com o evangelho ensinado por Cristo.
 
Lamentavelmente, um tipo crasso de religiosidade popular tem prevalecido na mídia e na proliferação de templos e denominações, causando escândalo para a fé cristã e distanciando as pessoas que mais necessitam do poder transformador do evangelho. Ao mesmo tempo, muitas igrejas têm se omitido no cumprimento da Grande Comissão, deixando-se influenciar por um avançado processo de secularização. Crescem por oferecer entretenimento e não por fazer discípulos radicalmente comprometidos com Cristo. Pensadores evangélicos antes consagrados à proclamação do evangelho da Salvação Eterna hoje pronunciam-se publicamente rompendo com as convicções que um dia defenderam. Os líderes já não são mais vistos como referências de espiritualidade e integridade, mas como embusteiros, que exploram a credulidade do povo, enriquecendo ilicitamente. Nesse cenário, muitas igrejas conservadoras, ainda que mantendo fidelidade às doutrinas evangélicas fundamentais, mantêm-se apáticas em relação ao desafio missionário e à tarefa de influenciar a sociedade como sal da terra e luz do mundo.
 
Por outro lado, vemos um país sucumbindo diante da corrupção sistêmica, da violência generalizada, da desagregação familiar, do abandono dos valores cristãos, da desigualdade social e de práticas ocultistas.
 
Diante dessa realidade, oramos por um avivamento espiritual em terras brasileiras. Não um avivamento de emocionalismo e misticismo, que não produz transformações duradouras, mas um que, como ocorreu em outros lugares e outros tempos, proporcionou a conversão verdadeira de milhares e até milhões de pessoas, chegando a mudar o rumo de nações. Para demonstrar nosso compromisso com o avivamento da igreja brasileira, nós declaramos juntos:
 
 
NÓS CREMOS NO EVANGELHO
O evangelho de Jesus Cristo é a boa notícia da salvação graciosa de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. Nós não compactuamos com as grandes distorções da mensagem cristã, ensinadas por grupos que, em sua essência, exploram a credulidade do povo e buscam o enriquecimento ilícito em nome do evangelho. De acordo com as Escrituras, esses são lobos vorazes, mercadores da fé, charlatães. Sua existência não nos surpreende, pois, desde o início, Jesus e os apóstolos nos alertaram contra suas práticas.
O evangelho de Cristo exalta Deus que, em sua santidade, justiça e amor, oferece ao ser humano caído salvação através do sacrifício redentor de Cristo, o Messias prometido, o Filho de Deus. Afirmamos que ninguém pode ser justificado por suas obras, pois todos pecaram e distanciaram-se da glória de Deus. Somente pela fé em Cristo como Senhor e Salvador, o ser humano é salvo dos seus pecados e transformado em nova criatura.
 
NÓS PROCLAMAMOS O EVANGELHO
A missão principal da igreja é glorificar a Deus, proclamando o evangelho e fazendo discípulos de todas as nações.
 
Reconhecemos que a igreja foi chamada para proclamar o evangelho em sua inteireza, mas nos recusamos a vinculá-lo a ideologias políticas ou agendas de ambições pessoais. Cremos que o evangelho deve ser proclamado nos termos e ênfases do evangelho, não nas circunstâncias mutáveis da sociedade. Nós proclamamos o evangelho em sua totalidade, sem omitir seus aspectos essenciais como a justiça e a santidade de Deus, a culpa do ser humano, a salvação somente pela fé, a ressurreição dos mortos, o julgamento final, o céu e o inferno. Nós proclamamos o evangelho a todas as pessoas, independentemente de raça, nacionalidade, sexo, religião ou condição social. Cremos que todas as pessoas precisam ouvir o evangelho em sua própria língua e cultura, de forma contextualizada, que tenham a oportunidade de ser discipuladas e fazer discípulos, formando igrejas locais autóctones comprometidas com o pleno ensino do Reino de Deus, fazendo da proclamação do evangelho um estilo de vida.
 
Nós repudiamos mensagens que substituam o evangelho de Cristo por conteúdos humanistas de autoajuda, que promovam um misticismo desvinculado das Escrituras e transformem Deus em um negociador de bênçãos.
 
