terça-feira, 15 de abril de 2008

Saudade de Deus

Hoje eu acordei com saudade de Deus.
Logo cedo, imediatamente depois de acordar, tentei entender esse sentimento. Então percebi que não sabia muito bem o que realmente significava a palavra saudade. A primeira atitude foi olhar no dicionário para saber se ele me ajudaria. Dito e certo! Parte da minha angústia estava resolvida: agora sei o que significa sentir saudade. Os eruditos que compilaram o dicionário que tenho escreveram que saudade é um “sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável”. Agora tinha que resolver outra questão: não quero conviver com essa melancolia.
Imediatamente depois de ler essa definição comecei a puxar da memória algumas “situações de privação da presença de alguém...”. DAquele alguém de quem estou sentindo saudades. Também pensei no “afastamento de um lugar...”. Daquele lugar em que Ele está e eu devo estar junto. Senti saudade “...de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável”. Experiências e prazeres que só a presença dEle pode proporcionar. E, à medida que esses pensamentos foram se apoderando da minha alma, fui levado a concluir, de modo incontestável, que sou parecido com aquele animal descrito pelo salmista: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Salmo 42:1 – NVI).
O salmista estava familiarizado com esse animal e devia conhecê-lo muito bem. Provavelmente tinha ouvido seus gritos de ansiedade por água. Quem sabe algumas vezes o próprio salmista ajudou algum animal desse a encontrar água. E também, muito provavelmente, o salmista seguiu esse animal em busca de água. O fato é que o salmista estava se sentindo como a corça (ou cervo). A intensidade do sofrimento do salmista, a percepção da saudade de Deus era tão grande que o salmista teve que buscar na natureza algo para se expressar. O desejo do salmista era tão visceral, tão urgente, tão imediato que só a cena de um animal agonizando de sede servia para externar sua ânsia.
Será que nos sentimos assim com freqüência? Será que nossos sentimentos por Deus podem ser expressos da mesma forma? Temos consciência que precisamos de Deus diariamente, assim como precisamos da água para nos manter vivos? Temos nos alimentado de Deus diariamente? Ainda temos força para expressar nossa necessidade de Deus? Do que temos nos alimentado?
O salmista, nesse momento de saudade de Deus, afirma que tem se alimentado das suas próprias lágrimas (v. 3). Ora, uma pessoa que perambula pelo deserto em busca de água, jamais poderá se saciar com algumas lágrimas! Se a necessidade dele foi comparada a “águas correntes”, como ele se manteria vivo com suas próprias lágrimas? E o pior de tudo, as lágrimas são salgadas e isso aumentaria ainda mais a sede!!!
A comparação é perfeita. Um animal imponente, forte e garboso está sucumbindo e gritando, pedindo correntes de água para matar a sua sede. O cervo, acostumado a viver em regiões onde a água pode faltar, está num local que ele esperava encontrar água, mas ela não está lá. O salmista olha para si, percebe sua fragilidade, sabe que necessita de água em abundância. Depois de passar dias se alimentando de suas próprias lágrimas e ainda sentindo sede, vê suas esperanças morrerem. Ambos, homem e cervo, no último estertor de vida, clamam por água, por muita água, correntes de água, água em abundância.
Queridos, não nos basta um copo da presença de Deus diariamente. Não conseguiremos viver longe da Sua presença. Não nos restará vida em nós mesmos se formos negligentes na busca da comunhão com Ele. Se estivermos longe da Sua fonte, nossa alma morrerá à míngua, sedenta, árida. Ele não está longe, pelo contrário, está perto e nos incentiva a buscá-lO enquanto é possível achá-lO (Isaías 55:6). Nossa necessidade não é pequena. Nossos pecados nos afastam de Deus e por causa deles carecemos da Sua glória (Romanos 3:23). Ou buscamos a Deus todos os dias, com toda diligência, com amor e intenso desejo, ou morremos sem Ele eternamente.

domingo, 6 de abril de 2008


Acabei de vê-los e pensei que isso fosse demorar bem mais tempo!!! Foi muito bom ter estado com vocês de novo.


Moisés, Judah Ben Hur...
Impossível não lembrar desses nomes. Dois grandes filmes, épicos, singulares e majestosos. Tudo por causa, principalmente, de Charlton Heston, que já não está mais entre nós.

Obrigado Charlton...

R.I.P.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Não confio mais

Mesmo tendo pastor, não confio mais nos pastores televisivos. A televisão transforma pessoas comuns em ídolos. E os ídolos existem para serem adorados pelas pessoas. A televisão causa uma mutação na percepção da realidade dos pastores, que começam humildes e sozinhos seus programas, e pouco tempo depois, pedem para os telespectadores bancarem seus programas. A história tem mostrado que, mais dia menos dias, os pastores televisivos caem em contradições: adultérios, sonegações fiscais, associações com gente suspeita, enriquecimento desconfiável, entre tantas outras falcatruas.

