terça-feira, 2 de setembro de 2008

Saudade de Deus

Escrevi esse texto já há bastante tempo. E hoje estou com os mesmos sentimentos daquele dia inspirativo. Espero que ele te abençoe também.


Hoje eu acordei com saudade de Deus.

Logo cedo, imediatamente depois de acordar, tentei entender esse sentimento. Então percebi que não sabia muito bem o que realmente significava a palavra saudade. A primeira atitude foi olhar no dicionário para saber se ele me ajudaria. Dito e certo! Parte da minha angústia estava resolvida: agora sei o que significa sentir saudade. Os eruditos que compilaram o dicionário que tenho escreveram que saudade é um “sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável”. Agora tinha que resolver outra questão: não quero conviver com essa melancolia.

Imediatamente depois de ler essa definição comecei a puxar da memória algumas “situações de privação da presença de alguém...”. DAquele alguém de quem estou sentindo saudades. Também pensei no “afastamento de um lugar...”. Daquele lugar em que Ele está e eu devo estar junto. Senti saudade “...de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável”. Experiências e prazeres que só a presença dEle pode proporcionar. E, à medida que esses pensamentos foram se apoderando da minha alma, fui levado a concluir, de modo incontestável, que sou parecido com aquele animal descrito pelo salmista: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Salmo 42:1 – NVI).

O salmista estava familiarizado com esse animal e devia conhecê-lo muito bem. Provavelmente tinha ouvido seus gritos de ansiedade por água. Quem sabe algumas vezes o próprio salmista ajudou algum animal desse a encontrar água. E também, muito provavelmente, o salmista seguiu esse animal em busca de água. O fato é que o salmista estava se sentindo como a corça (ou cervo). A intensidade do sofrimento do salmista, a percepção da saudade de Deus era tão grande que o salmista teve que buscar na natureza algo para se expressar. O desejo do salmista era tão visceral, tão urgente, tão imediato que só a cena de um animal agonizando de sede servia para externar sua ânsia.

Será que nos sentimos assim com freqüência? Será que nossos sentimentos por Deus podem ser expressos da mesma forma? Temos consciência que precisamos de Deus diariamente, assim como precisamos da água para nos manter vivos? Temos nos alimentado de Deus diariamente? Ainda temos força para expressar nossa necessidade de Deus? Do que temos nos alimentado?

O salmista, nesse momento de saudade de Deus, afirma que tem se alimentado das suas próprias lágrimas (v. 3). Ora, uma pessoa que perambula pelo deserto em busca de água, jamais poderá se saciar com algumas lágrimas! Se a necessidade dele foi comparada a “águas correntes”, como ele se manteria vivo com suas próprias lágrimas? E o pior de tudo, as lágrimas são salgadas e isso aumentaria ainda mais a sede!!!

A comparação é perfeita. Um animal imponente, forte e garboso está sucumbindo e gritando, pedindo correntes de água para matar a sua sede. O cervo, acostumado a viver em regiões onde a água pode faltar, está num local que ele esperava encontrar água, mas ela não está lá. O salmista olha para si, percebe sua fragilidade, sabe que necessita de água em abundância. Depois de passar dias se alimentando de suas próprias lágrimas e ainda sentindo sede, vê suas esperanças morrerem. Ambos, homem e cervo, no último estertor de vida, clamam por água, por muita água, correntes de água, água em abundância.

Queridos, não nos basta um copo da presença de Deus diariamente. Não conseguiremos viver longe da Sua presença. Não nos restará vida em nós mesmos se formos negligentes na busca da comunhão com Ele. Se estivermos longe da Sua fonte, nossa alma morrerá à míngua, sedenta, árida. Ele não está longe, pelo contrário, está perto e nos incentiva a buscá-lO enquanto é possível achá-lO (Isaías 55:6). Nossa necessidade não é pequena. Nossos pecados nos afastam de Deus e por causa deles carecemos da Sua glória (Romanos 3:23). Ou buscamos a Deus todos os dias, com toda diligência, com amor e intenso desejo, ou morremos sem Ele eternamente.

Frases...

“Passamos anos gastando um dinheiro que não temos, para comprar coisas que não precisamos, para impressionar quem não conhecemos.”