NÓS DEFENDEMOS O EVANGELHO
Desde os seus primórdios, o ensino de Cristo esteve sob o ataque de crenças e filosofias hostis à mensagem da salvação pela graça mediante a fé. Somos chamados a lutar diligentemente por essa fé que nos foi entregue de uma vez por todas, estando preparados para dar razão da esperança que existe em nós e vigiando contra lobos vorazes que não poupam o rebanho. A defesa da fé faz parte essencial da missão da igreja enquanto ela proclama o evangelho de Cristo. Nós rejeitamos o evangelho do relativismo pós-moderno, do ateísmo militante, do secularismo pragmático, do liberalismo teológico, das seitas e cultos, do nominalismo religioso, de todas as ideias e ideologias que se levantam contra ou pretendem substituir o evangelho de Cristo. Nós afirmamos nossa plena convicção na existência de Deus, em sua revelação objetiva e inerrante através das Escrituras, na singularidade de Cristo e na realidade da eternidade. Nós defendemos o evangelho com amor, sabedoria, compaixão e firmeza, sem qualquer contemporização, visando a conversão dos perdidos e a proteção daqueles que crêem, na firme convicção de que o próprio Jesus edificará sua igreja e a portas do inferno não prevalecerão contra ela.
 
NÓS NOS COMPROMETEMOS A VIVER À LUZ DO EVANGELHO
Mártires, reformadores, avivalistas através da história têm assumido o absoluto compromisso com o evangelho. O maior apelo para a veracidade do evangelho é o testemunho de vidas radicalmente comprometidas com ele. Nós nos comprometemos a viver de forma digna do evangelho de Cristo como indivíduos, discípulos, profissionais e cidadãos, recusando-nos a ceder ao materialismo, ao relativismo e à corrupção, aceitando carregar a cruz de Cristo como prioridade absoluta do testemunho do evangelho de Cristo. Como cidadãos do reino de Deus, assumimos o compromisso de, na dependência da graça de Cristo, viver o poder transformador do evangelho em todas as suas dimensões. Diante da corrupção generalizada e do relativismo moral na sociedade brasileira, nós estamos prontos para assumir as plenas implicações éticas e morais do evangelho, não somente na esfera da igreja, mas também da sociedade: educação, trabalho, política, economia, cultura.
 
NÓS ORAMOS PELO PROGRESSO DO EVANGELHO
Reconhecemos que, sem a intervenção soberana e sobrenatural de Deus, não veremos o verdadeiro progresso do evangelho. Esforços humanos produzem resultados humanos. Através da história, o evangelho tem impactado nações pelo poder do Espírito Santo. Embora o Brasil nunca tenha experimentado um avivamento espiritual de grandes proporções, nós nos comprometemos diante de Deus a orar por esse avivamento, na expectativa de uma transformação radical no curso de nossa nação através da igreja do Senhor, cheia do Espírito Santo, vivendo a plenitude do evangelho.
 
NÓS NOS UNIMOS PELO EVANGELHO
Dizemos não a uma união que compromete a essência do evangelho de Cristo. Não cremos que todos os caminhos levam a Deus, pois Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Não cremos que todas as instituições ditas cristãs de fato seguem a Cristo, pois muitas afirmam o nome de Cristo sem conhecê-lo. Mas afirmamos sim nosso compromisso de unidade com todos aqueles que abraçam o evangelho de Cristo, como nos foi transmitido por Jesus e seus apóstolos. Ao mesmo tempo, reconhecemos que as verdades essenciais, comuns a todos os evangélicos herdeiros da Reforma, podem nos unir não institucionalmente, mas como corpo vivo de Cristo, que, na sua diversidade, cumpre a sua missão. Desejamos ser a resposta a oração de Cristo quando ele orou para que fôssemos um. Nós nos unimos pela proclamação do evangelho a todas as nações.
 
Assim, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante de Deus e de seu povo para vermos em nossa nação brasileira um poderoso progresso do evangelho de Cristo.
 