Mesmo sendo músico e integrando o grupo de louvor da minha comunidade, não confio mais nos ministros de louvor. Os púlpitos parecem mais palcos para apresentação dos artistas evangélicos. Eles querem brilhar mais que a própria Estrela da manhã. Alguns transformam a igreja em academia: “vira pro lado e fala...”; “levanta a mão e declara...”; “pula na presença de Deus...”; “agora grita...”. O Brasil evangélico de hoje tem centenas de cantores, instrumentistas e grupos... um querendo vender mais que o outro. Tem “louvor” para todos os gostos: louvor profético, louvor apostólico, louvor extravagante, louvor para evangelismo, louvor para guerra espiritual, louvor para restituição, louvor para determinação, louvor para atrair a presença de Deus, louvor para espantar a presença do diabo, louvor para meditação. Estou sentindo falta do louvor para louvar somente a Deus.

Mesmo crendo que Jesus não muda e ainda realiza milagres, não confio mais nos milagres que acontecem. Os evangelhos mostram um cotidiano comum de um judeu chamado Jesus e seus 12 amigos. De vez em quando, em caráter excepcional, aparece um ato extraordinário. Mas hoje, se um culto acabar sem ninguém curado, esse é o fato extraordinário. Na igreja evangélica brasileira milagre virou algo comum. Não confio mais nas pessoas que ficam propagando os milagres recebidos. Várias vezes Jesus disse para os curados não falarem nada pra ninguém. Desde que inventaram o placebo, descobri que o cérebro é capaz de coisas extraordinárias!

Mesmo tendo uma confissão de fé reformada e evangélica, não confio mais quando alguém me diz que é evangélico. Tem evangélico que não vai na igreja, tem evangélico que não toma mais a ceia, tem evangélico que não ora mais nas horas de acordar, comer e dormir. Tem evangélico que passa no farol vermelho, tem evangélico que entra na contramão, tem evangélico que estaciona em local proibido e tem evangélico que compra CD e DVD piratas. Tem evangélico que pirateia CD e DVD pra ganhar uma graninha, tem evangélico que dispõe na internet músicas dos tais artistas cristãos que querem vender muitos CDs. Tem evangélico que dá cheque sem fundo, tem evangélico que vende e não entrega e tem evangélico que sonega imposto.

Mesmo crendo na Bíblia e seus profetas, não confio mais nos profetas modernos. Eles falam que num culto com um monte de velhinhos e velhinhas, tem gente sofrendo de dor nas costas, nos olhos, nos ossos e com dificuldade de respirar. Eles dizem nos encontros de jovens que Deus está mostrando vários casais se formando ali. Os profetas modernos, no rádio e na televisão, dizem que tem gente que vai receber uma quantia inesperada de dinheiro para saldar as dívidas. Os profetas modernos dizem que Deus sempre vai dar 100 vezes mais, independente de quanto o necessitado contribua para o “ministério” do tal profeta. Não confio mais nos profetas, pois a maioria deles começa dizendo que “grande é esse mistério”. Ora, se é mistério e tem um profeta diante de mim, por que ele não revela o tal mistério. Isso me faz lembrar uma personagem do Jorge Amado!

Mesmo sendo uma pessoa cheia de fé, não confio mais em nada!!! A partir de agora vou confiar mais na Palavra de Deus. E ela me diz “Maldito o homem que confia no homem”.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Quem não conhece ou nunca viu a "figura" na Dave Matthews Band, que toca bateria mascando chiclete? Pois é! Comunidade feita para os fãs deste grande baterista que toca desde os 3 anos de idade, em seu estilo próprio, baseado em jazz e canhoto, Carter Beauford! Quem não o conhece e gosta de bateria, não sabe o que está perdendo!
Nasceu em 2 de novembro de 1957. Aos 3 anos de idade, seu pai (músico de jazz) o levou a um show do Buddy Rich já que não podia pagar uma babá para cuidar de Carter. Ao ver Buddy Rich, Carter ficou abismado com sua levada e assim despertou sua vontade de tocar bateria tentando imitar os movimentos de Buddy
===============CARTER================
► Yamaha Drums Recording Custom(hand crafted)
► DW 9500TB Hi-hat stand
► Zildjian cymbals
► REMO Drumheads
► LP Percussion
► DW 9002 double bass drum pedal/DW hardcore bass drum beaters
► Pro Mark drum sticks 5AB wood tip Carter Beauford Autograph Series
► Eletronics (Hart Dynamics)

A votação

Nesse momento, o STF está discutindo se os embriões congelados são seres humanos ou não. Engraçado que isso sempre me pareceu ser assunto da Biologia e não do Direito. Em todo caso, o dia de hoje parece que vai ficar na história. Isso porque define-se hoje também o que deverá ser feito com os milhares de embriões congelados - por volta de 30 mil aqui no Brasil.