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Neurose evangélica


Ontem estive com o Gerson Borges e o Tom Ferro desde o final da tarde até o início da madrugada. Foi um período muito bom de muitas conversas, risadas e espiritualidade. É incrível como Deus nos permite no meio do caos paulistano ter momentos de intimidade com Ele e com Seus filhos.

Neurose, neurastenia, neura, neurótico são algumas palavras que definem o atual momento evangélico no Brasil. E acho que outras partes do mundo também. Só para termos idéia, a palavra neurose tem várias definições no dicionário. Uma delas é
conjunto de problemas de origem psíquica que, diferentemente da psicose, conservam a referência à realidade, ligam-se a situações circunscritas e geram perturbações sensoriais, motoras, emocionais e/ou vegetativas.

Não seria isso o que vemos hoje no evangelicalismo atual. No meio evangélico tem:

  • tem gente que se acha o Messias;
  • tem gente que se acha no direito de determinar o que Deus tem que fazer;
  • tem gente que acha que pode falar em nome de todos os evangélicos;
  • tem gente que acha que pode defender a chamada “sã doutrina”;
  • tem gente que acha que pode manipular os dons de Deus;
  • tem gente que acha que pode manipular os membros das igrejas locais;
  • tem gente que acha que pode se elevar a grau de apóstolo, apóstola, bispa, pai-apóstolo, arcanjo...
Essas pessoas criam suas próprias realidades, seus próprios feudos e ficam vivendo suas neuroses e criando perturbações em todo o meio evangélico. Lembro-me, quando criança, de histórias de como os “crentes” eram respeitados na sociedade. Hoje, aqui em São Paulo, numa rua de lojas de instrumentos musicais, os lojistas desconfiam quando você aparece falando que é evangélico e quer comprar algo parcelado.

Onde vamos parar com isso? Pára com isso!!!!!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Convite de amor

O nosso dial está cheio de estações evangélicas de rádio. Tem rádio evangélica pra todos os gostos. Certo dia estava tentando ouvir alguma música evangélica atual interessante no rádio quando comecei a ouvir a música Convite de Amor, do também agora compositor, R. R. Soares - o manda-chuva da Igreja Internacional da Graça. Queria ouvir alguma música interessante e, em certo aspecto, essa música é interessante.
Lá pelo meio da letra, o “inspirado” compositor escreve o seguinte:



A decisão é sua; dela, Deus não pode participar
Você é o responsável pelo seu destino eterno
Jesus bate a porta, abra correndo para Ele entrar


Se você quiser ver um clipe dessa música, clique aqui.

A petulância e a arrogância do missionário R. R. Soares é tão grande, que ele assume que Deus pode não participar da escolha de uma pessoa para sua própria salvação. Quer dizer que Deus, que propôs Jesus Cristo para salvação da humanidade, não pode participar das escolha de alguém querer ser salvo? Nem estou questionando o fato de uma pessoa, morta em seus pecados, não ser capaz de escolher a Cristo. Ora, se a pessoa está morta espiritualmente, como poderá escolher a Deus, que é espírito (João 4:24)? A teologia do R. R. Soares é tão tosca que ele tira Deus daquilo para o qual Ele mesmo enviou Seu Filho, salvar os pecadores (Mateus 1:21; 18:11).


Agora, a segunda frase é mais ridícula ainda. Gostaria de saber o que o missionário R. R. Soares pensa desse versículo:
“Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles.” (Jó 14:5). Se eu sou o responsável pelo meu destino eterno, não preciso mesmo de Deus. Talvez eu precise mais da ajuda do missionário do que de Deus. Imagine que nós, como seres finitos que somos, somos responsáveis pela nossa eternidade. Deixe-me refrescar a sua memória e a do missionário que Adão foi colocado por Deus como responsável pelo destino da raça humana e falhou. E olha que Adão fora criado sem nenhum pecado, ele era absolutamente perfeito. Quanto a nós, que já nascemos em pecado, pobre de nós. Isso é que dá colocar um microfone e uma câmera de televisão na frente de gente despreparada e sem conhecimento da Palavra de Deus.


Na terceira frase, R. R. Soares aconselha os ouvintes a abrir a porta correndo para Jesus e eu pergunto, para quê? Se Deus não participa das minhas escolhas, se eu mesmo determino (como ele gosta dessa palavra!!!) meu futuro eterno, qual é a utilidade de Jesus na minha vida? Além do mais, o texto a que ele se refere do Apocalipse, em que Jesus está batendo à porta, Jesus está batendo à porta da igreja, portanto de gente que já o conhece. Ele não está batendo à porta de quem não O conhece.



