Reflexões sobre música, ciência e teologia por um biólogo-teólogo-músico. Pelo menos da Biologia tenho o diploma.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A avaliação e o julgamento (Mateus 7:1 e 20)
Já abordei esse texto num outro artigo que escrevi há dois anos. Mas como esse trecho da pregação de Jesus é muito importante, resolvi abordá-lo com outro enfoque dessa vez.
Por acaso você está certo em tudo que diz, pensa e faz? Você está correto nas avaliações que faz da sua vida profissional, sentimental, familiar e social? Com relação ao cotidiano que você mesmo construiu, ele está correto? Ou tem alguma coisa errada? Estas questões são muito subjetivas e, dependendo do seu grau de humor, é possível que você me responda que eu não tenho nada a ver com isso. Ora, a vida é sua. E eu não tenho o direito de me meter na sua dieta, na qualidade do seu sono, se você gosta ou não da sua vida profissional, etc.
Mas e quanto às suas convicções teológicas, você está correto ou errado sobre o que pensa da Bíblia e suas doutrinas. Quero lhe dizer que amo a teologia e o seu estudo, mas sei que ela pode se tornar num instrumento de alienação para muitos. Amo a Bíblia e sei que ela tem ensinamentos fundamentais para a minha vida. Também sei que ela pode ser usada por gente louca, pregando todo tipo de loucura.
Se eu te disser que estou pregando sobre a data que Jesus vai voltar, o que você me responderia? E se você me ouvir pregando para usar um sal ungido na sua comida para sua purificação? E se eu pregar que os crentes não ficam mais doentes, porque somos sarados pelos ferimentos de Jesus? E se eu pregar que nossos problemas financeiros podem ser resolvidos se dermos mais dinheiro na nossa igreja com bastante alegria, espontaneidade e muita fé? Você teria coragem de me dizer: “Marcos, você está errado e sua pregação não é bíblica”?
Você seria capaz de me mostrar na Bíblia onde estou errando? Você apontaria o meu erro? Você me alertaria dos erros que estou cometendo? Você mostraria quais são os meus erros e me apontaria uma direção certa? E ao fazer isso, você estaria me julgando, me avaliando? Ou estaria julgando e avaliando o que estou ensinando?
Sabe, o nosso grande problema é que não conseguimos dissociar com facilidade o que pregamos e vivemos daquilo que somos. Você acha que Jesus, sendo quem ele é, poderia ensinar de modo diferente? É por isso que muito têm dificuldade com esse trecho de Mateus, capítulo 7. Muitos pensam que, por apontarem os erros doutrinários das pessoas, estariam julgando essas pessoas e, por causa disso, atrairiam julgamento para si.
O fato é que não podemos nos colocar numa posição de julgar as pessoas, pois isso é prerrogativa exclusivamente do justo juiz, o juiz dos vivos e mortos (Atos 10:42; 2 Timóteo 4:8). Mas, pela Palavra de Deus, somos obrigados a avaliarmos as árvores de onde tiramos os nossos frutos (v. 20). Jesus nos está advertindo que temos que conhecer os frutos para sabermos qual é a qualidade da árvore. Precisamos ter os nossos olhos espirituais abertos para avaliarmos que o que nos é pregado é realmente a Palavra de Deus. E por que devemos ter esse comportamento?
Nessa mesma passagem de Mateus 7, Cristo compara as pessoas a dois construtores de casa. Um deles construiu sua casa sobre a areia e ela desmoronou. O outro construtor, colocou sua casa sobre uma rocha, de modo que ela resistiu às tempestades. Gente, a comparação é óbvia! Onde você está construindo sua casa espiritual? O que tem por baixo dos seus alicerces espirituais? Você está sabendo avaliar onde está construindo sua vida espiritual? Quais materiais você está usando?
Não posso julgar as intenções dos corações das pessoas porque não tenho poder para sondá-lo. Mas tenho a obrigação de julgar todos os espíritos e saber se eles procedem de Deus (1 João 4:1). Além disso, devo julgar todas as coisas e reter aquilo que é bom (1 Tessalonicences 5:21). Mas como saber o que é bom? Deus é bom e o que as pessoas pregam e dizem deve estar de acordo com Ele, caso contrário, seremos enganados com falsos ensinos (Efésios 4:14). E eu não quero e não vou, se Deus quiser, ser enganado.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Xô preguiça!!!