Subscrevemos,
Pr. Euder Faber Guedes Ferreira (Coordenador do 16º Encontro para a Consciência Cristã) 
Pr. Jorge Noda (ILEST/PB) 
Pr. Renato Vargens (ICA/RJ) 
Dra. Norma Braga (IPB/RN) 
Pr. Paul Washer (Heart Cry/EUA) 
Pr. Hernandes Dias Lopes (IPB/ES) 
Dr. Russell Shedd (IB/SP) 
Pr. Augustus Nicodemus (IPB/SP) 
Pr. Ronaldo Lidório (IPB/AM) 
Dr. Heber Campos Jr. (IPB/SP) 
Pr. Jonas Madureira (IB/SP) 
Pb. Solano Portela Neto (IPB/SP) 
Prof. Adauto Lourenço (IPB/SP) 
Pr. Joide Miranda (MEI/MT) 
Pr. José Bernardo (AMME/SP) 
Pr. Geremias Couto (AD/RJ) 
Prof. Ricardo Marques (IBC/CE) 
Pr. Joaquim de Andrade (CREIA/SP) 
Miss. Gleydice Bernardes (ACEV/PB) 
Miss. Socorro Teles (IPB/PB) 
Pr. Robson Tavares (ICNV/PB) 
Pb. José Mário (IPB/PB) 
Pr. Luiz Vieira (ICNV/PB) 
Pr. Valter Vandilson (ICD/PB) 
Pr. José Américo (IB/PB) 
Pr. José Pontes (IN/PB) 
Miss. Joyce Clayton (Inglaterra) 
Profª. Janeide Andrade (OBPC/PB) 
Miss. Edna Miranda (MEI/MT) 
Miss. Rosali Melo (IC/PB) 
Dra. Paumarisa Vieira (IPB/PB) 
Pr. Weber Alves (ICES/PB) 
Jorn. Josué Sylvestre (AD/PR)
Fonte: Consciência Cristã

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Que eu me cale, para que Ele fale!

"E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. Pedro seguira-o de longe até ao interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo. E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam. Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes. E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo: Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas. Nem assim o testemunho deles era coerente. Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti? Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte. Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas." (Marcos 14:53-65). 

Na igreja que frequento e no grupo familiar que ministro a Palavra de Deus, estamos estudando o evangelho de Marcos e chegamos no ponto do julgamento de Jesus Cristo perante o Sinédrio. Estamos chegando nos momentos finais da vida de Jesus Cristo e no ponto culminante da Sua vida, ou seja, a Sua morte e consequente ressurreição.

Jesus Cristo passou o Seu ministério todo pregando a céu aberto, para qualquer pessoa ouvir, estando o tempo todo no Templo e teve que ser entregue por um traidor! Ele esteve cercado de multidões que ouviam Suas palavras nas colinas, nas cidades, nas sinagogas e nas casas das pessoas e foi entregue sorrateiramente na madrugada. O fato é que nada disso era necessário, pois Ele mesmo deu sua vida, ninguém preciso tirá-la (João 10:18).

Mas perante os sacerdotes do Sinédrio Jesus Cristo foi acusado. De quê? Num primeiro momento os acusadores ficaram batendo cabeça. As acusações eram infundadas e contradizentes. Ninguém se entendia. Não havia coerência no que diziam. Aí fico me perguntando se o testemunho que dou de Jesus é coerente com o que vivo, ou se sou como esses acusadores falsos!

Como é o cristianismo que vivo? Existe relação entre o que creio-falo-vivo? Meu testemunho é verdadeiro e honesto diante de Deus ou fico quebrando o nono mandamento de não dar falso testemunho? Será que caio em contradição quando digo que sou discípulo de Jesus e escandalizo Seu nome com minha vida! Em certa medida, nós somos como Pedro, negando a Jesus com nossas palavras; somos como Judas, traindo-O com nossos atos; e, às vezes, somos como esses acusadores, sem coerência entre nossa vida e nossa crença.

Um segundo ponto que vejo nesse relato é que Jesus Cristo Se emudeceu diante de Seus acusadores. Isso me ensina que não tenho que ficar batendo boca com quem me acusa, ainda mais se as acusações são infundadas e mentirosas. Jesus sabia exatamente quem Ele era e o que deveria fazer. Ele não falou que destruiria o templo de Jerusalém e nem que construiria outro templo físico. Ele estava tratando de questões espirituais. Ele não veio "dar ibope" para o diabo, Ele veio para destrui-lo.

