Reflexões sobre música, ciência e teologia por um biólogo-teólogo-músico. Pelo menos da Biologia tenho o diploma.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Odeio desafios e abalos!!!
■ adjetivo
que se abalou
1 que tem pouca firmeza ou está mal seguro
Ex.:
Em todas essas definições, inclusive nas de sentido figurado, não há como querer passar por uma situação dessas. Tornar-me enfraquecido, hesitante, inseguro, frouxo; ficar perturbado ou em estado de choque, definitivamente essas sensações não estão nos meus planos.
Contudo, e infelizmente, essas sensações não saem da cabeça de muitos pastores, bispos, apóstolos e até de líderes de louvor. Essas pessoas querem que Deus abale as pessoas, que as cidades sejam abaladas, que as estruturas sejam abaladas. Imaginem esses homens pregando assim lá no Japão ou no Chile, onde ocorrem terremotos todos os anos.
A liderança evangélica brasileira está totalmente fora da realidade, com um discurso inflamado, arrogante e teologicamente capenga. Falta Bíblia nos púlpitos de hoje. Falta usar o raciocínio, essa faculdade que nos diferencia dos chimpanzés, gorilas, orangotangos e bonobos. Simplesmente não há reflexão sobre a própria prática dos pastores. Eles estão criando uma geração abalada psicologicamente, teologicamente e nos relacionamentos. Esse abalo que os pastores propõem não tem nenhuma base bíblica, absolutamente nenhuma!
Não há nenhuma oração registrada nas Escrituras que peça esse comportamento da parte de Deus. Se Deus realmente estiver determinado a abalar as estruturas será algo perigoso para a espécie humana. Ele fez isso no Dilúvio, na Torre de Babel, em Sodoma e Gomorra, em Nínive, apenas para citar alguns exemplos.
E não me venha dizer que a definição número 4 do dicionário pode ser aplicada ao sentido que eles querem dar a essa palavra, pois em nenhum momento eles querem que as pessoas fiquem impressionadas. Na ânsia de fazer o culto “pegar fogo”, os pastores usam essas palavras de ordem para demonstrar que estão cheios de poder, ou cheios do poder de Deus. A bem da verdade, acho que falta mesmo é vocabulário para eles. Trata-se de falta de conhecimento do vernáculo.
Também não quero ser desafiado. Os líderes hodiernos (veja no dicionário) gostam de desafiar os ouvintes. E eles os desafiam a dar uma contribuição maior, os desafiam a “profetizar” para outras pessoas e sobre si mesmos, os desafiam na hora do louvor, os desafiam para tomar uma certa postura na vida... É tanto desafio que parece mais um filme de bang-bang ou da Idade Média, quando os homens se desafiavam.
Imagine se Deus Se colocasse em posição de desafiar alguém. Você consegue perceber o risco que nós correríamos se Ele nos desafiasse para alguma coisa. A única vez que parece estarmos autorizados a “desafiar” a Deus é quando não O roubamos naquilo que devemos oferecer a Ele (Malaquias 3). Mas quem é que se encontra nessa posição de ter a capacidade de fazer prova de Deus? Eu não quero ser desafiado pelo Todo-poderoso. Eu quero é ser abençoado por Ele.
Ao invés dos pregadores fazerem aquilo para o qual foram chamados, que é pregar o evangelho, eles ficam nessa toada de desafios e abalos. Falta muita cultura entre os pregadores atuais. Quando um desafio era proposto era pra se medir a força entre os desafiantes. E quem é o homem para ficar desafiando a Deus? “Para que medir forças com o Sol da justiça?”. Esse discurso é muito mais para mostrar um pretenso poder que os pregadores dizem ter – ou pelo menos querem demonstrar que têm. Isso é ridículo!
sábado, 2 de maio de 2009
Quando se está só - Parte 2
Quando se está só, o silêncio é mais profundo,
As noites são mais longas, o frio mais intenso;
E até a própria sombra parece estar mais junta,
Como se soubesse quando se está só.
Quando se está só, um grito é desespero,
Sussurro é loucura, o estalo mete medo;
E a mão forte aparece e está sempre nos sonhos,
Eternos pesadelos quando se está só.
Quando se está só, se está porque deseja,
Pois Ele com certeza não foge de ninguém;
Deus está sempre perto, amigo, abraço aberto,
Convida a ir com ele pra não mais estar só.
Pra não mais estar só.
Quando se está só - Parte 1
Hoje isso não acontece mais. Quando escrevo um texto novo sempre mando um email para muita gente convidando-as para ler e, se quiserem, comentar. Pelo que recebo de resposta das pessoas, poucos se comunicam comigo. Para você ter uma idéia, quando muitos se comunicam comigo, esse número não passa de 10 pessoas. Meu Orkut tem mais de 500 pessoas - na maioria meus alunos. Contudo, dos que têm acesso ao meu blog e a esses emails que eu mando, somam-se quase 100 pessoas.