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.”
Provérbios 6:6
Para nós, cristãos, a Palavra de Deus é fascinante por vários aspectos. Um dos pontos que mais fascina é o fato de ter sido escrita por quase 50 pessoas, muitas delas com diferenças de cultura, educação, origem e de tempo. E, mesmo assim, é possível encontrar coerência em todos os seus pontos. Causa-nos deslumbramento vermos palavras de Jesus presentes nos Salmos, por exemplo. Muito embora vários homens a tenham escrito, o seu Autor é um só.
Como biólogo, eu fico fascinado quando a Palavra de Deus nos compara com muitos seres vivos. Somos comparados a árvores, pintinhos protegidos por uma galinha, gafanhotos, bois e jumentos, entre outros.
O texto que escolhi para esse texto é uma dessas comparações. Para quem não sabe, a formiga é um inseto. De modo geral, insetos possuem um par de antenas, três pares de patas, um ou dois pares de asas. No caso das formigas, apenas a formiga-rainha (içá, em algumas regiões do Brasil) possui asas. Além disso, escolhi esse texto também por causa de um tema abordado na Biologia que é a sociobiologia.
Esse ramo da ciência estuda o comportamento social encontrado em várias espécies de animais, vertebrados e invertebrados. É consenso, e muito bem estabelecido, que a convivência gregária é vantajosa para a adaptação dos seres ao meio ambiente em que vivem. Isso é aplicado desde o estudo de formigas, abelhas e vespas, até estudos de psicologia humana. Na verdade, só por causa dessa definição já teríamos muito o que comentar à luz da Bíblia.
Mas vamos tentar imaginar um pouco no que Salomão estava pensando quando escreveu isso. Certamente ele foi um grande observador da natureza. Se você ler tanto Provérbios quanto Cantares vai perceber que os animais e os vegetais são colocados em comparação a nós de uma forma muito poética ou analítica.
No caso das formigas, muitos de nós já viram esses animais carregando pedaços de folhas para dentro do formigueiro. Interessante é o fato que elas não se alimentam das folhas, mas dos fungos que crescem sobre elas para decompô-las. Assim, se elas não colherem essas folhas no verão, no outono, quando as folhas caem e morrem, elas vão ficar sem alimento. Em segundo lugar, apesar do formigueiro estar cheio elas continuam levando as folhas para manter os estoques sempre em alta.
Num formigueiro ainda, encontramos formigas com várias funções: formigas-soldado, cortadeiras, carregadoras, as que vigiam os ovos, as que protegem a rainha e a própria rainha. O mais fantástico de tudo é que cada formiga dessas desempenha a sua função e não interfere na atividade da outra. Ou seja, existe uma interdependência e uma “confiança” na formiga que vai desempenhar a sua função. Nesse sentido, se sou uma cortadeira, posso fazer meu serviço sem me preocupar em me defender, pois uma soldado estará próxima de mim para me proteger. Poderíamos identificar nas pessoas de uma igreja o cristão-pastor, cristão-músico, cristão-intercessor, entre outros.
Se transportarmos isso para nós, como fez Salomão, veremos que temos muito a aprender com esses animais. Em primeiro lugar aprendo que existe uma hierarquia a ser respeitada. Existe uma rainha que comanda e mantém o formigueiro. Essa rainha é a responsável pela reprodução e deposição de ovos para novas formigas nascerem. Na minha vida não sou eu quem manda. Existe Alguém que me é superior, ao qual devo reverência e para o qual vou prestar contas.
Nas nossas igrejas locais também tem hierarquia. Deus colocou homens que Ele mesmo tem preparado para nos comandar e nos levar a “pastos bem verdejantes” (Salmo 23:2). Nossos líderes foram colocados por Deus e devemos orar por eles, pois o trabalho deles visa o “aperfeiçoamento dos santos” (Efésios 4:11-12).
