quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quando Jesus não salvou ninguém!

Estou tendo o prazer, privilégio e responsabilidade de ministrar um curso na Escola Bíblica de Discípulos, na minha igreja local. O curso se chama O Evangelho de Jesus e o Jesus dos Evangelhos. Nesse curso abordamos vários aspectos da vida e ministério de Jesus como o Messias prometido. No nosso encontro de ontem vimos como Marcos apresenta Jesus Cristo. Ao contrário de Mateus, no seu relato, Marcos mostra a todo instante Jesus em ação, indo de cidade em cidade e realizando “sinais e prodígios”.
Mas um fato é marcante no ministério de Jesus: nas cidades de Tiro e de Sidom, Jesus não operou nenhum milagre. Apesar de visitar essas cidades várias vezes, Mateus relata que Jesus não operou nenhum sinal miraculoso nelas (Mateus 11:21). E o que chama ainda mais a nossa atenção é o fato que o próprio Jesus afirma que, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os mesmos sinais que ocorreram em Corazim e Betsaida, os habitantes daquelas cidades teriam se arrependido e se vestido de saco e cinzas!
Você percebeu o que não ocorreu? Jesus não fez nenhum sinal nas cidades mesmo sabendo que seus habitantes se arrependeriam! Ora, por que será que Jesus não operou nenhum milagre lá? Será que era por que naquelas cidades não havia nenhum doente? Será que era por que naquelas cidades não havia quem precisasse de salvação? Certamente que não. Jesus conhecia muito bem as necessidades dos habitantes dessas cidades impenitentes. Jesus tinha ciência desse fato e não operou nenhum milagre nessas cidades, simplesmente, porque não quis fazê-lo.
Jesus tinha alguma obrigação de fazer milagres? Os milagres, sinais, prodígios e maravilhas testificavam a Sua obra messiânica, mas Jesus não tinha necessidade dessas obras para ser crido como Messias. Pelo contrário. Quando Tomé exigiu um sinal visível para crer, Jesus lhe adverte dizendo que mais bem-aventurados são aqueles que creram mesmo sem ter visto (João 20:29). Portanto, Jesus não era e não é um “fazedor de milagres”. Ele nunca precisou de milagres para ser crido como Messias. Nem o diabo conseguiu convencê-lO a fazer milagre contra Sua vontade (Mateus 4:1-11).
Será que conseguimos entender que, por não realizar nenhum milagre nas cidades, Jesus limitou o oferecimento da salvação àqueles habitantes? Ora, se eles creriam com os milagres, mas Jesus não os realizou, eles não foram despertos para a salvação como os habitantes de outras cidades. Será que estou exagerando? A Bíblia ensina que a salvação pertence ao Senhor (Jonas 2:9). Já que a salvação pertence ao Senhor, Ele a dá a quem Ele quiser. Será que entendemos isso? Deus tem obrigação de salvar? Não! Ele não tem nenhuma obrigação de nada. Ele tem misericórdia de quem Ele quiser ter. E ponto!
Se a salvação é de Deus, Ele é que tem a prerrogativa de salvar ou não salvar. Na relação com a humanidade, a parte ofendida é Deus. É Ele que precisa oferecer o perdão. É Ele que precisa aceitar o pecador arrependido. É Ele a parte traída. Mas, arrogantes como somos, dizemos que nós é que aceitamos a Jesus como Salvador. Egoístas como somos, dizemos que fomos nós que escolhemos a Jesus. Pecadores que somos, dizemos que fomos salvos porque cremos em Jesus.
Se não tivéssemos recebido de Deus a fé para crermos em Jesus, jamais nos voltaríamos para Ele. Se Ele não nos tivesse amado primeiro, nunca amaríamos a Deus. Se nosso coração não tivesse sido regenerado antes, jamais teríamos escolhido o caminho da salvação. Se não fosse Ele ter operado em nós “tanto o querer com o efetuar” estaríamos ainda na nossa vida de inimizade contra Deus, andando a passos largos em direção ao inferno. Se Deus permitisse que toda a raça humana, de todos os tempos e eras, fosse punida justamente com o inferno, mesmo assim Ele continuaria sendo justo, bom e amoroso.
Lembremos sempre: fomos salvos porque Ele nos quis salvar; fomos perdoados porque a bondade dEle nos levou a isso; fomos lavados das nossas impurezas porque foi o sangue dEle que nos purificou; nosso nome está escrito no livro da vida, porque Ele mesmo o escreveu lá; nós só conseguimos amá-lO por que Ele nos amou primeiro; Ele nos aceitou porque fomos aceito por intermédio de Jesus. A nossa salvação é nossa porque nos foi dada, nós não conquistamos, nós não a merecemos, nós não a garantimos. Quem garante a vitória é o sangue de Jesus e mais ninguém.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quero virar um religioso!