E na acusação final, o próprio sacerdote disse o que Jesus era, o Cristo, o Filho do Deus vivo. E, em sendo verdade, mesmo que boca do acusador, Jesus Cristo confirma quem Ele é. Ele nem argumenta com o sacerdote. Diante de todos que falavam enganosamente surgiu a verdade. E que força a verdade tem. Que poder destruidor a verdade exerce sobre a mentira. Que luz é jogada no meio das trevas quando a verdade aparece. "Nada ficará encoberto". Dos doze discípulos, um O traíra, outro estava negando que O conhecia e os outros dez fugiram de medo. Mas a verdade vai aparecer, ainda que as pedras a proclamem. O Filho do Homem veio para morrer e não seria mentira, a calúnia e a difamação que impediriam a morte do Autor da vida.

Isso me mostra que o acusador das nossas almas não tem poder sobre o nosso Advogado. Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, que me defende, que me protege, que me comprou, que apagou a minha escrita de sangue. Os meus acusadores podem se levantar o dizer o que quiserem sobre mim. É Ele que julga a minha causa. Ele foi acusado como eu posso ser acusado. Mas é Ele quem me defende.

Que sejamos sábios para a falar o que é certo, no tempo certo, do jeito certo. Que possamos refrear a nossa língua quando for o momento de ficarmos em silêncio. Deixemos Jesus Cristo falar por nós. Ele é quem tem autoridade para isso. Quem sou para querer me defender! Se eu quiser falar vou tropeçar nas minhas próprias palavras. Mas Ele é o Verbo, Ele é a Palavra.
E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
Porque muitos testificavam falsamente contraE, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Marcos 14:53-65
E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.

Marcos 14:53-65

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Você não gosta de teologia? Que pena!!!



            Vez ou outra vejo declarações de cristãos dizendo não gostar de teologia. O que eu acho realmente que essas pessoas querem dizer é que elas não gostam de um estudo sistemático de doutrinas bíblicas. Acho isso uma pena também!
            Há alguns anos – uns 20 anos ou mais – os cristãos eram conhecidos como o povo do Livro. E éramos assim conhecidos por andar com a Bíblia debaixo do braço, mas também, quero acreditar, que era porque havia muito mais estudos bíblicos do que hoje. Lembro-me que quando eu era criança, há 30 anos, todo o terceiro sábado, havia o Estudo Bíblico. Ficávamos o dia inteiro, com café, almoço e jantar, só estudando a Bíblia. Infelizmente naquela época eu não entendia muita coisa, mas ver a dedicação das pessoas ao fazer a comida, ao preparar os estudos e à oração me ensinou muita coisa.
            Duvido que uma igreja faça uma programação dessas mensalmente – eu não conheço! Para muitos de nós tornou-se cansativo empregar um dia inteiro de estudos dedicados à Bíblia. Hoje é mais legal, é mais produtivo e cansa menos encher as igrejas de atividades recreacionais, ensaios disso e daquilo, almoços e jantares. Tempos modernos. Não serei eu que vou brigar com o sistema. Mas uma coisa é fato: era bem mais difícil nos manipular teologicamente.
            Sabe por que tantos ensinos estranhos à Bíblia fazem sucesso hoje? Porque as pessoas não conhecem a Bíblia. E não conhecer a Bíblia é uma sentença de fracasso e desventura espiritual. É o que Deus disse através do profeta Oséias: “O meu povo perece por falta de conhecimento.” (Oséias 4:6). Nossa vida espiritual depende da Palavra de Deus, assim como nossa vida biológica depende dos nutrientes dos alimentos. Lembro-me do Pr Bill Barkley (www.editorapes.com.br) me perguntando todos os dias: “Você já leu a Bíblia hoje? E comer, já comeu hoje?”.
            Eu não tenho dúvida que a situação da igreja cristã moderna está desse jeito por falta de estudo bíblico. Doutrinas como o universalismo, teologia da prosperidade, neopentecostalismo, apostolado moderno, teísmo aberto, liberalismo teológico, triunfalismo entre tantas outras só existem e fazem sucesso porque as pessoas não conhecem mais a Bíblia. Reconheço que muitos cristãos leem a Bíblia e ainda o fazem com certa regularidade. Mas essa leitura não está frutificando a ponto de preservar-nos do erro que, escamoteada ou abertamente, tem entrado na igreja.
            Algumas epístolas foram escritas justamente para combater certos desvios doutrinários que já ameaçam a Igreja de Cristo no século primeiro. As epístolas de 2 Pedro, Judas e 1, 2, e 3 de João foram escritas com a clara intenção de combater heresias que já se levantavam na igreja. Pedro e Judas escreveram para reafirmar a autoridade de Jesus Cristo e da Sua Palavra. João escreveu essas cartas a fim de combater o gnosticismo. Elas “foram escritas para resolver o problema criado por essas tendências para as falsas doutrinas dentro da igreja”.[1]
            Portanto, se você é cristão e diz não gostar de ler, alguma coisa está errada. O conhecimento de quem é Jesus Cristo, para sermos parecidos com Ele, vem através de um Livro e da sua leitura. Você não precisa ser um expert nas línguas originais, não precisa cursar nenhum curso acadêmico de teologia. Contudo, precisamos seguir a recomendação dos profetas, “Vinde e arrazoemos com o Senhor” (Isaías 1:18), “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3) e a recomendação do apóstolo, “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18). Não sejamos negligentes com o estudo da Palavra de Deus.