Outro ponto que quero destacar é que cada um de nós no reino de Deus, individualmente, tem sua função (1 Coríntios 12:12-27). Se não fui colocado por Deus para ministrar louvor, mas para distribuir os elementos da Ceia, vou distribuí-los com o maior espírito de louvor. Se Deus não me dotou de uma boa memória, como poderei ser um bom pregador? Ao contrário disso, sou um excelente intercessor, então vou anotar os pedidos das pessoas e orar para Deus abençoá-las.
Tenho plena convicção que muitos dos problemas que a igreja evangélica no Brasil está passando seriam evitados se atentássemos para as formigas. Se nos alimentássemos da Palavra de Deus constantemente, teríamos reservas para momentos de tentação e de desertos na nossa vida. Se ficássemos desenvolvendo o dom que Deus nos deu, ao invés de ficar procurando “pêlo em ovo”, poderíamos estar num momento mais firme, mais teológico, mais saudável espiritualmente. Se eu ajudasse mais meus irmãos na minha igreja local, talvez cresceríamos mais no conhecimento de Jesus (2 Pedro 3:18), talvez aprendêssemos mais da Palavra de Deus, talvez mais incrédulos fossem alcançados.
Se realmente nos preocupássemos com o corpo de Cristo, não deixaríamos os cristãos-missionários à míngua no campo missionário. Se realmente vivêssemos na realidade do corpo de Cristo, nossas famílias seriam melhor assistidas, órfãos e viúvas seriam melhor acolhidos. Minha palavra final é: deixemos a preguiça de lado, sigamos o exemplo das formigas, trabalhemos para o corpo e não para membros individuais.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
2009
1. Financeira: esse ano vou trabalhar com muito vigor para quitar as dívidas, se não todas, pelo menos aquelas que são mais urgentes.
2. Biológica: não dá mais para viver com o peso que tenho, comendo do jeito que como e sedentário como fui até aqui. Não tem coração que resista, rim que funcione e fígado que dê jeito. Não sou corinthiano mas tô contigo, Ronaldinho. Você lá e eu aqui.
3. Psicológica: olhar-se no espelho e não se sentir satisfeito é péssimo. Não ter auto-estima ou tê-la muito baixa é igualmente péssimo. Não se gostar é o primeiro passo para não gostar dos outros. Os embates psicológicos que tive em 2008 foram demais. E como diz um grande amigo meu, o deserto é o melhor lugar para se aprender. E eu vi e aprendi muita coisa nos desertos da minha vida.
4. Social: saúde social?!?!?!?!?!?!? Existe isso? Você vai entender o que vou dizer. Quantas vezes, ao nos despedirmos das pessoas, principalmente homens, dizemos “Um abraço hein”. Pois esse ano vai ser diferente. Vou ser mais amigo dos meus amigos, vou deixar isso claro pra eles sempre que possível. Vou abraçá-los mais, vou beijá-los mais, vou estar mais junto deles. Afinal de contas, não vivemos isolados uns dos outros. Viver em sociedade é uma característica dos mamíferos.
Mas o principal disso: esses serão meus objetivos, pelos quais lutarei, trabalharei e me esforçarei para alcançá-los, se Deus quiser. Que tempo estamos vivendo? Para algumas coisas é tempo de plantas, para outras, é tempo de colher. Que tempo é esse? Eclesiastes, capítulo 3, vai me ajudar nesse ano.
FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊS!!!!!!
Marcos D. Muhlpointner
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Formatura 2008
Um dos momentos de grande alegria pra mim, nesse 2008, foi tocar bateria. Toquei muito nesse ano e de uma forma que nunca imaginei que fosse tocar.
Um desses momentos foi esse da foto ao lado, na formatura dos meus alunos do 9º ano. Na verdade nesse ano não dei aula para eles, mas fiz muitas amizades nessa turma.
Tenho que agradecer ao Gabriel (baixo) e ao Vavá (violão e arrenjos) por me proporcionarem esses momentos de festa. Música é festa e festa é alegria.
Marcos
Comprei esse DVD já faz algum tempo e fiquei chapado. O Steve Gadd está tocando muito. Nesse show dá pra entender o que o Claudio Rocha quer dizer com “menos é mais”.