Missionário R. R. Soares, permita-me um conselho. Leia as letras de gente como Sergio Pimenta, Jorge Camargo, João Alexandre, Jorge Redher, Guilherme Kerr, Gerson Borges, Stenio Botelho, Nelson Bomilcar, Adhemar de Campos, Asaph Borba, Carlos Sider, Charles Mello e muitos outros desse calibre. Aí sim o senhor vai aprender alguma coisa de útil.

Comprovado cientificamente!

Em qualquer discussão com um pouco mais de polêmica, as pessoas sempre apelam para o jargão: “...está provado cientificamente que...”, e aí colocam seus argumentos. A discussão pode ser sobre a eficácia de um remédio, sobre o uso da fé nos tratamentos de doenças, sobre a utilização dos 10% do cérebro, etc e etc. Todos os assuntos, todas as discussões parecem finalizar com o aval da ciência. Será mesmo que a ciência tem todo esse poder? Será mesmo que a ciência põe uma pedra final nas discussões? Minha impressão é que não é bem assim. Hoje, em pleno início do século 21, temos a impressão que se o cientista falou, “tá” falado!

Os cientistas, em nossa sociedade pós-moderna, gozam de uma certa aura mística e de muita credibilidade. Se bem que, para muitos, ciência não combina com fé. Cientistas são aquelas pessoas que estudam muito, o dia todo, todo dia, sem parar, portanto, quando falam, sabem o que estão falando. Cientistas fazem experimento o dia todo e ficam trancados em seus laboratórios testando um “monte de coisas”, para ver se essas “coisas” dão certo, ou funcionam, ou são do jeito que a gente pensa. Muitos cientistas – assim como muitos médicos – gostam de falar difícil, e quem fala difícil deve saber o que está falando. Cientistas dão entrevistas na televisão, escrevem em jornais, publicam livros... e se eles fazem tudo isso é porque eles são demais. Doce ilusão!!!

Assim como os políticos eleitos são a expressão da sociedade em que vivem, os cientistas também são a expressão da sociedade em que vivem. Antes de continuar, aceitem minhas desculpas pelas generalizações. Não são todos os cientistas que pensam da mesma maneira, sendo assim, vou falar da ciência e não dos cientistas.

1. A ciência só acredita naquilo que ela consegue provar. Conta-se que numa aula de anatomia, com o corpo dissecado na frente dos alunos, o professor perguntou: “Estão vendo, está tudo aí, não existe nada dessa coisa de Criador da vida, existe?” Um aluno retrucou: “Professor, o senhor ama sua esposa?”, o professor respondeu: “Sim e muito”. “E onde está o amor nesse corpo, professor?” No silêncio do professor o aluno finalizou: “Acho que o senhor não ama tanto assim.”

2. A ciência está certa em tudo que fala. Já disseram que a melhor dieta é só comer carboidratos. Depois disseram que tinha comer só proteínas. Depois ainda, já disseram que tínhamos que comer gordura. Já disseram que a melhor pressão arterial era 12x8. Agora tem cientista que diz que é 13x9, ou 13x8. Tem cientista que diz que vírus é um ser vivo, tem cientista que diz que ele não é ser vivo. Tem cientista que diz que a vitamina C é boa pra evitar resfriado. Tem cientista que diz que ela não evita nada. Tem cientista que diz que é bom a mulher menstruar. Tem cientista que diz que não é bom a mulher menstruar.

3. A ciência pode melhorar a nossa vida. O que você acha dessas descobertas científicas — pólvora, bomba atômica, substâncias químicas tóxicas, armas biológicas, drogas. São alguns exemplos de descobertas científicas presentes na sociedade moderna que necessariamente não melhoram a nossa vida. Pelo contrário.

Para pensar: será mesmo que a ciência é tão isenta assim? Será mesmo que por trás da ciência também não existem ideologias e pressupostos que precisam ser defendidos? Será mesmo que a ciência só tem o interesse do bem-estar social? Será mesmo que a ciência pode nos ser uma base firme de confiança? Será mesmo que os cientistas que tanto lutaram para a utilização das células-tronco embrionárias humanas querem só mesmo a cura das pessoas? Será mesmo que numa discussão a frase “...mas a ciência comprova...” é suficiente para resolver as dúvidas?