[1] Tenney, Merrill C. (2008), O Novo Testamento: sua origem e análise, página 375, Shedd Publicações, São Paulo, SP.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

As sete palavras da cruz




“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” Lucas 23:34
Como era costume na época, as vestes do crucificado eram tomadas pelos executores. Mas no caso de Jesus Cristo, é o Executado que divide o Seu perdão com aqueles que não mereciam nada dEle. Jesus Cristo é o exemplo que, no reino de Deus, a vida nasce da morte: da morte do Autor da vida e da morte da nossa vida para o pecado. Nesse momento vemos se cumprir as Escrituras registradas no Salmo 22:18.


“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:43
Jesus estava morrendo entre dois ladrões. Eles sim, merecedores daquela morte (Lucas 23:41). Jesus não merecia aquela morte, mas por um daqueles ladrões, Ele estava morrendo também. O comportamento de Mestre nesse episódio é muito interessante e intrigante. Havia um grupo de soldados romanos que estava zombando dEle, disputando suas vestes e o intitulando como “rei dos judeus” (Lucas 23:33-38). Pendurado, ao seu lado, um ladrão que também zombava dEle, instigando-O a que Se salvasse e aos ladrões (Lucas 23:39). Veja você que ambos, soldados e o ladrão, tinham a mesma atitude contra Jesus Cristo, mas Ele pediu por perdão apenas para um grupo. Mesmo sabendo que o “mau ladrão” carecia do perdão sob pena de não “estar no paraíso” (Lucas 23:43), Jesus Cristo não clamou por ele. Sequer Jesus conversou com ele. Por que Jesus mostra compaixão pelos soldados zombadores e não mostra sentimento algum pelo “mau ladrão”? O outro ladrão, conhecido como “bom ladrão” repreende o “mau ladrão” e, mais surpreendente, ele reconhece que está diante de Deus e que Este está morrendo na mesma sentença (Lucas 23:40-41). Agora cabe-nos a pergunta, quem foi que disse ao “bom ladrão” que Jesus é Deus? Como isso lhe foi revelado?

“Ora, Jesus, vendo ali sua mãe e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” João 19:26-27
Ainda que estivesse agonizando, Jesus exalta o mandamento de honrar pai e mãe, contudo, Seus dias não foram “longos na terra”. É possível que José, seu pai, já tivesse morrido e Jesus, como o primogênito, tinha que cuidar de sua mãe. Ao morrer Ele recorre ao discípulo amado, João. Isso nos leva a pensar, com quem temos andado no nosso dia a dia? Quem é nosso “filho” e nossa “mãe”? Quem tem cuidado de nós, de nossos filhos? Mesmo tendo os 11 discípulos, Jesus recorreu a apenas um deles. Mesmo porque os outros 10 tinham fugido na hora da crucificação!