Ao longo do tempo as palavras vão perdendo seu sentido original. Se o problema fosse só a perda do sentido, não seria tão grave assim. O ruim é quando a palavra assume um sentido completamente diferente da sua origem. Eu poderia citar vários exemplos. Um exemplo que eu já usei aqui foi com a palavra fundamentalista. Hoje essa palavra significa algo danoso para a sociedade. Mas nem sempre foi assim. Em um certo sentido, todo cristão deveria ser fundamentalista (leia aqui).

Gostaria de lhe perguntar algo: você é religioso? Dependendo do contexto em que você vive, a resposta dessa pergunta pode ser muito perigosa. Deixe-me responder a essa pergunta. Eu não sou o religioso que deveria ser.

Como assim? É isso mesmo. Todo cristão deve ser uma pessoa religiosa. A palavra religião tem o sentido de "religar". E ela surgiu num contexto muito simples. As pessoas não tinham mais nenhum contato com Deus, estavam afastadas de Deus e a religião surge, justamente, dessa necessidade de contato com o Criador.


O problema está no que as pessoas transformaram a religião. Hoje uma pessoa identificada como religiosa traz consigo aspectos negativos de comportamento, pensamento, sentimentos e ações que são difíceis de serem aceitos. Mas é difícil aceitar a idéia correta da religião porque nós, como discípulos de Jesus, também perdemos a noção correta do que é ser religioso.


A apóstolo Tiago nem ligou para os religiosos da sua época e botou o dedo na ferida. Ele escreveu que existe uma religião que é pura e sem mácula (você consegue imaginar um religioso de intenções honestas e puras?) e que essa verdadeira religião consiste em dois tipos de ações: (1) visitar órfãos e viúvas e (2) manter-se incontaminado do mal. Veja suas palavras (Tiago 1: 27):


"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo."

Quando Jesus atacou os religiosos da sua época, ele estava pensando exatamente nisso. Os mais carentes de relacionamento humano (órfãos e viúvas) eram desprezados pelos religiosos e eles mesmos contaminavam as outras pessoas com suas práticas errôneas. Essa prática correta da religião foi instituída pelo próprio Jesus quando ele ensinava como devemos "amar o próximo como a si mesmo".

Hoje em dia, na igreja evangélica brasileira, pastores, pregadores televisos, blogueiros, escritores de livro entraram na onda de abolir a religião. O problema não é abolir a religião. O real problema é que não vivemos a verdadeira religião. O problema é que permitimos que a noção mundana de religião entrasse na igreja e, assim, fomos moldados a essa forma de ver a religiosidade. Ao contrário do que o apóstolo Paulo nos ensinou em Romanos 12:1-2: não devemos adquirir a mesma forma de mundo, mas é nossa obrigação transformar o mundo pela renovação do nosso entendimento.

Se devemos transformar o mundo pela transformação que há em nós, que comecemos por isso então: amparar órfãos e viúvos e nos afastar da contaminação do mundo. As duas ações correm juntas, paralelas, inseparadas. Se flharmos em uma delas, falharemos em ambas. 