Os caminhos da Ciência e da Fé*

Até onde a ciência pode nos levar? Até onde a fé pode nos levar? Será que esses dois caminhos vão para o mesmo lugar? Ou seriam a ciência e a fé como automóveis e não os caminhos? Essas questões parecem complicadas num primeiro momento, mas acredito que não sejam tão difíceis assim.

Hoje em dia, a educação moderna visa capacitar os alunos a enxergarem o mundo com diversas lentes. A visão cartesiana e engessada de mundo caiu por terra há muito tempo. Não há apenas o preto e o branco. Existem várias matizes de cinza entre esses dois opostos. Nesse sentido, os colégios mais modernos trabalham para capacitar os alunos a olharem um mesmo fenômeno com os olhos das Artes, da Matemática, das Ciências Naturais, da História.

Talvez hoje, em linhas gerais, existam três grandes questões científicas: qual é a origem do universo, qual é a origem da vida e qual é o destino final do universo. Essas não são questões fáceis de serem respondidas, porque elas envolvem muitas outras questões periféricas. Para um naturalista convicto, as duas primeiras respostas nem cogitam a existência de uma entidade divina. Para um cristão convicto as duas primeiras respostas são Deus.


Isso poderia ser válido há algum tempo atrás, porém, a ciência e a fé, para muitos cientistas e religiosos, hoje estão lado a lado. Em A Linguagem de Deus, o famoso biólogo Francis Collins tenta mostrar sua crença no que a ciência diz atualmente conciliada no Deus da Bíblia. O Dr Collins afirma sua total aceitação da origem evolucionária das espécies dos seres vivos e, ao mesmo tempo, declara crer “num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós”. Para ele, a ciência e a fé não se contradizem. Devo acrescentar que ele não está sozinho nesse pensamento.
Em relação ao pensamento evolucionista, há muita gente crente no Deus da Bíblia e que subscreve o evolucionismo como apresentado por Darwin. A propósito, há 150 anos atrás, exatamente em 1 julho, ele lançou o livro mais revolucionário da ciência, A Origem das Espécies. Conciliar a evolução e a existência de Deus, para mim, é um grande erro. Um erro porque o próprio Darwin tinha receio em publicar suas idéias, pois ele sabia que sua teoria negava a necessidade da intervenção divina na criação das espécies. Ele afirmou que seria “como confessar um assassinato”. Ele entendeu que tinha descoberto uma “maneira mais simples” de explicar a biodiversidade sem a necessidade de Deus. A esse mecanismo “simples” ele chamou de seleção natural.

Ora, seu próprio nascimento mostrou que a teoria da evolução tinha embutida a negação da necessidade de Deus. Se as espécies eram aparentadas entre si, provavelmente descendiam de um ancestral que lhes fosse comum. A idéia é realmente simples e naquele momento – e por algum tempo depois – as pessoas não estavam tão interessadas em como os animais teriam surgido.


Para mim está muito claro que a teoria da evolução destrona Deus do seu lugar e o deixa vazio, uma vez que essa teoria parte simplesmente de leis naturais para explicar a diversidade das espécies. Visto que naturalmente podemos explicar as diferenças entre as espécies, por que recorrer a explicações sobrenaturais? Não vejo como a proposta do evolucionismo teísta se sustenta à luz da Bíblia. À luz da filosofia naturalista, do naturalismo científico, do pensamento pós-moderno ele se sustenta, e com bastante facilidade.


Acredito firmemente que os caminhos da ciência e da fé são bem diferentes. Ainda fico a pensar se ciência e fé são estradas ou carros que nos conduzirão para algum lugar. A ciência se propõe a buscar a verdade. A Bíblia afirma ser ela a verdade. A ciência é altamente mutável na sua essência. A Bíblia é imutável, porque Seu autor é imutável. Nós até podemos usar a ciência, a fé ou as duas juntas no nosso caminho. A fé bíblica nos dá uma direção e um destino, a ciência não.


*Esse texto também pode ser lido no BibliaWorldNet.

domingo, 29 de junho de 2008

Só para pensar!

Se eu não concordo com a maneira de governar do prefeito da minha cidade, posso manifestar minha opinião?