Steve Gadd economiza nota onde elas precisam ser economizadas e faz licks matadores onde e quando a música precisa. É um exemplo de uma baterista trabalhando para a música, uma verdadeira aula de como ser um sideman sem ser “afetado”.
Alimentação Diária
E nossa vida espiritual? Como anda a produção de energia da nossa vida espiritual? Será que estamos nutrindo-a com alimento suficiente? Além disso, será que essa nutrição é com alimentação correta? Esses dois aspectos têm que ser considerados: alimentos corretos e na dose certa. Veja que declaração interessante essa de Paulo: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena...” (Colossenses 3:5). Temos uma longa lista de versículos que nos mostram que a nossa inclinação é controlada pelo pecado e, portanto, contrária à direção de Deus. E é essa inclinação que o apóstolo Paulo está nos aconselhando a matar. Paulo faz uma comparação muito simples e muito interessante.
Em primeiro lugar, devo ressaltar que o apóstolo Paulo não nos está pedindo para morrermos, para darmos cabo da nossa vida. Ele está tratando de algo espiritual, da nossa relação com Deus, da nossa espiritualidade. Então, quando ele nos aconselha a matar nossa natureza, ele não quer dizer que é para nos destruirmos. O apóstolo está, enfaticamente, nos exortando a matar aquela natureza pecaminosa que herdamos de nossos primeiros pais no Éden. Essa natureza nos impulsiona a práticas que nos afastam da presença de Deus e quebram nossa espiritualidade (vv. 5-6, 8-9).
Aqui se estabelece uma comparação bem simples. Nosso corpo físico se manterá vivo se nos alimentarmos direito, assim ele não morrerá. Mas a nossa natureza terrena precisa ser morta. Como? Deixando de ser alimentada. Isso é o que o apóstolo quer que pensemos e quer que façamos. Paremos de alimentar o pecado dentro de nós!!! Não vamos mais fornecer nutrientes para que ele continue vivo. Fazer morrer a nossa natureza terrena (velho homem) implica em, ativamente, não fornecermos as condições necessárias para que ela viva. Trata-se de um assassinato espiritual que temos que praticar.
O apóstolo ainda nos indica que caminhos devemos seguir. Ele nos diz que devemos nos despojar das práticas que alimentam aquela natureza perversa (v. 8). Despojar-se de algo significa pôr de lado, privar-se, largar, abandonar, perder algo. Portanto, como diz um pastor muito meu amigo, devemos nos afastar da “vitrine do pecado”. Ah, como gostamos de passear no “shopping do pecado”! Devemos nos afastar daquilo que nos aguça a concupiscência dos olhos e da carne.
Não é fácil cometer esse assassinato, justamente porque vai contra a nossa natureza. Ainda gostamos de pecar e o pior, gostamos de mantê-lo vivo. Assim como nosso corpo precisa de alimento diariamente, é diariamente que precisamos matar o pecado em nós. É no dia-a-dia que se mata o pecado um pouco por vez. Nunca conseguiremos matá-lo num único golpe. Mas é através de dedicação, disciplina e verdadeiro interesse de agradar a Deus que vamos matar nosso velho homem.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A Brevidade da Vida
O texto que posto hoje tinha sido escrito há algum tempo. E é exatamente o que pensei ontem voltando de um velório muito comovente.
Se você perguntar para um aluno de 12 ou 13 anos do que o corpo humano é formado, vai ouvir que é formado por água e por células. Só pra dar uma idéia da quantidade de células, imagine que você tenha 100.000.000.000.000 notas de um real em casa; é mais ou menos a quantidade de células do nosso corpo. Imaginar que essa quantidade surgiu a partir de sucessivas divisões celulares de uma única célula formada na fecundação é algo realmente assombroso. Bem disse o salmista: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:14).
Que afirmação espantosa, ainda mais para alguém que não dispunha de imagens 3D de ultra-som, microscopia eletrônica ou algo parecido. Só mesmo Deus para revelar algo tão maravilhoso. Interessante que ainda hoje, nós cientistas, não sabemos como uma célula pode originar várias e como cada uma delas de diferencia em células musculares, cardíacas, nervosas e etc. A propósito, essa é a grande linha de pesquisa atualmente com o Projeto Genoma, as células-tronco. Mas esse não é o nosso assunto agora.