Torne-se um religioso, um religioso da religião que Jesus Cristo começou e instituiu.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Neymar e a felicidade de R$ 10,00.


Parece que o jogador Neymar do Santos é evangélico (leia aqui). Até aí tudo bem. Cada um pode ter a religião que quiser. Ainda mais no Brasil que o que não falta é religião!

A relação que o cristão deve ter com o dinheiro é ensinada na Bíblia. Jesus ensinou que não é possível adorar a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo: ou a gente ama a Deus, ou amamos ao dinheiro, os dois juntos não dá. Isso não significa que Jesus ama, deseja e faz de tudo para a pobreza de quem O segue. Muitos ricos O seguiram: José de Arimatéia, Mateus, Zaqueu são alguns exemplos. Durante todo o tempo em que esteva na terra, Jesus afirmava vez ou outra, que o amor ao dinheiro era a raiz de todos os males e que a felicidade verdadeira não dependia dele.

Pois não é que o Neymar disse exatamente isso. "Quando estava acertando os detalhes (da renovação), chamei o Neymar no canto e perguntei: 'você está feliz?', e ele respondeu: "muito". "Acabou. Dinheiro não é tudo na vida", contou o empresário. "Se a situação está estabilizada, você não precisa de mais do que seus R$ 10 no bolso para tomar uma cerveja", complementou o pai do atacante santista.

Essa é uma boa resposta de quem já tem dinheiro suficiente para viver e não precisa ficar ostentando futilidades. Pode ser que o Neymar se transforme num Kaká que queira mais e mais dinheiro - minha opinião!!! Pode ser que o Neymar deseje ganhar mais dinheiro simplesmente para ter um Porsche, ou um Ferrari na garagem de casa. Mas essa declaração é de quem conhece a Bíblia.

O pior é que hoje à tarde, ouvindo a Rádio Bandeirantes, alguns jornalista estava ridicularizando o jogador por ele ter desdenhado o pomposo salário do time inglês que, inclusive, o chamou de louco. Isso prova para mim, o quanto as pessoas estão longe de Deus, querendo só encher os bolsos, "acumulando riquezas na terra, onde a traça e a ferrugem corróem".

Valeu Neymar. Boa aula você nos deu!!!

Minha revolta

Ex-palhaço de circo que namorava a Clementina, músicos de qualidade duvidosa, estilista maluco que gosta de furtar objetos de cemitérios, jogador de futebol aposentado longe dos holofotes da mídia, mulher de corpo fabricado e cérebro limitado, esposo de cantora "maravilhosa", diretor de programa de televisão do próprio pai, ex-puglista que mal sabe falar o português, clone do falecido médico Enéas, ex-aluna do mesmo médico, filho de radialista.

Essa é a "qualidade", melhor dizendo, falta de qualidade de quem quer nos representar. Isso é revoltante. É um absurdo: gente que nunca moveu uma palha em favor do próximo, gente que nunca trabalhou nem em seus próprios condomínios e bairros, querem representar um estado em Brasília. Será que algum político sério nesse país não se revolta com essa situação.

Basta ser brasileiro, maior de idade, ter residência no país agora sai candidato a deputado federal... as pessoas não querem começar por baixo, aprender em instâncias menores, aprender com quem tem mais experiência. Se um deputado estadual ganhasse 5 salários mínimos eles se canditariam?

Definitivamente não confio, não gosto e nem quero saber da maioria dos políticos brasileiros. Vocês são patéticos, muitos são enganadores, mentirosos, roubadores de dinheiro, incompetentes, falsos, corruptos e estúpidos.

Pronto. Falei!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

“...jamais perecerão...”

“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”

João 10:28

Não sei o que você pensa da salvação que tem. Não sei o que você pensa sobre o que aconteceu para você ser salvo. Mas vou deixar bem claro o que eu penso sobre salvação.