Se eu não concordo com a política que meu patrão tem no emprego, posso falar isso pra ele?

Se eu não concordo com o síndico do meu prédio, posso manifestar esse meu pensamento?

Se eu não concordo com a maneira da professora do meu filho ensinar, posso falar isso pra ela?

Se eu não concordo com a maneira do presidente da República governar, posso deixar isso claro para ele saber?

Se eu não concordo com a prática do banditismo, posso me manifestar para que os bandidos sejam todos presos?

Se eu não concordo com o uso e o tráfico de drogas, posso deixar isso claro para meus filhos não andarem com gente que defende isso?

Se eu não gosto de falar e ouvir palavrões das pessoas, posso falar que essa é uma prática feia e deselegante?

Se eu não concordo com as pessoas que jogam lixo na rua, posso falar que essa é uma prática errada pelos problemas que isso causa?

Se eu não concordo com o abuso dos animais, posso me manifestar contra as pessoas que praticam essas coisas?

Se eu não gosto da música que está tocando no carro ao meu lado, posso fechar as janelas do meu carro para não ser importunado?

Se eu não gosto de literatura esotérica, poesia, prosa, biografias ou qualquer outro tipo, posso aconselhar as pessoas a não comprarem esses tipos de livros?

Se eu não concordo com a escravidão dos trabalhadores, posso me manifestar em defesa do trabalho honesto?

Só para pensar!

sábado, 28 de junho de 2008

CQC e Marcha para Jesus

O programa CQC, da Rede Bandeirantes, é muito bom. Irreverente, divertido, contundente, instigante ão alguns adjetivos que encontro para esse programa. Pelo que vemos, não há assunto ou situação que eles não mexam. Depois de uma segunda-feira de trabalho intenso e cansativo, dou boas risadas assistindo esses caras.

Mas o dia que eles passaram a Marcha para Jesus eu não assisti. Como faço parte da comunidade deles no Orkut, vi o vídeo e li os comentários. E, lógico, como qualquer espírito corporativista e de gente incapaz de enxergar o próprio umbigo, a maioria dos comentários é contra a abordagem que os repórteres do CQC. Se você quiser saber como eles abordaram os “crentes”, acesse os links acima.

Agora, como não fui nessa marcha, por não concordar com seus idealizadores, estou muito à vontade para escrever esse comentário. Os idealizadores desse projeto, Estevan e Sonia Hernandes, foram presos nos Estados Unidos por mentirem e não declararem a quantia exata de dinheiro que tinham. Infelizmente seus seguidores (porque não são seguidores de Cristo) os defendem com unhas e dentes. O ridículo é que um programa vexatório desses escracha a igreja evangélica por causa desse péssimo testemunho dos fundadores da Igreja Renascer. Enquanto nós evangélicos não arrumarmos a casa e não pararmos de jogar a sujeira para debaixo do tapete, seremos envergonhados pelos que não conhecem a igreja de Cristo.

Só para nossa lembrança, a Bíblia adverte veementemente aqueles que são motivos de escândalo para o evangelho. Deus tenha misericórdia de nós.

domingo, 22 de junho de 2008

Não confio mais

Mesmo tendo pastor, não confio mais nos pastores televisivos. A televisão transforma pessoas comuns em ídolos. E os ídolos existem para serem adorados pelas pessoas. A televisão causa uma mutação na percepção da realidade dos pastores, que começam humildes e sozinhos seus programas, e pouco tempo depois, pedem para os telespectadores bancarem seus programas. A história tem mostrado que, mais dia menos dias, os pastores televisivos caem em contradições: adultérios, sonegações fiscais, associações com gente suspeita, enriquecimento desconfiável, entre tantas outras falcatruas.

Mesmo sendo músico e integrando o grupo de louvor da minha comunidade, não confio mais nos ministros de louvor. Os púlpitos parecem mais palcos para apresentação dos artistas evangélicos. Eles querem brilhar mais que a própria Estrela da manhã. Alguns transformam a igreja em academia: “vira pro lado e fala...”; “levanta a mão e declara...”; “pula na presença de Deus...”; “agora grita...”. O Brasil evangélico de hoje tem centenas de cantores, instrumentistas e grupos... um querendo vender mais que o outro. Tem “louvor” para todos os gostos: louvor profético, louvor apostólico, louvor extravagante, louvor para evangelismo, louvor para guerra espiritual, louvor para restituição, louvor para determinação, louvor para atrair a presença de Deus, louvor para espantar a presença do diabo, louvor para meditação. Estou sentindo falta do louvor para louvar somente a Deus.