Há poucos dias recebemos a notícia da morte de Terri Schiavo e do Papa João Paulo II. Isso me fez pensar no evento mais certo e previsível para qualquer ser vivo que vagueia por esse planeta. Se ninguém ainda lhe disse, preste atenção, você vai morrer!!! Mais dia, menos dia, você vai deixar de existir nessa vida. Em Biologia chamamos isso de apoptose celular, ou seja, a morte celular programada. Se não lhe acontecer nenhum acidente que cause sua morte, algum dia na sua velhice, suas células vão parar de funcionar. No caso do papa isso é muito evidente, pois chegou um momento que suas células pararam de funcionar por uma série de eventos. No caso da Terri, ela sofreu um ataque cardíaco o que lhe ocasionou vários problemas.
E a nossa vida espiritual? Bem, um fato diferente da vida celular é que ela já começa morta. Davi escreveu no salmo 51 que ele foi concebido em pecado (v. 5) e o apóstolo Paulo, que antes de Jesus nos alcançar, estávamos “mortos em delitos e em pecados” (Efésios 2:1). Isso significa que nossa comunicação com Deus não se estabelece até que Ele mesmo Se volte para nós e nos chame pra perto de Si (João 15:16). É uma dura realidade, mas meu filho vai nascer pecador e afastado de Deus, tendo as mesmas necessidades espirituais que eu tenho.
Deus não está nem um pouco preocupado com a lógica humana. As palavras “morte” e “vida” assumem significados interessantes no vocabulário de Deus. A nossa vida espiritual é garantida pela morte física do Salvador. Nossa morte espiritual é acompanhada desde o início da nossa vida física. A morte eterna – que é entendida como o alijamento eterno da presença de Deus – se perpetuará durante toda a eternidade, ou seja, vai ter “vida longa”. A vida eterna que nos foi dada em Cristo nunca vai acabar, ou seja, jamais vai morrer.
Em questões de salvação Jesus foi muito claro: “... a carne para nada aproveita”, o que realmente interessa é que o nosso espírito seja alimentado (João 6:63). Isso não significa que estou pregando que não devemos ter cuidado com o corpo. Por exemplo, glutonaria e embriaguez são pecados graves que impõem ao corpo uma carga muito pesada (Colossenses. 3:5; Efésios 5:18). Também não estou afirmando que não devemos procurar os médicos, eles são uma bênção de Deus para nós. Contudo, o que você vê todo dia diante do espelho, gostando ou não do que vê, vai virar comida de fungos e bactérias decompositores.
Que a nossa alma se apegue ao Senhor, que o nosso espírito se comunique com o Espírito Santo de Deus, que nosso corpo expresse a vida de Deus através de obras que dignifiquem e glorifiquem o nome de Deus. Graças a Deus, na ressurreição dos mortos, nossos corpos serão glorificados e não mais corruptíveis.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Será mesmo?
Parece que o prefeito eleito de São Paulo, Gilberto Kassab, é agora evangélico, Mas sua assessoria já correu para afirmar que ele continua católico e não se converteu a nenhuma outra religião... Só o tempo dirá!!!
Mas fica a questão: basta responder sim a um apelo???????
Acesse http://www.youtube.com/watch?v=l8peTkr9ddc e você verá a “talvez” conversão de Gilberto Kassab. Depois, acesse www.bibliaworld.com.br e veja os comentários feitos.
Até mais, Marcos.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Nem tudo é relativo!
O mundo de hoje está muito esquisito. As coisas estão muito diferentes do que no passado. Pelo menos, muitas delas. Disseram que a tecnologia iria facilitar a nossa vida. Microondas, ferro elétrico, máquina de lavar, máquina de secar... Máquina de escrever, coitada! Essa nem existe mais. Tudo que foi construído, foi desenvolvido para nos ajudar. Mas, cada vez mais, estamos sem tempo. Não temos tempo para lazer e diversão. Mal conseguimos ver nossos filhos. Dificilmente conseguimos jantar com nossos amigos. Familiares então! Se não for um casamento aqui, um velório ali, ficamos mais de um ano sem ver os primos, sobrinhos, tios e tias.