1. Eu não tinha condição nenhuma de me salvar. O pecado da minha natureza é tão maléfico que me levava para longe de Deus. Eu não desejava Deus por minha própria conta. Nunca seria capaz de me voltar para Jesus Cristo desejando-O como meu Salvador. Na verdade eu nem O reconhecia como tal. Estava tão a fim de realizar meus próprios desejos pecaminosos que Ele nem me passava pela cabeça.

2. Como eu não tinha (e não tenho ainda) capacidade de me transformar, Ele mesmo Se encarregou disso. Ele me escolheu como alvo do Seu amor. Ele me chamou no devido tempo e transformou meus desejos para a Sua própria direção. Ele mudou minha maneira de pensar e agir. Ele mudou os desejos do meu coração, trocando meu coração de pedra para um coração de carne. Se hoje eu consigo amá-lO é simplesmente porque Ele me amou primeiro.

3. Tudo que tinha para ser realizado que garantisse minha salvação foi obra dEle. Ele me substituiu no sacrifício que teria que realizar. Ele tomou os meus pecados como se fossem dEle. Ele foi colocado como Pastor da minha vida e me buscou todas as vezes que tentei escapar. Ele cumpriu todas as exigências que eu não era capaz. Ele meu da Sua própria vida para que eu vivesse para Ele.

4. E como se não bastasse, Ele mesmo garante que eu não me perderei. O texto do evangelho de João deixa isso muito claro. Aquelas pessoas pelas quais Jesus morreu, não perecerão. JAMAIS PERECERÃO!!!!!!! Ele fez uma obra tão completa, perfeita e acabada, que Se assenta satisfeito ao lado do Pai, intercedendo por mim todos os dias. Seria possível a oração de Jesus Cristo não ser respondida pelo Pai!!! Ele é a garantia da minha salvação. O sangue dEle é de um sacrifício eterno, definitivo, insubstituível. Eu jamais perecerei!!! Nunca serei condenado!!! Ele é quem defende a minha causa!!! E nada poderá me separar do Seu amor!!!

Você consegue se alegrar com essas verdades? Essas verdades fazem parte da sua vida? Ou você ainda acha que pode perder a sua salvação? Leia o texto inteiro do capítulo 10 de João até que ele corra nas suas veias. É o próprio Senhor Jesus Cristo, o Profeta dos profetas, Rei e Sacerdote definitivo, o Cabeça e Salvador da Sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e Juiz do mundo, Aquele que tem toda autoridade e poder, em quem não foi achado nenhum erro, o Senhor dos senhores, o Maravilhoso, o Príncipe da paz.... É Ele que te garante, as Suas ovelhas JAMAIS PERECERÃO! Aleluia.

Por mais que nos esforcemos, nunca seríamos capazes de assegurar essa garantia. Se não somos capazes de salvar-nos a nós mesmos, como seríamos capazes de nos garantir no caminho da salvação. Não há segurança maior para nossas pobres e miseráveis vidas do que essas palavras de Jesus Cristo: “...JAMAIS PERECERÃO...”

terça-feira, 29 de junho de 2010

A loucura de um neopentecostal!

Eu me cansei de tanta idiotice no meio evangélico. Não vou escrever aqui que esse pessoal tresloucado passou dos limites, pois esses loucos não têm limites para nada. Se eles podem “chutar o pau da barraca” com suas idiotices, eu também posso.

O senhor Renê Terra Nova (recuso-me a chamá-lo inclusive de irmão, quanto mais de algum outro título — Spurgeon faria o mesmo!!!) agora é um PATRIARCA. Exatamente o que você está lendo.

Na última conferência realizada e organizada por ele mesmo, várias pessoas o reconheceram como patriarca por causa do que ele tem desenvolvido no Brasil e fora daqui. Estranho e ridículo: a conferência é organizada por eles, tem um monte de gente amiga dele, que bate continência para o que ele fala e, “espontaneamente”, ele foi reconhecido como patriarca.

Isso nada mais é do que HERESIA, ABSURDO, MENTIRA, BLASFÊMIA, ORGULHO, ARROGÂNCIA, DEMONÍACO, FALSO, HERÉTICO e qualquer outra coisa que você queira qualificar. O cara agora está no mesmo nível que Abraão, Isaque e Jacó!!! É brincadeira!!!!