Estou escrevendo isso porque estou sentindo muita falta de me relacionar com as pessoas. Pessoas que conheço há muito tempo, pessoas que conheço há pouco tempo. Pessoas que antes tinham intimidade comigo e perderam com o tempo. Pesssoas que estou conhecendo e gostaria de aumentar a intimidade. Pessoas da antiga igreja local e os da atual igreja local. Pessoas da primeira família e da mais nova família que tenho. Pessoas com quem trabalhei e as com quem trabalho atualmente.
Simplesmente uma necessidade básica de conversar (por telefone, email ou pessoalmente), de ver, de sentir, abraçar e tocar. Ouvir o que as pessoas pensam, falar para elas o que eu penso. Quero concordar com elas, discordar delas, chegar a consensos, ter minhas opiniões mudadas por argumentos mais inteligentes que os meus, levar as pessoas a refletirem sobre o que falo. Querer relacionar-se com os amigos é ser afetado? Alguns dias são tristes por causa dessa distância.
Devo confessar que na maioria das vezes o causador desse distanciamento sou eu mesmo. Eu não sou fácil! E a Cyntia sabe disso muito bem!!! Mas, graças a Deus, estou mudando. Antes eu mesmo não queria relacionamentos. Hoje eu os quero. Passei alguns anos indo a uma igreja sem ser conhecido por ninguém. Por um lado era bom, pois não corria risco de criar vínculos desagradáveis. Por outro lado, guardo poucas recordações daquele lugar.
Se você chegou até aqui e sente-se da mesma maneira que eu me sinto, não se sinto só mais. Vamos caminhar juntos. Meu email é marcos.david.m@uol.com.br. É só clicar e escrever.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Feriado 1
Até mais, Marcos.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Arrependido por ter ido à igreja!
Há duas semanas fui visitar uma igreja “moderna”, filial da sede delas que fica na zona leste em São Paulo. Honestamente não sei dizer se ainda é uma igreja pentecostal. Acredito mesmo que já posso considerá-la como neopentecostal.
Ela tem tudo o que as igrejas modernas têm: som muito alto, pastor muito carismático, muita música, muitos avisos, pouca pregação da Palavra, muita prosperidade, muita exaltação às pessoas da liderança, atividades todos os dias e, infelizmente, pouca reflexão das pessoas.
Lembrei-me muito do principal líder dessa igreja no Brasil. Um homem que admiro muito ainda. Sempre o admirei. Desde que o conheci no final dos anos 1980 na igreja sede, esse pastor sempre foi uma referência para mim. Eles mantiveram, por anos, um culto semanal, todas as segundas, que lotava de gente ávida por ouvir a Palavra de Deus e cantar músicas belíssimas, como nunca antes foram feitas neste país para serem cantadas nas igrejas.
A sede continua lá até hoje. Muitas pessoas da minha época continuam lá. O líder sênior continua o mesmo. Um dos principais líderes de louvor é o mesmo até hoje (é bem verdade que essas pessoas já estão com cabelos grisalhos). A liderança feminina é a mesma. Mas quanta diferença daquele tempo até hoje. Fiquei muito triste. Eles perderam aquela simplicidade que tinham. Lembro-me que ficava pensando a semana toda sobre a exposição que era feita no domingo.
Eu e minha amiga Joice saímos da igreja radiantes de felicidade, sorriso nos lábios, convictos de nossa salvação, com o coração e a mente cheios de Cristo, da Sua palavra. Há duas semanas, não via a hora do culto acabar. Comentei com minha esposa que deveria ter levado meus protetores de ouvido. A pregação era cheia de chavões, repetição de palavras. E o que é pior, o pastor dessa igreja filial andava, falava, gesticulava e imitava o pastor sênior da igreja sede. Isso me entristeceu muito porque a individualidade e a personalidade de seus líderes era a beleza daquela igreja.
Não havia imitações, as pessoas tinham tudo em comum, porém ainda eram pessoas distintas umas das outras. A única semelhança que buscavam ali era a semelhança com Cristo e isso até no slogan da igreja está descrito. Enfim, saí de lá com a sensação que deveria ter ficado em casa. Se eu estiver errado, que Deus tenha misericórdia de mim. Se eles estiverem errados, que Deus tenha misericórdia deles.
Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos
Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...
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Essa quem me contou foi o João Alexandre ( www.joaoalexandre.com.br ). O renomado Pr Russel Shedd foi questionado a respeito da salvação dos...
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Já falei mais de uma vez que o segundo livro mais importante do mundo é o dicionário. Todo mundo deveria ter um dicionário em casa. Todo m...