Por enquanto não tenho muito o que falar além do que já disse (clique aqui). Vamos esperar o término desse processo.

Até mais, Marcos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008


Apresentação na Primeira Igreja Batista de Santo André, Pr André. Foi muito bom esse dia. Vivi uma super expectativa nesse dia, mas a apresentação foi muito boa.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Você sabe amar a Jesus?

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.” — João 14:21

Desde 1987 eu tento responder a essa pergunta. Na época, tinha 14 anos e não passava de um jovenzinho cheio de sonhos para minha vida espiritual. Começava a dar meus primeiros passos no ministério de louvor da minha igreja local. Influenciado por dois guitarristas comecei pensando que se tocasse guitarra poderia expressar meu amor por Jesus. Afinal de contas eram as duas referências mais próximas a mim quanto a expressão de sentimentos. Mas descobri que eu não queria a guitarra – ou ela não me queria!

No mesmo ano descobri a bateria. Em abril de 1987 conheci um baterista que mudou a minha vida ministerial. Comecei a estudar o instrumento, até que a liderança da minha igreja local foi convencida de que a bateria não era um “instrumento do diabo” (sic). Imagine só: meu pai, um dos pastores na época, tinha o filho como baterista. Não sei se ele pensava dessa forma, ele nunca me falou a opinião dele sobre esse instrumento. Mas agora, depois da compra da bateria, estava todo feliz na minha igreja local, pensando em expressar todo meu amor por Jesus, tocando nos cultos para glorificar a Deus. Mas descobri que não é tocando um instrumento que a gente expressa amor por Jesus.

No dicionário, o verbo ter tem vários significados, porém dois deles me chamaram muito a atenção, são eles, receber e usufruir. Eis os contextos: receber (...tiveram então a escritura daquelas terras) e usufruir (...tem um apartamento em Paris). No primeiro caso, antes você não tinha nada, depois de receber o documento, as terras passam a ser de sua propriedade. No segundo caso, você tem a capacidade de desfrutar de algo que é seu. E agora eu fico pensando se realmente eu sei amar a Jesus.

Relembre comigo algumas palavras de Jesus: em João 17:8 temos “porque lhes dei as palavras que me deste; e eles as receberam...”. Depois, no versículo 14, lemos “Dei-lhes a tua palavra...”. Se já recebemos do Senhor Jesus as Suas palavras, isso significa que, de alguma maneira, nós as possuímos e podemos tirar proveito delas. Mas temos feito isso? Será que estamos usufruindo de todos os benefícios que ela pode nos dar? Precisamos nos lembrar quais são os benefícios que a Palavra de Deus nos traz, ela nos ensina, ela nos mostra onde estamos errando, ela nos corrige e nos ensina com um padrão correto e sem falhas (2 Timóteo 3:16). Se eu não tenho me apropriado desses benefícios é sinal de que não amo a Jesus.

Agora, e guardar os mandamentos, o que significa isso? Depois da Bíblia, acho que o livro que mais amo é o dicionário. Veja o que significa guardar: continuar a ter, reter na memória, ter, cumprir, revelar exteriormente. Talvez sejam também estes, os significados que o salmista nos quer transmitir com “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Salmo 119:11) Veja que guardar os mandamentos do Senhor significa que preciso mantê-los comigo, mas também significa que devo externá-los. Eles não podem ficar escondidos.

Ao mesmo tempo que o salmista diz que guardou a palavra no coração, ele o fez para ter uma atitude externa visível – não pecar contra o Senhor. Ou seja, de nada adianta eu dizer que amo o Senhor e não demonstrar esse amor. E como demonstrar esse amor? Cumprindo os mandamentos que Ele nos deixou. Chego à conclusão que amar a Jesus Cristo é uma ação que se manifesta para fora de mim na direção dEle e na direção de outras pessoas. Então, amar é ação e não discurso. É claro que exortar, cantar e orar são demonstrações de amor. Mas o que manda é colocar em prática.

Acho que não tenho mais o que escrever. Agora é viver e pôr em prática!

Expandindo os horizontes


Comecei a tocar com o Túlio Régis (ex-Oficina G3). Tivemos dois acampamentos em fevereiro de 2008. Meu desejo é que Deus me abençoe nessa nova etapa da vida ministerial.

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...