Não é possível que isso esteja acontecendo e ninguém fala nada, ninguém faz nada. E o evento foi cheio de rituais: estandartes representando as doze tribos, as bandeiras dos estados do Brasil, manto púrpura que representa a unção patriarcal. Isso é NOJENTO!!!!!

Onde isso está na Bíblia? Foi para isso que Deus nos chamou? Esses caras conseguiram até um representante de uma associação cristã israelense que disse que Israel reconhece o legado patriarcal que está sobre o Renê Terra Nova. Essa é uma loucura tão grande que eu garanto que nenhum rabino de nenhum sinagoga de São Paulo... nem os reformistas diriam isso que um homem, ainda mais se esse homem dissesse que acredita em Jesus.

Não dá mais!!! Eu não vou mais me calar diante da estupidez dessa gente. Posso perder algum tempo escrevendo meus artigos aqui, vez ou outra mandando um email para esses caras lerem. Mas quieto é que não vou ficar mais. Vou continuar ensinado o que é correto à luz da Bíblia e denunciando o engano e o erro.

E para provar que isso não é mentira, veja no próprio blog desse destemperado.

http://www.reneterranova.com.br/blog/?p=3063


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como amar uma esposa - conselho para o Guilherme

Sábado vou ser pela primeira vez padrinho em um casamento. "Vi" o Guilherme nascer e acompanhei sua família em muitos momentos, alegres e tristes. E por causa disso tudo tenho pensado muito sobre o casamento. Nem podia ser diferente. Casar é muito bom e me lembro da felicidade que senti no dia do meu casamento. Tomara que o Gui e a Suz sintam a mesma alegria.

Mas apesar da alegria que é casar, também devo dizer que casar não é fácil. Mas não é mesmo. Amar alguém não é fácil. E não é pela pessoa amada ser como é e nem tanto pelo fato de eu ser como sou. É lógico que isso influencia, Contudo, estou convencido que o padrão de amor que Deus nos exige é muito elevado. Sem dúvida que Deus nos dá graça, sabedoria e capacidade de amar. Mesmo assim não é fácil. Desconfio de quem pensa o contrário.

A Bíblia compara o relacionamento conjugal com o relacionamento que Jesus Cristo tem com Sua Igreja. E nos diz que os maridos devem amar suas esposas da mesma maneira que Jesus amou a Igreja. E isso é muito difícil. (1) Em primeiro lugar, Jesus deixou a glória que tinha para assumir uma natureza que não era a sua (Filipenses 2:5-8). (2) Ele ama a Sua Igreja de tal maneira que a enfeita para que ela fique bonita para Si mesmo (Efésios 5:25-27). (3) Jesus ama a Igreja e permanece fiel a ela mesmo que a Igreja seja infiel (2 Timóteo 2:13).

Esses três aspectos do amor que Jesus Cristo tem pela Igreja já são suficientes para pensarmos muito sobre o relacionamento que temos com nossas esposas. Será que estamos dispostos a deixar a nossa pequena glória como homens por amar nossas esposas? Será que estamos dispostos, em boa medida, a deixarmos de ser quem somos por nossas esposas? Jesus nunca deixou de ser Deus, mas assumiu uma natureza que não era sua. Será que estamos dispostos a assumir situações que não são nossas por natureza? Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de certas características que dizemos ter em função do nosso casamento?

O quanto temos feito para que nossas esposas estejam adornadas para nós? Será que estamos nos esforçando para que a beleza das nossas esposas reflitam o amor que sentimos por elas? Jesus foi até às últimas consequências para tirar o que mais enfeiava a Igreja, o pecado. Será que estamos levando a sério o que nossas esposas têm de feio para tirar isso delas?