Mesmo crendo que Jesus não muda e ainda realiza milagres, não confio mais nos milagres que acontecem. Os evangelhos mostram um cotidiano comum de um judeu chamado Jesus e seus 12 amigos. De vez em quando, em caráter excepcional, aparece um ato extraordinário. Mas hoje, se um culto acabar sem ninguém curado, esse é o fato extraordinário. Na igreja evangélica brasileira milagre virou algo comum. Não confio mais nas pessoas que ficam propagando os milagres recebidos. Várias vezes Jesus disse para os curados não falarem nada pra ninguém. Desde que inventaram o placebo, descobri que o cérebro é capaz de coisas extraordinárias!

Mesmo tendo uma confissão de fé reformada e evangélica, não confio mais quando alguém me diz que é evangélico. Tem evangélico que não vai na igreja, tem evangélico que não toma mais a ceia, tem evangélico que não ora mais nas horas de acordar, comer e dormir. Tem evangélico que passa no farol vermelho, tem evangélico que entra na contramão, tem evangélico que estaciona em local proibido e tem evangélico que compra CD e DVD piratas. Tem evangélico que pirateia CD e DVD pra ganhar uma graninha, tem evangélico que dispõe na internet músicas dos tais artistas cristãos que querem vender muitos CDs. Tem evangélico que dá cheque sem fundo, tem evangélico que vende e não entrega e tem evangélico que sonega imposto.

Mesmo crendo na Bíblia e seus profetas, não confio mais nos profetas modernos. Eles falam que num culto com um monte de velhinhos e velhinhas, tem gente sofrendo de dor nas costas, nos olhos, nos ossos e com dificuldade de respirar. Eles dizem nos encontros de jovens que Deus está mostrando vários casais se formando ali. Os profetas modernos, no rádio e na televisão, dizem que tem gente que vai receber uma quantia inesperada de dinheiro para saldar as dívidas. Os profetas modernos dizem que Deus sempre vai dar 100 vezes mais, independente de quanto o necessitado contribua para o “ministério” do tal profeta. Não confio mais nos profetas, pois a maioria deles começa dizendo que “grande é esse mistério”. Ora, se é mistério e tem um profeta diante de mim, por que ele não revela o tal mistério. Isso me faz lembrar uma personagem do Jorge Amado!

Mesmo sendo uma pessoa cheia de fé, não confio mais em nada!!! A partir de agora vou confiar mais na Palavra de Deus. E ela me diz “Maldito o homem que confia no homem”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Mangas e o nosso vernáculo

Sou professor de Biologia, mas também tenho que corrigir muitos erros de português das respostas dos meus alunos. Já li um monte de palavras estranhas: shi-shi (xixi), Jossoaris (Jô Soares), serumano (ser humano) e muitas outras. Por isso mesmo, incomoda-me muito quem tem a obrigação de ensinar e de ser exemplo, destruir o nosso vernáculo. Principalmente quando isso acontece nos púlpitos.

Pois estava fazendo uma pesquisa no maior dicionário da Língua Portuguesa aqui no Brasil, o Dicionário Houaiss, quando me deparei com o seguinte: bispa:
substantivo feminino. Rubrica: agricultura. Regionalismo: Índia. variedade de manga Pois bem, além de não concordar teologicamente com tal designação, a palavra não tem o significado atribuído a ela.

Aí, hoje, procurando algumas coisas na internet, deparei-me com essa página: http://www.casafirme.com.br/pastores.asp Para minha nova surpresa, agora há igrejas com uma nova designação, que nem na Bíblia existe - tal qual a primeira. Apóstola... onde vamos parar? Será que alguém vai cunhar a palavra “anja”?

Até mais, Marcos.

domingo, 1 de junho de 2008

STF e as células-tronco


Agora que o Supremo autorizou a pesquisa com células-tronco, será que as pessoas ainda querem saber a opinião do Soberano?

Três afirmações de que Deus e evolução não podem estar juntos

                 Foi com vontade de conhecer como o mundo físico funciona e como Deus criou todas as coisas, especialmente os animais, é que...