Ensinaram-me na Escola Dominical que Deus tinha criado o mundo do nada. Depois de um tempo, tentaram me ensinar que não tinha sido bem assim do nada. Aprendi que a serpente tinha conversado com Eva. Passado um tempo, tentaram me convencer que isso era um tipo de história parecida com aquelas dos desenhos animados em que os bichos falam. Aprendi que num púlpito devíamos citar pensadores como Paulo, Pedro, Tiago e João – entre outros. Depois, começaram a citar uns caras como Jung, Freud, Leonardo Boff, Daniel Goleman e compará-los com os primeiros. Achei muito estranho isso – na verdade, continuo achando!
Ensinaram-me que os apóstolos já não existiam mais, que eles tinham se encerrado nos tempos de João. Há uns 15 ou 20 anos atrás, os apóstolos voltaram! Contudo, voltaram meio diferentes. Eles possuem prata, ouro, quase não são perseguidos. Pelo contrário. Eles são convidados especiais em eventos especiais para pessoas comuns. Eles não entram mais pela porta dos templos; entram por trás de onde pregam. Quase nunca vão presos. Se vão, é porque mentiram, não porque falaram a verdade! Os apóstolos de hoje têm carros caríssimos, casas suntuosas, roupas de grife e talheres finíssimos. Na época da Bíblia, me disseram que os apóstolos precisam das ofertas suadas das igrejas para se manterem vivos com o mínimo. Aprendi inclusive que o apóstolo Paulo trabalhava fabricando tendas. Qual é a profissão doa apóstolos atuais?
Meus antigos professores me diziam que eu tinha que levar minha Bíblia todo dia de culto na igreja. Meus professores modernos, às vezes, nem abrem a Bíblia durante o culto. Alguns quando vão citar um versículo, pedem para eu não abrir a Bíblia para não perder a atenção no que eles vão dizer. Ué, pensei que eles fossem falar da própria Bíblia!!! Isso também mudou. Quando alguém ia pregar no culto de domingo, o pregador sempre falava sobre a Bíblia, sempre falava da Bíblia, depois mostrava porque aquele trecho era importante para mim. Hoje em dia, os pregadores que eu ouço, falam de suas experiências (algumas bem engraçadas, outras muito tristes), falam de como administram suas igrejas, falam dos problemas que as pessoas têm no trabalho, na família, no casamento. E depois dão alguns exemplos de personagens bíblicas que passaram por situações parecidas.
E quando eu cantava. Naquele tempo eu levantava a mão em sinal de rendição a Deus. Hoje, o pessoal na igreja parece que está numa academia quando levantam as mãos. Naquela época, as músicas tinham expressões do tipo “para Deus”, “Deus é soberano”, Tu és fiel”, “Toda a glória a Ti”, “Deus não é homem para mentir”, “sou Teu”, “Deus me ama”. Hoje, é tudo muito diferente. As músicas hoje são “me devolve”, “tenho direito do que é meu”, “eu quero de volta”, “Deus é meu”, “estou apaixonado por Jesus”. Não sei mais o que está acontecendo. Estou realmente confuso para muita coisa.
Dizem que tudo hoje é relativo e não há mais absolutos. E essa frase? Ela também é relativa? Se você ainda está lendo esse texto, chegou a hora de te dizer que eu creio que a Bíblia é a verdade, sem contestação, sem comparação, acima de qualquer outro texto humano. A Bíblia é absoluta, inigualável, autoritativa, harmônica, verdadeira, infalível. Ela é a palavra final em todas as discussões que envolvem a pessoa de Deus. Ela não precisa de nada externo a ela para lhe dar credibilidade. Ela não precisa da Ciência, das religiões, das autoridades acadêmicas, dos achados arqueológicos para ser digna de crédito. Nada nem ninguém se compara a ela. A Bíblia Sagrada é totalmente absoluta e não há nada nem ninguém que faça frente a ela.
domingo, 14 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Frases
“Estar para muitos cristãos é mais importante que o ser. E há uma grande diferença: se eu sou, eu posso estar em qualquer lugar. Mas seu eu estou e não sou, qualquer lugar que eu esteja não vai servir pra nada.”
João Alexandre
www.plataforma.art.br
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