Jesus decidiu nunca abrir mão da Igreja, seja qual for a circunstância. Quando nos desentendemos, qual é a primeira coisa que pensamos, em divórcio? De que maneira resolvemos nossos problemas conjugais? É pela via do isolamento, da separação? Se a relação Jesus Cristo-Igreja é verdadeira para nós, você acha que algum dia Jesus vai resolver Se divorciar de nós? Então não podemos cogitar essa possibilidade para o nosso relacionamento, pois ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel. Quando Jesus fala sobre o divórcio, a carte de repúdio era consequência da dureza do coração (Mateus 19:8). Mas se fomos regenerados e recebemos um novo coração, ele não pode ser mais duro como antes (Ezequiel 11:19; 36:26).

Que lê isso pode pensar que meu casamento é um mar de rosas. E é, só que com tudo que as rosas têm, inclusive os espinhos. Nosso casamento não é perfeito porque nós não somos perfeitos. Deixei de pensar na perfeição do casamento na lua de mel. Mas não deixei de amar minha esposa e busco amá-la com a Bíblia me ensina. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que Ele nos capacite a amar cada vez mais nossas esposas.

Que o Senhor abençoe o Gui e a Suz grandemente.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Minha confissão de fé

Inspirado por um recente post do Dr Augustus N. Lopes, decidi escrever, de forma resumida, a maneira como encaro a Bíblia, seus ensinos e a maneira como creio neles. Muitos vão se identificar com a maneira como creio. Outros, vão discordar num ou outro ponto. Mas assim como o Dr Augustus, hoje ouço quem quer que seja, desde liberais até ortodoxos. Graças a Deus livrei-me do ranso que muitos calvinistas têm de desprezar quem pensa diferente. Aí já foi a dica. Penso de forma calvinista, mas não estou preso a ele.


1. Eu creio no verdadeiro e vivo Deus, que subsiste em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É invisível, pessoal, onipresente, eterno, não depende de ninguém, imutável, sincero, digno de confiança, poderoso, soberano, onisciente, justo, santo, bom, amoroso, misericordioso, longânimo e gracioso.


2. Eu creio que o Deus todo-poderoso revelou tudo que é necessário para a vida e salvação nos 66 livros das Sagradas Escrituras que são a Palavra de Deus. Toda a Escritura foi dada por inspiração de Deus, é infalível e inequívoca e o árbitro final em todas as discussões. Sua autoridade é derivada do Seu autor e não das opiniões dos homens.


3. Eu creio que Deus criou nosso primeiro pai Adão perfeito, santo e íntegro. Ele foi colocado como representante e cabeça da raça humana, da tal modo a expor toda sua descendência aos efeitos da sua obediência ou desobediência às ordenanças de Deus.


4. Eu creio que Adão caiu de sua justiça original em pecado e trouxe sobre si mesmo e toda sua descendência morte, condenação e pecado.


5. Eu creio que é completamente impossível ao homem decaído, por si mesmo e sem a atuação de Deus, amá-lO, guardar Suas leis, entender o evangelho, arrepender-se dos pecados ou crer em Cristo.


6. Eu creio que Deus antes da fundação do mundo, para Sua própria glória elegeu um inumerável número de homens e mulheres para a vida eterna como um ato da Sua livre e soberana graça. Essa eleição não foi, de maneira nenhuma, dependente de Sua previsão de fé do homem, ou sua decisão, obras ou méritos.


7. Eu creio que Deus enviou Seu Filho ao mundo, concebido da virgem Maria pelo Espírito Santo, sem pecado, sendo Deus e homem, nascido sob a Lei para viver uma vida de justiça em favor do Seu povo eleito.


8. Eu creio que o Filho de Deus morreu no Calvário para efetuar propiciação, redenção, reconciliação e expiação para Seu povo eleito. Deus propiciou evidência para a Sua aprovação da obra de Seu Filho ressucitando-O dentre os mortos.


9. Eu creio que o Filho de Deus ascendeu à destra do Pai e está entronizado em glória, onde intercede em favor do Seu povo e governa todas as coisas para Sua própria glória.