“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27:46
Jesus Cristo foi constituído pelo Pai a ser o representante e substituto do Seu povo no plano da redenção. Graças a Deus não precisamos morrer em cumprimento da sentença de morte estabelecida pelo próprio Deus. Ele morreu a nossa morte. Ele carregou os nossos pecados e pagou o preço que era nosso. Isso significa que, ao pagar a nossa “escrita de dívida”, passamos a ser considerados inocentes, sem culpa. O peso do nosso pecado era de tal monta que o Pai não foi capaz de contemplar Seu próprio Filho morrendo. A santidade de Deus O faz intolerante para o pecado. O Ser que é três vezes santo abomina o pecado de tal modo que Ele não pode nem olhar para o pecado. A Sua santidade, a beleza dos Seus atributos, não pode ser maculada nem pela visão do pecado. Aqui aprendemos que devemos odiar o pecado com a mesma disposição que o nosso Pai o odeia. O pecado é o mal sem par, o maior mal do mundo e é contra ele que a Igreja foi colocada. O pecado nascido no coração do inferno não vai prevalecer contra a Igreja, como profetizou o Dono da Igreja. Queridos irmãos e irmãs, estamos abandonando o pecado da nossa vida? Hoje amamos menos o pecado do que no início da nossa vida cristã? Entre a “concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida” e a Bíblia, a oração e a “comunhão dos santos”, o que optamos? Entre a casa de Deus e a cama no domingo de manhã, qual é a nossa escolha? Nosso ódio ao pecado está ligado diretamente ao tamanho do nosso amor por Deus.

“Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede!” João 19:28
Jesus era verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Esse pedido “tenho sede” mostra a humanidade de Jesus Cristo e Sua fraqueza no momento da morte. Isso já seria suficiente para acabar com toda a heresia do gnosticismo “que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus quando foi batizado e o deixou quando morreu. Aquele que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo.” E o único discípulo que presenciou essa demonstração inequívoca da humanidade de Jesus Cristo foi, mais à frente, responsável por escrever contra o gnosticismo que já aparecia (Epístolas de João).

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” João 19:30
Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito" (Isaías 53:10-11). Você já teve a sensação de dever cumprido depois de ter realizado uma tarefa muito árdua? Depois de um dia de trabalho, ou do conserto de alguma coisa em casa. Depois de muito trabalho, você chega em casa e senta no sofá, dá aquela relaxada e se sente feliz!!! O problema é que muitas vezes, depois de trabalharmos tanto, no dia seguinte temos de voltar e recomeçar de onde paramos. Com Jesus Cristo não aconteceu isso. A obra de salvação que Ele realizou, Ele a fez de uma vez por todas, é definitiva, sem a necessidade de revisão, aditivos ou emendas. Quando Ele disse “está consumado” Ele estava colocando um ponto final na questão mais importante da nossa vida: a salvação da nossa alma. Não há o que precisa ser feito, pois Ele fez tudo que era possível ser feito. Nada pode ser acrescentado porque não há necessidade de acrescentar nada. Nada pode ser suprimido, porque se alguma coisa for tirada do Seu sacrifício vai deixar de ser o verdadeiro sacrifício de Jesus Cristo. Irmãos, descansemos na suficiência de Jesus Cristo, não precisamos de mais ninguém, não precisamos de mais nada. Qualquer esforço da nossa parte será em vão.

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” Lucas 23:46
Essa é a única sensação que ainda nenhum de nós já teve oportunidade de experimentar. Essa é ainda a única frase que não pudemos dizer. O momento da morte será único para cada um de nós. Tão único que não poderemos repartir com nossos amigos, parentes ou irmãos. Como será a sua morte? Jesus Cristo sempre soube como seria a dEle. Você é capaz de imaginar como você viveria sabendo que aos 33 anos de vida você morreria crucificado e sofrendo dores terríveis? Se o médico nos dissesse que temos 6 meses de vida, o que faríamos nesse tempo? Você teria alegria em viver sabendo que está condenado a morrer em tal dia e tal hora?

Irmãos, é ou não a natureza divina de Jesus Cristo que O sustentou durante os anos do Seu ministério? Que homem, suportaria viver com essa condenação já decretada e sem a possibilidade de revogação!!! Jesus Cristo só pôde Se encarnar e passar por tudo o que passou porque Ele é Deus; homem algum teria essa capacidade!!! São essas terríveis palavras de cruz que nos trazem a paz. E o fato mais surpreendente é que Ele mesmo Se entregou voluntariamente para morrer e me substituir na cruz. Ninguém o forçou, ninguém o obrigou. Ele não estava coagido Se sentido na obrigação de fazer alguma coisa. O mesmo Deus que o desamparou no momento mais agudo da vida é o Deus que recebe Seu espírito no estertor da vida. No último fôlego de vida, Jesus o usa para glorificar a Deus e mostrar que a nossa vida é do Pai, não nossa.

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...