10. Eu creio que Deus, o Filho, enviou o Espírito Santo para atuar em consonância com a pregação da Palavra. O Espírito de Deus regenera o pecador eleito e o atrai à fé em Deus de maneira irresistível.


11. Eu creio que os eleitos, aqueles que são cheios por graça, são justificados aos olhos de Deus de acordo com a justiça de Cristo imputada a eles, que é recebida apenas pela fé.


12. Eu creio que todos aqueles que são chamados, regenerados e justificados serão preservados em santidade e nunca cairão do seu estado de graça.

13. Eu creio que o batismo e a Ceia do Senhor são ordenanças do evangelho pertencentes apenas aos regenerados.


Convite de Amor - esse eu dispenso!

O nosso dial está cheio de estações evangélicas de rádio. Tem rádio evangélica pra todos os gostos. Certo dia, tentando ouvir alguma música que me edificasse, comecei a ouvir a música Convite de Amor, composta por um famoso missionário internacional aqui do Brasil. Queria ouvir alguma música interessante e, em certo aspecto, essa música é interessante.

Lá pelo meio da letra, o “inspirado” compositor escreve o seguinte:

A decisão é sua; dela, Deus não pode participar
Você é o responsável pelo seu destino eterno
Jesus bate a porta, abra correndo para Ele entrar

Se você quiser ver um clipe dessa música, clique aqui.


Creio ser de muita arrogância a atitude que ele assume de Deus poder não participar da escolha de uma pessoa para sua própria salvação. Quer dizer que Deus, que propôs Jesus Cristo para salvação da humanidade, que regenera o coração do homem, que perdoa os nossos pecados, que nos imputa a justiça de Jesus Cristo, não pode participar da escolha de alguém querer ser salvo? Nem estou questionando o fato de uma pessoa, morta em seus pecados, não ser capaz de escolher a Cristo. Ora, se a pessoa está morta espiritualmente, como poderá escolher a Deus, que é espírito (João 4:24)? A teologia do missionário é tão falha que ele tira Deus daquilo para o qual Ele mesmo enviou Seu Filho, salvar os pecadores (Mateus 1:21; 18:11).


Agora, a segunda frase do coro é mais ridícula ainda. Gostaria de saber o que o missionário pensa desse versículo: “Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles.” (Jó 14:5). Se eu sou o responsável pelo meu destino eterno, não preciso mesmo de Deus. Talvez eu precise mais da ajuda do missionário do que de Deus! Imagine que nós, como seres finitos que somos, somos responsáveis pela nossa eternidade. Deixe-me refrescar a sua memória e a do missionário que Adão foi colocado por Deus como responsável pelo destino da raça humana e falhou. E olha que Adão fora criado sem nenhum pecado, ele era absolutamente perfeito. Quanto a nós, que já nascemos em pecado, pobre de nós. Isso é que dá colocar um microfone e uma câmera de televisão na frente de gente despreparada e sem conhecimento da Palavra de Deus.


Na terceira frase, o missionário-compositor aconselha os ouvintes a abrir a porta correndo para Jesus e eu pergunto, para quê? Se Deus não participa das minhas escolhas, se eu mesmo determino (como ele gosta dessa palavra!!!) meu futuro eterno, qual é a necessidade de Jesus na minha vida? Se da minha decisão de ter a vida eterna Deus não pode participar, para que preciso abrir a porta correndo para Jesus? É tão absurda essa idéia do missionário, que se fosse verdadeira, como vamos entender esse texto: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)? Essa teologia de que o homem pode decidir se quer ser salvo ou não erra, entre outras coisas, no fato que, até mesmo nossa vontade de querer ser salvo parte do próprio Deus, “porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13).


Isso sem falar na última frase da música que diz que Jesus é a melhor opção. Senhor missionário, Jesus não é a melhor opção, Ele é a ÚNICA opção que existe.


Tenho a impressão que vou continuar na vontade de escutar alguma boa música cristã no rádio!!!

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...